sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Menina de 14 anos é estuprada por menor em Campos

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Um menor de 17 anos foi apreendido por estupro na noite desta quinta-feira (07), na Avenida José Alves de Azevedo, no Parque Aurora, em Campos.

De acordo com a polícia, a adolescente V.S.S., de 14 anos, foi violentada sexualmente por L.S.S. A vítima foi encaminhada para exames e o fato foi constatado.

O caso foi registrado na 134ª DP/Centro.






TSE nega habeas corpus para Garotinho e Rosinha


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou os habeas corpus impetrados em favor do casal Rosinha Garotinho e Anthony Garotinho e de Antônio Carlos Rodrigues, presidente nacional do PR. A decisão monocrática foi tomada pelo ministro Jorge Mussi nesta quinta-feira (7).

Com isso, Garotinho permanecerá preso no Complexo Prisional de Bangu e Rodrigues continuará preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Mesmo com a negativa de habeas corpus, Rosinha permanecerá em liberdade, mas utilizando tornozeleira eletrônica, conforme decisão tomada na semana passada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

O ministro também negou habeas corpus a Fabiano Rosas Alonso, genro de Rodrigues, e Thiago Soares de Godoy. Todos tiveram prisões preventivas decretadas pelo juízo da 98ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro. Anthony e Rosinha Garotinho, ex-governadores do Rio e ex-prefeitos de Campos dos Goytacazes, foram presos no dia 22 de novembro, acusados de envolvimento em crimes eleitorais na campanha de 2014.

Procurada, a defesa de Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho esclareceu, em nota, que os méritos dos habeas corpus ainda serão julgados no TSE: “As decisões desta quinta-feira são indeferimentos de liminares”. A reportagem não conseguiu falar com as defesas dos demais réus.






Polícia Federal deflagra operação contra fraudes ao INSS em Campos, SJB e Casimiro de Abreu

(Foto: Paulo Pinheiro)
A Polícia Federal, com o apoio da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e do Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta sexta-feira (8), em Campos e região, a Operação Cardiopatas, em combate à corrupção de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a fraudes previdenciárias, cujo prejuízo à Previdência ultrapassa R$ 4,3 milhões. Ao todo, 50 mandados — 12 de prisão preventiva, três de prisão temporária, 20 de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão — estão sendo cumpridos em diferentes bairros de Campos, inclusive na Pelinca, São João da Barra e Casimiro de Abreu. Pelo menos três médicos foram presos e um detido e prestam depoimentos na delegacia da PF. Outras pessoas, entre elas pacientes, também foram conduzidas à delegacia e algumas já liberadas após prestarem esclarecimentos. 

A ação contou com 120 policiais federais e dois analistas de inteligência previdenciária. Policiais do Rio de Janeiro dão apoio à operação, que teve início na madrugada desta sexta-feira. Dos 50 mandados, pelo menos 20 já foram cumpridos. De acordo com a PF, entre os investigados estão técnicos do seguro social, médicos peritos, médicos particulares, agenciadores de benefícios e clientes da organização criminosa. Três mulheres presas, cujas identidades não foram divulgadas pela PF, foram levadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Campos para exames de corpo de delito e depois encaminhadas para o presídio feminino Nilza da Silva Santos.

“No curso da investigação foram comprovadas fraudes em 34 benefícios por incapacidade, entre auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, gerando um prejuízo apurado de pelo menos R$ 4.373.151,04 à Previdência. Os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção passiva e ativa, peculato e violação de sigilo funcional”, informou, em nota, a Polícia Federal.

O nome da operação se deve ao fato de a maioria dos beneficiários cooptados pela organização criminosa terem simulado miocardiopatia dilatada ao INSS, com base em documentos médicos ideologicamente falsos.






Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Estado paga, nesta quinta, até R$ 4.428 aos servidores que não receberam setembro

(Foto: Guilherme Pinto)
O Estado do Rio vai efetuar, nesta quinta-feira, o pagamento de até R$ 4.428 para os quase 68 mil servidores estaduais que ainda não receberam o salário de setembro. A informação foi passada pelo governador Luiz Fernando Pezão. A Secretaria de Fazenda e Planejamento ainda não detalhou quantos funcionários terão seus vencimentos quitados e quantos ainda terão de esperar novos depósitos.

A decisão de pagar um valor a todos os que aguardam o pagamento tem em vista as festas de fim de ano. A previsão de depósito diminui um pouco a grande dívida que o Estado possui com seus servidores. Além da folha de setembro, há pendências quanto a folha de outubro.

