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terça-feira, 1 de outubro de 2013

EMPRESAS DE EIKE COMEÇAM DESOCUPAÇÃO DA SUA ATUAL SEDE

(Foto: Rafael Andrade/ folhapress)

As empresas do grupo EBX, de Eike Batista, iniciaram um plano de desocupação do histórico edifício Serrador, no centro do Rio, disse uma fonte a par do assunto. A mobilização começará pela empresa de logística, a LLX, que pretende deixar a atual sede até o final de outubro.

A ideia é que as outras companhias que estão no local também deixem o prédio, que é alugado desde o final de 2011, o mais rápido possível, assim que acharem novos locais para instalarem os seus funcionários.

De acordo com a fonte, o prazo de locação vai até março de 2015 e deverá ser reincidido com o pagamento de multa prevista no contrato. As companhias não sairão do prédio todas ao mesmo tempo porque não têm um local único para se instalarem.

A holding deverá se mudar para o antigo escritório do grupo, mas as outras empresas não caberiam no local. A empresa é dona do 10º andar do prédio localizado na Praia do Flamengo (zona sul), no número 154.

Além da EBX e LLX, estão no prédio atualmente a MMX (mineradora), OGX (petroleira), OSX (construção naval), CCX (carvão) e IMX (marketing esportivo e de eventos).

ENEVA
A Eneva, antiga MPX, mudou do Serrador em julho. A companhia de energia transferiu as suas operações para um edifício também na Praia do Flamengo, no número 66.

Os processos administrativos, que eram integrados, foram desmembrados, para que as empresas achem soluções individualmente. O grupo quer que os novos controladores se mobilizem para conseguirem novos locais.

As empresas de Eike Batista, que são interligadas, enfrentam um processo de forte desvalorização desde que a petroleira OGX não atingiu os níveis de produção esperados. Nos últimos meses, o empresário tem se desfeito de ativos e do controle das companhias.


Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 13 de agosto de 2013

EIKE BATISTA NEGOCIA VENDA DE SUAS EMPRESAS PARA FUNDO ÁRABE



O fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company, poderá adquirir novas participações nas empresas de Eike Batista. Segundo a Bloomberg, o fundo negocia a compra de uma fatia da OGX Petróleo, da mineradora MMX e da LLX Logística. O fundo estaria em busca de parceiros locais e internacionais para fechar o negócio, que deverá envolver a soma de 1 bilhão de dólares.

Segundo a Bloomberg, a empresa de extração de ouro AUX está sendo usada como garantia para a dívida de 1,5 bilhão de dólares que o empresário tem com o fundo. Em julho, o Mubalada converteu as ações que detinha na EBX em dívida, de acordo com a reportagem. Tal movimento fez com que a Bloomberg revisasse o cálculo do patrimônio de Eike, afirmando que, naquele mês, o brasileiro tinha "apenas" 200 milhões de dólares, ante os 36 bilhões de dólares apurados no início de 2012.

Procurado, o fundo afirmou, por meio do porta-voz Brian Lott, que continua em conversas com a EBX e outros interessados no processo de restruturação do grupo, mas se negou a comentar a negociação específica.


Fonte: Veja

quinta-feira, 25 de julho de 2013

EIKE BATISTA NÃO É MAIS BILIONÁRIO



A safra de más notícias de Eike Batista ganhou um novo episódio: o empresário não é mais bilionário, segundo a agência de notícias Bloomberg, que mede diariamente a variação do patrimônio dos homens mais ricos do mundo.

Segundo a Bloomberg, a fortuna de Eike é avaliada hoje em 200 milhões de dólares – apenas uma fração dos 34,5 bilhões de dólares que o empresário chegou a possuir em março do ano passado, quando era o oitavo homem mais rico do mundo, colocando-o no topo dos bilionários globais.

Além da forte queda das ações de suas companhias, arrasadas por uma crise de credibilidade desde meados do ano passado, o que corroeu a fortuna de Eike também foi o acordo com o fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala.

Segundo a Bloomberg, três fontes que preferiram não se identificar afirmaram que Eike deve 1,5 bilhão de dólares ao Mubadala. Ele teria, ainda, acumulado 2 bilhões de dólares em dívidas pessoais, fruto das garantias que empenhou.

