terça-feira, 15 de setembro de 2026

Número de brasileiros que pedem ajuda da ONU para deixar Portugal cresce 52% no 1º semestre


O número de brasileiros que procuram ajuda para deixar Portugal e retornar ao Brasil cresceu de forma expressiva neste ano, informa a Folha de S. Paulo. Dados da Organização Internacional para Migrações (OIM), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), mostram que a média mensal de pedidos avançou 52% em relação ao ano passado.

O movimento ocorre por meio do programa Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração, destinado a imigrantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica que desejam deixar voluntariamente Portugal. O benefício pode ser solicitado independentemente da região onde a pessoa vive ou de sua situação migratória no país.

Somente entre janeiro e julho deste ano, 470 brasileiros solicitaram ajuda. O número já supera os 432 pedidos registrados durante todo o ano de 2024. Em 2025, a média foi de 44 solicitações mensais de brasileiros. Agora, chegou a 67 por mês.
Brasileiros são 80% dos pedidos

O programa atende cidadãos de diferentes nacionalidades, incluindo venezuelanos, moçambicanos e pessoas originárias do Sri Lanka. Os brasileiros, entretanto, aparecem com ampla predominância.

Embora representem cerca de 30% da população estrangeira residente em Portugal, cidadãos do Brasil respondem por aproximadamente 80% dos pedidos de retorno apresentados ao programa.

A presença de crianças também revela que parte das solicitações envolve famílias inteiras que decidiram abandonar os planos de permanecer no país europeu. No ano passado, 85 crianças retornaram ao Brasil com auxílio do programa, correspondendo a quase todos os menores atendidos pela iniciativa.

O aumento dos pedidos ocorre em meio às dificuldades enfrentadas por parte dos brasileiros que migraram para Portugal. Os problemas atingem desde pessoas que chegaram de forma irregular e encontraram obstáculos para obter documentos e trabalho até imigrantes que desembarcaram com visto e emprego, mas passaram a enfrentar dificuldades diante do custo de vida e dos preços da moradia.

Programa paga passagem e ajuda de custo

O Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração inclui a compra da passagem aérea para o país de origem e o pagamento de € 70, aproximadamente R$ 415, para despesas durante a viagem.

A passagem e o dinheiro são entregues ao beneficiário no próprio dia do embarque por um funcionário responsável pelo programa.

Nem todos os inscritos, porém, concluem o processo. Em média, aproximadamente metade dos solicitantes efetivamente retorna ao país de origem por meio da iniciativa.

Uma das exigências é comprovar situação de vulnerabilidade econômica e demonstrar que não existem condições financeiras para custear o retorno por conta própria.

Retorno impõe restrição por três anos

Outro fator pode levar alguns brasileiros a desistir do programa. Quem utiliza o benefício fica impedido durante três anos de retornar a Portugal e de entrar nos demais países integrantes do Espaço Schengen.

A área de livre circulação reúne 29 países europeus. A restrição pode pesar principalmente para quem, apesar de desistir de Portugal, ainda pretende tentar estabelecer-se em outro país da Europa.

Nesse cenário, alguns imigrantes optam por permanecer por mais algum tempo em território português até reunir recursos suficientes para deixar o país por conta própria, preservando a possibilidade de retornar à Europa posteriormente.

Os números da OIM revelam, de qualquer forma, um crescimento da procura por uma saída assistida de Portugal. Para centenas de brasileiros em situação econômica vulnerável, o projeto de construir uma nova vida no país europeu terminou com um pedido de ajuda para conseguir a passagem de volta para casa.




Família de Vorcaro fez repasses milionários à Igreja da Lagoinha: R$ 57 milhões


O pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, cobrou do então dono do Banco Master recursos para financiar a construção de um templo da Igreja Batista da Lagoinha no bairro Belvedere, em Belo Horizonte, informa reportagem do jornal O Globo. Em uma das mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF), Zettel chegou a advertir que a obra poderia ser interrompida caso o dinheiro não fosse repassado.

