quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Escola que homenageou Lula, Unidos de Niterói é rebaixada


A escola Acadêmicos de Niterói terminou em último lugar o carnaval do Rio e foi rebaixada para a Série Ouro com 264,6 pontos. Foram apenas duas notas 10, e no último quesito: samba-enredo.

A escola homenageou o presidente Lula e representou o ex-presidente Jair Bolsonaro como um palhaço preso em um dos carros alegóricos. Foi a primeira a desfilar, na noite de domingo (15).

Durante a apuração, foram lidas 36 notas para cada escola – quatro jurados para cada um dos nove quesitos.

No caso da Niterói, o 10 veio apenas duas vezes. A campeã Viradouro tirou 34 notas 10.

O pior quesito da Niterói foi fantasia, com 29 pontos em 30 possíveis. Um ponto de desconto faz muita diferença na disputa do carnaval.

Em fantasia, seis das 12 escolas somaram 30 pontos e outras três ficaram com 29,9.

Em alegorias e adereços, que trata dos carros alegóricos, a Niterói somou 29,1 pontos. Nesse quesito, quatro escolas tiraram 30 e duas somaram 29,9.


Homem é resgatado após quase 24 horas de queda de parapente em Petrópolis


Um homem de 52 anos foi resgatado na manhã do domingo de Carnaval após passar quase 24 horas aguardando socorro depois de sofrer uma queda de parapente na Região Serrana do Rio.

O salto ocorreu na região do Cascatinha, em Petrópolis, mas a vítima acabou caindo em uma área de mata próxima à Barragem Saracuruna, já no município de Duque de Caxias. Mesmo ferido no pé, o homem conseguiu entrar em contato com um amigo e enviar sua localização por GPS, o que foi decisivo para o início das buscas, informa o g1.



Operação enfrentou mata fechada e pouca visibilidade

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado no início da tarde de sábado e mobilizou equipes especializadas para a região. A operação seguiu durante a noite e a madrugada em meio a terreno irregular, mata densa e visibilidade reduzida.

Para ampliar as chances de localização, os bombeiros empregaram drones com câmera térmica, cães farejadores do canil da corporação e agentes especializados do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos. A busca foi dificultada pelas condições do terreno e pela distância do ponto do salto.
Resgate aéreo ocorreu após novo sinal enviado pela vítima

Na manhã de domingo, a vítima enviou um novo sinal de localização, permitindo que o Grupamento de Operações Aéreas encontrasse o ponto exato. O homem foi então retirado por meio de resgate aéreo nas proximidades da Barragem Saracuruna.

De acordo com os bombeiros, ele apresentava estado de saúde estável, classificado como “verde”, e foi levado até uma ambulância para avaliação médica. Após exames, recebeu liberação no próprio local, com ferimentos leves e cortes superficiais na mão.


Corpo é encontrado parcialmente enterrado na areia em Farol de São Thomé

Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

Um corpo foi localizado na manhã desta quarta-feira (18) na faixa de areia da praia de Farol de São Thomé, em Campos, próximo à divisa com a Barra do Furado, em Quissamã. O cadáver estava parcialmente coberto pela areia e ainda não foi identificado.

De acordo com informações iniciais, moradores que passavam pela beira-mar perceberam algo estranho no local e acionaram a Polícia Militar. A equipe foi até a área indicada e confirmou que se tratava do corpo de um homem, enterrado de forma parcial na areia.

A região foi isolada para o trabalho das autoridades. A perícia foi acionada para os primeiros levantamentos, e o corpo será removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos.

Até o momento, não há informações sobre a identidade da vítima nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi parar no local. O caso será registrado e investigado pela 134ª Delegacia de Polícia (Centro).