O Estado luta para receber, o quanto antes, o empréstimo de R$ 2,9 bilhões que terá como garantia as ações da Cedae. Ainda resta o aval da União para que o contrato com o banco BNP Paribas seja publicado, e o valor liberado. O governo promete quitar todos os vencimentos em atraso, além do 13º salário de 2016.







Fonte: Extra

SJB: Verão 2018 será em parceria com a iniciativa privada

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Quem já está ansioso quanto à programação de verão no litoral de São João da Barra no próximo ano, tem agora um indicativo de como os eventos vão ocorrer. A Câmara aprovou na manhã desta quarta-feira (6) um projeto de lei que permite o uso pela iniciativa privada, de espaços públicos municipais para a realização de eventos culturais, de entretenimento e lazer, praticamente no mesmo modelo que foi adotada no ano passado.

O projeto segue para sanção do Executivo e, posteriormente, deverá ser aberta concorrência para empresas interessadas. Já existia a expectativa de o modelo com permissionários ser adotado novamente, como no verão passado.






Fonte: Blog do Arnaldo Neto

Câmara de SJB aprova orçamento de R$ 307,5 milhões para 2018

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
A Câmara de São João da Barra realizou duas sessões nesta quarta-feira (6), sendo a última, para apreciar o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2018. A matéria recebeu sete emendas modificativas visando investimentos nas áreas de Saúde, Assistência Social, Habitação, Obras e Serviços, Pesca e Agricultura. A estimativa de receita para o próximo ano é de R$ 307.511.763,86, um pouco menos do aprovado para 2017, que foi de de R$ 353.461.797,5.

A elaboração da LOA observou dois parâmetros fundamentais: a insegurança econômica do país e as propostas apresentadas pela população por meio de audiências

Primeira sessão – Na primeira sessão ordinária, o plenário aprovou três projetos de lei do Executivo. O primeiro (nº 054/2017) autoriza a Prefeitura a outorgar permissão de uso de áreas públicas no município para a realização de eventos de interesse público. Dessa forma, eventos de grande interesse público, como o realizado no Balneário de Atafona em 2017 poderão ser novamente realizados nos anos seguintes, transferindo a maior parte dos custos e despesas para a iniciativa privada, que em contrapartida, pode explorar atividades econômicas no local.

O segundo projeto (nº 055/2017) altera a redação do caput do artigo 1º da lei municipal 484/2017, a fim de corrigir um erro material na redação do referido caput. Já o último projeto (nº 056/2017) autoriza a abertura de crédito adicional especial por excesso de arrecadação no nos termos da lei federal nº 4.320/64 e no valor de R$ 250 mil. “Esses recursos serão utilizados na Atenção Básica da Saúde e são oriundos de emenda parlamentar federal. Isso demonstra o trabalho da prefeita e sua equipe no sentido de limpar o nome do município”, destacou o presidente da Casa, Aluizio Siqueira.





Tribunal de Contas liga Lula a prejuízo de R$ 1,3 bi na Petrobras


Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) indica responsabilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em prejuízos nas obras da Petrobras investigadas na Lava Jato.

Relatório da corte, obtido pela Folha, diz que o então presidente liberou em 2010 o repasse de recursos para empreendimentos que, já naquela época, tinham irregularidades graves e, conforme a lei orçamentária aprovada pelo Congresso, deveriam ter sido paralisados. A continuidade dos serviços teria causado "dano ao erário".

Procurada, a defesa de Lula não comentou.

A lista inclui obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, tocadas por empreiteiras acusadas, a partir de 2014, de envolvimento no esquema de cartel e corrupção que sangrou a estatal. Só no caso da Repar, que será julgado pelos ministros do tribunal nesta quarta (5), a perda apontada é de R$ 1,3 bilhão.

O plenário da corte analisará se abre um processo específico para investigar a atuação de Lula e de autoridades de seu governo ao evitar que as obras parassem. Caso a medida seja aprovada, será o primeiro processo na corte de contas a mirar o ex-presidente por prejuízos nas obras.

No Judiciário, ele é alvo de inquéritos e ações penais por, supostamente, receber recursos de empreiteiras desviados de obras.

Como ocorre anualmente, o TCU enviou à Comissão Mista de Orçamento do Congresso, em 2009, a lista dos contratos que, no seu entendimento, deveriam ter a verba prevista no orçamento do ano seguinte bloqueada devido aos problemas constatados em fiscalizações. A palavra final sobre a adoção da medida cabe aos congressistas.

