segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Abaixo-assinado pede transferência do vagão D. Pedro II para o Museu Imperial, em Petrópolis


Um vagão histórico associado ao imperador Dom Pedro II está em condições inadequadas de conservação no Museu do Trem, em Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio. Diante da situação, moradores e pessoas ligadas à preservação do patrimônio mobilizaram um abaixo-assinado para pedir que a peça seja transferida para o Museu Imperial, em Petrópolis.

Conhecido como Carro Imperial, o veículo faz parte do acervo ferroviário mantido no espaço e é apontado como uma das peças de maior relevância histórica da instituição. A campanha defende que a transferência poderia garantir melhores condições para a preservação do vagão e permitir que ele fosse incorporado a um espaço dedicado à memória do período imperial brasileiro.

Os responsáveis pela mobilização afirmam que a peça está vulnerável à ação do tempo e à deterioração. A situação chama atenção porque o vagão permanece no Museu do Trem, que está fechado ao público há anos e enfrenta um histórico de problemas estruturais e de conservação.


Museu do Trem está fechado há anos

O Museu do Trem foi instalado na década de 1980 nas antigas oficinas ferroviárias de Engenho de Dentro. O local ocupa um antigo galpão ligado às oficinas da Estrada de Ferro Central do Brasil e reúne locomotivas, vagões, objetos e documentos relacionados à história ferroviária brasileira.

Entre os itens do acervo está o chamado Carro Imperial, associado às viagens de Dom Pedro II. O conjunto também inclui a locomotiva Baroneza, considerada a primeira locomotiva a trafegar no Brasil, além de outros veículos e objetos ligados à história das ferrovias.

A situação do museu já foi abordada pelo DIÁRIO DO RIO. Em reportagem publicada em 2024, o espaço estava fechado havia cinco anos e apresentava problemas como infiltrações, falhas na cobertura, mofo e sinais de deterioração em parte da estrutura e do acervo.

O local também já foi alvo de ocorrências de segurança. Em agosto de 2022, 16 sinos de bronze que faziam parte do acervo foram furtados. Na ocasião, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que as peças estavam protegidas pela legislação federal.

Em 2025, uma reportagem da BandNews voltou a registrar problemas no espaço, incluindo estruturas danificadas, ferrugem, mato alto e acúmulo de lixo nas áreas externas. O museu permanece fechado ao público.



Pedido é para transferir a peça para Petrópolis

O abaixo-assinado propõe que o Carro Imperial seja levado para o Museu Imperial, em Petrópolis. A instituição é voltada à preservação da memória do período imperial brasileiro e mantém um acervo relacionado à história da família imperial e de seu contexto histórico.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, a mudança permitiria que o vagão fosse preservado em melhores condições e também utilizado para apresentar aos visitantes aspectos das viagens ferroviárias realizadas durante o período imperial.

A transferência, porém, envolve questões relacionadas à conservação, ao patrimônio e à responsabilidade sobre a peça. Também seria necessário avaliar as condições técnicas para retirar um veículo histórico de grande porte do atual local e transportá-lo para outro município.


O caso ainda levanta uma questão sobre o futuro do próprio Museu do Trem e de seu acervo. Enquanto o espaço permanece fechado, peças de relevância para a memória ferroviária brasileira continuam sob sua guarda.

O DIÁRIO DO RIO entrou em contato com o Iphan para obter informações sobre o estado de conservação do vagão, as condições de proteção da peça e as medidas adotadas para garantir sua preservação. A reportagem também procurou o Museu Imperial para saber se a instituição tem conhecimento da proposta de transferência e se há possibilidade de receber o Carro Imperial.


Projeto de Lei propõe a criação do Dia Municipal do Orgulho Autista em Petrópolis


Foi aprovado na Câmara Municipal de Petrópolis o Projeto de Lei, de autoria da vereadora Gilda Beatriz, que propõe a criação do Dia Municipal do Orgulho Autista, a ser celebrado anualmente em 18 de junho e incluído no calendário oficial do município. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), fortalecer a valorização da neurodiversidade e incentivar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à inclusão.

A proposta estabelece que a data será dedicada à promoção da conscientização sobre o autismo, à valorização da identidade, das potencialidades e da diversidade das pessoas autistas, além do combate ao preconceito, à discriminação e à estigmatização. O projeto também pretende fomentar ações e políticas públicas que garantam mais inclusão, respeito e acessibilidade.