Os diálogos integram documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tornados públicos após o levantamento do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master, determinado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Além das mensagens, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou ao menos R$ 2,02 milhões transferidos por familiares de Vorcaro e empresas ligadas à família para a Lagoinha Belvedere. O documento também apontou uma movimentação considerada atípica de aproximadamente R$ 57 milhões nas contas da igreja no período analisado.


Zettel alertou que obra poderia parar

O templo da Lagoinha Belvedere, cuja construção estava sob responsabilidade de Zettel, foi concluído em 2025, meses antes de a PF deflagrar a operação destinada a investigar suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

Em julho daquele ano, uma conversa encontrada pelos investigadores no celular de Vorcaro mostra Zettel tratando com o banqueiro sobre pagamentos pendentes. No diálogo, o pastor também cobrou recursos para a igreja.

“Igreja tem um mês que não faz. Odeio cobrar, mas obra vai parar”, escreveu Zettel na ocasião.

No mês seguinte, em agosto, o pastor encaminhou a Vorcaro uma planilha com uma relação de pagamentos classificados como “pendentes”. Entre os itens aparecia um repasse de R$ 2 milhões destinado à “Lagoinha Belvedere”.

Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã do ex-controlador do Master.

As cobranças ocorreram paralelamente às transferências feitas por integrantes da família Vorcaro. Segundo o Coaf, Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, transferiu R$ 120 mil em três operações para a igreja. Fabiola Macedo Vorcaro, ex-mulher de Daniel Vorcaro, enviou R$ 101,6 mil em sete transferências.

A maior parcela identificada pelo órgão chegou por meio de pessoas jurídicas. A HV Empreendimentos e Participações, administrada por Henrique Vorcaro, transferiu R$ 700 mil em três operações. Outros R$ 1 milhão foram enviados, também em três transferências, pela Lagoinha Participações Ltda, atualmente denominada Ingleses Holding Ltda.

Coaf aponta movimentação de R$ 57 milhões

O volume total de recursos movimentados pela Lagoinha Belvedere chamou a atenção dos órgãos de controle. Segundo o relatório do Coaf, aproximadamente R$ 28 milhões entraram nas contas da igreja durante o intervalo de um ano e praticamente o mesmo montante saiu no período.

Ao considerar créditos e débitos, o órgão classificou como atípica uma movimentação de cerca de R$ 57 milhões. O relatório indica ainda que o próprio Zettel colocou R$ 19 milhões na igreja.

A PF investiga se empresas vinculadas ao empresário, entre elas Super Empreendimentos e Moriah Asset, teriam sido utilizadas como etapa intermediária na movimentação de recursos supostamente relacionados aos interesses de Vorcaro. A apuração busca esclarecer a origem e o destino do dinheiro.

Segundo o relatório do Coaf, Zettel transferiu, por exemplo, R$ 9,1 milhões para a Super Empreendimentos em 2022.

Não há, nas informações apresentadas, conclusão definitiva de que os valores movimentados pela igreja tenham origem ilícita. As circunstâncias das operações fazem parte das apurações relacionadas ao caso Master.


André Valadão diz que desconhecia dimensão dos valores

Responsável pela Lagoinha Global, estrutura que supervisiona unidades da igreja em diferentes países, o pastor André Valadão afirmou não controlar as finanças do templo comandado por Zettel. A unidade de Belvedere foi fechada em março deste ano, após a prisão do cunhado de Vorcaro no âmbito do caso Master.

Em pronunciamento nas redes sociais, Valadão afirmou que a Lagoinha Global “não compactua com ilegalidade e não tem interesse em impedir que os fatos sejam esclarecidos”.

“Cada igreja possui sua própria estrutura jurídica, administrativa e financeira. Na Lagoinha no bairro Belvedere, essa responsabilidade era exercida pelo Fabiano Zettel. A Lagoinha Global não administra as contas das igrejas locais”, alegou Valadão.

O pastor afirmou ainda que havia sido informado de que “estavam sendo feitos investimentos, melhorias e reformas” na unidade.

