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quinta-feira, 30 de junho de 2016

LLX, de Eike, pagou propina à Cunha


O ex-vice presidente da Caixa Econômica Fábio Cleto afirmou em delação premiada que uma empresa de Eike Batista pagou propina a ele próprio e a Eduardo Cunha para obter recursos do FGTS.

Segundo a Folha de S.Paulo, trata-se da LLX, a empresa de logística do grupo de Eike, e a propina teria envolvido títulos de dívida (debêntures) da empresa.

Cleto teria recebido cerca de R$ 240 mil pela transação, mas não soube especifcar quanto teria sido pago a Cunha por não ter participado diretamente do pagamento.

Ao jornal, os citados negaram envolvimento com irregularidades.









Fonte: Exame

segunda-feira, 27 de julho de 2015

PESCADORES DE ATAFONA ARTICULAM MANIFESTAÇÃO PARA FECHAR PORTO DO AÇU

(Fotos: Ralph Braz)
As dificuldades que os pescadores de Atafona têm enfrentado (veja o vídeo) para conseguir passar pela barra — canal de acesso ao mar — ganhou destaque neste mês de julho, com recorrentes cenas de barcos encalhados na foz do Paraíba. Com o rio perdendo força, bancos de areia estão se formando e bloqueiam a passagem dos barcos. A classe pesqueira já se reuniu no último dia 9 com representantes das secretarias de Pesca, Maio Ambiente e Obras de São João da Barra, por intermédio da vereadora Sônia Pereira (PT), para debater o assunto e buscar uma solução. Somente na última semana, três barcos ficaram encalhados na foz. Eles alegam que, de imediato, seria necessário a dragagem da área, feita por um navio que executou o serviço de aprofundamento e a abertura de um canal no Porto do Açu.


De acordo com o secretário de Pesca do município, Joel Serra, o secretário de Obras, Marcos Sá, já apresentou um projeto para desobstrução do canal de navegação e uma reunião com o prefeito Neco (PMDB), agendada para esta segunda-feira (27), vai discutir os próximos passos em busca de uma solução para o problema. “Na segunda-feira teremos uma reunião com o prefeito Neco, os secretários de Obras e de Meio Ambiente. Estamos recolhendo assinatura dos pescadores, para anexar um abaixo assinado ao projeto. Uma coisa é certa, do jeito que está não dá para ficar”, relatou Joel.


Em vídeo publicado nas redes sociais (aqui), os pescadores mostram as dificuldades encontradas para passar pelo canal até mesmo com a maré cheia. No áudio, é possível ouvir seus relatos e o aviso que irão organizar uma manifestação em frente à Prefeitura e a ameaça de fechar o Porto do Açu caso uma solução imediata não seja apresentada.

Os pescadores acreditam que a Prumo e outras empresas do Porto devem participar do projeto, como forma de medida compensatória aos impactos do empreendimento na principal atividade econômica de Atafona. Além disso, eles alegam que se o canal fechar, o entreposto pesqueiro — apresentado como plano de compensação da ainda LLX em 2009 —, com obras que se arrastam desde 2012, ficaria inutilizável, se um dia ficar pronto. “Era só a draga que eles usam no Açu vir aqui e abrir o canal de navegação. A gente sabe que isso (a barra fechar) é a força da natureza, mas precisa ser feito alguma coisa para ajudar o pescador”, relatou Carlos Pereira, ex-vereador e proprietário de embarcações.





Fonte: Blog do Arnaldo Neto

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ALERJ FAZ AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O PORTO DO AÇU EM SJB

(Foto: Divulgação)

Durante cinco horas, autoridades, representantes da sociedade civil e produtores rurais do 5º Distrito de São João da Barra debateram diversos assuntos ligados ao Complexo Industrial do Superporto do Açu, em audiência pública na Câmara de Vereadores nesta segunda (2). A reunião foi realizada pela Comissão Especial da Alerj, criada para acompanhar a situação dos investimentos do Porto e dos trabalhadores envolvidos na obra. O “condomínio industrial” foi o tema da audiência, conduzida pelo presidente da Comissão, deputado estadual Roberto Henriques.

Logo no início, o deputado informou que, para tratar especificamente da questão das desapropriações, a Comissão promoverá uma nova audiência, no dia 10 de fevereiro, em São João da Barra, com as presenças de representantes da Codin e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio. “A maior contribuição que podemos dar é aparar qualquer tipo de conflito; é sair desse encontro com perspectivas de entendimento porque sabemos que o lado mais frágil é o do produtor rural e isso não pode ser um problema eterno”, destacou Roberto.

Fizeram parte da mesa, além dos vereadores sanjoanenses, o diretor de engenharia e implantação da LLX, Luís Baroni; o representante do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Sidney Machado, os secretários de Planejamento de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, respectivamente, Antonio Neves e Florentino Cerqueira Azevedo (que representaram os prefeitos, Neco e Pedro Cherene Júnior). Também compuseram a mesa, o vereador de SFI, Marcelo Garcia e o representante da Secretaria Municipal de Petróleo, Energias Alternativas e Inovação Tecnológica de Campos dos Goytacazes, Maurício Soares do Vale.