De acordo com o texto, o Dia Municipal do Orgulho Autista poderá contar com campanhas educativas, palestras, atividades culturais, eventos e outras ações desenvolvidas em parceria com instituições de ensino, entidades da sociedade civil, profissionais da área e associações que atuam na defesa dos direitos das pessoas com TEA.

Segundo a vereadora Gilda Beatriz, a criação da data representa um importante avanço no reconhecimento da neurodiversidade e na promoção de uma sociedade mais inclusiva.

"O Dia Municipal do Orgulho Autista é um momento de valorização das pessoas autistas, de combate ao preconceito e de fortalecimento da inclusão. Queremos ampliar a conscientização da sociedade, promover o respeito às diferenças e incentivar políticas públicas que garantam mais oportunidades, dignidade e participação para todas as pessoas com Transtorno do Espectro Autista", destacou a parlamentar.

Na justificativa do projeto, a autora ressalta que a escolha do dia 18 de junho acompanha o movimento internacional do Autistic Pride Day, celebrado desde 2005, e reforça o protagonismo das pessoas autistas na luta por direitos, respeito e reconhecimento. O texto destaca ainda que o conceito de "orgulho" está relacionado à afirmação da identidade e ao enfrentamento do capacitismo, da exclusão social e dos estigmas historicamente associados ao autismo.

O projeto segue ao poder executivo para sanção.



Bunka-Sai divulga programação completa da 17ª edição, em Petrópolis


Quem passar pelo Palácio de Cristal entre os dias 13 e 16 de agosto terá quatro dias para conhecer diferentes manifestações da cultura japonesa. A programação da 17ª edição do Bunka-Sai já está completa e reúne apresentações, oficinas, música, dança, artes marciais, gastronomia e atividades culturais para públicos de diferentes idades. O evento tem entrada gratuita.

A programação começa na quinta-feira, dia 13, às 19h, com a cerimônia de abertura. O primeiro dia terá momentos tradicionais da cultura japonesa, como o Kagami Biraki, cerimônia que marca a abertura do barril de saquê, além dos hinos do Brasil e do Japão, apresentação do Projeto Sol e Movimento, San-San-Nana-Byoushi e Bon Odori.

Na sexta-feira, dia 14, as atividades começam ao meio dia, com oficina de pipa e dança do dragão. Ao longo do dia, o público também poderá participar da ação de shiatsuterapia oferecida pelo Senac RJ, acompanhar uma nova oficina de pipa e dança do dragão e assistir à apresentação de karatê, às 19h. A noite termina com o Bon Odori, às 20h.

O sábado concentra uma das programações mais variadas do festival. Logo pela manhã, o público poderá acompanhar o Judô, com o Projeto Talentos do Tatami Firjan Sesi, e uma apresentação de Karatê. Ao longo do dia, acontecem oficinas de língua japonesa, mangá, origami e ikebana, além da aula show de dorayaki do Senac RJ.

A programação segue com o concurso e apresentação de cosplay, duas apresentações de Taiko, workshop da modalidade e desfile de quimonos. À noite, o Bon Odori e a apresentação de músicas japonesas com Noboru Fujita encerram o terceiro dia do festival.


No domingo, dia 16, as artes marciais voltam a ocupar espaço importante na programação, com Judô Inclusivo, Kenjutsu, Ninjutsu e Aikido. Também haverá oficinas de mangá, língua japonesa, origami, pipa e dança do dragão, além da aula show de temaki do Senac RJ.

Entre os momentos que encerram a programação estão a premiação do Concurso de Fotografia das Cerejeiras, às 15h30, novas apresentações de Taiko, workshop da modalidade e o show de Isa Toyota, marcado para as 17h. O último dia também terá Bon Odori em diferentes momentos da programação.

Além das atrações realizadas no Palácio de Cristal, parte das atividades acontece nos jardins e na unidade do Senac RJ. A parceria com a instituição inclui oficinas e aulas show voltadas à culinária japonesa, enquanto os demais espaços recebem atividades culturais e experiências abertas ao público.

Com o tema “Os Sete Deuses da Sorte”, a 17ª edição do Bunka-Sai também mantém ao longo da programação a proposta de apresentar a cultura japonesa para além da gastronomia, reunindo manifestações tradicionais, práticas culturais e expressões contemporâneas em quatro dias de atividades gratuitas.