Naquele ano, ao aprovar a lei orçamentária, o Legislativo concordou em barrar o financiamento às obras até que as irregularidades fossem sanadas. O TCU apontou sobrepreço nas planilhas de custos e restrição à competitividade nas licitações.

Lula, no entanto, seguindo orientações dos ministérios do Planejamento e de Minas e Energia, ao qual está vinculada a Petrobras, vetou os dispositivos que impunham as restrições aos empreendimentos ao sancionar a legislação. Na ocasião, justificou que a medida sacrificaria 25 mil empregos e geraria custos mensais de R$ 268 milhões com a "desmobilização" e a "degradação" de trabalhos realizados.

A decisão de Lula gerou críticas de ministros do TCU e de integrantes da oposição na época. O avanço de obras da Petrobras foi, naquele ano, um dos feitos de governo explorados pela candidata à sucessão de Lula, Dilma Rousseff, que havia presidido o Conselho de Administração da estatal.

Na auditoria sobre o caso, o TCU alega que o veto de Lula foi "inusitado" e afrontou a Lei de Diretrizes Orçamentárias da época. "Não se teria ciência de outro registro histórico sobre caso semelhante", diz trecho do relatório.

Para a corte, há indícios de que Lula usurpou competência da Comissão Mista de Orçamento, pois a LDO atribuía ao colegiado, e não ao presidente, competência para deliberar sobre os empreendimentos.

Além disso, o veto teria sido aplicado sem observar exigências da lei, como somente liberar os projetos mediante garantias para a cobertura dos danos potenciais ao erário –normalmente feito por meio de caução ou seguro.

Também seria necessária prévia realização de audiência pública para apresentar justificativas, por escrito, à liberação das obras.

Além da abertura de investigação sobre o ato de Lula, a auditoria propõe responsabilizar e bloquear os bens do então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, por perdas em obra da Repar. As mesmas medidas já foram tomadas contra Gabrielli em outros processos, relativos a empreendimentos distintos.

O relatório diz que a investigação avaliará os atos "subjacentes" ao veto e ao "consequente dano ao erário" resultante da liberação para o prosseguimento das obras "maculadas com a necessidade de paralisação por irregularidade grave", com a "evidente desconsideração à expressa competência da Comissão Mista de Orçamento de deliberar previamente sobre o prosseguimento das obras".





Fonte: Folha de São Paulo

Curso de Confeitaria Fina tem início no Açu


Mais uma capacitação teve início em São João da Barra com o curso de Confeitaria Fina, no Açu. A aula inaugural foi na última segunda-feira, 4, e a iniciativa é uma parceria entre Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e Coordenadoria de Trabalho e Renda, e Ferroport (parceria entre a Anglo American e a Prumo Logística).

O objetivo é capacitar pessoas da região do quinto distrito, que já atuam no ramo, fortalecendo a geração de renda. O grupo de 20 alunos é formado, em sua maioria, por participantes do curso de confecção de salgados, realizado em setembro, no mesmo local.

As aulas, ministradas pelo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/RJ), acontecem das 14h às 18h e terminam do dia 13 de dezembro, totalizando 32 horas de carga horária. O curso visa aperfeiçoar o trabalho de profissionais ensinando novas técnicas de confeitaria e estratégias para a inserção no mercado de trabalho.

O superintendente de Trabalho e Renda, Marcelino Souza, ressaltou mais uma vez a importância das parcerias, que vêm possibilitando a capacitação em diversas áreas. “Quando a população se qualifica, quem ganha é o Município. Por isso é importante o poder público contar com essas parcerias que visam a capacitação e o treinamento dos nossos munícipes”, destacou.

Durante as aulas os participantes vão aprender receitas de diferentes tipos de tortas, como cheesecake, torta holandesa, red velvet, espatuladas, drip cake, glaçagem e além de técnicas de bico. A professora de qualificação em confeitaria do Senai/RJ, a gastrônoma Flávia Souza, contou ainda que serão apresentadas técnicas de congelamento, armazenamento e princípios básicos de higiene e conservação de alimentos.

Para Eli Ferreira, morador de Mato Escuro, o curso vai possibilitar que ele se torne um empreendedor. “Quero abrir um negócio nessa área e, com esse curso, esse sonho vai estar mais perto de se tornar uma realidade”, contou. O curso está sendo realizado no Restaurante da Denancy, na localidade do Açu.