“O que não tínhamos conhecimento era da dimensão dos valores. A informação que recebemos é que esses recursos na Lagoinha Belvedere (…) eram captados pelo próprio Fabiano Zettel para investir em melhorias na igreja que ele presidia”, disse Valadão.

Relações entre a igreja e a família Vorcaro

A proximidade entre integrantes da Lagoinha e a família do banqueiro antecede as investigações. André Valadão celebrou o casamento de Fabiano Zettel com Natália Vorcaro e já afirmou, durante um culto, conhecer “desde criancinha” Daniel Vorcaro.

A construção da unidade de Belvedere foi descrita pelas empreiteiras envolvidas como realizada “em tempo recorde”, como revelou o jornal O Globo em março deste ano. O espaço também passou a abrigar estabelecimentos ligados a investimentos de Zettel, entre eles uma franquia da Oakberry.

O arquiteto Marcelo Mizrahy, responsável pelo projeto do templo, é amigo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Embora não seja integrante da Lagoinha, o parlamentar mantém proximidade com a igreja.

Segundo informações que vieram a público durante as investigações, Valadão teria se comprometido, em conversa com Vorcaro em 2024, a pedir que Nikolas deixasse de fazer críticas ao Banco Master nas redes sociais. Posteriormente, ainda em março de 2025, o próprio deputado teria procurado Vorcaro para pedir uma intervenção relacionada a um “ativo minerário” administrado por seu advogado, segundo noticiou o portal ICL.

A defesa de Fabiano Zettel não foi localizada para comentar as informações apresentadas nos documentos.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Esposa de Bacellar relata problemas de saúde e condições do ex-deputado em presídio


Esposa do ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União), Manoella Duarte publicou nas redes sociais, nesta segunda-feira (14), uma nota em que relata as condições em que encontrou o ex-deputado durante uma visita na última quinta-feira (10). Bacellar está preso provisoriamente no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Entre os relatos apresentados por Manoella estão o uso de um caneco para tomar banho, a falta de ventilador na cela, dificuldades relacionadas à presença de mosquitos e problemas de saúde.

“Eu vi Rodrigo com as marcas da algema no corpo. Ele me relatou que toma banho usando um caneco. Que não tem ventilador na cela. Que dorme com sabonete no corpo para os mosquitos não se aproximarem”, escreveu.

Ainda segundo a esposa, Bacellar estava com o dedo do pé inflamado e teria colocado o pé em comida quente para tentar aliviar a dor.


Manoella também afirmou que, embora a unidade disponha de atendimento médico, haveria restrições à entrada de medicamentos prescritos pelos médicos que acompanham o ex-deputado.

Outro ponto citado na publicação é a impossibilidade de Bacellar ter o banho de sol. Segundo Manoella, os horários seriam divididos entre facções e milícias e o marido não faria parte de nenhum desses grupos.

A esposa afirmou que não pretende discutir as acusações contra Bacellar nem o andamento das investigações.

“Não venho a público discutir o processo. Não venho falar de acusações nem de investigações. Isso é assunto da Justiça, e eu confio que a Justiça fará o seu trabalho e a verdade prevalecerá”, relatou.

Na sequência, Manoella afirmou que sua manifestação trata das condições de custódia do marido.

“Venho aqui falar sobre dignidade. A dignidade de uma pessoa não depende de sentença. Não depende de decisão alguma. Ela não se perde na porta de um presídio”, afirma.

Ela ressaltou que Bacellar é preso provisório e ainda não foi condenado.

“Não peço privilégio. Não peço tratamento diferenciado. Não peço, nesta nota, a sua liberdade. Peço o mínimo: água, ventilador e atendimento médico adequado à situação dele. Exatamente o que a legislação brasileira assegura a qualquer pessoa prea neste país”, escreveu.

Transferência para Mossoró


Rodrigo Bacellar foi transferido em 8 de julho para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, localizado a cerca de 280 quilômetros de Natal. Antes, ele passou uma semana na unidade de segurança máxima de Brasília, após deixar o Bangu 8, no Rio de Janeiro.