Washington Reis reassume MDB e prepara anúncio de apoio a Eduardo Paes


O ex-prefeito Washington Reis será reconduzido ao comando do MDB no Rio de Janeiro em ato marcado para esta quinta-feira, na histórica sede do edifício Piauí, na Avenida Almirante Barroso, no Centro. O evento deve ir além da formalidade partidária: a expectativa é que o principal nome da Baixada Fluminense anuncie apoio à candidatura de Eduardo Paes ao governo do estado. As informações são do Agenda do Poder.

Reis não confirma publicamente o movimento, mas nos bastidores o alinhamento é tratado como praticamente fechado. A interlocutores, o ex-prefeito tem repetido que só não marcharia com Paes se obtivesse aval do STF para disputar o pleito. Como a situação judicial segue indefinida, ele renunciou à própria candidatura, mas não pretende deixar o tabuleiro.

Com mais de três décadas de vida pública, Washington Reis deve tentar influenciar a composição da chapa, inclusive com a indicação de vice. Ao abrir mão da disputa direta, sinalizou que continuará atuando como peça central no processo eleitoral.


Reis e Paes: relação antiga

A aproximação entre os dois não é recente. Em 2008, Washington Reis teve papel decisivo na ida de Eduardo Paes, então no PSDB, para o MDB, legenda pela qual Paes se elegeu prefeito do Rio pela primeira vez. À época, a articulação causou atritos com Jorge Picciani, então líder do partido no estado.

Em 2012, Reis esteve ao lado de Paes na campanha da reeleição. Em 2018, quando Paes disputou o governo do estado e foi derrotado por Wilson Witzel, o ex-prefeito de Duque de Caxias também atuou em favor do aliado.

Nos últimos anos, o prefeito retribuiu o histórico de parceria. Em meio à disputa judicial enfrentada por Reis, Paes tentou ajudá-lo politicamente, gesto que gerou ruído entre adversários. Em 2024, entregou o diretório do PSD em Duque de Caxias à família Reis como sinal de aliança.

Reis consolidou sua força na Baixada ao eleger o sobrinho, Netinho Reis, prefeito de Duque de Caxias, superando o ex-prefeito José Camilo dos Santos Zito, que era apontado como favorito em parte das projeções iniciais.

Na capital, o MDB conta com três vereadores — Rodrigo Vizeu, Vitor Hugo e Renato Moura — que já votam alinhados com o governo de Eduardo Paes na Câmara Municipal.

O ato desta quinta-feira deve contar com a presença do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e do ex-presidente Michel Temer, o que reforça o peso político do movimento.


Planalto vê desfile da Acadêmicos de Niterói como desastre político para Lula


O desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula na Sapucaí provocou forte repercussão política em Brasília, informa Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo. De acordo com pesquisas e levantamentos internos aos quais o Palácio do Planalto teve acesso, o impacto do enredo foi considerado negativo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobretudo na interlocução com o público evangélico.

A avaliação que circula nos bastidores do governo é de que o conjunto da apresentação não dialogou com um segmento que, neste momento, o Planalto busca atrair e consolidar. No centro da controvérsia está uma ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas — imagem que passou a ser vista, dentro do próprio governo, como símbolo do desgaste político provocado pelo desfile.


Reação dentro do governo

Integrantes do PT e aliados admitem reservadamente que houve desconforto com a repercussão da apresentação. Um líder petista resumiu o sentimento ao afirmar: “Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”.

A leitura interna é que, num momento em que o governo tenta reduzir resistências e ampliar pontes com lideranças religiosas, o episódio acabou reforçando críticas e ruídos que vinham sendo trabalhados nos bastidores.

Um ministro de Lula também comentou o episódio, destacando que a polêmica demonstra que o governo não teve participação na construção artística do desfile. Segundo ele, a ala é a “prova de que o governo não teve qualquer interferência na concepção do desfile”.

Estratégia para conter danos

Diante da repercussão, o PT iniciou uma estratégia para conter o desgaste e evitar que o episódio seja explorado politicamente por adversários. A orientação é reforçar publicamente que a escola de samba tem autonomia artística e que não houve qualquer interferência do governo federal no enredo ou nas alegorias.

