segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Esposa de Bacellar relata problemas de saúde e condições do ex-deputado em presídio


Esposa do ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União), Manoella Duarte publicou nas redes sociais, nesta segunda-feira (14), uma nota em que relata as condições em que encontrou o ex-deputado durante uma visita na última quinta-feira (10). Bacellar está preso provisoriamente no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Entre os relatos apresentados por Manoella estão o uso de um caneco para tomar banho, a falta de ventilador na cela, dificuldades relacionadas à presença de mosquitos e problemas de saúde.

“Eu vi Rodrigo com as marcas da algema no corpo. Ele me relatou que toma banho usando um caneco. Que não tem ventilador na cela. Que dorme com sabonete no corpo para os mosquitos não se aproximarem”, escreveu.

Ainda segundo a esposa, Bacellar estava com o dedo do pé inflamado e teria colocado o pé em comida quente para tentar aliviar a dor.


Manoella também afirmou que, embora a unidade disponha de atendimento médico, haveria restrições à entrada de medicamentos prescritos pelos médicos que acompanham o ex-deputado.

Outro ponto citado na publicação é a impossibilidade de Bacellar ter o banho de sol. Segundo Manoella, os horários seriam divididos entre facções e milícias e o marido não faria parte de nenhum desses grupos.

A esposa afirmou que não pretende discutir as acusações contra Bacellar nem o andamento das investigações.

“Não venho a público discutir o processo. Não venho falar de acusações nem de investigações. Isso é assunto da Justiça, e eu confio que a Justiça fará o seu trabalho e a verdade prevalecerá”, relatou.

Na sequência, Manoella afirmou que sua manifestação trata das condições de custódia do marido.

“Venho aqui falar sobre dignidade. A dignidade de uma pessoa não depende de sentença. Não depende de decisão alguma. Ela não se perde na porta de um presídio”, afirma.

Ela ressaltou que Bacellar é preso provisório e ainda não foi condenado.

“Não peço privilégio. Não peço tratamento diferenciado. Não peço, nesta nota, a sua liberdade. Peço o mínimo: água, ventilador e atendimento médico adequado à situação dele. Exatamente o que a legislação brasileira assegura a qualquer pessoa prea neste país”, escreveu.

Transferência para Mossoró


Rodrigo Bacellar foi transferido em 8 de julho para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, localizado a cerca de 280 quilômetros de Natal. Antes, ele passou uma semana na unidade de segurança máxima de Brasília, após deixar o Bangu 8, no Rio de Janeiro.

Segundo apuração do jornalista Ricardo Bruno, do Agenda do Poder, a transferência foi vista por amigos e familiares do político como mais uma tentativa de isolamento absoluto. A avaliação atribuída a pessoas próximas é de que o objetivo seria pressioná-lo a fechar um acordo de delação premiada.

A distância também teria agravado o impacto para a família. Parentes disseram ao Agenda do Poder que ficaram emocionalmente abalados com a decisão, justamente pela dificuldade maior para realizar visitas e manter contato com o ex-deputado.

Inaugurado em 2009, o presídio federal de Mossoró tem capacidade para 208 presos considerados de “alta periculosidade” pela Justiça. Entre os nomes que estão ou já passaram pela unidade estão Marcola, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP.

O que diz a Secretaria Nacional de Políticas Penais

Através de nota, a SENAPPEN informou que todos os custodiados do Sistema Penitenciário Federal recebem as assistências previstas na Lei de Execução Penal e atendimento conforme os protocolos adotados pelas unidades e que todas as penitenciárias federais dispõem de Unidade Básica de Saúde, atendimento por telemedicina e equipe multiprofissional, composta por médicos, farmacêuticos, profissionais de enfermagem, técnicos de enfermagem e outros especialistas.

Disse ainda que, informações individualizadas sobre o estado de saúde, diagnóstico, tratamento ou uso de medicamentos não são divulgadas, em respeito ao sigilo médico e à legislação de proteção de dados pessoais, e que mais informações sobre os procedimentos de segurança do Sistema Penitenciário Federal estão disponíveis no site.

A reportagem solicitou, novamente, informações sobre o relato de marcas de algemas pelo corpo, banho com caneco, cela sem ventilador, mosquitos, alívio de dor dentro de comida quente e falta de banho de sol, e aguarda retorno.