O primeiro vereador a falar foi Franquis Arêas, que reside no 5º Distrito e abordou temas como: destino dos recursos destinados aos agricultores familiares, doação de tratores e a questão da salinização – problema também apontado pelo produtor rural, José Roberto, de Água Preta. “Os produtores não são respeitados pela LLX”, comentou o produtor.

Representando a Associação dos Produtores Rurais do 5º Distrito, a agricultura Noêmia Magalhães, ao fazer uso da palavra, quis abordar a questão das desapropriações – o que foi recusado pelo deputado por fugir ao tema desta audiência. Segundo Roberto, o assunto, muito polêmico por sinal, será abordado na audiência de fevereiro. Não satisfeita com o ocorrido, ela deixou o plenário.


Fonte: Ascom

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

OSX VAI DEVOLVER ÁREAS OCUPADAS NO PORTO DO AÇU PARA LLX / EIG




A decisão da OSX de negociar a devolução de áreas de seu estaleiro no porto do Açu, no norte fluminense, pode fazer com que a empresa de construção naval de Eike Batista fique com, no máximo, metade do terreno original do projeto. Fontes ouvidas pelo Valor dizem que a empresa poderá reter entre 30% e 50% da área original do estaleiro.

No total, a OSX arrenda 3,2 milhões de metros quadrados da LLX, a empresa de logística de Eike, no Açu, em São João da Barra (RJ).

A OSX ocupa hoje uma área nobre do porto, no chamado TX2, terminal em terra ligado ao mar por um canal de navegação. O terreno do estaleiro tem saída direta para o mar e cais para atracação de navios de apoio marítimo ligados à indústria de petróleo e gás.

O conselho de administração da OSX aprovou o início de negociações com a LLX para chegar a um modelo de "estaleiro reduzido". A informação consta em ata da reunião do conselho realizada no dia 25 de outubro e divulgada ontem.

As discussões passam por devolução de áreas em contrapartida ao fim de obrigações de investimento. As negociações para devolver a área oficializam uma decisão que era amadurecida na empresa há mais tempo, segundo uma fonte que conhece o projeto.

(Foto: Fabio Braga)

O estaleiro do Açu nasceu com um projeto para construir 48 plataformas para a OGX, empresa-irmã que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio. Como o estaleiro estava em obras, a construção de plataformas foi iniciado na Ásia com a encomenda de três unidades.

A OSX tinha previsão ainda de construir onze navios-tanque para a Kingfish, mas o contrato foi cancelado. Restam em carteira a construção de módulos para duas plataformas da Petrobras e um navio de apoio marítimo, segundo fontes próximas da empresa. Com a reestruturação da carteira, o estaleiro da OSX no Açu também vai passar por mudanças.

Os novos controladores da LLX, a americana EIG, vê no Açu potencial para desenvolver o porto como base de apoio para as operações da indústria de petróleo.

É no meio de todo este processo que a OSX, em processo de pré-recuperação judicial, informa que pretende devolver grande parte desta área para a LLX, para evitar novas dívidas com pagamento de aluguel/arrendamento. Boa parte desta área foi desapropriada pela Codin tendo o pagamento da desapropriação sido feito pela LLX, através de um convênio firmado com a Codin e com a PMSJB.


Fonte: Valor/ Blog do Roberto Moraes

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

LLX PEDE ADIAMENTO DA REUNIÃO NA ALERJ, SOBRE O PORTO DO AÇU



A reunião que estava marcada para esta sexta-feira(11/10), onde estava sendo aguardada a presença do empresário Eike Batista que havia sido convidado para falar à Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), só que a empresa LLX, do empresário, pediu 20 dias de adiamento da reunião com a Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para discutir a situação dos trabalhadores e funcionários do Porto do Açu, no Norte Fluminense. Segundo Luiz Osório, diretor da llx, esse é um momento de transição em que a empresa controlada por Ike está em uma operação de investimento com a empresa americana EIG, que pode se tornar a controladora acionaria da LLX.




Fonte: Roberto Henriques/ O GLOBO

terça-feira, 1 de outubro de 2013

EMPRESAS DE EIKE COMEÇAM DESOCUPAÇÃO DA SUA ATUAL SEDE

(Foto: Rafael Andrade/ folhapress)

As empresas do grupo EBX, de Eike Batista, iniciaram um plano de desocupação do histórico edifício Serrador, no centro do Rio, disse uma fonte a par do assunto. A mobilização começará pela empresa de logística, a LLX, que pretende deixar a atual sede até o final de outubro.

A ideia é que as outras companhias que estão no local também deixem o prédio, que é alugado desde o final de 2011, o mais rápido possível, assim que acharem novos locais para instalarem os seus funcionários.

De acordo com a fonte, o prazo de locação vai até março de 2015 e deverá ser reincidido com o pagamento de multa prevista no contrato. As companhias não sairão do prédio todas ao mesmo tempo porque não têm um local único para se instalarem.

A holding deverá se mudar para o antigo escritório do grupo, mas as outras empresas não caberiam no local. A empresa é dona do 10º andar do prédio localizado na Praia do Flamengo (zona sul), no número 154.

Além da EBX e LLX, estão no prédio atualmente a MMX (mineradora), OGX (petroleira), OSX (construção naval), CCX (carvão) e IMX (marketing esportivo e de eventos).

