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quinta-feira, 26 de junho de 2014

TRABALHADORES DA ACCIONA DENUNCIAM FALTA DE CONDIÇÕES DIGNASDE MORADIA EM GRUSSAÍ

(Foto: Ralph Braz)
A empresa Acciona Infraestructuras – que presta serviços para o Complexo Portuário do Açu - voltou a ser alvo de denúncias dos trabalhadores. E a exemplo do que aconteceu em 2012, as irregularidades denunciadas por alguns trabalhadores junto, inclusive, ao Ministério Público do Trabalho (MPT) são as péssimas condições de moradia que a empresa oferece aos funcionários.

De acordo com um trabalhador - que com medo de ser mandado embora não quer ser identificado - após a descoberta em 2012 do alojamento precário, batizado de Carandiru, a empresa se comprometeu a melhorar as instalações dos colaboradores que iriam permanecer em São João da Barra para prestar serviços ao porto. Isso de fato aconteceu. Contudo, a realidade digna permaneceu por pouco tempo. “Algumas pessoas foram mandadas embora, outras não. As que ficaram tiveram poucos meses de condições dignas. Hoje, na hora da contratação ou recontratação, eles já avisam que alimentação e moradia serão por nossa conta, porque sabem que precisamos levantar dinheiro para voltar para o Nordeste”, afirmou.

Sem saída, os funcionários são obrigados a se submeter a este tipo de situação. Segundo os denunciantes, uma única casa com dois quartos e um banheiro chega a abrigar até treze homens, com alimentação inadequada e sem a mínima condição de higiene.

Outro trabalhador – que está hospedado em uma pousada em Grussaí – diz que o local, além de não ter ventilação, abriga um número excessivo de operários, às vezes até treze para um quarto de pousada. “Sofremos com a falta de ventilação, com gente dormindo no chão, tendo que se virar para comer. Já denunciamos todas as humilhações que estamos passando ao MPT e ao Sindicato dos Trabalhadores. Tomara que os dois órgãos tomem alguma providência logo, porque cada dia aqui parece uma eternidade”, desabafou.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Construção Civil de Campos, José Carlos Eulálio, o sindicato tem conhecimento dessas denúncias e todas as providências previstas em lei, inclusive feitas junto ao MPT já foram tomadas. “Infelizmente, não temos o poder de punir. Isso só quem pode fazer é o MPT. Acredito que este problema esteja demorando a se resolver por causa da troca de gerente regional do órgão aqui em Campos. A burocracia atrapalha muito também”, afirmou.

Quanto ao fato de as empresas estarem deixando a moradia e a alimentação por conta dos trabalhadores, Eulálio afirma: “Isso é totalmente ilegal. Há uma convenção que as empresas devem ou deveriam cumprir. Um trabalhador vindo do Nordeste, por exemplo, não pode ter essas responsabilidades. Isso é de competência das empresas”, acrescentou.

Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via entrou em contato, por telefone, com a assessoria de imprensa da Acciona Infraestructuras sem obter resposta. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará versão da empresa para este fato.


Fonte: Terceira Via

domingo, 23 de junho de 2013

EIKE BATISTA DÁ CALOTE DE R$ 500 MILHÕES NA ACCIONA



A OSX, estaleiro que pertence ao grupo EBX do empresário Eike Batista, deu calote em ao menos um fornecedor e está sendo pressionada por bancos a pagar ou renegociar R$ 2 bilhões em dívidas de curto prazo. 

Segundo a Folha de S. Paulo, a empresa não honrou um pagamento de cerca de R$ 500 milhões à construtora espanhola Acciona. 

As negociações entre as duas empresas prosseguem, mas a Acciona não descarta pedir a falência da OSX. Os espanhóis estavam construindo o píer de atracação de navios do estaleiro da OSX no porto do Açu, em São João da Barra (RJ). 



A OSX informou por nota que "os contratos com fornecedores têm cláusulas de confidencialidade que impedem a empresa de comentar". Os porta-vozes da Acciona na Espanha não foram localizados pela publicação.