Também participaram da abertura do curso, a assessora chefe da Superintendência de Trabalho e Renda, Florita Moço, a assistente social, Elisabeth Sãns, o técnico de Educação do Senai, Joel Marcelino, e a analista de relacionamento com a comunidade da Ferroport, Nívia Carvalho. “A proposta da Ferroport é o desenvolvimento sustentável e, junto com o poder público, buscar a autonomia e empoderamento da comunidade”, salientou Nívia Carvalho.





SUS tem 904 mil cirurgias eletivas na lista de espera


Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que pelo menos 904 mil cirurgias eletivas estão pendentes no Sistema Único de Saúde (SUS) em diferentes estados e municípios do país. As cirurgias eletivas não são de urgência ou emergência. O estudo, feito pela primeira vez pelo conselho, divulgado nesta segunda-feira (4) mostra que do total pelo menos 746 procedimentos cirúrgicos estão na fila de espera há mais de dez anos e 83% dos pedidos entraram na fila a partir de 2016. O Ministério da Saúde informou que desde maio passou a adotar o sistema de fila única para organizar a demanda.

A pesquisa traz dados enviados pelas secretarias de saúde de 16 estados e dez capitais até junho deste ano. Outros sete estados e oito capitais não enviaram informações, alegando não tê-las disponíveis ou por negativa de acesso aos dados. Por ser o primeiro levantamento desse tipo, não há dados dos anos anteriores. A pesquisa contabiliza o número de procedimentos agendados, e não o número de pacientes na fila.

Na lista de espera, a maioria dos pedidos de cirurgias é de catarata, hérnia, vesícula, amígdalas e adenoide, além de cirurgias ortopédicas. Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Ceará apresentaram o maior número de cirurgias pendentes. Entre as capitais e estados que disponibilizaram informações de perfil dos usuários, as mulheres representam 67% dos pacientes que aguardam algum tipo de procedimento especializado.

Angelita Máximo dos Santos, 53 anos, de Maceió, espera desde junho por um procedimento no olho. Depois de fazer pela rede pública uma cirurgia de catarata, ela teve piora no quadro de sua visão e foi encaminhada pelo médico para realizar um procedimento de lavagem da lente colocada na primeira cirurgia.

Com dificuldades para enxergar, Angelita teve que deixar o trabalho de doméstica e cuidadora de idosos, o que acabou reduzindo a renda mensal familiar. “Ele [o médico] disse que não podia passar os óculos, porque eu não estava vendo nada, então eu tinha que esperar a lavagem da lente e nunca ninguém ligou. Aí eu estou esperando”, relatou Angelita.

Médicos alertam que a demora na realização de determinado procedimento é decisiva no sucesso de um tratamento. O representante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Cristiano Caixeta, explica que a demanda por procedimentos nos olhos tem crescido devido ao envelhecimento da população, entre outros fatores. E a demora para atender todas as solicitações nem sempre está relacionada à falta de profissionais especializados.

Já Mauro Ribeiro, presidente em exercício do CFM, defende políticas integradas entre os entes federados. “O número de pacientes que precisam dos procedimentos e não tem acesso ao Sistema Único de Saúde é imenso. Tanto os dados do Ministério [da Saúde], quanto os dados do Conselho Federal de Saúde são subestimados, muito aquém da realidade. [….] É necessário que o governo federal estabeleça políticas públicas com os estados e municípios para poder organizar o sistema e dar acesso a esses pacientes ao sistema de saúde”, disse.

Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou que, em julho deste ano, foi fechada a primeira lista para cirurgias eletivas no SUS. A lista identificou pouco mais de 667 mil pacientes aguardando por algum procedimento eletivo no país. O ministério ressalta que em maio deste ano adotou o sistema de lista única para organizar a rede de saúde e diminuir a fila de espera. O novo sistema tem o objetivo de centralizar as demandas em um único cadastro e ampliar as possibilidades de atendimento do paciente para outros hospitais de sua região.

De acordo com o levantamento do CFM, o SUS realizou no ano passado mais de 1,5 milhão de cirurgias eletivas. O número é inferior aos anos de 2015, que registrou 1,7 milhão de cirurgias; e 2014, com o total de 1,8 milhão, com base em dados do sistema de informação do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde divulgou na semana passada balanço parcial de 2017, que mostra crescimento de 39% no número de procedimentos realizados na rede pública entre janeiro e setembro, mês que registrou mais de 150 mil cirurgias.

A pasta informou ainda que o governo federal repassa de forma regular mensalmente recursos de média e alta complexidade a todos os estados e municípios e ainda dispõe de R$ 250 milhões em valores extras que poderão ser liberados para os gestores locais. Cerca de R$ 41,6 milhões já foram liberados este ano para a realização de mutirões.