Serviço

Bunka-Sai 2026

Data: 13 a 16 de agosto

Local: Palácio de Cristal, Petrópolis

Entrada: gratuita

Quinta feira, 13 de agosto

18h30, Unidade Senac RJ

Oficina Senac RJ: Mão no Temaki, Monte seu Cone

19h, Palácio

Cerimônia de abertura: Hinos do Brasil e do Japão, Projeto Sol e Movimento, San-San-Nana-Byoushi, Kagami Biraki e Bon Odori

Sexta feira, 14 de agosto

12h, Jardim

Oficina de Pipa + Dança do Dragão

13h às 15h, Jardim

Shiatsuterapia Senac RJ

16h, Jardim

Oficina de Pipa + Dança do Dragão

18h30, Unidade Senac

Oficina Senac RJ: Cookie de Matcha com Chocolate Branco

19h, Palácio

Karatê

20h, Palácio

Bon Odori

Sábado, 15 de agosto

10h, Palco Externo

Judô: Projeto Talentos do Tatami Firjan Sesi

11h, Unidade Senac RJ

Oficina Senac RJ: Harmonização de Vinhos Brasileiros com Pratos Típicos da Culinária Japonesa

11h, Palco Externo

Karatê

11h, Jardim

Oficina de Língua Japonesa

11h, Palácio

Oficina de Mangá

12h, Jardim

Oficina de Origami

13h, Palácio

Aula Show Senac RJ: Dorayaki

14h, Jardim

Oficina de Ikebana

14h, Palácio

Cosplay: apresentação e concurso

15h, Palácio

1ª apresentação de Taiko

15h, Palco Externo

Oficina de Mangá

16h, Jardim

Oficina de Pipa + Dança do Dragão

16h, Palácio

Workshop de Taiko

16h30 às 17h30, Palácio

Desfile de Kimono

18h, Palácio

2ª apresentação de Taiko

19h, Palácio

Bon Odori

19h30, Palácio

Apresentação de músicas japonesas com Noboru Fujita

Domingo, 16 de agosto

10h, Palco Externo

Judô Inclusivo: Fight Team

10h, Jardim

Oficina de Pipa + Dança do Dragão

11h, Palácio

Aula Show Senac RJ: Temaki

11h, Palco Externo

Kenjutsu

11h30, Palco Externo

Ninjutsu

12h, Palco Externo

Aikido

12h, Jardim

Oficina de Língua Japonesa

12h, Palácio

Bon Odori: Campo Grande

13h, Palco Externo

Oficina de Mangá

13h, Jardim

Bon Odori

14h, Jardim

Oficina de Pipa + Dança do Dragão

14h, Palácio

Vista um Kimono e Tire sua Foto

15h, Palco Externo

Oficina de Mangá

15h, Jardim

Oficina de Origami

15h30, Palácio

Concurso de Fotografia das Cerejeiras: premiação

16h, Palácio

Taiko

16h30, Palácio

Workshop de Taiko

17h, Palácio

Show de Isa Toyota

18h, Palácio

Bon Odori


Carla Machado entre as cinco mulheres mais citadas em pesquisa Prefab para a Alerj


A deputada estadual Carla Machado (PSD) apareceu entre as cinco mulheres mais citadas na mais recente pesquisa Prefab sobre a disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Na lista dos 30 nomes mais citados, constam apenas 5 mulheres: Carla Machado (PSD), Fernanda Neves (PDT), Célia Jordão (PSD), Renata Souza (PSOL) e Ana Paula Mendes (PSD).


Carla Machado foi o único nome do Norte e Noroeste Fluminense no top 30.

A pesquisa foi encomendada pelo Diário do Rio, ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre os dias 24 e 29 de julho, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,19 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número RJ-02770/2026.


A semana começa com chuva e temperaturas mais baixas em Petrópolis

Foto: Marco Oddone

A semana começa com chuva e temperaturas mais baixas em Petrópolis. A previsão para esta segunda-feira (10) indica máxima de 19°C e mínima de 13°C, com possibilidade de pancadas de chuva durante a tarde e tempo chuvoso à noite. Segundo a previsão do Climatempo, são esperados cerca de 3,3 milímetros de chuva, com 96% de possibilidade de precipitação.

A mudança no tempo será mais perceptível na terça-feira (11), quando a cidade deve ter um dia predominantemente nublado, com chuva pela manhã e à noite e possibilidade de garoa durante a tarde. As temperaturas ficam entre 12°C e 16°C, fazendo da terça um dos dias mais frios da semana. A previsão aponta 98% de chance de chuva e acumulado estimado de 2,3 milímetros.