A Acciona é uma das principais fornecedoras da OSX. Segundo o balanço do primeiro trimestre do ano, a OSX deve R$ 724 milhões a fornecedores - R$ 623 milhões a companhias de fora do País. No último ano, o valor de mercado das companhias do "império X" (que reúne OGX, MPX, OSX, LLX, MMX e CCX) caiu R$ 36 bilhões, para R$ 9,74 bilhões. 


Segundo o jornal, as dívidas bancárias da OSX com vencimento nos próximos 12 meses chegam a R$ 1,922 bilhão. Conforme nota da OSX, suas dívidas de curto prazo estão "equacionadas". Na última quarta-feira, uma liminar da Justiça do Trabalho determinou que a OSX reintegre 331 funcionários que foram demitidos desde janeiro. A empresa disse que está tomando as medidas cabíveis.


Fonte: Jornal do Brasil

terça-feira, 21 de maio de 2013

PORTO DO AÇU: ACCIONA CONFIRMA DEMISSÕES

(Foto: O Globo)

Centenas de funcionários da Acciona, empresa prestadora de serviços da OSX, estiveram na manhã desta terça-feira (21/05), no Campo do Goytacaz, no Centro de Campos. Segundo trabalhadores que preferiram não se identificar, eles foram convocados para terem seus contratos encerrados. “Viemos para sermos demitidos”, disse um deles.

O Sindicato dos trabalhadores na Construção Civil confirmou que a OSX determinou que a Acciona demita mil funcionários.

O ajudante Marcio Rosa foi um dos demitidos. Ele trabalhava na empresa há três meses e ficou surpreso com a notícia da demissão. “Viemos para a reunião que tem toda terça-feira com esperança de uma notícia melhor, mas ficamos sabendo que fomos demitidos. É um absurdo. A empresa alegou que não tem condições de manter nossos salários e preferiu demitir os trabalhadores em massa. A maioria de nós tem família para sustentar e sem emprego é impossível”, disse.

Em nota, a Acciona Infraestrutura esclareceu que iniciou um processo para adequar a sua organização ao ritmo de execução previsto em seus contratos com a OSX. Este processo tem sido negociado com o Sindicato e vai culminar na redução do número de funcionários atualmente nos contratos.

No início de maio, a empresa já havia reunido centenas de trabalhadores na sede do Goytacaz para comunicar que eles ficariam em casa, sem prejuízo de seus salários. Dois dias depois, três ônibus levaram trabalhadores que foram demitidos para seus estados de origem.


Fonte: Ururau

quarta-feira, 8 de maio de 2013

ACCIONA EXPLICA PARALISAÇÃO DE OBRAS NO PORTO AOS FUNCIONÁRIOS



Os funcionários da Acciona foram formalmente notificados sobre a paralisação das obras no estaleiro da OSX, no Superporto do Açu. Todos os trabalhadores de campo, como peões e técnicos, compareceram ao Estádio Ary de Oliveira e Souza (Goytacaz), em Campos, na manhã desta quarta-feira, 08.

Na portaria do estádio, o clima era de insegurança entre os trabalhadores. Um funcionário alegou que a forma com que a empresa conduziu a paralisação da obra é uma medida para evitar novos manifestos de funcionários, como aconteceu no mês de abril. A empresa tem colaboradores de diversas partes do Brasil e outros países.

Renê Soares trabalha na construção do estaleiro há três meses. Ele acredita que a condução desse processo de paralisação está sendo bem elaborado pela Acciona. Para Renê, o encontro com os funcionários é uma forma de conscientizar a todos sobre as possibilidades futuras. “A gente veio aqui em busca de informação. Precisamos saber se os funcionários vão ter uma luz no fim do túnel”.

Aos trabalhadores que compareçam ao estádio, a empresa notificou que ficarão em casa, recebendo todos os benefícios por tempo indeterminado. Comunicou ainda que acredita no restabelecimento dos serviços em breve, por isso optou por não dispensar nenhum funcionário.

Segunda-feira, 6, a Acciona suspendeu temporariamente os serviços firmados com a OSX. Trabalhadores da empresa espanhola, por iniciativa da própria Accciona, não retornam ao canteiro de obras desde terça-feira, 7. Mais de mil funcionários estão nessa situação.