Semana começa com chuva e temperaturas amenas em Petrópolis



Petrópolis terá uma semana marcada pela variação do tempo. A previsão indica chuva mais intensa entre segunda e quinta-feira, acompanhada de temperaturas amenas, enquanto a partir de sexta-feira o sol deve aparecer entre nuvens. Mesmo com a melhora, o risco de pancadas de chuva permanece durante o fim de semana. As temperaturas devem variar entre 12°C e 20°C, segundo o Climatempo.


Confira a previsão dia a dia:

  • Segunda (14): chuva forte e possibilidade de trovoadas. Entre 15°C e 19°C.
  • Terça (15): chuva e céu nublado. Entre 14°C e 19°C.
  • Quarta (16): períodos nublados e possibilidade de chuva. Entre 13°C e 19°C.
  • Quinta (17): tempo fechado e chuva. Entre 12°C e 15°C.
  • Sexta (18): sol entre nuvens, com possibilidade de pancadas à tarde e à noite. Entre 14°C e 19°C.
  • Sábado (19): sol entre nuvens e possibilidade de chuva rápida. Entre 16°C e 18°C.
  • Domingo (20): sol entre nuvens, com possibilidade de chuva. Entre 16°C e 20°C.

A previsão é do Climatempo, com informações meteorológicas do CPTEC. O INMET também aponta condições de instabilidade para áreas do Sudeste. A recomendação é acompanhar as atualizações ao longo da semana, principalmente antes de viagens e atividades ao ar livre.


Van tomba na BR 356 (Campos-SJB) após se envolver em acidente com outros dois veículos

Foto: Ralph Braz  | Pense Diferente

Uma van tombou na BR 356 (Campos – São João da Barra), na altura de Martins Lage, em Campos, na tarde deste domingo (13). O acidente também envolveu outros dois veículos. Ainda na tarde deste domingo, outro acidente foi registrado na BR 356, entre Barcelos e Caema van tombou na BR 356 (Campos – São João da Barra), na altura de Martins Lage, em Campos, na tarde deste domingo (13). O acidente também envolveu outros dois veículos. Ainda na tarde deste domingo, outro acidente foi registrado na BR 356, entre Barcelos e Caetá.

 O Corpo de Bombeiros foi acionado e, a princípio, não registros de feridos graves. 

Ainda não há informações sobre o que teria provocado o acidente. A van tombou no acostamento no sentido SJB – Campos e os outros dois veículos ficaram na pista, no sentido contrário. 

Outro – Um motociclista ficou ferido em um acidente entre Barcelos e Caetá. O jovem teria perdido o controle da motocicleta e colidido em um carro. Com o impacto, a moto acabou caindo na pista. 

O motociclista foi socorrido com ferimentos moderados.  

domingo, 13 de setembro de 2026

The Economist diz que STF se tornou uma ameaça à democracia no Brasil


A revista britânica The Economist avalia que o Supremo Tribunal Federal se tornou uma ameaça à democracia brasileira, posição que representa um duro alerta sobre a dimensão da crise institucional vivida pelo país.

A crítica ganha peso por partir de uma das mais conhecidas publicações internacionais de análise política e econômica e expõe uma questão que há anos provoca preocupação: até que ponto uma Corte constitucional pode ampliar sua atuação sem ultrapassar os limites que deveriam separar Judiciário, Legislativo e Executivo?

Para seus críticos, o STF deixou de ser percebido apenas como árbitro das disputas institucionais e passou a ocupar um espaço cada vez maior no próprio jogo político brasileiro, acumulando decisões e prerrogativas que alimentam acusações de ativismo, interferência e falta de freios.

Quando até uma publicação internacional de grande alcance coloca em debate o papel da Suprema Corte brasileira, o sinal de alerta deveria ser levado a sério: democracia não significa apenas proteger instituições, mas também impedir que qualquer uma delas concentre poder demais e opere sem controles efetivos.


Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas são recebidos por filho de Garotinho em Campos



A disputa eleitoral produziu neste sábado (12), em Campos dos Goytacazes, uma fotografia que expõe as divisões políticas da família Garotinho. Wladimir Garotinho (PL) recebeu no aeroporto do município Flávio Bolsonaro (PL) e Douglas Ruas (PL), adversário de seu pai, Anthony Garotinho (Republicanos), na corrida pelo governo do Rio.

Ex-prefeito de Campos e candidato a deputado federal, Wladimir coordena a campanha de Flávio Bolsonaro no Norte Fluminense. Depois da recepção no aeroporto, Flávio e Ruas participaram de uma carreata que percorreu as ruas da cidade durante cerca de uma hora.