O presidente do PT, Edinho Silva, saiu em defesa do presidente Lula e da independência da agremiação. Ele afirmou:

“A Acadêmicos de Niterói teve e tem autonomia para definir seu enredo e suas alegorias, tentar utilizar uma construção da escola para atacar o presidente Lula chega a ser ridículo; todos sabem do respeito que ele tem pela comunidade evangélica, e pelas suas lideranças”.

Nos bastidores, dirigentes partidários avaliam que a narrativa de autonomia cultural precisa ser reforçada para evitar que a oposição associe diretamente o desfile ao Palácio do Planalto.


Impacto político e leitura eleitoral

O episódio ocorre em um contexto de disputas simbólicas em torno de pautas de costumes e valores familiares, temas que mobilizam fortemente o eleitorado evangélico. Pesquisas internas indicariam que a repercussão do desfile teve impacto negativo justamente entre esse público.

Apesar disso, integrantes do governo afirmam que a relação com lideranças evangélicas continua ativa e que o diálogo institucional não foi interrompido.

A controvérsia evidencia a sensibilidade política do Carnaval quando o espetáculo ultrapassa os limites da avenida e passa a ser interpretado sob a ótica eleitoral e ideológica.



Após tour de carnaval, Lula viaja para a Índia e Coreia do Sul


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parte na manhã desta terça-feira (17) para as visitas oficiais que realizará, entre os dias 18 e 24, na Índia e na Coreia do Sul. Uma parada para abastecimento da aeronave será feita na Tunísia, conforme informação da agenda divulgada pelo Planalto.

A viagem internacional vem logo após um intenso fim de semana em que o petista esteve nos carnavais de Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

A viagem à Índia é uma retribuição à visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao Brasil em julho, durante a cúpula do Brics. Em Nova Deli, capital da Índia, Lula vai participar na quinta-feira (19) da cúpula de inteligência artificial. É aguardada a presença de 40 mil pessoas de 50 países durante o evento.


Já entre o domingo (22) e próxima terça-feira (24), Lula vai cumprir uma agenda oficial em Seul, na Coreia do Sul, a convite do presidente Lee Jae Myung. A agenda na Coreia inclui a adoção de um plano de ação trienal (2026-2029) para fortalecer as relações entre os países em direção a uma parceria estratégica. O objetivo é atrair novos investimentos coreanos nas áreas de tecnologia, agropecuária e cosméticos.

Tanto na Índia quanto na Coreia do Sul, Lula vai participar de uma série de fóruns empresariais e encontros voltados ao fortalecimento estratégico com os países asiáticos.

Entre os encontros, está previsto, em Nova Deli, o Fórum Empresarial Brasil-Índia, que contará com a presença de mais de 300 empresas brasileiras, além de painéis que vão tratar de temas como minerais críticos, transição energética, segurança ambiental e agricultura familiar.

Já em Seul, o Fórum Empresarial Brasil-Coreia reunirá 230 empresas brasileiras para oportunidades de diálogos econômicos e comerciais.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Garotinho acusa Cláudio Castro de retirar sua segurança dois meses após denúncias


O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) acusou, nesta terça-feira (17), o governador Cláudio Castro (PL) de determinar a desmobilização da equipe de segurança a que ele tem direito por ter ocupado o Palácio Guanabara. Segundo Garotinho, a ordem foi para que todos os agentes retornassem imediatamente aos seus batalhões de origem.

A decisão, afirma o ex-governador, ocorreu cerca de dois meses após ele ter prestado depoimento na CPI do Crime Organizado, no Senado, quando fez uma série de denúncias de corrupção contra a atual gestão estadual.

Em vídeo de quase três minutos publicado em sua conta no Instagram, Garotinho elevou o tom: “Se acontecer algo comigo, o responsável tem nome e sobrenome: Cláudio Castro”.