Na quarta-feira (12), o cenário começa a mudar. A previsão aponta sol entre muitas nuvens e períodos de céu nublado, sem chuva significativa. Os termômetros devem variar entre 12°C e 18°C.

A partir de quinta-feira (13), o tempo fica mais firme e as temperaturas começam a subir. A previsão indica sol entre algumas nuvens, sem chuva, com mínima de 13°C e máxima de 25°C.

Na sexta-feira (14), Petrópolis deve ter uma manhã com possibilidade de nevoeiro, seguida por períodos de sol. As nuvens aumentam ao longo da tarde, mas não há previsão de chuva. A temperatura varia entre 18°C e 27°C.

O fim de semana também deve ser de tempo mais estável. No sábado (15), a previsão é de sol e muitas nuvens, com temperaturas entre 18°C e 25°C. No domingo (16), os termômetros podem chegar aos 27°C, com mínima de 18°C. Apesar da maior presença de nuvens, não há previsão de chuva significativa para os dois dias.


Governo Lula tem 49% de desaprovação às vésperas da campanha eleitoral


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à fase decisiva do calendário eleitoral com o país praticamente dividido na avaliação de sua gestão. Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10/8) mostra que 46% dos eleitores aprovam a administração federal, enquanto 49% a desaprovam.

A diferença entre os dois grupos é de três pontos percentuais. Outros 5% dos entrevistados disseram não saber responder ou preferiram não manifestar opinião sobre o desempenho do governo.


Os números fazem parte da 9ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus e reforçam um cenário de forte divisão do eleitorado em relação ao governo federal. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os percentuais de aprovação e desaprovação estão próximos.

A diferença entre avaliação administrativa e intenção de voto mostra que os dois indicadores, embora relacionados, não são necessariamente equivalentes. Parte do eleitorado pode desaprovar uma gestão e, ainda assim, optar pelo presidente diante das alternativas apresentadas na eleição, assim como eleitores que aprovam aspectos do governo podem fazer outra escolha nas urnas.

Avaliação do governo expõe divisão do eleitorado

A pesquisa também detalhou a percepção dos entrevistados sobre o desempenho da administração Lula. As avaliações positivas e negativas continuam concentrando parcelas expressivas da população, enquanto o grupo que classifica o governo como regular ocupa posição relevante no quadro geral.

Os dados indicam ainda que a percepção sobre o governo varia de maneira significativa conforme a região do país e as características socioeconômicas dos entrevistados.


A aprovação alcança seus melhores resultados entre beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, moradores do Nordeste e eleitores situados nas faixas de menor renda familiar.

Esses segmentos constituem historicamente uma parcela importante da base eleitoral de Lula e do PT. O Nordeste, em particular, tem apresentado nas últimas eleições presidenciais resultados mais favoráveis ao petista do que outras regiões do país.

No sentido contrário, a desaprovação cresce entre os entrevistados de renda mais elevada e entre aqueles com ensino superior. O governo também encontra maior resistência em regiões nas quais candidatos e partidos de oposição possuem bases eleitorais mais consolidadas.

Os recortes ajudam a revelar que, por trás dos percentuais nacionais praticamente equilibrados, existem diferenças importantes na maneira como diferentes segmentos da sociedade avaliam a administração federal.
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Pesquisa ouviu 2.001 eleitores em todo o país

A 9ª rodada do estudo quantitativo foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, empresa da FSB Holding, a pedido do banco BTG Pactual.

Foram entrevistados 2.001 eleitores com 16 anos ou mais nas 27 unidades da Federação entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026.

As entrevistas foram realizadas por telefone pelo método CATI, sigla em inglês para entrevistas telefônicas assistidas por computador.

A margem de erro máxima informada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026. A responsabilidade estatística é de Neale El-Dash (CONRE 8656-A), e a direção técnica ficou a cargo de Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, e André Jácomo, diretor de Pesquisa.


Pesquisa Ideia em SP mostra Flávio com 44% das intenções de voto contra 39% de Lula no 2º turno


A disputa pela Presidência da República tem um cenário particularmente desfavorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo, principal colégio eleitoral brasileiro. Pesquisa Ideia divulgada nesta segunda-feira (10) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do petista tanto no primeiro turno quanto em uma eventual disputa direta na segunda etapa da eleição.

