sábado, 12 de setembro de 2026

Novos museus ampliam as experiências culturais em Petrópolis para além do Império


Petrópolis é reconhecida nacionalmente pelo patrimônio histórico ligado à Família Imperial, mas o circuito cultural da cidade vai muito além dos espaços que ajudam a contar essa história. Nos últimos anos, museus com propostas e temáticas diferentes passaram a integrar esse cenário, oferecendo ao público outras formas de conhecer personagens, períodos e experiências que também fazem parte da cultura e da memória. A Casa Stefan Zweig, Museu de Cera e Museu dos Brinquedos representam algumas dessas iniciativas e mostram como a diversidade pode ampliar a relação entre visitantes, moradores e os espaços culturais.


Uma cidade com muitas histórias para contar

Para Gabrielly Bernardes, supervisora do Museu de Cera, a força dos museus tradicionais de Petrópolis é inegável, mas a cidade pode ampliar seu potencial cultural ao apresentar outras narrativas. “Grande parte das pessoas que vêm até Petrópolis busca conhecer uma cidade marcada pela história da Família Imperial. Essa imagem acaba fazendo com que, muitas vezes, o visitante não expanda seu olhar para além do imaginário imperial”, afirma.


Segundo ela, novos espaços não precisam competir com o patrimônio histórico. A proposta é criar uma relação de complementaridade, permitindo que diferentes públicos encontrem outras formas de se identificar com a cidade. “A diversidade permite que a cidade seja percebida não apenas por uma única narrativa, mas por muitas outras vozes e experiências, ampliando as possibilidades de identificação e de acesso do visitante à cultura e à história local”, destaca.

João Maurício, produtor da Casa Stefan Zweig, também defende a ampliação do circuito cultural. Para ele, os museus históricos continuam fundamentais para a identidade de Petrópolis, mas podem dividir espaço com instituições que utilizam outras linguagens e contam histórias diferentes. “Essa diversidade permite que diferentes públicos encontrem maneiras distintas de se relacionar com os espaços e com a memória local”, explica.


Museus que apostam na experiência



A diversificação também aparece na maneira como os museus recebem seus visitantes. Para Ana Letícia Rivero, curadora do Museu dos Brinquedos, o público atual busca uma relação mais ativa com os espaços culturais. “O visitante hoje quer interagir, sentir os espaços e levar recordações como fotos e souvenirs para casa. Os museus precisam oferecer experiências que vão além do seu acervo e que produzam memórias”, afirma.

O Museu dos Brinquedos aposta justamente nessa relação afetiva. O espaço possui uma sala de experiência imersiva dedicada às décadas de 1980 e 1990, além de ambientes interativos que resgatam brincadeiras e objetos de uma época anterior à popularização da internet.


A proposta, segundo Ana Letícia, é fazer com que a visita desperte memórias e permita que diferentes gerações compartilhem experiências. “Acreditamos que nossos visitantes tenham no museu um lampejo desses tempos e procurem opções analógicas de diversão com a família e os amigos. Nosso museu realmente acompanha as pessoas para além do tempo de permanência nas salas”, conta.

No Museu de Cera, a experiência também ultrapassa a observação das esculturas. O espaço apresenta ao visitante curiosidades sobre a produção das peças, as roupas utilizadas pelos personagens e o trabalho de manutenção das obras. “Temos sempre monitores para auxiliar durante a visita e apresentar um pouco de como esse processo é feito. Afinal, é uma arte ainda pouco explorada no Brasil e que envolve uma técnica bastante detalhista e cuidadosa”, explica Gabrielly. Entre as atrações estão personagens históricos, como Dom Pedro II e Princesa Isabel, ao lado de personalidades da música, do cinema e da cultura mundial.


Do turista ao morador

Mais do que atrair visitantes, outra preocupação apontada pelas instituições é fazer com que os museus estejam integrados à vida da própria cidade. Na Casa Stefan Zweig, dedicada à trajetória do escritor austríaco que viveu seus últimos meses em Petrópolis, essa relação acontece por meio de uma programação que ultrapassa a exposição permanente.