"A Acciona informa que reuniu hoje (08/05) os colaboradores de mão de obra direta no projeto da OSX, com o objetivo de informá-los sobre a suspensão temporária das atividades e assegurar a manutenção do contrato de trabalho.

Em respeito aos seus colaboradores, a empresa presta os esclarecimentos necessários para tranquilizá-los neste momento.



A empresa se compromete a continuar a informá-los à medida que surjam novos fatos sobre a situação. 

A suspensão temporária do contrato somente se aplica na construção da Unidade de Construção Naval (UCN) e não no resto das obras de construção dos quebra-mares e cais na entrada do Porto do Açu, cujas obras se encontram em andamento normal, com o ritmo previsto e cronograma adiantado".

Através de nota à imprensa, a OSX Construção Naval S/A esclarece que segue negociando com a Acciona iniciativas pertinentes ao contrato de prestação de serviço vigente, conforme a adaptação do ritmo de implantação do estaleiro ao atual cenário do mercado no País. A expectativa da OSX é que ambas as partes definirão em conjunto os passos subsequentes, dentro dos objetivos comuns que as unem. A OSX reitera ainda que os ajustes que estão sendo realizados fazem parte de um processo de adequação à atual carteira de encomendas, devendo tal adequação abranger também serviços de apoio e serviços terceirizados. As obras do estaleiro seguem concentradas nas áreas e estruturas necessárias ao desenvolvimento dos projetos em carteira.



Fonte: SJB online

terça-feira, 7 de maio de 2013

AUMENTA CRISE NO PORTO DO AÇU: ACCIONA SUSPENDE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS



A empresa Acciona Infraestruturas informou, na manhã desta terça-feira (07/05), a suspensão temporária do contrato de prestação de serviços, firmado com a OSX Construções Navais S/A. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário do Estado do Rio de Janeiro (Sticoncimo-RJ), José Eulálio, a empresa estaria demitindo parte dos funcionários por conta da baixa nos serviços da OSX, que anunciou 80 demissões em abril e no início do mês voltou a anunciar um número, desta vez indefinido de dispensas. Para Eulálio, a movimentação da empresa de Eike estaria afetando não somente a Acciona, mas também suas quatro subcontratadas.

“Agora afetou a Acciona e as subcontratadas, quatro subcontratadas. Os demais canteiros que ela toma conta vão continuar, ela tem 2400 trabalhadores, desses, são 230 dispensados diretos e 1600 vão ficar em stand-by, recebendo. Os outros vão continuar trabalhando normalmente”, revelou Eulálio.

A assessoria da Acciona, no entanto, revelou através de e-mail que estaria verificando o número de funcionários que estariam em stand by, mas afirmou categoricamente que as 203, e não 230, demissões teriam ocorrido de maneira voluntária, não tendo nenhuma relação com a paralisação de atividades.



NOTA DA ACCIONA
Na data de ontem (06/05), a Acciona se viu na obrigação de comunicar a suspensão temporária do contrato de prestação de serviços firmado com a OSX Construção Naval SA, em consequência da redução substancial do escopo da obra, conforme comunicado pelo cliente.

A Acciona adotou essa medida de forma cautelar e provisória, com o objetivo de minimizar os impactos sobre seus empregados e fornecedores. Esta situação deverá às partes, dentro do marco contratual que os une e do princípio de boa fé, definir uma forma de continuidade do projeto.

ESCLARECIMENTOS AOS FUNCIONÁRIOS
A empresa notificou aos funcionários e convocou uma assembleia a ser realizada nesta quarta-feira (08/05), das 8h às12h, no campo do Goytacaz Futebol Clube, localizado à Rua dos Goytacazes, 331, no Centro.

O trabalhador deverá portar o crachá e documento de identidade (RG), para receber um boletim justificativo de assistência, necessário para que o pagamento seja realizado com normalidade.


Fonte: Ururau/ Portal OZK/ RH ASCCIONA/ SJBonline