No cenário estimulado de primeiro turno, Flávio aparece com 37% das intenções de voto entre os paulistas, cinco pontos à frente de Lula, que registra 32%. A diferença supera a margem de erro do levantamento, de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

O resultado ganha relevância pelo peso de São Paulo na eleição nacional. O desempenho no estado tradicionalmente ocupa posição central nas estratégias presidenciais, devido ao elevado número de eleitores e à capacidade de uma diferença expressiva nas urnas paulistas influenciar o resultado nacional.

A pesquisa revela ainda que Flávio consolida uma vantagem sobre Lula quando os dois são colocados frente a frente. Em eventual segundo turno, o senador alcança 44%, enquanto o presidente tem 39%.

Outros 7% responderam que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois. A parcela de indecisos chega a 10%.


Flávio lidera primeiro turno e adversários ficam distantes

A vantagem de Flávio e Lula sobre os demais candidatos é ampla no cenário de primeiro turno apresentado aos entrevistados.

Enquanto o senador marca 37% e o presidente, 32%, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem empatados, cada um com 5% das intenções de voto.

Romeu Zema (Novo) registra 3%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 2%. Samara Martins (UP) e Cabo Daciolo (Mobiliza) aparecem com 1% cada.

Edmilson Costa (PCB) registra 0,3%, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Hertz Dias (PSTU) têm 0,1% cada.

Os eleitores que dizem votar em branco, anular ou não escolher nenhum candidato somam 5%. Outros 8% não sabem em quem votar.

Confira os números do primeiro turno em São Paulo:

Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Lula (PT): 32%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Renan Santos (Missão): 5%
Romeu Zema (Novo): 3%
Augusto Cury (Avante): 2%
Samara Martins (UP): 1%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
Edmilson Costa (PCB): 0,3%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 5%
Não sabe: 8%


Segundo turno mostra Flávio na frente e equilíbrio nos demais cenários

O levantamento testou quatro possibilidades de segundo turno envolvendo Lula. O melhor resultado de Flávio Bolsonaro entre as simulações ocorre justamente no confronto direto com o presidente.

Flávio chega a 44% das intenções de voto, contra 39% de Lula, uma diferença de cinco pontos percentuais. Como a margem de erro é de 2,3 pontos, os intervalos máximos de variação dos dois candidatos não se sobrepõem.

No confronto contra Ronaldo Caiado, Lula também aparece numericamente atrás. O candidato do PSD registra 41%, enquanto o presidente tem 39%. Nesse caso, porém, a diferença de dois pontos está dentro da margem de erro e caracteriza empate técnico.

Quando os adversários são Renan Santos ou Romeu Zema, a situação se inverte, mas as diferenças continuam dentro da margem.

Lula marca 39% diante de Renan Santos, que tem 36%. Nesse cenário, chama atenção a quantidade de eleitores que ainda não apresentam uma escolha definida: 16% não sabem em quem votar, enquanto outros 9% apontam branco ou nulo.

Contra Zema, a distância é ainda menor. Lula registra 39% e o ex-governador mineiro, 38%. Os indecisos chegam a 15%, além de 9% de votos brancos ou nulos.

Os cenários de segundo turno são:

Flávio Bolsonaro (PL): 44%
Lula (PT): 39%
Branco/Nulo: 7%
Não sabe: 10%


Primeiro debate ao governo do estado do Rio tem ataques a Paes e a sua ausência e menções a Bacellar


O primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026 foi marcado por críticas ao candidato faltante e aos grupos políticos que comandaram o estado nos últimos anos, e apresentação de propostas para áreas como segurança pública e educação.

O encontro aconteceu neste domingo (9), na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Participaram do debate André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL). O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que havia sido confirmado inicialmente, decidiu não comparecer. A ausência do candidato foi um dos principais assuntos ao longo do encontro e acabou sendo explorada pelos adversários em diferentes momentos.


O debate foi mediado pela jornalista Adriana Araújo e dividido em três blocos. No primeiro, os candidatos responderam à uma pergunta em comum e, em seguida, houve os confrontos diretos.

No segundo, os participantes responderam a perguntas feitas por jornalistas, a partir de temas previamente contextualizados, seguido de mais uma rodada de perguntas diretas. Vale destacar que nas duas rodadas em que os candidatos se questionavam, os postulantes ao Palácio Guanabara seguiram a mesma ordem de quem pergunta a quem.