Cineclubes, concertos musicais, lançamentos de livros e outras atividades aproximam moradores do espaço, muitas vezes colocando os próprios petropolitanos como artistas e protagonistas da programação. “Essa relação mais próxima com a comunidade cria um sentimento de pertencimento e faz com que o museu seja percebido não apenas como um lugar a ser visitado por turistas, mas como um espaço que também faz parte da vida da população local”, afirma João Maurício.

A formação de novos públicos também está entre as estratégias da instituição. A Casa Stefan Zweig mantém um trabalho educativo que leva estudantes de escolas públicas ao museu e promove conversas sobre a história do escritor, o exílio, a memória e questões que permanecem atuais. A instituição também utiliza diferentes formatos para ampliar o acesso à história de Zweig, produzindo séries, podcasts e outros conteúdos que complementam a experiência presencial.

A mudança no perfil dos visitantes também exige que os museus encontrem maneiras diferentes de apresentar seus conteúdos. “Essa nova geração está cada vez mais curiosa, questionadora e crítica. Isso é positivo, porque não se limita ao que está sendo dito ou exibido, mas busca compreender melhor, questionar e descobrir o que existe por trás daquilo que está sendo apresentado”, avalia Gabrielly.


O futuro dos museus de Petrópolis

Para os próximos anos, as instituições ouvidas apontam para um circuito cultural cada vez mais diverso e conectado. A ideia não é abandonar os museus tradicionais, mas ampliar as possibilidades de visita e criar relações entre diferentes espaços.

Para Ana Letícia, é necessário ampliar as experiências interativas e fortalecer o diálogo entre museus, centros culturais e outros pontos de cultura, inclusive em sintonia com o calendário de eventos da cidade. Gabrielly também defende investimentos em acessibilidade, atendimento e presença dos museus nos novos espaços de comunicação, mas ressalta que a modernização precisa preservar a identidade de cada instituição.

João Maurício, por sua vez, acredita que não existe uma fórmula única para manter os museus relevantes. Para ele, um dos caminhos está justamente na integração entre instituições, comunidade e diferentes linguagens. “Preservar a história não significa deixá-la congelada no tempo. Os museus precisam encontrar novas formas de apresentar seus acervos e narrativas, permitindo que diferentes gerações encontrem nelas questões que façam sentido para o presente”, finaliza.





Serra Serata completa 17 edições e aposta na memória italiana para aproximar novas gerações em Petrópolis


A história da imigração italiana em Petrópolis vai muito além dos pratos típicos e das celebrações culturais. Presente na formação de bairros, no desenvolvimento industrial e na criação de instituições comunitárias, essa herança continua sendo transmitida entre gerações e a Serra Serata é uma das principais iniciativas para manter essa memória viva.

Em sua 17ª edição, a Festa Italiana de Petrópolis será realizada entre os dias 16 e 20 de setembro, no Palácio de Cristal, com entrada gratuita. Promovido pela Casa D’Italia Anita Garibaldi, o evento reúne gastronomia, música, dança e manifestações culturais italianas.


A diretora de Comunicação da Casa D’Italia Anita Garibaldi, Daniella Vita, contou como a festa mudou ao longo dos anos e o que permanece como prioridade para a organização.

Segundo Daniella, a Serra Serata cresceu e se adaptou ao longo de suas 17 edições, mas sem abrir mão de sua identidade.

“Ao longo dessas 17 edições, a Serra Serata cresceu, ganhou novos espaços, ampliou sua programação e passou a atrair um público cada vez maior e mais diversificado. A festa também acompanhou as mudanças do tempo, incorporando novas atrações e formas de apresentar a cultura italiana.”

Para ela, porém, a evolução do evento não significa deixar de lado as características que deram origem à celebração.