Retirada em meio ao Carnaval

De acordo com Garotinho, a determinação para desmobilizar sua equipe foi comunicada em plena terça-feira de Carnaval. Ele sustenta que não utiliza a segurança “por brincadeira” e relembrou ter sido vítima de agressão quando esteve preso em Benfica, há três anos.

O ex-governador afirmou que, após seu depoimento em Brasília, parlamentares da CPI enviaram ofício ao governo do estado solicitando reforço na segurança dele e de seus familiares. O pedido teria sido subscrito pelo presidente e pelo relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB/SE).

“Qual o interesse do governador, neste momento em que venho fazendo denúncias graves contra grupos de extermínio, milícias, organizações criminosas e corruptos infiltrados em várias esferas do governo, de me deixar sem proteção?”, questionou.

Sem a estrutura oficial, Garotinho disse ter recorrido a amigos para montar uma equipe privada de segurança, a fim de evitar que ele e a família ficassem “totalmente desprotegidos”.

As acusações na CPI

No depoimento à CPI do Crime Organizado, realizado em 16 de dezembro do ano passado, Garotinho afirmou que Cláudio Castro seria responsável “pelo maior esquema de corrupção já vivenciado no estado do Rio de Janeiro”.

Segundo o ex-governador, o suposto esquema estaria concentrado nas secretarias estaduais. “A captura do dinheiro acontece dentro das secretarias”, declarou à comissão.

Ele afirmou ainda que a engrenagem não se limitaria a contratos administrativos tradicionais, mas envolveria mecanismos como concessão de incentivos fiscais, autorizações administrativas e negócios regulados pelo estado. Citou, como exemplo, a suposta cobrança de propina para a instalação de empreendimentos.

“Para colocar um posto de gás no Rio de Janeiro, tem que pagar R$ 500 mil. Se não pagar, não autoriza, não tem licença”, afirmou na ocasião, apontando o que classificou como modelo de “corrupção institucionalizada”.

Garotinho comparou a atual gestão ao período do ex-governador Sérgio Cabral, preso e condenado em desdobramentos da Operação Lava-Jato. Segundo ele, o quadro atual seria “ainda mais grave”, mesmo sem grandes eventos ou obras de grande porte como as que marcaram o ciclo da Copa do Mundo e das Olimpíadas no estado.

Clima de tensão política

Garotinho, que sinaliza intenção de se lançar pré-candidato ao governo do Estado, afirmou que já denunciou policiais e integrantes de organizações criminosas ao longo dos últimos anos, o que, segundo ele, teria gerado inimizades.

No vídeo divulgado nas redes sociais, voltou a responsabilizar diretamente o governador por qualquer eventual ataque contra ele ou seus familiares.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa de Cláudio Castro para uma resposta às acusações, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.


Crime bárbaro em Petrópolis: cães mutilados são encontrados em lixeiras


Moradores da Estrada da Saudade, em Petrópolis, denunciaram um caso de extrema crueldade contra animais após encontrarem corpos de cães mutilados descartados em lixeiras da região. A denúncia foi recebida pelo ex-vereador e protetor de animais Domingos Protetor, que esteve no local e registrou as imagens em suas redes sociais.

Segundo ele, os corpos dos cachorros estavam sem as cabeças e sem as patas. “São cenas horríveis”, afirmou ao mostrar a situação. Indignado, Domingos cobrou providências das autoridades. “A gente tem que achar esta gente e fazer justiça. Isso não pode ficar impune”, declarou.

O ex-parlamentar informou que registrou ocorrência na 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro, para que o caso seja investigado. A expectativa é que imagens de câmeras de segurança e possíveis testemunhas ajudem a identificar os responsáveis.

Casos de maus-tratos a animais são considerados crime no Brasil, com previsão de pena de reclusão e multa. A população pode colaborar com as investigações denunciando informações às autoridades policiais.