Pela ordem das perguntas entre si, a impressão foi de que os candidatos evitaram direcionar questionamentos a Garotinho, enquanto Douglas Ruas e André Marinho protagonizaram uma espécie de dobradinha, utilizando suas perguntas para abrir espaço para o outro apresentar e explicar seu plano de governo. O terceiro e último bloco foi reservado às considerações finais.

Ausência de Paes e caso Bacellar dominam primeiro bloco

Logo na primeira rodada, a ausência de Eduardo Paes dividiu espaço com as referências ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que está preso por suspeita de vazar uma operação policial.

A primeira menção a Bacellar foi feita por William Siri (PSOL), que questionou Douglas Ruas (PL) sobre uma declaração anterior em que o candidato havia defendido que Bacellar deveria ser o próximo governador do estado. Siri perguntou se, caso a operação da Polícia Federal não tivesse levado o ex-presidente da Alerj à prisão, ele seria hoje o candidato do PL ao Palácio Guanabara e se daria continuidade à política do partido e do ex-governador Cláudio Castro (PL).

Douglas respondeu que “não é candidato de ninguém” e, na sequência, afirmou que o PSOL seria um dos grandes aliados de Bacellar. O candidato do PL também criticou os governos que passaram pelo estado nos últimos 17 anos e disse que não houve atenção suficiente às necessidades da Polícia Militar durante operações em comunidades.


A ausência de Paes voltou ao centro do debate durante uma pergunta de Ruas a André Marinho (Novo), sobre o combate ao feminicídio. Marinho aproveitou a resposta para atacar o ex-prefeito e afirmou que, diante do “homem de geleia que não esteve aqui hoje”, era preciso olhar para frente e apresentar propostas aos eleitores.

O candidato do PL também criticou Paes e citou episódios e integrantes de sua administração para questionar a atuação do ex-prefeito. Entre os nomes mencionados estavam Bernardo Fellows, da Riotur, e Pedro Paulo (PSD), ex-secretário municipal de Fazenda e Planejamento.

No fim do bloco, Bacellar voltou a ser citado em uma pergunta de Anthony Garotinho (Republicanos) a Siri. O candidato do PSOL criticou o grupo político ligado ao ex-presidente da Alerj e chamou de “corja” aliados de Bacellar, citando Cláudio Castro (PL) e o ex-deputado estadual TH Joias, investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho.

Respostas a perguntas de jornalistas

No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas feitas por jornalistas. Berenice Seara, do TEMPO REAL, levou para o debate a situação da educação pública fluminense.

Na contextualização, a jornalista apresentou dados que apontam o Rio como o segundo estado mais rico do país, mas também com o segundo pior desempenho escolar entre as redes estaduais. A pergunta dirigida aos candidatos foi sobre as causas do cenário e quais seriam as três medidas mais urgentes para melhorar o ensino médio estadual.

Sorteado para responder, William Siri afirmou que os baixos salários dos profissionais da educação estão entre os principais problemas e criticou a gestão de Cláudio Castro. Segundo o candidato, o estado tinha “o pior salário de toda a federação” e o ex-governador sequer pagava o piso nacional da categoria.

Siri prometeu “revolucionar” a educação estadual com a ampliação do ensino integral, citando o modelo associado ao ex-governador Leonel Brizola.

Candidatos reforçam discursos nas considerações finais

No terceiro e último bloco, sem novos confrontos diretos, os candidatos aproveitaram as considerações finais para reforçar as principais bandeiras de suas campanhas e fazer novos ataques à ausência de Paes.

André Marinho afirmou estar “pronto, com a melhor equipe” para apresentar soluções para o estado e prometeu melhorar a qualidade de vida das famílias, com mais dinheiro no bolso e mais tempo de vida. O candidato do Novo também voltou ao discurso contra a corrupção.

William Siri adotou um discurso de mudança. Disse ser o único candidato que conhece “na pele” os problemas do Rio e afirmou não ter “rabo preso” com grupos políticos. “A vida está muito difícil, mas ela pode ser bem melhor e será”, declarou.

Douglas Ruas concentrou sua fala na necessidade de ampliar a atenção do governo para além da capital. O candidato do PL citou os 92 municípios fluminenses e afirmou que o estado foi governado durante muito tempo “como se fosse apenas alguns bairros da capital”..

Anthony Garotinho, por sua vez, direcionou a fala aos servidores públicos e voltou a atacar Paes. O ex-governador afirmou que policiais e professores sabem quem estaria disposto a valorizar as categorias.