Fonte: Agência Brasil

Crise na educação: Estácio confirma demissão de 1,2 mil professores


A empresa estaria demitindo 1,2 mil professores e recontratando, em janeiro do ano que vem, outros 1,2 mil

O grupo Estácio confirmou que promoveu no fim deste semestre uma reorganização em sua base de docentes. Segundo nota divulgada nesta terça-feira, o processo envolveu o desligamento de profissionais da área de ensino do grupo e o lançamento de um cadastro reserva de docentes para atender possíveis demandas nos próximos semestres, de acordo com as evoluções curriculares.

Segundo matéria publicada na imprensa nesta terça-feira, a empresa estaria demitindo 1,2 mil professores e recontratando, em janeiro do ano que vem, outros 1,2 mil. Internamente, a Estácio teria justificado que os professores ganhavam uma remuneração acima do mercado.

"É importante ressaltar que todos os profissionais que vierem a integrar o quadro da Estácio serão contratados pelo regime CLT, conforme é padrão no Grupo. A reorganização tem como objetivo manter a sustentabilidade da instituição e foi realizada dentro dos princípios do órgão regulatório", diz a empresa.





Fonte: Estadão

Lula discursa em Campos e enfrenta grande protesto

(Foto: Filipe Lemos)
Com faixas, cartazes e bandeiras vermelhas do Partido dos Trabalhadores (PT), da CUT e do MST, cerca de dois mil militantes e simpatizantes ouviram o ex-presidente Lula discursar na Praça do Liceu, em Campos, na noite desta terça-feira(05). O ato intitulado “Caravana de Lula” começou as 18h, tendo o ex-presidente iniciado seu discurso por volta das 20h45. No trio elétrico utilizado no ato, estavam lideranças políticas como o senador Lindbergh Farias e o deputado federal Luís Sérgio, ambos do PT-RJ, além da diretora do partido na cidade, a ex-vereadora Odisséia Carvalho. Os organizadores do evento se mostraram nervosos e preocupados. Eles isolaram a área onde Lula chegou em um veículo e também não permitiram que imprensa se aproximasse do ex-presidente.

Manifestantes contrários ao ex-presidente, portando faixas e com camisas, na cor preta, padronizadas “Bolsonaro Presidente”, realizaram um ato em frente a Câmara de Vereadores, perto do local onde estava o trio elétrico em que Lula discursou.

Ao final, houve um início de confusão entre manifestantes pró e contra Lula, mas a Polícia Militar e a Guarda Municipal evitaram um confronto.

Após passar pelo Espírito Santo, Campos foi a primeira cidade do Estado do Rio a receber a caravana de Lula.
Na manhã desta quarta-feira (06), o ex-presidente vai fazer uma reunião fechada com reitores de importantes instituições de ensino públicas da cidade.





Fonte: Campos24horas

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

255 mil funcionários sem pagamento: Pezão evita dar previsão quanto ao pagamento


Quanto aos salários mensais que estão em atraso, o governador Luiz Fernando Pezão evitou dar um prazo para o pagamento de parte da dívida. O Estado deve o salário de setembro a quase 68 mil servidores. O vencimento, porém, não tem data para ser quitado.

Nos bastidores, o integrantes do governo avaliam a possibilidade de depósitos nesta semana. É pouco provável, porém, que a folha seja quitada por completo.

Para piorar a situação, o Estado deve, também, o salário de outubro para uma grande parcela dos servidores. Ao todo, são 255 mil funcionários no aguardo do pagamento.





Fonte: Extra

Diagnóstico da saúde em Campos: Entrevista com a secretária Fabiana Catalani

(Foto: Carlos Grevi)
Ex-secretária de saúde do município de São João da Barra onde, certamente, tinha problemas menores, a médica Fabiana Catalani está encarando na mesma secretaria, só que a de Campos – maior cidade do interior do Rio de Janeiro – um combo de problemas de vários níveis. Quem a conhece mais de perto garante que ela dá uma espécie de plantão 24 horas por dia para tentar solucioná-los. Não é uma tarefa fácil. A saúde em Campos é um paciente crônico e, aos poucos, a secretária tenta evitar que ela entre em uma espécie de fase terminal.

Muitas soluções ainda não foram percebidas pela maioria da população, mas Catalani está como gestora pavimentando um caminho melhor para a saúde do município. Discreta aos extremos, Fabiana Catalani, opta por falar apenas o necessário, talvez pela necessidade de ter que agir mais e falar menos.