Segundo apuração do jornalista Ricardo Bruno, do Agenda do Poder, a transferência foi vista por amigos e familiares do político como mais uma tentativa de isolamento absoluto. A avaliação atribuída a pessoas próximas é de que o objetivo seria pressioná-lo a fechar um acordo de delação premiada.

A distância também teria agravado o impacto para a família. Parentes disseram ao Agenda do Poder que ficaram emocionalmente abalados com a decisão, justamente pela dificuldade maior para realizar visitas e manter contato com o ex-deputado.

Inaugurado em 2009, o presídio federal de Mossoró tem capacidade para 208 presos considerados de “alta periculosidade” pela Justiça. Entre os nomes que estão ou já passaram pela unidade estão Marcola, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP.

O que diz a Secretaria Nacional de Políticas Penais

Através de nota, a SENAPPEN informou que todos os custodiados do Sistema Penitenciário Federal recebem as assistências previstas na Lei de Execução Penal e atendimento conforme os protocolos adotados pelas unidades e que todas as penitenciárias federais dispõem de Unidade Básica de Saúde, atendimento por telemedicina e equipe multiprofissional, composta por médicos, farmacêuticos, profissionais de enfermagem, técnicos de enfermagem e outros especialistas.

Disse ainda que, informações individualizadas sobre o estado de saúde, diagnóstico, tratamento ou uso de medicamentos não são divulgadas, em respeito ao sigilo médico e à legislação de proteção de dados pessoais, e que mais informações sobre os procedimentos de segurança do Sistema Penitenciário Federal estão disponíveis no site.

A reportagem solicitou, novamente, informações sobre o relato de marcas de algemas pelo corpo, banho com caneco, cela sem ventilador, mosquitos, alívio de dor dentro de comida quente e falta de banho de sol, e aguarda retorno.


Semana começa com chuva e temperaturas amenas em Petrópolis



Petrópolis terá uma semana marcada pela variação do tempo. A previsão indica chuva mais intensa entre segunda e quinta-feira, acompanhada de temperaturas amenas, enquanto a partir de sexta-feira o sol deve aparecer entre nuvens. Mesmo com a melhora, o risco de pancadas de chuva permanece durante o fim de semana. As temperaturas devem variar entre 12°C e 20°C, segundo o Climatempo.


Confira a previsão dia a dia:

  • Segunda (14): chuva forte e possibilidade de trovoadas. Entre 15°C e 19°C.
  • Terça (15): chuva e céu nublado. Entre 14°C e 19°C.
  • Quarta (16): períodos nublados e possibilidade de chuva. Entre 13°C e 19°C.
  • Quinta (17): tempo fechado e chuva. Entre 12°C e 15°C.
  • Sexta (18): sol entre nuvens, com possibilidade de pancadas à tarde e à noite. Entre 14°C e 19°C.
  • Sábado (19): sol entre nuvens e possibilidade de chuva rápida. Entre 16°C e 18°C.
  • Domingo (20): sol entre nuvens, com possibilidade de chuva. Entre 16°C e 20°C.

A previsão é do Climatempo, com informações meteorológicas do CPTEC. O INMET também aponta condições de instabilidade para áreas do Sudeste. A recomendação é acompanhar as atualizações ao longo da semana, principalmente antes de viagens e atividades ao ar livre.


Van tomba na BR 356 (Campos-SJB) após se envolver em acidente com outros dois veículos

Foto: Ralph Braz  | Pense Diferente

Uma van tombou na BR 356 (Campos – São João da Barra), na altura de Martins Lage, em Campos, na tarde deste domingo (13). O acidente também envolveu outros dois veículos. Ainda na tarde deste domingo, outro acidente foi registrado na BR 356, entre Barcelos e Caema van tombou na BR 356 (Campos – São João da Barra), na altura de Martins Lage, em Campos, na tarde deste domingo (13). O acidente também envolveu outros dois veículos. Ainda na tarde deste domingo, outro acidente foi registrado na BR 356, entre Barcelos e Caetá.

 O Corpo de Bombeiros foi acionado e, a princípio, não registros de feridos graves. 