No trio elétrico estavam os dois candidatos, além de outros nomes do PL fluminense. Carlos Jordy e Carlos Portinho, que disputam vagas no Senado, e Sóstenes Cavalcante, candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, participaram do ato. Apesar de ter recebido Flávio e Ruas no aeroporto, Wladimir não estava no veículo durante a carreata.


Flávio promete enfrentar narcotraficantes

Ao fim do percurso, Flávio Bolsonaro discursou com ênfase na segurança pública. O candidato também falou sobre os preços dos alimentos e defendeu a possibilidade de obtenção da carteira de motorista a partir dos 16 anos.

Ao abordar a violência urbana, Flávio associou o combate ao crime organizado à recuperação da soberania sobre áreas controladas por grupos criminosos. “Os narcotraficantes serão presos ou neutralizados e vamos devolver a soberania aos territórios”, afirmou.

Após o discurso, Flávio não falou com a imprensa. Mais cedo, durante passagem por Cabo Frio, o candidato havia afirmado não temer a quebra do sigilo do relatório relacionado ao caso Master. Ele também reiterou que sua relação com Daniel Vorcaro tinha como objetivo buscar patrocínio privado para um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

Wladimir está rompido politicamente com o pai

A participação de Wladimir na campanha do PL ocorre em meio a um rompimento político com Anthony Garotinho. Em abril, ele renunciou à Prefeitura de Campos para disputar uma vaga de deputado federal, filiou-se ao PL e assumiu a coordenação regional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

As divergências entre pai e filho remontam a 2022, quando Wladimir, então prefeito de Campos, apoiou a reeleição de Cláudio Castro, adversário político de Anthony Garotinho.

A disputa familiar ganhou novos capítulos em 2024 e envolveu também Clarissa Garotinho. Naquele momento, ela pretendia concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio, enquanto Wladimir defendia sua candidatura à Câmara dos Deputados, estratégia que permitiria ampliar o envio de emendas parlamentares para Campos. Sem espaço para concorrer à Alerj, Clarissa acabou disputando o Senado e obteve votação reduzida.

Garotinho enfrenta Ruas e decisão do TRE-RJ

O cenário eleitoral coloca agora pai e filho em campos distintos. Enquanto Wladimir atua diretamente na campanha de Flávio Bolsonaro e integra o PL, Anthony Garotinho disputa o governo estadual pelo Republicanos e enfrenta Douglas Ruas, também do PL.

Garotinho aparece em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais mencionadas no material fornecido. Na sexta-feira (11), sua candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso. Enquanto a situação jurídica permanece em discussão, a passagem de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas por Campos tornou mais visível a divisão política na família que comandou por décadas uma das principais forças eleitorais do Norte Fluminense.


sábado, 12 de setembro de 2026

Novos museus ampliam as experiências culturais em Petrópolis para além do Império


Petrópolis é reconhecida nacionalmente pelo patrimônio histórico ligado à Família Imperial, mas o circuito cultural da cidade vai muito além dos espaços que ajudam a contar essa história. Nos últimos anos, museus com propostas e temáticas diferentes passaram a integrar esse cenário, oferecendo ao público outras formas de conhecer personagens, períodos e experiências que também fazem parte da cultura e da memória. A Casa Stefan Zweig, Museu de Cera e Museu dos Brinquedos representam algumas dessas iniciativas e mostram como a diversidade pode ampliar a relação entre visitantes, moradores e os espaços culturais.


Uma cidade com muitas histórias para contar

Para Gabrielly Bernardes, supervisora do Museu de Cera, a força dos museus tradicionais de Petrópolis é inegável, mas a cidade pode ampliar seu potencial cultural ao apresentar outras narrativas. “Grande parte das pessoas que vêm até Petrópolis busca conhecer uma cidade marcada pela história da Família Imperial. Essa imagem acaba fazendo com que, muitas vezes, o visitante não expanda seu olhar para além do imaginário imperial”, afirma.


Segundo ela, novos espaços não precisam competir com o patrimônio histórico. A proposta é criar uma relação de complementaridade, permitindo que diferentes públicos encontrem outras formas de se identificar com a cidade. “A diversidade permite que a cidade seja percebida não apenas por uma única narrativa, mas por muitas outras vozes e experiências, ampliando as possibilidades de identificação e de acesso do visitante à cultura e à história local”, destaca.