US$ 100 bilhões

Em fevereiro de 2010, Eike Batista chamava a atenção da mídia e dos investidores de todo o mundo com planos ambiciosos de erguer empresas de base no Brasil, como a petroleira OGX, a mineradora MMX e a companhia de logística LLX. Naquela época, o empresário era uma estrela em ascensão, e ocupava a 61ª posição entre os homens mais ricos do mundo na lista da revista americana Forbes, com 7,5 bilhões de dólares.

Naquele mês, Eike ganhou ainda mais destaque, ao afirmar, em uma entrevista ao jornalista americano Charlie Rose, que mantém um famoso programa diário, que alcançaria uma fortuna de 100 bilhões de dólares em dez anos. Isso o tornaria o homem mais rico do mundo.



Fonte: Exame

terça-feira, 23 de julho de 2013

EMPRESAS BRASILEIRAS SE UNEM PARA COMPRAR PORTO DE EIKE



Empresas brasileiras do setor siderúrgico e de mineração podem comprar o Porto Sudeste, da MMX, braço de mineração de Eike Batista. As informações são do Valor Econômico, desta terça-feira.

De acordo com a reportagem, a ideia é utilizar o porto para o escoamento de minério de ferro produzido no estado de Minas Gerais e destinado para exportação. Além disso, as companhias estão tentando evitar que empresas estrangeiras comprem a operação.

A MMX já havia confirmado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que mantém conversas com a Glencore Xstrata e a Trafigura. O Porto Sudeste tem capacidade de embarcar 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Ainda segundo a reportagem, entre as companhias que operam no Brasil, a Usiminas, Gerdau e ArcelorMittal estariam interessadas no negócio. Já a Vale e a CSN enfrentariam problema com o Cade, uma vez que já possuem terminais portuários próprios.

As duas empresas, no entanto, poderiam ter uma participação indireta no operação, de acordo com a reportagem. Isso porque, A Vale, CSN, Gerdau e Usiminas são sócias na MRS Logística - que pode participar como minoritária no negócio.


Fonte: EXAME

quinta-feira, 4 de julho de 2013

EIKE BATISTA RENUNCIA AO CARGO DE PRESIDENTE DA MPX



A MPX Energia informou em um fato relevante nesta quinta-feira que Eike Batista renunciou ao cargo de presidente e membro do Conselho de Administração da empresa. Segundo nota da assessoria de imprensa da empresa, Jørgen Kildahl, membro do Conselho de Administração da E.ON SE e até então vice-presidente do Conselho da MPX, foi indicado como presidente interino. 

Além disso, no fato relevante a empresa diz que será convocada uma assembleia geral para debater as resoluções sobre a renúncia de Eike, a alteração da denominação social da MPX Energia, mudanças no estatuto social da companhia e outras adaptações à imagem e marca. A mudança de nome da MPX e a saída de Eike são medidas para desvincular a empresa da imagem do empresário, tentar valorizar suas ações e possibilitar sua venda dentro de alguns meses. A MPX é hoje a empresa mais valiosa dentro do grupo de Eike e peça central no plano de reestruturação do grupo.

O fato relevante foi assinado pelo Diretor Presidente e de Relações com Investidores, Eduardo Karrer. Eike está tentando vender por completo as duas empresas mais valiosas: a MPX e a mineradora MMX. A proposta é usar o dinheiro dessas vendas para pagar parte das dívidas das outras empresas que, por falta de interessados, deverão continuar com o empresário.

Quatro empresas menores, em fase inicial de investimentos, vão para a gaveta ou não receberão investimentos: AUX (ouro), CCX (carvão), IMX (entretenimento) e REX (imobiliária). E os elefantes brancos OGX (petróleo), OSX (estaleiro), LLX (Porto do Açú) e EBX (holding do grupo) vão encolher e serão administradas do jeito que for possível.


Fonte: VEJA

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O RESPONSÁVEL PELA CRISE DO GRUPO X É O EIKE BATISTA



A dúvida que está na cabeça de todo mundo é se as dificuldades do grupo de Eike Batista vão afetar BNDES, Caixa e bancos privados que emprestaram para ele, ainda mais após as agências de risco rebaixarem a OGX. A S&P e Moody´s deixaram a nota da empresa perto do nível de risco de calote.