Ainda não há informações sobre o que teria provocado o acidente. A van tombou no acostamento no sentido SJB – Campos e os outros dois veículos ficaram na pista, no sentido contrário. 

Outro – Um motociclista ficou ferido em um acidente entre Barcelos e Caetá. O jovem teria perdido o controle da motocicleta e colidido em um carro. Com o impacto, a moto acabou caindo na pista. 

O motociclista foi socorrido com ferimentos moderados.  

domingo, 13 de setembro de 2026

The Economist diz que STF se tornou uma ameaça à democracia no Brasil


A revista britânica The Economist avalia que o Supremo Tribunal Federal se tornou uma ameaça à democracia brasileira, posição que representa um duro alerta sobre a dimensão da crise institucional vivida pelo país.

A crítica ganha peso por partir de uma das mais conhecidas publicações internacionais de análise política e econômica e expõe uma questão que há anos provoca preocupação: até que ponto uma Corte constitucional pode ampliar sua atuação sem ultrapassar os limites que deveriam separar Judiciário, Legislativo e Executivo?

Para seus críticos, o STF deixou de ser percebido apenas como árbitro das disputas institucionais e passou a ocupar um espaço cada vez maior no próprio jogo político brasileiro, acumulando decisões e prerrogativas que alimentam acusações de ativismo, interferência e falta de freios.

Quando até uma publicação internacional de grande alcance coloca em debate o papel da Suprema Corte brasileira, o sinal de alerta deveria ser levado a sério: democracia não significa apenas proteger instituições, mas também impedir que qualquer uma delas concentre poder demais e opere sem controles efetivos.


Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas são recebidos por filho de Garotinho em Campos



A disputa eleitoral produziu neste sábado (12), em Campos dos Goytacazes, uma fotografia que expõe as divisões políticas da família Garotinho. Wladimir Garotinho (PL) recebeu no aeroporto do município Flávio Bolsonaro (PL) e Douglas Ruas (PL), adversário de seu pai, Anthony Garotinho (Republicanos), na corrida pelo governo do Rio.

Ex-prefeito de Campos e candidato a deputado federal, Wladimir coordena a campanha de Flávio Bolsonaro no Norte Fluminense. Depois da recepção no aeroporto, Flávio e Ruas participaram de uma carreata que percorreu as ruas da cidade durante cerca de uma hora.

No trio elétrico estavam os dois candidatos, além de outros nomes do PL fluminense. Carlos Jordy e Carlos Portinho, que disputam vagas no Senado, e Sóstenes Cavalcante, candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, participaram do ato. Apesar de ter recebido Flávio e Ruas no aeroporto, Wladimir não estava no veículo durante a carreata.


Flávio promete enfrentar narcotraficantes

Ao fim do percurso, Flávio Bolsonaro discursou com ênfase na segurança pública. O candidato também falou sobre os preços dos alimentos e defendeu a possibilidade de obtenção da carteira de motorista a partir dos 16 anos.

Ao abordar a violência urbana, Flávio associou o combate ao crime organizado à recuperação da soberania sobre áreas controladas por grupos criminosos. “Os narcotraficantes serão presos ou neutralizados e vamos devolver a soberania aos territórios”, afirmou.

Após o discurso, Flávio não falou com a imprensa. Mais cedo, durante passagem por Cabo Frio, o candidato havia afirmado não temer a quebra do sigilo do relatório relacionado ao caso Master. Ele também reiterou que sua relação com Daniel Vorcaro tinha como objetivo buscar patrocínio privado para um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

Wladimir está rompido politicamente com o pai

A participação de Wladimir na campanha do PL ocorre em meio a um rompimento político com Anthony Garotinho. Em abril, ele renunciou à Prefeitura de Campos para disputar uma vaga de deputado federal, filiou-se ao PL e assumiu a coordenação regional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

As divergências entre pai e filho remontam a 2022, quando Wladimir, então prefeito de Campos, apoiou a reeleição de Cláudio Castro, adversário político de Anthony Garotinho.