ENEVA
A Eneva, antiga MPX, mudou do Serrador em julho. A companhia de energia transferiu as suas operações para um edifício também na Praia do Flamengo, no número 66.

Os processos administrativos, que eram integrados, foram desmembrados, para que as empresas achem soluções individualmente. O grupo quer que os novos controladores se mobilizem para conseguirem novos locais.

As empresas de Eike Batista, que são interligadas, enfrentam um processo de forte desvalorização desde que a petroleira OGX não atingiu os níveis de produção esperados. Nos últimos meses, o empresário tem se desfeito de ativos e do controle das companhias.


Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

LLX E EIG ACORDO DE R$ 1,3 BI E TROCA DE CONTROLE



A LLX e a gestora de ativos EIG formalizaram, neste domingo, o acordo que garantirá a troca de controle da empresa de logística fundada por Eike Batista. O negócio envolverá a injeção de 1,3 bilhão de reais na LLX, o que vai diluir a participação de Eike e torná-lo minoritário.


A assinatura do acordo ocorreu 30 dias após a divulgação de um termo de compromisso entre as empresas. Segundo a nota da LLX à imprensa, nesta segunda-feira, o que decorreu desde então foi uma “detalhada due diligence” – o jargão de mercado para a auditoria que fez um pente-fino nas contas da companhia.

O principal atrativo da LLX é o superporto do Açu, que está em construção em São João da Barra (RJ). Com um píer de 17 quilômetros de comprimento, será capaz de receber até 47 embarcações por vez.

O porto também contará com um pólo industrial com empresas de petróleo, tecnologia e armazenagem, entre outros.

O presidente da EIG, Blair Thomas, declarou na nota conjunta com a LLX, que o porto de Açu “terá um papel fundamento no desenvolvimento da infraestrutura para prestação de serviços na área de energia, e estamos ansiosos para concluir esse importante projeto”.

O acordo prevê, ainda, que a participação indireta que Eike possui na LLX Açu, de 30%, seja vendida para a LLX. Assim, a LLX Açu será uma subsidiária integral da empresa de logística.

Ao final da injeção de capital da LLX, Eike passará a deter cerca de 20% de participação na empresa e terá direito a indicar um membro do conselho de administração.


Fonte: Ascom LLX

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

SALINIZAÇÃO DA ÁGUA EM SJB: UM GRAVE RISCO PARA A SAÚDE DA POPULAÇÃO

(Foto: Ralph Braz)

Após uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) no 5º distrito de SJB,  os moradores e agricultores se encontram diante de mais um problema: o alto nível de salinidade na água, que estaria sendo ocasionado devido à abertura de um canal para a construção do complexo portuário.

O resultado da pesquisa que analisou poços, caixas d’água das casas e também em canais, constatou que a distribuição de água nas propriedades tanto pela Prefeitura Municipal de São João da Barra, quanto pelo sistema de abastecimento da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (CEDAE), é considerada imprópria para o consumo, oferecendo vários riscos a saúde das pessoas, além de gerar um grande impacto ambiental, comprometendo a fauna e flora da região. 


De acordo com o Enfermeiro, Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestre e Doutorando (UERJ/ PPGENF),em Nefrologia, Brunno Lessa S. Xavier, alerta para os riscos que a população de São João da Barra, podem vir a ter devido a salinização da água.

O profesor Brunno, fez um breve relato acerca dos problemas relacionados ao excesso de sal na água:

"O principal problema para a saúde humana, relacionado ao excesso de sal, está ligado ao sódio. Esta substância, quando consumida em excesso (ex: em água com altos níveis de salinização), pode desencadear ou potencializar quadros de hipertensão arterial e/ou atrapalhar o seu tratamento (inativar alguns anti-hipertensivos).

O excesso de sódio também está relacionado ao aparecimento de sérios agravos à saúde humana, como por exemplo: Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência renal, doenças cardiovasculares, pedras nos rins, osteoporose, diabetes, asma e câncer do estômago".

Para finalizar o professor afirma que as medidas devem ser tomadas o mais rápido possível, se não tiver uma medida reparadora e medidas de contenção, os danos serão ampliados, relatou o professor, afirmando que há medidas a serem tomadas já que é um problema de saúde pública. O professor Brunno Lessa é morador de São João da Barra, em sua residência só faz uso de água mineral.  

(Foto: Folha de São Paulo)

O agricultor, José Alberto Pereira, de 50 anos, que mora no 5º distrito, na localidade de Água Preta desde que nasceu, disse ter notado uma grande mudança na qualidade da água em sua propriedade, tanto a do poço quanto a da casa, que segundo ele, é abastecida pela Cedae.

(Foto: Ralph Braz)

“Antes a água doce era normal, maravilhosa. Toda a vida fui criado bebendo essa água do poço. A gente fica triste porque depois que essas obras começaram, minhas plantações estão morrendo pela grande salubridade que está na água. É um prejuízo incalculável. Água é vida para o ser humano, para os bichos e para a vegetação. Sem ela não vivemos. É preciso mostrar o que está acontecendo. Precisamos pensar no amanhã, porque tudo está indo para o espaço”, disse o agricultor.