Tem Bacellar na disputa: Marquinho Bacellar é candidato a deputado federal pelo União Brasil


A família Bacellar vai ver seu sobrenome nas urnas em outubro — mesmo com Rodrigo, ex-presidente da Alerj, preso e inelegível por decisão da Justiça Eleitoral. O vereador em Campos Marquinho Bacellar, irmão do ex-deputado estadual, vai disputar uma cadeira na Câmara Federal pelo União Brasil em outubro.

O vereador já tinha sinalizado o interesse em concorrer a deputado federal no início do ano e chegou a comentar, nos últimos meses, que estava em conversas avançadas com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, para participar da disputa eleitoral.


“Nesse pleito, estaremos nos colocando na rua, pedindo voto. A gente já tem uma conversa bem encaminhada com [Antonio] Rueda, bem encaminhada com [Márcio] Canella e estamos procurando outros políticos que se identifiquem com a nossa forma de fazer política”, disse Marquinho Bacellar, durante sessão da Câmara de Campos.

Patrimônio de Marquinho Bacellar foi de R$ 25 mil a mais de R$ 800 mil

Essa será sua primeira disputa a deputado federal. Antes, Marquinho Bacellar participou de duas eleições municipais, em 2020 e 2024, e foi eleito vereador em Campos nas duas. Entre 2023 e 2024, presidiu o Legislativo do município.

Desde que se tornou vereador, Marquinho viu seu patrimônio crescer mais de 3.000%, segundo os dados públicos da Justiça Eleitoral. Antes das eleições de 2020, ele declarou possuir R$ 25 mil em bens. Seis anos depois, ele tem R$ 827 mil de patrimônio, dividido entre imóveis no Espírito Santo, depósitos bancários e investimentos, além de um prédio, uma casa e um sítio em seu município Campos dos Goytacazes.





Bernardo Rossi quase triplica patrimônio em 12 anos e chega a R$ 2,1 milhões em bens


Ex-secretário estadual de Meio Ambiente do gestão Cláudio Castro (PL) — e principal aposta do ex-governador do Rio para deputado federal nas eleições de 2026 —, Bernardo Rossi declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 2,13 milhões, quase o triplo do que tinha em bens há 12 anos.

Entre as eleições de 2014 e 2026, os bens do atual candidato do União Brasil na corrida por uma vaga na Câmara do Rio, passaram de R$ 737,8 mil para R$ 2,13 milhões, alta de 188,7%.





Entre os bens informados, chama atenção um prédio residencial avaliado em R$ 620 mil e um outro imóvel de R$ 400 mil.

A relação de bens reúne ainda um apartamento de R$ 277,1 mil, outro de R$ 260 mil e um veículo Discovery D300, ano 2023, declarado por R$ 330 mil. Também aparecem na lista cerca de R$ 177 mil em aplicações e fundos.


Na disputa de 2014, quando concorreu e foi eleito deputado estadual pelo então PMDB, Rossi declarou patrimônio total de R$ 737.861,00. Entre os bens estavam dois apartamentos, avaliados em R$ 250 mil e R$ 240 mil, além de R$ 165,8 mil em dinheiro em espécie, R$ 70 mil em crédito decorrente de empréstimo e saldos bancários.

Seis anos depois, em 2020, quando disputou a eleição para a Prefeitura de Petrópolis pelo PL, o patrimônio de Rossi subiu para R$ 1.254.388,53, alta de 70 % em relação a 2014 . Naquele ano, a declaração incluía uma casa e um outro imóvel na cidade da Região Serrana, avaliados em R$ 620 mil e R$ 260 mil respectivamente; um apartamento no Rio no valor de R$ 277,1 mil e um Land Rover Sport 2011 avaliado em R$ 90 mil, além de valores depositados em conta bancária.
De 2014 a 2026: aumento de 188,7% do patrimônio

Agora, em 2026, candidato a deputado federal pela União Brasil, Rossi declarou R$ 2.130.168,58 em bens. Em relação a 2020, a alta foi de 69,8%.

Considerando todo o intervalo entre 2014 e 2026, o patrimônio declarado por Rossi cresceu R$ 1.392.307,58, uma alta nominal de aproximadamente 188,7%.

A relação de bens foi informada pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral durante o registro da candidatura. As declarações são públicas e podem ser consultadas por qualquer eleitor no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).