A disputa familiar ganhou novos capítulos em 2024 e envolveu também Clarissa Garotinho. Naquele momento, ela pretendia concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio, enquanto Wladimir defendia sua candidatura à Câmara dos Deputados, estratégia que permitiria ampliar o envio de emendas parlamentares para Campos. Sem espaço para concorrer à Alerj, Clarissa acabou disputando o Senado e obteve votação reduzida.

Garotinho enfrenta Ruas e decisão do TRE-RJ

O cenário eleitoral coloca agora pai e filho em campos distintos. Enquanto Wladimir atua diretamente na campanha de Flávio Bolsonaro e integra o PL, Anthony Garotinho disputa o governo estadual pelo Republicanos e enfrenta Douglas Ruas, também do PL.

Garotinho aparece em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais mencionadas no material fornecido. Na sexta-feira (11), sua candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso. Enquanto a situação jurídica permanece em discussão, a passagem de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas por Campos tornou mais visível a divisão política na família que comandou por décadas uma das principais forças eleitorais do Norte Fluminense.


sábado, 12 de setembro de 2026

Novos museus ampliam as experiências culturais em Petrópolis para além do Império


Petrópolis é reconhecida nacionalmente pelo patrimônio histórico ligado à Família Imperial, mas o circuito cultural da cidade vai muito além dos espaços que ajudam a contar essa história. Nos últimos anos, museus com propostas e temáticas diferentes passaram a integrar esse cenário, oferecendo ao público outras formas de conhecer personagens, períodos e experiências que também fazem parte da cultura e da memória. A Casa Stefan Zweig, Museu de Cera e Museu dos Brinquedos representam algumas dessas iniciativas e mostram como a diversidade pode ampliar a relação entre visitantes, moradores e os espaços culturais.


Uma cidade com muitas histórias para contar

Para Gabrielly Bernardes, supervisora do Museu de Cera, a força dos museus tradicionais de Petrópolis é inegável, mas a cidade pode ampliar seu potencial cultural ao apresentar outras narrativas. “Grande parte das pessoas que vêm até Petrópolis busca conhecer uma cidade marcada pela história da Família Imperial. Essa imagem acaba fazendo com que, muitas vezes, o visitante não expanda seu olhar para além do imaginário imperial”, afirma.


Segundo ela, novos espaços não precisam competir com o patrimônio histórico. A proposta é criar uma relação de complementaridade, permitindo que diferentes públicos encontrem outras formas de se identificar com a cidade. “A diversidade permite que a cidade seja percebida não apenas por uma única narrativa, mas por muitas outras vozes e experiências, ampliando as possibilidades de identificação e de acesso do visitante à cultura e à história local”, destaca.

João Maurício, produtor da Casa Stefan Zweig, também defende a ampliação do circuito cultural. Para ele, os museus históricos continuam fundamentais para a identidade de Petrópolis, mas podem dividir espaço com instituições que utilizam outras linguagens e contam histórias diferentes. “Essa diversidade permite que diferentes públicos encontrem maneiras distintas de se relacionar com os espaços e com a memória local”, explica.


Museus que apostam na experiência



A diversificação também aparece na maneira como os museus recebem seus visitantes. Para Ana Letícia Rivero, curadora do Museu dos Brinquedos, o público atual busca uma relação mais ativa com os espaços culturais. “O visitante hoje quer interagir, sentir os espaços e levar recordações como fotos e souvenirs para casa. Os museus precisam oferecer experiências que vão além do seu acervo e que produzam memórias”, afirma.

O Museu dos Brinquedos aposta justamente nessa relação afetiva. O espaço possui uma sala de experiência imersiva dedicada às décadas de 1980 e 1990, além de ambientes interativos que resgatam brincadeiras e objetos de uma época anterior à popularização da internet.


A proposta, segundo Ana Letícia, é fazer com que a visita desperte memórias e permita que diferentes gerações compartilhem experiências. “Acreditamos que nossos visitantes tenham no museu um lampejo desses tempos e procurem opções analógicas de diversão com a família e os amigos. Nosso museu realmente acompanha as pessoas para além do tempo de permanência nas salas”, conta.