 

(Foto: Ralph Braz)


  
Fonte: Ururau/ Blog pense diferente / UENF 


VENDA DA MPX LIVRA EIKE DE DÍVIDA DE R$ 4 BILHÕES



O BNDES se livrou da maior parcela da dívida das empresas do grupo de Eike Batista com a venda da empresa de energia MPX para a alemã E.ON, mas ainda restam cerca de R$ 2 bilhões em débitos e parte deles estão sob renegociação.

Dados obtidos com exclusividade pela Folha indicam que cerca de R$ 4 bilhões migraram para o novo controlador da MPX -ou 66% de uma dívida de R$ 6 bilhões do grupo.
Esse é o valor que já havia sido liberado pelo banco estatal ao grupo EBX -de um total de R$ 10 bilhões em financiamentos contratados.

Há em curso, porém, uma renegociação de R$ 518 milhões referente a um empréstimo-ponte dado à LLX (logística) para a construção do porto do Açu (RJ). O BNDES provavelmente vai prorrogar o pagamento, que vence neste mês.

Foi a mesma saída para outro crédito-ponte para a OSX (estaleiro), prorrogado em agosto por dois meses.

Os empréstimos-ponte são dados até que um contrato definitivo e com melhores condições seja firmado.

O objetivo da renegociação é dar tempo para encontrar compradores para essas empresas que possam assumir as dívidas. "É melhor dar mais prazo e tentar receber do que deixar que a empresa quebre", diz Eduardo Coutinho, professor do Ibmec.

RISCO DIRETO

De tudo o que o BNDES emprestou a Eike, R$ 500 milhões, porém, estão sob risco direto de um eventual calote -é a chamada exposição do banco às empresas do grupo.

Tal cifra corresponde a 0,6% de todo o crédito liberado pelo banco no primeiro semestre. "Não é pouco, até porque é um banco público, mas proporcionalmente ao tamanho do BNDES não seria um problema tão grande [um eventual calote]", diz o professor do Ibmec.

O risco do BNDES é relativamente baixo porque 80% de todos os empréstimos contam com fiança bancária ou são financiamentos indiretos (repassados por outros bancos, que assumem o risco).

Ou seja, em caso de inadimplência, o "mico" fica com O banco que deu o aval ao empréstimo do BNDES.

Para Coutinho, o BNDES cercou-se desse cuidado porque as empresas de Eike eram apenas projetos -que frustraram as expectativas sem apresentar os resultados prometidos- e não tinham geração de receita própria.

Procurado, o BNDES informou que não comentaria os números obtidos pela Folha. LLX e OSX confirmam a repactuação das dívidas. A EBX não comenta os números.

SAÍDA

O empresário Eike Batista está negociando a redução da sua participação na MMX, empresa de mineração do grupo EBX, segundo fato relevante enviado à CVM.

Em documento assinado pelo diretor presidente da MMX, Carlos Gonzalez, a empresa informa que apesar da negociação, não há nenhum documento assinado sobre uma possível venda.

A MMX tem sido alvo do interesse de vários grupos, que visam principalmente o Porto Sudeste, maior projeto da companhia, em construção em Itaguaí (RJ). A empresa tem ainda duas minas de minério de ferro, Serra Azul, em MG, e outra em Corumbá.


Fonte: Folha de São Paulo

SAÍDA DE PROJETO SIDERÚRGICO DO AÇU NÃO IMPACTA EM EMPREENDIMENTO, AFIRMA LLX



O presidente do LLX, Marcus Berto, disse hoje que a decisão da Ternium em não instalar uma planta pelotizadora ou siderúrgica no Superporto do Açu não impacta o plano de negócios atual. “Com a retração do mercado siderúrgico nos últimos anos, o modelo de negócios da LLX está sendo revisto. Logo, a decisão da Ternium em não instalar uma usina siderúrgica no Superporto do Açu não altera o desenvolvimento do empreendimento”, afirmou Berto. A previsão é que o Superporto do Açu comece a operar neste ano.

A LLX divulgou hoje (6) ao mercado que recebeu comunicação oficial da Ternium informando que não prosseguirá com a implantação de planta pelotizadora ou siderúrgica no Superporto do Açu. A companhia também informou que será transferida a totalidade das ações da Siderúrgica Norte Fluminense S.A. (SNF) para a LLX – operação sujeita a aprovação de órgãos reguladores, bem como da celebração de documentos pertinentes pelas partes.

Berto também informou que a empresa já está buscando novas oportunidades de negócios para a utilização da área, com cerca de 13 km², já beneficiada por infraestrutura e com localização privilegiada perto do canal do TX2, que conta com 6,5 km de extensão, 300 metros de largura e profundidade atual de 10 metros.

(Foto: Fábio Braga)


Negociação

Em 14 de agosto, a LLX divulgou a assinatura de Termo de Compromisso com o Grupo EIG para investimento de R$ 1,3 bilhão, por meio de operação privada de aumento de capital. Ainda sujeita a assinatura de documentos finais e ao cumprimento das condições precedentes, Fundos de investimentos administrados pelo EIG se tornarão em conjunto o novo acionista controlador da empresa. A LLX estima que a Companhia e os Fundos assinarão o contrato de investimento antes do final do mês.