A senhora era secretária de Saúde de São João da Barra antes de assumir a secretaria de Campos, muito mais problemática e que atende ao município onde fora titular da pasta entre outros. Campos tem condições de funcionar como polo regional médico?

Sim, Campos é polo da Região Norte e tem como compromisso atender municípios como Macaé, Carapebus, Conceição de Macabu, Quissamã, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana e São Fidélis. Entretanto, a crise econômica que vem assolando não só o nosso Município, mas todo o país traz reflexo na arrecadação própria e no repasse de royalties, fazendo com que não consigamos atender a todas as necessidades dos Municípios que compõem o Polo da Região Norte e de outros das Regiões Noroeste e Lagos que também nos referenciaram para atendimento em diferentes serviços, inclusive de alta complexidade.

Neste primeiro ano a Saúde foi um dos pontos mais nervosos da administração do governo Rafael. Vai ficar mais tranquilo esse setor em 2018?

A Saúde sempre é um ponto nevrálgico de toda Gestão Pública e principalmente hoje com a insuficiência de recursos. Apesar disso conseguimos chegar ao final do ano com alguns avanços. A perspectiva é de que, em 2018, consigamos realizar o que projetamos dentro do Plano Municipal de Saúde (PMS) e Plano Plurianual (PPA), bem como continuar fortalecendo a Atenção Básica no intuito de melhorar a qualidade de vida dos nossos munícipes, diminuindo assim as necessidades de atendimento especializado hospitalar.

A Saúde consome uma expressiva parte do orçamento da Prefeitura. Rafael tenta recursos em Brasília para reforçar o caixa deste setor. Qual o gasto real da Saúde em Campos?

Temos como obrigação constitucional investir 15% das receitas de impostos líquidos e transferências municipais para a saúde. No entanto, para atender as demandas crescentes da população deste município na saúde, realizamos um investimento 4x maior que o exigido. Atualmente, são 63,34% conforme registrado no SIOPS. O orçamento real da saúde é bem maior do que foi fixado pela gestão anterior na qual herdamos dívidas em torno de R$ 750 milhões.

A questão dos remédios por ordem judicial com a penhora de recursos em bancos onde a Prefeitura tem contas. Isso tem sido um problema constante?

Atualmente, as demandas judiciais são uma dificuldade na administração pública. No início do ano enfrentamos muitos bloqueios, o que acabou refletindo na nossa disposição orçamentária e continuamos sofrendo bloqueios. Estamos trabalhando constantemente a fim de abastecer não só os hospitais, como todas as demais Unidades Básicas de Saúde. Ainda ocorrem bloqueios de alguns itens que não constam na listagem de medicamentos padronizados pelo Ministério da Saúde.

Como equacionar todos os problemas do Hospital Ferreira Machado?

O Hospital Ferreira Machado é uma das instituições hospitalares mais importantes de Campos e região. Desta forma, precisamos resgatar a estrutura física, recuperar equipamentos deteriorados ao longo dos anos e adquirir muitos outros materiais, bem como criar novos fluxos administrativos e investir na educação continuada das equipes em busca da melhoria na humanização dos atendimentos.

As unidades secundárias estão cumprindo o seu papel real?

Atualmente não, por isso estamos trabalhando na ampliação da Estratégia Saúde da Família com o aumento da cobertura no município e a implantação das Policlínicas de especialidade nas regiões prioritárias. Acreditamos que, desta forma, iremos desafogar as Unidades Pré Hospitalares (UPH), os Hospitais Contratualizados, Hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus. Afinal, a mudança no perfil de saúde da população se faz através da prevenção.

O hospital Geral de Guarus está na pauta para uma grande virada?

Sim, entendemos que o HGG tem papel fundamental na transformação que almejamos para a saúde, o prefeito Rafael Diniz, como já foi noticiado, demonstra, desde o início da gestão, muita maturidade política ao buscar parcerias e novos recursos principalmente para o Hospital Geral de Guarus. Nossa equipe técnica vem buscando, em paralelo, investimentos e custeio para que possamos regatar o Hospital principalmente em sua estrutura física. Recentemente, o Município foi contemplado com uma Emenda Parlamentar através do Deputado Federal Paulo Feijó no valor de R$ 4.0000,00 (quatro milhões) para obras de recuperação do HGG.

O que a senhora pretendia e não conseguiu realizar no curso deste ano que termina?