No Museu de Cera, a experiência também ultrapassa a observação das esculturas. O espaço apresenta ao visitante curiosidades sobre a produção das peças, as roupas utilizadas pelos personagens e o trabalho de manutenção das obras. “Temos sempre monitores para auxiliar durante a visita e apresentar um pouco de como esse processo é feito. Afinal, é uma arte ainda pouco explorada no Brasil e que envolve uma técnica bastante detalhista e cuidadosa”, explica Gabrielly. Entre as atrações estão personagens históricos, como Dom Pedro II e Princesa Isabel, ao lado de personalidades da música, do cinema e da cultura mundial.


Do turista ao morador

Mais do que atrair visitantes, outra preocupação apontada pelas instituições é fazer com que os museus estejam integrados à vida da própria cidade. Na Casa Stefan Zweig, dedicada à trajetória do escritor austríaco que viveu seus últimos meses em Petrópolis, essa relação acontece por meio de uma programação que ultrapassa a exposição permanente.

Cineclubes, concertos musicais, lançamentos de livros e outras atividades aproximam moradores do espaço, muitas vezes colocando os próprios petropolitanos como artistas e protagonistas da programação. “Essa relação mais próxima com a comunidade cria um sentimento de pertencimento e faz com que o museu seja percebido não apenas como um lugar a ser visitado por turistas, mas como um espaço que também faz parte da vida da população local”, afirma João Maurício.

A formação de novos públicos também está entre as estratégias da instituição. A Casa Stefan Zweig mantém um trabalho educativo que leva estudantes de escolas públicas ao museu e promove conversas sobre a história do escritor, o exílio, a memória e questões que permanecem atuais. A instituição também utiliza diferentes formatos para ampliar o acesso à história de Zweig, produzindo séries, podcasts e outros conteúdos que complementam a experiência presencial.

A mudança no perfil dos visitantes também exige que os museus encontrem maneiras diferentes de apresentar seus conteúdos. “Essa nova geração está cada vez mais curiosa, questionadora e crítica. Isso é positivo, porque não se limita ao que está sendo dito ou exibido, mas busca compreender melhor, questionar e descobrir o que existe por trás daquilo que está sendo apresentado”, avalia Gabrielly.


O futuro dos museus de Petrópolis

Para os próximos anos, as instituições ouvidas apontam para um circuito cultural cada vez mais diverso e conectado. A ideia não é abandonar os museus tradicionais, mas ampliar as possibilidades de visita e criar relações entre diferentes espaços.

Para Ana Letícia, é necessário ampliar as experiências interativas e fortalecer o diálogo entre museus, centros culturais e outros pontos de cultura, inclusive em sintonia com o calendário de eventos da cidade. Gabrielly também defende investimentos em acessibilidade, atendimento e presença dos museus nos novos espaços de comunicação, mas ressalta que a modernização precisa preservar a identidade de cada instituição.

João Maurício, por sua vez, acredita que não existe uma fórmula única para manter os museus relevantes. Para ele, um dos caminhos está justamente na integração entre instituições, comunidade e diferentes linguagens. “Preservar a história não significa deixá-la congelada no tempo. Os museus precisam encontrar novas formas de apresentar seus acervos e narrativas, permitindo que diferentes gerações encontrem nelas questões que façam sentido para o presente”, finaliza.





Serra Serata completa 17 edições e aposta na memória italiana para aproximar novas gerações em Petrópolis


A história da imigração italiana em Petrópolis vai muito além dos pratos típicos e das celebrações culturais. Presente na formação de bairros, no desenvolvimento industrial e na criação de instituições comunitárias, essa herança continua sendo transmitida entre gerações e a Serra Serata é uma das principais iniciativas para manter essa memória viva.

Em sua 17ª edição, a Festa Italiana de Petrópolis será realizada entre os dias 16 e 20 de setembro, no Palácio de Cristal, com entrada gratuita. Promovido pela Casa D’Italia Anita Garibaldi, o evento reúne gastronomia, música, dança e manifestações culturais italianas.