Nesta semana, o presidente do Grupo EIG, Blair Thomas, esteve no Superporto do Açu com Marcus Berto e com o presidente do Conselho de Administração da empresa, Roberto Senna. Thomas está no Brasil para concluir as negociações para aquisição da LLX.
 
 
Fonte: Ascom LLX 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CEDAE SUSPENDE FORNECIMENTO DE ÁGUA EM SÃO JOÃO DA BARRA DEVIDO A SALINIDADE


(Foto: Ralph Braz)

O portal OZK, com sede em São João da Barra, publicou nesta quinta-feira (05) que a Cedae interrompeu o tratamento e fornecimento de água no município norte fluminense, por causa de salinidade na água do Rio Paraíba do Sul. Segundo o veículo, a interrupção aconteceu das 23h30min de quarta-feira (04) às 5h30min desta quinta (05). A assessoria de Comunicação da Cedae confirmou o corte no fornecimento, mas garantiu que o abastecimento já está normalizado na região. 

O Jornal do Brasil publicou nesta quarta-feira (04) uma reportagem apresentando estudos feitos pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), a pedido da própria LLX, que comprovam a salinidade na água em propriedades de Barra do Açu, após contaminação provocada por um acidente em um dos tanques da empresa de Eike Batista.

Segundo o jornalista Leonardo Ferreira, do portal OZK.com, vários moradores ligaram para a redação do veículo na noite de quarta (04), reclamando da falta d´água em diversos pontos do município. Em contato com a filial da Cedae em Barra de São João, o jornalista foi informado pelo gerente regional da Cedae, Ranieli Felisberto, que a suspensão no fornecimento da água aconteceu por conta da salinidade acentuada e de difícil tratamento para consumo. “O diretor me afirmou que a água fornecida às residências estava com alto grau de salinidade”, contou o jornalista.

A assessoria de comunicação da Cedae justificou que o procedimento foi necessário para fazer o tratamento na água do Rio Paraíba do Sul, que apresentou na noite de quarta (04) um grau muito elevado de salinização. Segundo a Cedae, o fato ocorreu porque a maré subiu e invadiu o rio. “O alto índice de salinidade registrado ontem é raro, conseguimos captar e suspender rapidamente o fornecimento”, explicou o assessor da Cedae. 


O biólogo Carlos Rezende, do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB), esclarece que o processo de salinidade da água do Rio Paraíba do Sul, observado na noite desta quarta (04) e que provocou a interrupção no abastecimento do serviço, não tem nenhuma relação com a contaminação do solo e da água em propriedades do município e especificada no relatório da LLX. Rezende percorreu o Rio Paraíba do Sul na tarde desta quinta (05) e concluiu que a captação da água foi interrompida pela Cedae de forma adequada e preventiva, ao ser percebida uma grande entrada de água do mar na foz, ocasionada pelo baixo volume da água do rio, normal em períodos de pouca chuva.


Fonte: Jornal do Brasil

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

MPX VAI MUDAR DE NOME PARA SE DESVINCULAR DA 'MARCA' DE EIKE BATISTA



A empresa de energia MPX anunciou nesta quinta-feira, 29, aos acionistas que o novo nome da companhia será votado em assembleia geral ordinária no dia 11. A ideia é desvincular a companhia do empresário Eike Batista, que detém, atualmente, 29% das ações. O novo nome não trará a letra "X", marca dos negócios de Eike. Ele justificava a escolha pela simbologia do efeito multiplicador.

Também em pauta estará a indicação de Joel Rennó Júnior como novo membro do Conselho de Administração. De acordo com o comunicado, a assembleia também proporá "reformar e consolidar o estatuto social da MPX". Aalteração era prevista desde junho, quando a MPX finalizou acordo de acionistas para ampliação da participação da empresa alemã E.ON.

Na capitalização finalizada em 21 de agosto, a E.ON aportou mais de R$ 366,7 milhões na companhia, executando o direito de preferência na compra das ações. Entre terça-feira, 3, dia 5, está prevista uma nova rodada de compra de papeis entre os acionistas com direito de preferência. Rennó Júnior será conselheiro da companhia com mandato de dois anos. Ele é, atualmente, diretor financeiro da EBX, holding do grupo de Eike. O pai de Rennó Júnior foi presidente da Vale e da Petrobrás.


Fonte: Estadão

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PORTO DO AÇU: STJ ACOLHE DENÚNCIA CONTRA CABRAL E EIKE BATISTA



A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, acolheu nesta quarta-feira (21/08) a queixa crime apresentada por 29 agricultores do V Distrito do município de São João da Barra, Norte Fluminense, contra o empresário Eike Batista, o governado do Rio, Sérgio Cabral e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES), Luciano Coutinho. 

No processo consta as denúncias dos moradores da região quanto a forma truculenta e irregular com que tem sido conduzida a desapropriação da área pelo governo estadual e em favor da LLX, empresa de Eike Batista. Com a decisão da ministra, a ação passa a ser investigada pelo Ministério Público Federal, que vai apurar as possíveis responsabilidades das partes envolvidas.