“Mas há algo que não mudou e que fazemos questão de preservar: a essência italiana da Serra Serata.”


Gastronomia, música, dança e tradições continuam entre os principais elementos da festa. A diretora destaca ainda a importância da convivência entre famílias e da preservação da história dos imigrantes que participaram da construção de Petrópolis.

“Queremos que a festa seja, ao mesmo tempo, uma celebração das nossas raízes e uma experiência viva, alegre e contemporânea”, afirma.

Festa também movimenta a economia

Além do aspecto cultural, a organização espera que a Serra Serata contribua para movimentar diferentes setores da economia petropolitana.

A expectativa para a edição deste ano, segundo Daniella, é positiva. A festa já integra o calendário cultural do município e busca atrair tanto moradores quanto visitantes de outras cidades e regiões.

“A nossa intenção é oferecer uma festa cada vez mais qualificada, capaz de unir cultura, gastronomia, entretenimento e história.”

O impacto, porém, não fica restrito ao Palácio de Cristal.

“Quando um evento desse porte movimenta a cidade, o impacto vai muito além do espaço da festa. Hotéis, restaurantes, comércio, transporte, produtores, artesãos e diversos prestadores de serviços são beneficiados.”

Para a diretora, a realização da festa ajuda a reforçar a posição de Petrópolis como destino turístico e, simultaneamente, valoriza uma das comunidades que contribuíram para a formação da cidade.

“Por isso, a Serra Serata contribui para fortalecer Petrópolis como destino turístico e, ao mesmo tempo, valoriza a cultura italiana como parte importante da identidade da cidade.”

Serra Serata 2026

A programação da 17ª Serra Serata será realizada de 16 a 20 de setembro, no Palácio de Cristal. Durante os cinco dias, o espaço receberá decoração inspirada nas cores da Itália, além de barracas de gastronomia e atrações culturais.

A escolha de setembro também mantém uma relação simbólica com a tradição italiana, já que o período se aproxima do Dia de San Gennaro, celebrado em 19 de setembro.

Serviço

Serra Serata 2026 - Festa Italiana de Petrópolis

16 a 20 de setembro

Palácio de Cristal - Petrópolis

Entrada gratuita

Realização: Casa D’Italia Anita Garibaldi



Sequestro-relâmpago na Pelinca: Homem fica sob poder de bandidos e perde R$ 8 mil


Um homem foi vítima de um sequestro-relâmpago na madrugada deste sábado (12) ao sair de uma boate na Pelinca, em Campos, e teve o carro, o celular e R$ 8 mil roubados.

A vítima contou que deixou a boate por volta das 2h e, ao entrar em seu Honda Civic, foi abordada por dois homens, que a renderam e a colocaram dentro do veículo. Os criminosos seguiram até o Parque Santa Rosa, onde outro homem entrou no veículo. Em seguida, o grupo retornou pela BR-101 e abandonou a vítima na Estrada do Periquito, próximo à Usina Sapucaia.

Além do veículo, foram roubados um iPhone 17 Pro Max, uma pulseira, um cordão e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os criminosos também teriam utilizado o celular da vítima para realizar oito transferências via Pix, de R$ 1 mil cada, totalizando R$ 8 mil retirados da conta bancária.

A ocorrência foi registrada na 146ª DP de Guarus.


Ao lado de Flávio, Douglas Ruas diz que Rio é a casa de Bolsonaro



O candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas, fez neste sábado (12) um aceno direto ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante comício em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e do prefeito Doutor Serginho, Ruas afirmou que o Rio de Janeiro é a “casa do Bolsonaro” e disse querer promover uma transformação no estado que deixe o ex-presidente orgulhoso.

“Vamos acabar com a má fama do nosso estado. Todos nós sabemos que o Rio de Janeiro é a casa do Bolsonaro. Eu quero ser governador para, quando, muito em breve, ele voltar para casa, ter orgulho da transformação que vamos iniciar no Rio”, afirmou Ruas.