João Maurício, produtor da Casa Stefan Zweig, também defende a ampliação do circuito cultural. Para ele, os museus históricos continuam fundamentais para a identidade de Petrópolis, mas podem dividir espaço com instituições que utilizam outras linguagens e contam histórias diferentes. “Essa diversidade permite que diferentes públicos encontrem maneiras distintas de se relacionar com os espaços e com a memória local”, explica.


Museus que apostam na experiência



A diversificação também aparece na maneira como os museus recebem seus visitantes. Para Ana Letícia Rivero, curadora do Museu dos Brinquedos, o público atual busca uma relação mais ativa com os espaços culturais. “O visitante hoje quer interagir, sentir os espaços e levar recordações como fotos e souvenirs para casa. Os museus precisam oferecer experiências que vão além do seu acervo e que produzam memórias”, afirma.

O Museu dos Brinquedos aposta justamente nessa relação afetiva. O espaço possui uma sala de experiência imersiva dedicada às décadas de 1980 e 1990, além de ambientes interativos que resgatam brincadeiras e objetos de uma época anterior à popularização da internet.


A proposta, segundo Ana Letícia, é fazer com que a visita desperte memórias e permita que diferentes gerações compartilhem experiências. “Acreditamos que nossos visitantes tenham no museu um lampejo desses tempos e procurem opções analógicas de diversão com a família e os amigos. Nosso museu realmente acompanha as pessoas para além do tempo de permanência nas salas”, conta.

No Museu de Cera, a experiência também ultrapassa a observação das esculturas. O espaço apresenta ao visitante curiosidades sobre a produção das peças, as roupas utilizadas pelos personagens e o trabalho de manutenção das obras. “Temos sempre monitores para auxiliar durante a visita e apresentar um pouco de como esse processo é feito. Afinal, é uma arte ainda pouco explorada no Brasil e que envolve uma técnica bastante detalhista e cuidadosa”, explica Gabrielly. Entre as atrações estão personagens históricos, como Dom Pedro II e Princesa Isabel, ao lado de personalidades da música, do cinema e da cultura mundial.


Do turista ao morador

Mais do que atrair visitantes, outra preocupação apontada pelas instituições é fazer com que os museus estejam integrados à vida da própria cidade. Na Casa Stefan Zweig, dedicada à trajetória do escritor austríaco que viveu seus últimos meses em Petrópolis, essa relação acontece por meio de uma programação que ultrapassa a exposição permanente.

Cineclubes, concertos musicais, lançamentos de livros e outras atividades aproximam moradores do espaço, muitas vezes colocando os próprios petropolitanos como artistas e protagonistas da programação. “Essa relação mais próxima com a comunidade cria um sentimento de pertencimento e faz com que o museu seja percebido não apenas como um lugar a ser visitado por turistas, mas como um espaço que também faz parte da vida da população local”, afirma João Maurício.

A formação de novos públicos também está entre as estratégias da instituição. A Casa Stefan Zweig mantém um trabalho educativo que leva estudantes de escolas públicas ao museu e promove conversas sobre a história do escritor, o exílio, a memória e questões que permanecem atuais. A instituição também utiliza diferentes formatos para ampliar o acesso à história de Zweig, produzindo séries, podcasts e outros conteúdos que complementam a experiência presencial.

A mudança no perfil dos visitantes também exige que os museus encontrem maneiras diferentes de apresentar seus conteúdos. “Essa nova geração está cada vez mais curiosa, questionadora e crítica. Isso é positivo, porque não se limita ao que está sendo dito ou exibido, mas busca compreender melhor, questionar e descobrir o que existe por trás daquilo que está sendo apresentado”, avalia Gabrielly.


O futuro dos museus de Petrópolis

Para os próximos anos, as instituições ouvidas apontam para um circuito cultural cada vez mais diverso e conectado. A ideia não é abandonar os museus tradicionais, mas ampliar as possibilidades de visita e criar relações entre diferentes espaços.

Para Ana Letícia, é necessário ampliar as experiências interativas e fortalecer o diálogo entre museus, centros culturais e outros pontos de cultura, inclusive em sintonia com o calendário de eventos da cidade. Gabrielly também defende investimentos em acessibilidade, atendimento e presença dos museus nos novos espaços de comunicação, mas ressalta que a modernização precisa preservar a identidade de cada instituição.