As denúncias dos pequenos agricultores de Barra do Açu que tiveram as suas propriedades desapropriadas para a construção do porto concebido por Eike Batista, o Complexo Portuário do Açu, são sobre irregularidades no processo de desocupação realizada pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio (Codin) para entrega das áreas à empresa LLX, do empresário Eike Batista. O BNDES autorizou os investimentos necessários para a desapropriação e construção do complexo, sendo também acionado judicialmente pelos 29 moradores. A população também alega que a Codin está usando de violência para retirar os donos dos imóveis, além de fazer constantes ameaças.


Fonte: Jornal do Brasil

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

NOTA À IMPRENSA : PARA LLX TERMO DE COMPROMISSO COM O GRUPO EIG CONFIRMA VANTAGEM COMPETITIVA DO PORTO DO AÇU



Desde o início do desenvolvimento do projeto, em 2007, até junho de 2013, o empreendimento recebeu investimentos de R$ 4,1 bilhões

Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2013 – O diretor presidente da LLX, Marcus Berto, afirmou durante a conference call realizada nesta quinta-feira, dia 15, com analistas de mercado, que a assinatura do Termo de Compromisso firmado com o Grupo EIG confirma a vantagem competitiva que o Super Porto do Açu oferece e a capacidade do empreendimento de atrair investidores globais interessados em projetos de infraestrutura.

De acordo com o Fato Relevante divulgado ontem, o termo de compromisso prevê o investimento de R$ 1,3 bilhão na companhia por meio de participação em operação de aumento de capital privado. A operação está ainda sujeita a condições precedentes, como a celebração dos contratos definitivos, aprovações regulatórias e societárias aplicáveis, além da finalização de due diligence pelo Grupo EIG.

“Desde que divulgamos o Fato Relevante, temos recebidos feedbacks extremamente positivos de clientes e do mercado, num sinal claro de que estamos num momento muito promissor para a LLX e para todos”, ressaltou Marcus Berto.

Quando a operação for concluída, o Grupo EIG se tornará o novo acionista controlador da LLX. O atual acionista controlador deixará de integrar a administração da companhia, mas continuará a ser um acionista relevante e preservará o direito de indicar um membro do conselho de administração da LLX.

Os recursos provenientes deste aumento de capital somados às linhas de crédito existentes deverão prover a LLX com os recursos necessários na execução do plano de investimento da Companhia na Construção do Superporto do Açu, além de reforçar sua estrutura de capital.



Resultados e Destaques do Trimestre

Também na quarta-feira, dia 14, a LLX divulgou os resultados do segundo trimestre de 2013. De abril a junho foram investidos R$ 562,7 milhões no Superporto do Açu, em construção pela LLX em São João da Barra (RJ), sendo R$ 196,7 milhões pela LLX Minas-Rio, responsável pelo projeto do terminal de minério de ferro, e R$ 366 milhões pela LLX Açu, empresa que constrói o terminal onshore(TX2). Desde o início do desenvolvimento do projeto, em 2007, até junho de 2013, o empreendimento recebeu R$ 4,1 bilhões em investimentos.

Eugênio Figueiredo, diretor financeiro da companhia, ressaltou ainda que no período também foi registrado uma redução de 27% nas despesas administrativas, passando de R$ 41,9 milhões no 2º trimestre de 2012 para R$ 30,7 milhões no 2º trimestre deste ano.

Ao longo do segundo trimestre, as obras do Superporto do Açu avançaram significativamente com a construção do quebra-mar no TX1 e TX2, dragagem do canal, linha de transmissão e subestação além da cravação de estacas para o cais dos clientes. Outros destaques do trimestre foram a renovação do prazo de financiamento de R$ 468 milhões com o Bradesco; a obtenção da Licença de Instalação para terminal portuário no TX2; a contratação de assessores financeiros para avaliar eventuais oportunidades de negócios.

“Este ano está se provando ser extremamente desafiador, mas ao mesmo tempo transformador para a história da LLX”, disse Marcus Berto durante a conference call com analistas. Segundo ele, o primeiro trimestre foi iniciado com a perspectiva da entrada em operação dos clientes prevista para o final deste ano, além da assinatura de novos contratos comerciais. “Atualmente, toda a Companhia está focada e determinada a superar todos os obstáculos para concluir a construção do Superporto do Açu e entregar para os clientes e para o Brasil, um porto-indústria eficiente que irá eliminar os gargalos da logística brasileira”, destacou.

De abril a junho de 2013, a LLX apresentou uma receita líquida de R$ 14,3 milhões, referente ao aluguel de aproximadamente 4,4 milhões de metros quadrados de área a seus clientes OSX, MPX, Technip, NOV e Intermoor. A Companhia terminou o segundo trimestre de 2013 com um saldo em caixa e equivalentes de R$ 326 milhões comparados a R$ 274 milhões no primeiro trimestre. Durante o segundo trimestre de 2013, o caixa da Companhia foi impactado pelo recebimento da segunda parcela das debêntures da LLX Açu, no montante de R$ 476,1 milhões, anteriormente classificados na conta de depósitos vinculados. Os financiamentos da LLX no segundo trimestre somaram R$ 2,2 bilhões. O prejuízo líquido do período foi de R$ 73 milhões.