Desde o período em que deveria ter ocorrido a transição e logo após nossa entrada, já tínhamos consciência das grandes dificuldades que enfrentaríamos na saúde. Porém, no transcorrer dos meses, identificamos que a situação era muito pior: abandono da atenção básica, sucateamento de muitos equipamentos, falta de manutenção inclusive de ar refrigerado, toda frota de veículos quebrados e sem conserto, desabastecimento de muitos materiais e medicamentos, orçamento insuficiente para arcar com todas as necessidades e muito mais. Estamos com o nosso planejamento em saúde com fortalecimento na atenção básica e alguns programas em andamento e, finalmente, concretizando a contratualização com os hospitais filantrópicos. Nem tudo foi finalizado em função da falta de recursos e da dívida enorme deixada pela gestão anterior.

Quando a senhora acha que os campistas vão começar a perceber que as coisas estão melhorando na Saúde?

Estamos trabalhando arduamente desde o início da Gestão para fazermos uma Saúde melhor aos nossos Munícipes, buscando parcerias e trabalhando com o objetivo de tornar o serviço não só humanizado e qualificado, como também eficiente nos serviços de Urgência e Emergência. Acreditamos que esta percepção se dará conforme a casa for ficando em ordem, com melhoria das estruturas físicas das unidades e o correto abastecimento de materiais e medicamentos.

Dizem que alguns programas estão formatados por sua equipe, mas que faltam recursos. Isso é fato?

Até o momento, minha equipe atuou na reestruturação dos programas especiais e Atenção Básica. Foi necessário realizar um levantamento para avaliar a estrutura física e equipamentos, além dos insumos necessários para o funcionamento destes. Afinal, foram criados ao longo dos anos programas não estabelecidos nas diretrizes do Ministério da Saúde e os definidos pelo Ministério da Saúde foram abandonados, deixados a própria sorte, como o Programa da Mulher e o Programa do Idoso.

Nos governos anteriores os secretários de Saúde de Campos estavam todos sob os holofotes, tanto que quase todos foram para a carreira política e pelo menos dois chegaram a prefeito, como Arnaldo Vianna e Mocaiber. A senhora tem feito justamente o contrário disso. Tem trabalhado discretamente. É o seu estilo ou um sinal de que a secretaria está despolitizada?

Historicamente os problemas da Saúde sempre foram muitos e com diferentes graus de complexidade e solução. O dia a dia difícil na Secretaria e infinitas responsabilidades junto aos órgãos de fiscalização me levaram a dedicar todo o meu tempo às demandas da Saúde do Município. A minha posição é de agente em políticas públicas de saúde, procurando sempre trabalhar com determinação e dedicação. A política que eu faço é a de saúde e esta é a que mais me atrai enquanto cidadã.





Fonte: Terceira Via

Lula traz sua caravana nesta terça-feira para Campos


Depois de passar pelo Espírito Santo, a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao estado do Rio de Janeiro e desembarca em Campos nesta terça-feira para uma atividade na praça do Liceu a partir das 19h. De acordo com uma das diretoras do PT municipal, Odisseia Carvalho, pelo menos 5 mil pessoas de diversos municípios da região são esperadas para o ato. O comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Fabiano Souza, o policiamento será reforçado, inclusive com a presença de policiais à paisana. A preocupação com a segurança foi levantada pelos próprios organizadores. Diretora do PT municipal, Odisséia Carvalho chamou a atenção desde a última semana.

Pelas redes sociais, grupos de militantes do pré-candidato Jair Bolsonaro, que se apresenta como principal rival de Lula nas pesquisas eleitorais para a corrida presidencial em 2018, se mobilizam para protestar contra a visita do ex-presidente. Um dos grupos chegou a iniciar a venda de 200 camisetas na praça do Santíssimo Salvador durante o final de semana.

— Existe, sim, a preocupação com a segurança. Nós notificamos o comando do 8º Batalhão de Polícia Militar para reforçar o policiamento durante o evento e nossa orientação é para que nossa militância não caia na provocação deles. É um absurdo que ainda exista quem defenda uma pessoa que homenageou publicamente o coronel (Carlos Brilhante) Ustra, um dos maiores torturadores deste período nefasto da nossa história que foi a ditadura militar. Eles não sabem respeitar a democracia — afirmou Odisséia, informando que a concentração na praça começará às 16h.

Após Minas Gerais e todos os estados do Nordeste, Lula iniciou a terceira etapa da viagem pelo país nesta segunda-feira, com uma reunião pública na praça Costa Pereira, no Centro da capital capixaba. Na manhã desta terça a comitiva segue para Cariacica, onde participa de um encontro com reitores de universidades locais antes de partir para a planície goitacá.