Somando os empréstimos de BNDES e Caixa, foram emprestados R$ 6 bi ao grupo. Quem mais se arriscou foram os bancos públicos.

Hoje, em nota enviada à CVM, a OGX informou que tem recursos para honrar seus compromissos de médio prazo. Lembra que vendeu 40% de Tubarão Martelo para Petronas e que esse campo receberá os investimentos dos outros que serão fechados. É bom lembrar que esta semana Eike tirou US$ 449 milhões da OGX e transferiu para a OSX, para fazer a plataforma que vai explorar o campo de Tubarão Martelo.

As agências reguladoras se comportaram muito mal nessa história. E o grupo, que fez um acordo com o BTG para a reestruturação dos ativos, precisa explicar melhor as coisas.

Isso tudo afeta a economia brasileira, a bolsa e a imagem do país. Um empresário importante de um grupo grande pode dizer qualquer coisa sobre seus negócios e depois falar que não é viável? Sobre Tubarão Azul, ele disse que a produção poderia chegar a 50 mil barris/dia, depois caiu para 20 mil. Isso é bem diferente de não ter tecnologia capaz de transformar esse campo em produtivo.

A diferença entre o que ele disse e os fatos é tão grande que o investidor estrangeiro pode estar olhando e dizendo que esse mercado não tem xerife, alguém que obrigue a empresa a só fazer declarações quando tiver certeza.

Acho que o grupo X entrou nas confusões não por culpa da crise internacional ou do governo brasileiro, que parou de fazer as licitações e tem muitos problemas. Só há um responsável: o próprio acionista controlador das empresas, Eike Batista. A culpa é do estilo de administração, das escolhas que fez, da maneira como administra, empreende.

Acho que esse episódio não afeta as perspectivas, porque há outras empresas grandes interessadas na exploração de petróleo no Brasil. Há muita expectativa em relação ao campo de pré-sal de Libra, por exemplo, que será licitado este ano.

O que não pode é ficar a impressão de que o que o empresário fala no Brasil não necessariamente precisa ter ligação com a realidade. É claro que reveses podem acontecer, mas, nesse caso, muita declaração foi dada antes das perfurações, das pesquisas. É um evento para se aprender o que não fazer no mundo dos negócios e como as agências de classificação de risco não devem se comportar. Não podem ficar em silêncio vendo tudo isso acontecer.



Fonte: O Globo (Míriam Leitão)

domingo, 23 de junho de 2013

EIKE BATISTA DÁ CALOTE DE R$ 500 MILHÕES NA ACCIONA



A OSX, estaleiro que pertence ao grupo EBX do empresário Eike Batista, deu calote em ao menos um fornecedor e está sendo pressionada por bancos a pagar ou renegociar R$ 2 bilhões em dívidas de curto prazo. 

Segundo a Folha de S. Paulo, a empresa não honrou um pagamento de cerca de R$ 500 milhões à construtora espanhola Acciona. 

As negociações entre as duas empresas prosseguem, mas a Acciona não descarta pedir a falência da OSX. Os espanhóis estavam construindo o píer de atracação de navios do estaleiro da OSX no porto do Açu, em São João da Barra (RJ). 



A OSX informou por nota que "os contratos com fornecedores têm cláusulas de confidencialidade que impedem a empresa de comentar". Os porta-vozes da Acciona na Espanha não foram localizados pela publicação.

A Acciona é uma das principais fornecedoras da OSX. Segundo o balanço do primeiro trimestre do ano, a OSX deve R$ 724 milhões a fornecedores - R$ 623 milhões a companhias de fora do País. No último ano, o valor de mercado das companhias do "império X" (que reúne OGX, MPX, OSX, LLX, MMX e CCX) caiu R$ 36 bilhões, para R$ 9,74 bilhões. 


Segundo o jornal, as dívidas bancárias da OSX com vencimento nos próximos 12 meses chegam a R$ 1,922 bilhão. Conforme nota da OSX, suas dívidas de curto prazo estão "equacionadas". Na última quarta-feira, uma liminar da Justiça do Trabalho determinou que a OSX reintegre 331 funcionários que foram demitidos desde janeiro. A empresa disse que está tomando as medidas cabíveis.


Fonte: Jornal do Brasil