A declaração colocou Bolsonaro no centro do discurso de Ruas em Cabo Frio e reforçou a estratégia do candidato do PL de vincular sua campanha estadual ao grupo político do ex-presidente.


Ruas faz aceno a Bolsonaro

Ao falar aos apoiadores, Douglas Ruas lembrou que Jair Bolsonaro construiu parte de sua trajetória política no Rio de Janeiro antes de chegar à Presidência da República.

O candidato aproveitou essa ligação para apresentar sua candidatura como uma proposta de mudança na administração estadual. No discurso, porém, não detalhou quais medidas estariam relacionadas à “transformação” mencionada na declaração.

Ruas esteve no ato ao lado de Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência, e de Doutor Serginho, prefeito de Cabo Frio.

Flávio mira Eduardo Paes e Lula

Flávio Bolsonaro, por sua vez, direcionou parte de seu discurso à disputa pelo Governo do Rio. Ele mencionou Eduardo Paes, adversário de Douglas Ruas na corrida estadual, e destacou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-prefeito.

“O concorrente do Douglas é o palanque do Lula aqui no Rio de Janeiro. Os senadores do concorrente do Douglas são apoiados pelo Lula e pelo PT”, afirmou Flávio.

Na sequência, o candidato à Presidência elevou o tom contra seus adversários políticos: “Vocês querem essa máfia que está em Brasília aqui no Rio de Janeiro?”

A declaração é uma manifestação política de Flávio Bolsonaro contra o grupo adversário e não corresponde, nas informações fornecidas, à atribuição de uma organização criminosa reconhecida judicialmente.

Campanha segue pelo interior

O comício em Cabo Frio abriu uma sequência de compromissos eleitorais de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas pelo estado neste sábado.

Depois da passagem pela Região dos Lagos, os dois seguiram para Macaé e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e Itaperuna, no Noroeste do estado.


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Flávio quer tirar sigilo de tudo: INSS, Master, Lulinha e ministros de Lula


O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta sexta-feira (11), a queda dos sigilos de todas as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) que têm pautado o debate da disputa presidencial. A fala durante ato de campanha em Manaus, ocorreu no mesmo dia em que o Brasil descobriu que Flávio é investigado desde julho, no inquérito do caso do Banco Master, por suspeitas de crimes no repasse milionário do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre a trajetória do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio disse estar tranquilo sobre a queda do sigilo do inquérito que o investiga, determinada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e acatada parcialmente pelo ministro-relator André Mendonça. E apelou a este ministro que amplie a queda dos sigilos de outros escândalos sob sua relatoria, no Supremo, como o caso do roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS, citando ministros do presidente Lula (PT) e seu filho Fábio Luís, o “Lulinha”.

“Eu peço ao ministro André Mendonça: abra o sigilo, o sigilo de tudo, mostra tudo pro povo, merece saber e diferenciar quem tá certo, que é o meu caso, de quem tá errado, que é o caso do governo”, apelou Flávio. “É pra isso, é para o Banco Master, é pra investigação do INSS, é em cima do Lulinha, é em cima dos ministros do Lula”, completou.

TRE-RJ barra candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio


Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou, por unanimidade, nesta sexta-feira (11), o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao cargo de governador do estado. O ex-governador tenta retornar ao Palácio Guanabara, mas teve a candidatura impugnada após uma série de questionamentos apresentados à Justiça Eleitoral.

A decisão do TRE-RJ atingiu também o candidato a vice-governador da chapa André Monteiro, do partido Democrata, que teve a candidatura indeferida.

O julgamento reuniu três ações de impugnação de candidatura contra Garotinho e três notícias de inelegibilidade. Entre os principais argumentos analisados pela Corte estão a possível suspensão dos direitos políticos de Garotinho, a filiação partidária realizada fora do prazo exigido para as eleições deste ano e problemas relacionados à documentação apresentada no registro.