João Maurício, por sua vez, acredita que não existe uma fórmula única para manter os museus relevantes. Para ele, um dos caminhos está justamente na integração entre instituições, comunidade e diferentes linguagens. “Preservar a história não significa deixá-la congelada no tempo. Os museus precisam encontrar novas formas de apresentar seus acervos e narrativas, permitindo que diferentes gerações encontrem nelas questões que façam sentido para o presente”, finaliza.





Serra Serata completa 17 edições e aposta na memória italiana para aproximar novas gerações em Petrópolis


A história da imigração italiana em Petrópolis vai muito além dos pratos típicos e das celebrações culturais. Presente na formação de bairros, no desenvolvimento industrial e na criação de instituições comunitárias, essa herança continua sendo transmitida entre gerações e a Serra Serata é uma das principais iniciativas para manter essa memória viva.

Em sua 17ª edição, a Festa Italiana de Petrópolis será realizada entre os dias 16 e 20 de setembro, no Palácio de Cristal, com entrada gratuita. Promovido pela Casa D’Italia Anita Garibaldi, o evento reúne gastronomia, música, dança e manifestações culturais italianas.


A diretora de Comunicação da Casa D’Italia Anita Garibaldi, Daniella Vita, contou como a festa mudou ao longo dos anos e o que permanece como prioridade para a organização.

Segundo Daniella, a Serra Serata cresceu e se adaptou ao longo de suas 17 edições, mas sem abrir mão de sua identidade.

“Ao longo dessas 17 edições, a Serra Serata cresceu, ganhou novos espaços, ampliou sua programação e passou a atrair um público cada vez maior e mais diversificado. A festa também acompanhou as mudanças do tempo, incorporando novas atrações e formas de apresentar a cultura italiana.”

Para ela, porém, a evolução do evento não significa deixar de lado as características que deram origem à celebração.


“Mas há algo que não mudou e que fazemos questão de preservar: a essência italiana da Serra Serata.”


Gastronomia, música, dança e tradições continuam entre os principais elementos da festa. A diretora destaca ainda a importância da convivência entre famílias e da preservação da história dos imigrantes que participaram da construção de Petrópolis.

“Queremos que a festa seja, ao mesmo tempo, uma celebração das nossas raízes e uma experiência viva, alegre e contemporânea”, afirma.

Festa também movimenta a economia

Além do aspecto cultural, a organização espera que a Serra Serata contribua para movimentar diferentes setores da economia petropolitana.

A expectativa para a edição deste ano, segundo Daniella, é positiva. A festa já integra o calendário cultural do município e busca atrair tanto moradores quanto visitantes de outras cidades e regiões.

“A nossa intenção é oferecer uma festa cada vez mais qualificada, capaz de unir cultura, gastronomia, entretenimento e história.”

O impacto, porém, não fica restrito ao Palácio de Cristal.

“Quando um evento desse porte movimenta a cidade, o impacto vai muito além do espaço da festa. Hotéis, restaurantes, comércio, transporte, produtores, artesãos e diversos prestadores de serviços são beneficiados.”

Para a diretora, a realização da festa ajuda a reforçar a posição de Petrópolis como destino turístico e, simultaneamente, valoriza uma das comunidades que contribuíram para a formação da cidade.

“Por isso, a Serra Serata contribui para fortalecer Petrópolis como destino turístico e, ao mesmo tempo, valoriza a cultura italiana como parte importante da identidade da cidade.”

Serra Serata 2026

A programação da 17ª Serra Serata será realizada de 16 a 20 de setembro, no Palácio de Cristal. Durante os cinco dias, o espaço receberá decoração inspirada nas cores da Itália, além de barracas de gastronomia e atrações culturais.

A escolha de setembro também mantém uma relação simbólica com a tradição italiana, já que o período se aproxima do Dia de San Gennaro, celebrado em 19 de setembro.

Serviço

Serra Serata 2026 - Festa Italiana de Petrópolis

16 a 20 de setembro

Palácio de Cristal - Petrópolis

Entrada gratuita

Realização: Casa D’Italia Anita Garibaldi



Sequestro-relâmpago na Pelinca: Homem fica sob poder de bandidos e perde R$ 8 mil


Um homem foi vítima de um sequestro-relâmpago na madrugada deste sábado (12) ao sair de uma boate na Pelinca, em Campos, e teve o carro, o celular e R$ 8 mil roubados.