Conheça a LLX

O Superporto do Açu está localizado em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. O empreendimento terá capacidade de movimentar até 350 milhões de toneladas de carga por ano, posicionando-se entre os maiores portos do mundo. O Superporto conta com dois terminais (TX1 e TX2) que, juntos, poderão receber até 47 embarcações em seus 17 km de píer.

O TX1, terminal offshore, é formada por ponte de acesso de 3 km, canal de acesso com profundidade que poderá atingir até 26 metros, quebra-mar e até nove berços de atracação. O terminal poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e até 1,2 milhão de barris de petróleo por dia (bpd), e poderá realizar transbordo, tancagem e blending, entre outros. A ponte e dois berços para movimentação de minério de ferro, com profundidade de 21 metros, já estão concluídos.

O TX2, terminal onshore, atenderá às demandas de carga e descarga das diversas indústrias do Complexo Industrial, como apoio offshore, carga de projeto, indústrias flexíveis, ferro-gusa, escória e granito. O canal já está com mais de 6,2 km de extensão, 300 metros de largura e 12,5 metros de profundidade. Para a construção do quebra-mar serão utilizados 42 blocos de concreto construídos pelo Kugira, maior dique flutuante da Europa que está pela primeira vez no Brasil.

O TX2 conta ainda com uma área de 2 milhões de m² para a instalação de indústrias de apoio offshore e está qualificado para se tornar o mais importante polo de apoio à indústria de petróleo e gás e apoio às operações offshore de E&P, sobretudo, em função da localização próxima às bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.

Na retroárea do Superporto do Açu, estão em andamento a instalação de um Complexo Industrial com 90 km2 que irá receber indústrias offshore, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, usinas siderúrgicas, polo metalmecânico, estaleiro, termoelétricas, plantas de pelotização e cimenteiras, entre outros. A previsão é que o Complexo Industrial seja responsável pela atração de cerca de U$ 50 bilhões em investimentos para a região.


Fonte: Assessoria de Imprensa da LLX

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

LLX TEVE PREJUÍZO DE R$ 58 MILHÕES NO SEGUNDO SEMESTRE

(Foto: Fábio Braga)

A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, de Eike Batista, registrou prejuízo líquido de R$ 58,128 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo líquido de R$ 3,803 milhões obtidos no mesmo período do ano passado, uma expansão de 1.428%. Na quarta-feira (14), a LLX anunciou que fechou acordo para a venda do porto do Açu, em São João da Barra, no litoral norte do Rio de Janeiro, para o grupo americano EIG.

O prejuízo líquido considerado é o atribuível aos sócios da empresa controladora.



De acordo com a demonstração, disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a receita líquida foi de R$ 14,275 milhões no segundo trimestre, ante R$ 17,843 milhões no mesmo período de 2012, em baixa de 19,9%.

O lucro bruto no segundo trimestre atingiu R$ 14,275 milhões, comparado a R$ 17,843 milhões no mesmo período do ano passado, um recuo de 19,9%.

As despesas operacionais foram de R$ 76,280 milhões no segundo trimestre, ante despesas de R$ 29,769 milhões no mesmo período de 2012, em alta de 156,2%.

A LLX registrou prejuízo operacional de R$ 62,005 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo operacional de R$ 11,926 milhões no mesmo período de 2012, em alta de 420%.

O resultado financeiro da companhia passou de receita financeira líquida de R$ 7,906 milhões no segundo trimestre de 2012 para despesa financeira líquida de R$ 10,172 milhões no segundo trimestre de 2013.


Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 13 de agosto de 2013

EIKE BATISTA NEGOCIA VENDA DE SUAS EMPRESAS PARA FUNDO ÁRABE



O fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company, poderá adquirir novas participações nas empresas de Eike Batista. Segundo a Bloomberg, o fundo negocia a compra de uma fatia da OGX Petróleo, da mineradora MMX e da LLX Logística. O fundo estaria em busca de parceiros locais e internacionais para fechar o negócio, que deverá envolver a soma de 1 bilhão de dólares.

Segundo a Bloomberg, a empresa de extração de ouro AUX está sendo usada como garantia para a dívida de 1,5 bilhão de dólares que o empresário tem com o fundo. Em julho, o Mubalada converteu as ações que detinha na EBX em dívida, de acordo com a reportagem. Tal movimento fez com que a Bloomberg revisasse o cálculo do patrimônio de Eike, afirmando que, naquele mês, o brasileiro tinha "apenas" 200 milhões de dólares, ante os 36 bilhões de dólares apurados no início de 2012.

Procurado, o fundo afirmou, por meio do porta-voz Brian Lott, que continua em conversas com a EBX e outros interessados no processo de restruturação do grupo, mas se negou a comentar a negociação específica.


Fonte: Veja

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MORADORES DO AÇU IRÃO ACAMPAR EM FRENTE DA SEDE DA LLX


(Foto: Ricardo Moraes/ Reuters)

Moradores do distrito do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, preparam manifestação no Rio de Janeiro. Eles irão protestar contra as desapropriações de suas terras para abrigar o Porto de Eike Batista. Será montado acampamento em frente a sede da LLX.