A diretora de Comunicação da Casa D’Italia Anita Garibaldi, Daniella Vita, contou como a festa mudou ao longo dos anos e o que permanece como prioridade para a organização.

Segundo Daniella, a Serra Serata cresceu e se adaptou ao longo de suas 17 edições, mas sem abrir mão de sua identidade.

“Ao longo dessas 17 edições, a Serra Serata cresceu, ganhou novos espaços, ampliou sua programação e passou a atrair um público cada vez maior e mais diversificado. A festa também acompanhou as mudanças do tempo, incorporando novas atrações e formas de apresentar a cultura italiana.”

Para ela, porém, a evolução do evento não significa deixar de lado as características que deram origem à celebração.


“Mas há algo que não mudou e que fazemos questão de preservar: a essência italiana da Serra Serata.”


Gastronomia, música, dança e tradições continuam entre os principais elementos da festa. A diretora destaca ainda a importância da convivência entre famílias e da preservação da história dos imigrantes que participaram da construção de Petrópolis.

“Queremos que a festa seja, ao mesmo tempo, uma celebração das nossas raízes e uma experiência viva, alegre e contemporânea”, afirma.

Festa também movimenta a economia

Além do aspecto cultural, a organização espera que a Serra Serata contribua para movimentar diferentes setores da economia petropolitana.

A expectativa para a edição deste ano, segundo Daniella, é positiva. A festa já integra o calendário cultural do município e busca atrair tanto moradores quanto visitantes de outras cidades e regiões.

“A nossa intenção é oferecer uma festa cada vez mais qualificada, capaz de unir cultura, gastronomia, entretenimento e história.”

O impacto, porém, não fica restrito ao Palácio de Cristal.

“Quando um evento desse porte movimenta a cidade, o impacto vai muito além do espaço da festa. Hotéis, restaurantes, comércio, transporte, produtores, artesãos e diversos prestadores de serviços são beneficiados.”

Para a diretora, a realização da festa ajuda a reforçar a posição de Petrópolis como destino turístico e, simultaneamente, valoriza uma das comunidades que contribuíram para a formação da cidade.

“Por isso, a Serra Serata contribui para fortalecer Petrópolis como destino turístico e, ao mesmo tempo, valoriza a cultura italiana como parte importante da identidade da cidade.”

Serra Serata 2026

A programação da 17ª Serra Serata será realizada de 16 a 20 de setembro, no Palácio de Cristal. Durante os cinco dias, o espaço receberá decoração inspirada nas cores da Itália, além de barracas de gastronomia e atrações culturais.

A escolha de setembro também mantém uma relação simbólica com a tradição italiana, já que o período se aproxima do Dia de San Gennaro, celebrado em 19 de setembro.

Serviço

Serra Serata 2026 - Festa Italiana de Petrópolis

16 a 20 de setembro

Palácio de Cristal - Petrópolis

Entrada gratuita

Realização: Casa D’Italia Anita Garibaldi



Sequestro-relâmpago na Pelinca: Homem fica sob poder de bandidos e perde R$ 8 mil


Um homem foi vítima de um sequestro-relâmpago na madrugada deste sábado (12) ao sair de uma boate na Pelinca, em Campos, e teve o carro, o celular e R$ 8 mil roubados.

A vítima contou que deixou a boate por volta das 2h e, ao entrar em seu Honda Civic, foi abordada por dois homens, que a renderam e a colocaram dentro do veículo. Os criminosos seguiram até o Parque Santa Rosa, onde outro homem entrou no veículo. Em seguida, o grupo retornou pela BR-101 e abandonou a vítima na Estrada do Periquito, próximo à Usina Sapucaia.

Além do veículo, foram roubados um iPhone 17 Pro Max, uma pulseira, um cordão e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os criminosos também teriam utilizado o celular da vítima para realizar oito transferências via Pix, de R$ 1 mil cada, totalizando R$ 8 mil retirados da conta bancária.

A ocorrência foi registrada na 146ª DP de Guarus.