Além do ato público, Lula também vai se encontrar com os reitores do Instituto Federal Fluminense (IFF), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) na quarta pela manhã no campus Centro do IFF.

Esta será a terceira visita de Lula Campos. A primeira foi durante a campanha presidencial de 1989 e a última aconteceu em 2007, durante a inauguração do campus Guarus do IFF. Além disso, o petista também passou pela região em outras oportunidades, inclusive durante as obras de construção do Porto do Açu, em 2013.

Apesar da condenação a 9 anos e seis meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, Lula se mantém na liderança das últimas pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial em 2018. Segundo a sondagem feita pelo Datafolha e divulgada no último sábado, o petista aparece com 34% da preferência do eleitorado, contra 17% de Bolsonaro, 9% de Marina Silva (Rede), 6% de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), além de 5% de Joaquim Barbosa (sem partido).





Fonte: Folha da Manhã

Mais de 2.300 pessoas foram assaltadas nas ruas de Campos desde janeiro de 2016


Andar pelas ruas não tem sido uma tarefa fácil para os campistas. Diariamente, pedestres são vítimas de assalto, principalmente na área central da cidade. Não importa a hora ou o dia, qualquer pessoa está sujeita a ser mais um alvo dos bandidos que circulam pelo município.

No último fim de semana, o vídeo de uma jovem sendo assaltada se espalhou pelas redes sociais. As imagens, com a data do dia 28 de outubro, e horário de aproximadamente 12h40, mostra uma jovem caminhando pela Rua Saldanha Marinho, esquina com Rua Carlos Lacerda. Em um determinado momento, um homem negro, de bicicleta cerca a jovem e leva sua bolsa. Em seguida, o criminoso foge tranquilamente. No vídeo, ainda é possível ver que um carro branco, que provavelmente viu a ação do bandido, chega a parar. O motorista pensa em dobrar com o veículo, na mesma esquina por onde o suspeito fugiu, mas desiste e continua seu trajeto.

Assim como este caso, na maioria das vezes, os assaltantes levam bolsas, carteiras e aparelhos celulares das vítimas. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), no ano de 2016, 1.487 pessoas foram vítimas desse tipo de crime na cidade.

Só entre os meses de janeiro e setembro de 2016, 677 pessoas foram assaltadas na área central, enquanto 213 foram vítimas no subdistrito de Guarus. Neste mesmo período, 128 celulares foram roubados na área da 134ª Delegacia Legal, enquanto 252 foram roubados na área da 146ª DP.

No mesmo período deste ano, foram registrados 549 roubos a transeuntes na área central e 141 na área de Guarus. Já os roubos de celulares somaram 128 no Centro e 47 em Guarus. No total, de janeiro a setembro de 2017, 865 pessoas foram assaltadas nas ruas, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Nos dois anos, no entanto, esse número chega a 2.352 pessoas roubadas nas ruas de Campos e que fizeram o registro de ocorrência.

Por mais que estes números pareçam grandes, a tendência é de que o número de assaltos seja ainda maior, já que grande parte da população não comparece à delegacia para fazer o Boletim de Ocorrência. Isso ocorre principalmente, em roubos de celulares, já que a maioria não é recuperado.

Uma estudante de 21 anos que já foi assaltada conta um pouco do drama e de como isso afetou sua vida. “Estava voltando da escola com uma amiga, quando próximo ao Mercado Municipal, um homem nos abordou. Minha amiga correu e ele logo colocou a arma na minha barriga e levou meu celular”, disse a jovem que atualmente evita levar o aparelho para todos os lugares e quando leva não tira da bolsa, enquanto está na rua.

O Jornal Terceira Via entrou em contato com o 8º Batalhão de Polícia Militar, que informou que no mês de outubro de 2017, 95 roubos a transeuntes foram registrados, quando a meta era de 136.

Ainda de acordo com o 8º BPM, para uma cidade com uma população de quase 500 mil habitantes, este número do mês de outubro é considerado bom pela corporação.

O 8º BPM ainda ressalta que sempre utiliza de seus serviços de comunicação para mostrar a importância do registro de ocorrência, pois só assim será possível saber onde a incidência da criminalidade está maior.

Com relação ao número de roubos ser maior na área do central, o BPM explica que por ser uma área maior, tem um maior número de registros, com maior riqueza circulando e uma maior concentração de pessoas.




Fonte: Terceira Via