Fonte: Roberto Barbosa

sábado, 3 de agosto de 2013

PORTO DO AÇU: OGX NEGOCIA DEVOLVER ATÉ METADE DA SUA ÁREA



A OSX, empresa de construção e serviços navais de Eike Batista, negocia a devolução de até metade do terreno que hoje ocupa no porto do Açu, segundo apurou a Folha com fontes que participam da operação.

O porto pertence a outra empresa de Eike, a LLX, e estende-se por 90 quilômetros quadrados no litoral norte fluminense. A OSX tem 3,2 quilômetros quadrados do terreno e paga aluguel por isso.

A devolução de parte da área é o primeiro passo do plano para sanear as contas da companhia. Ao reduzir o espaço ocupado, a empresa pretende economizar até R$ 100 milhões com aluguel por ano. O valor exato a ser poupado dependerá do acordo final sobre o tamanho da área que será devolvida.
 


A LLX perderá receita, mas poderá arrendar o espaço, localizado em área considerada nobre do terreno, de frente para o mar, a outra empresa.

Trata-se de um paliativo para a OSX. O problema financeiro de Eike com a empresa só deve começar a ser resolvido com a venda em massa das plataformas de exploração da companhia, avaliam executivos do grupo.

A OSX, que possui um estaleiro e bases de afretamento e operação de navios e plataformas, está no centro crise que se abateu sobre os negócios de Eike, juntamente com a OGX, de petróleo.



Ela foi criada para atender à demanda da petroleira por unidades de exploração. Com a desistência da OGX de manter investimentos em quatro de seus campos, a OSX não só teve encomendas canceladas, mas ficou com duas plataformas já prontas ociosas.

Os executivos de Eike empenham-se em passá-las para frente. Na semana passada, partiram numa viagem de negócios no exterior, o chamado "road-show".



Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

DESAPROPRIAÇÃO DE TERRAS E MORTE NO AÇU

(Arquivo/ Foto: ANI)

No mesmo dia em que falece num hospital em Campos, José Irineu Toledo de 83 anos a casa de sua família está sendo desapropriada no Açu. A família se dirigia para Campos por conta do aviso do falecimento no hospital e no mesmo momento policiais militares e segurança chegavam à residência deles no Açu para cumprir mandado judicial de desapropriação da casa com retirada de gado e demais pertences.

A família aturdida por conta das duas perdas e da necessidade de acompanhar ambas. O senhor José Irineu Toledo era cadeirante, doente e vinha passando pelo desgaste da desapropriação já tentada pela Codin/LLX junto à Justiça no meio de junho.Daqui a pouco o blog dará mais informações obtidas junto à família.

O senhor José Irineu Toledo morava há 60 anos na localidade de Água Preta, em propriedade de 6 alqueires, sítio Camará, herdada dos pais. Junto com sua esposa Da. Maria da Conceição Viana Toledo de 78 anos ele teve 7 filhos e 11 netos.

A despeito de todos os problemas policiais militares e seguranças que acompanham oficial de justiça já retiraram o gado da propriedade do senhor José Toledo.

O blog acaba de ser informado que outra figura marcante no Quinto Distrito de São João da Barra, o senhor Anadir Lopes, quase centenário e que também teve sofreu desapropriação das suas terras faleceu em casa em Mato Escuro. O senhor Anadir tinha uma quitanda na estrada da Figueira que liga Água Preta ao Açu acompanhando o empreendimento. Depois da desapropriação foi senhor Anadir foi morar em Mato Escuro.



Fonte: Blog do Roberto Moraes

quinta-feira, 25 de julho de 2013

EIKE BATISTA NÃO É MAIS BILIONÁRIO



A safra de más notícias de Eike Batista ganhou um novo episódio: o empresário não é mais bilionário, segundo a agência de notícias Bloomberg, que mede diariamente a variação do patrimônio dos homens mais ricos do mundo.

Segundo a Bloomberg, a fortuna de Eike é avaliada hoje em 200 milhões de dólares – apenas uma fração dos 34,5 bilhões de dólares que o empresário chegou a possuir em março do ano passado, quando era o oitavo homem mais rico do mundo, colocando-o no topo dos bilionários globais.

Além da forte queda das ações de suas companhias, arrasadas por uma crise de credibilidade desde meados do ano passado, o que corroeu a fortuna de Eike também foi o acordo com o fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala.

Segundo a Bloomberg, três fontes que preferiram não se identificar afirmaram que Eike deve 1,5 bilhão de dólares ao Mubadala. Ele teria, ainda, acumulado 2 bilhões de dólares em dívidas pessoais, fruto das garantias que empenhou.

US$ 100 bilhões

Em fevereiro de 2010, Eike Batista chamava a atenção da mídia e dos investidores de todo o mundo com planos ambiciosos de erguer empresas de base no Brasil, como a petroleira OGX, a mineradora MMX e a companhia de logística LLX. Naquela época, o empresário era uma estrela em ascensão, e ocupava a 61ª posição entre os homens mais ricos do mundo na lista da revista americana Forbes, com 7,5 bilhões de dólares.

Naquele mês, Eike ganhou ainda mais destaque, ao afirmar, em uma entrevista ao jornalista americano Charlie Rose, que mantém um famoso programa diário, que alcançaria uma fortuna de 100 bilhões de dólares em dez anos. Isso o tornaria o homem mais rico do mundo.



Fonte: Exame