Morre Jesse Jackson, pastor, ativista e amigo de Luther King


O pastor batista e ativista pelos direitos civis Jesse Jackson morreu aos 84 anos de idade, nesta terça-feira (17), nos Estados Unidos. Ele tornou-se figura mundialmente conhecida por ter sido próximo de Martin Luther King e por lutar pelas questões raciais na época da segregação.

É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento do líder dos direitos civis e fundador da Rainbow PUSH Coalition, o reverendo Jesse Louis Jackson Sr. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, cercado por sua família. Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global por liberdade e dignidade. Incansável agente de transformação, ele deu voz aos que não eram ouvidos, desde sua campanha presidencial nos anos 1980 até a mobilização de milhões de pessoas para se registrarem para votar, deixando uma marca indelével na história – diz o comunicado da família.

Jackson chegou a concorrer à presidência do país estadunidense por duas vezes, pelo partido Democratas, em 1984 e 1988. Ele era ativo em missões humanitárias, em debates sobre os direitos civis, em ações contra a discriminação racial, entre outros.

O pastor tornou-se conhecido na década de 60, quando foi escolhido para liderar a Conferência de Liderança Cristã do Sul, fundada por Martin Luther King, o principal nome contra o racismo e a segregação. Jackson, inclusive, estava presente quando Luther King foi assassinado em 1968, em Memphis.

O líder batista deixa a esposa, Jacquline, seis filhos, e os netos.



Folia com dinheiro público: Carnaval recebeu R$ 85 milhões


As festas de carnaval deste ano receberam R$ 85 milhões de verba pública. Desse total, cerca de R$ 52 milhões saíram de emendas parlamentares, ou seja, foram indicadas por governadores e senadores. Órgãos federais como Embratur, cujo presidente é Marcelo Freixo (PT), e a Caixa Econômica Federal também injetaram dinheiro.

Em ano de eleição, parlamentares usam o recurso na maior festa popular do país para se aproximar dos eleitores e “ajudar” em sua imagem. Em 2026, o caso que ganhou destaque e passou a ser fortemente criticado pela oposição é o da Acadêmicos de Niterói, que teve como samba-enredo uma homenagem ao presidente Lula (PT). As informações são da Folha de S. Paulo.


O tributo a Lula foi visto por grande parte dos políticos como propaganda eleitoral antecipada, visto que o petista vai concorrer à reeleição no pleito deste ano. A agremiação, inclusive, recebeu R$ 1 milhão da Embratur. Os opositores apontaram que o repass pode configurar como uso político do dinheiro público.

Em relação a esse repasse em específico, o Tribunal de Contas da União sugeriu que a doação não fosse feira, mas o ministro Aroldo Cedraz permitiu. Entretanto, ele pediu para ouvir o que dizem a Acadêmicos de Niterói, o presidente Lula e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Freixo declarou que não houve favorecimento político, e ressaltou que todas as escolas do Grupo Especial receberam a mesma quantia.

A Caixa usou os recursos para colocar dinheiro em camarotes, festas e eventos em vários estados. A instituição financeira também patrocinou shows de artistas como BayanaSystem, Luiz Caldas e Saulo. No total, o banco gastou R$ 14,8 milhões.

Outros cantores receberam cachês altíssimos pagos por prefeituras, como Wesley Safadão, que recebeu R$ 1,2 milhão; Alok e Simone Mendes, que recebera, R$ 950 mil cada. Governos estaduais também injetaram dinheio na festa: no Rio, foram R$ 40 milhões; Riotur repassou R$ 51,6 milhões e o governo de São Paulo gastou R$ 30,2 milhões.

EMENDAS PARLAMENTARES

Entre os parlamentares que mandaram dinheiro por meio de emendas parlamentares estão Guilherme Boulos (Psol), que enviou R$ 500 mil para a escola de samba paulista Vai-Vai. A Comissão de Turismo e a Bancada da Bahia mandaram R$ 9 milhões e R$ 30 milhões cada, respectivamente.