A vítima contou que deixou a boate por volta das 2h e, ao entrar em seu Honda Civic, foi abordada por dois homens, que a renderam e a colocaram dentro do veículo. Os criminosos seguiram até o Parque Santa Rosa, onde outro homem entrou no veículo. Em seguida, o grupo retornou pela BR-101 e abandonou a vítima na Estrada do Periquito, próximo à Usina Sapucaia.

Além do veículo, foram roubados um iPhone 17 Pro Max, uma pulseira, um cordão e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os criminosos também teriam utilizado o celular da vítima para realizar oito transferências via Pix, de R$ 1 mil cada, totalizando R$ 8 mil retirados da conta bancária.

A ocorrência foi registrada na 146ª DP de Guarus.


Ao lado de Flávio, Douglas Ruas diz que Rio é a casa de Bolsonaro



O candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas, fez neste sábado (12) um aceno direto ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante comício em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e do prefeito Doutor Serginho, Ruas afirmou que o Rio de Janeiro é a “casa do Bolsonaro” e disse querer promover uma transformação no estado que deixe o ex-presidente orgulhoso.

“Vamos acabar com a má fama do nosso estado. Todos nós sabemos que o Rio de Janeiro é a casa do Bolsonaro. Eu quero ser governador para, quando, muito em breve, ele voltar para casa, ter orgulho da transformação que vamos iniciar no Rio”, afirmou Ruas.

A declaração colocou Bolsonaro no centro do discurso de Ruas em Cabo Frio e reforçou a estratégia do candidato do PL de vincular sua campanha estadual ao grupo político do ex-presidente.


Ruas faz aceno a Bolsonaro

Ao falar aos apoiadores, Douglas Ruas lembrou que Jair Bolsonaro construiu parte de sua trajetória política no Rio de Janeiro antes de chegar à Presidência da República.

O candidato aproveitou essa ligação para apresentar sua candidatura como uma proposta de mudança na administração estadual. No discurso, porém, não detalhou quais medidas estariam relacionadas à “transformação” mencionada na declaração.

Ruas esteve no ato ao lado de Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência, e de Doutor Serginho, prefeito de Cabo Frio.

Flávio mira Eduardo Paes e Lula

Flávio Bolsonaro, por sua vez, direcionou parte de seu discurso à disputa pelo Governo do Rio. Ele mencionou Eduardo Paes, adversário de Douglas Ruas na corrida estadual, e destacou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-prefeito.

“O concorrente do Douglas é o palanque do Lula aqui no Rio de Janeiro. Os senadores do concorrente do Douglas são apoiados pelo Lula e pelo PT”, afirmou Flávio.

Na sequência, o candidato à Presidência elevou o tom contra seus adversários políticos: “Vocês querem essa máfia que está em Brasília aqui no Rio de Janeiro?”

A declaração é uma manifestação política de Flávio Bolsonaro contra o grupo adversário e não corresponde, nas informações fornecidas, à atribuição de uma organização criminosa reconhecida judicialmente.

Campanha segue pelo interior

O comício em Cabo Frio abriu uma sequência de compromissos eleitorais de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas pelo estado neste sábado.

Depois da passagem pela Região dos Lagos, os dois seguiram para Macaé e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e Itaperuna, no Noroeste do estado.


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Flávio quer tirar sigilo de tudo: INSS, Master, Lulinha e ministros de Lula


O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta sexta-feira (11), a queda dos sigilos de todas as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) que têm pautado o debate da disputa presidencial. A fala durante ato de campanha em Manaus, ocorreu no mesmo dia em que o Brasil descobriu que Flávio é investigado desde julho, no inquérito do caso do Banco Master, por suspeitas de crimes no repasse milionário do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre a trajetória do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio disse estar tranquilo sobre a queda do sigilo do inquérito que o investiga, determinada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e acatada parcialmente pelo ministro-relator André Mendonça. E apelou a este ministro que amplie a queda dos sigilos de outros escândalos sob sua relatoria, no Supremo, como o caso do roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS, citando ministros do presidente Lula (PT) e seu filho Fábio Luís, o “Lulinha”.

“Eu peço ao ministro André Mendonça: abra o sigilo, o sigilo de tudo, mostra tudo pro povo, merece saber e diferenciar quem tá certo, que é o meu caso, de quem tá errado, que é o caso do governo”, apelou Flávio. “É pra isso, é para o Banco Master, é pra investigação do INSS, é em cima do Lulinha, é em cima dos ministros do Lula”, completou.