O relator do caso, desembargador Bruno Bodart, votou pelo indeferimento da candidatura e foi seguido por todos os integrantes da Corte. Em seu voto, apontou a existência de condenação que pode impedir a participação de Garotinho no pleito, além de inconsistências nas certidões criminais exigidas e questões relacionadas à filiação partidária.


Defesa tentou adiar julgamento

No início da sessão, os advogados de Anthony Garotinho apresentaram questões de ordem com o objetivo de adiar a análise do registro. Os pedidos, porém, foram rejeitados pelo tribunal, que prosseguiu com o julgamento.

A defesa sustentou que o ex-governador não está com os direitos políticos suspensos e citou decisões judiciais que, segundo os advogados, respaldariam a possibilidade de candidatura.

Condenação por improbidade

A discussão sobre a elegibilidade de Garotinho está relacionada a uma condenação definitiva por improbidade administrativa. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu que ele participou de um esquema que teria desviado R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que sua esposa, Rosinha Garotinho, governava o estado e ele ocupava o cargo de secretário de Governo.

A condenação impôs a suspensão dos direitos políticos por oito anos. A controvérsia envolve a data a partir da qual esse período deve ser contado.

Segundo decisões posteriores, Anthony Garotinho perdeu em 26 de maio de 2020 o prazo para recorrer da condenação. O entendimento foi reconhecido expressamente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2023.

O tribunal considerou que o ex-governador foi intimado em 5 de maio de 2020 e que o prazo de 15 dias úteis para apresentar recurso terminou em 26 de maio. O recurso seguinte só foi protocolado em 9 de junho, quando o prazo já havia expirado.

Com isso, o trânsito em julgado da condenação foi considerado ocorrido em maio de 2020, e não em 2018, como defendia a defesa. Dessa forma, a suspensão dos direitos políticos se estenderia até maio de 2028.

Em 2025, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), também manteve a rejeição de recurso apresentado por Garotinho, seguindo fundamentos semelhantes aos adotados pelo STJ.

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MPE pediu rejeição do registro

O Ministério Público Eleitoral se manifestou pela rejeição da candidatura de Anthony Garotinho. Antes do julgamento desta sexta-feira, o TRE-RJ também havia determinado restrições à campanha do ex-governador, impedindo o recebimento de recursos dos Fundos Eleitoral e Partidário, a participação no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e a presença em debates.

Garotinho recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que candidatos com registro sob análise judicial têm direito de praticar os atos de campanha enquanto não houver decisão definitiva.

TSE libera recursos e propaganda eleitoral

Apesar da decisão do TRE-RJ sobre o registro, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu tutela de urgência autorizando Anthony Garotinho a receber recursos públicos de campanha e participar do horário eleitoral gratuito.

Na decisão, o ministro destacou que cabe exclusivamente ao TSE impedir que um candidato com registro sub judice receba verbas públicas e participe da propaganda eleitoral gratuita.

O TRE-RJ porém negou o pedido da defesa para recompor o tempo de propaganda eleitoral gratuita que Garotinho deixou de participar após a decisão da Corte que havia proibido sua participação.



Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar documentos do caso Master


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ampliar a transparência e liberar documentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero.

A decisão ocorre depois de os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharem, mais cedo, ofícios a Fachin defendendo o acesso aos documentos ligados à investigação. O relator do caso é o ministro André Mendonça.

Fachin quer envio de procedimentos em até 24 horas

No despacho, Fachin determinou o envio à Presidência do STF e aos gabinetes dos ministros de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero.

“Acolho o pedido feito pelo Vice-Procurador-Geral da República, titular da ação penal, para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova, em até 24h, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556 e à denominada “Operação ComplianceZero” (Inq 5026), bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados)”

A determinação, no entanto, prevê ressalvas para a manutenção do sigilo de diligências ainda em andamento, medidas investigativas que ainda serão executadas e atos cujo conhecimento prévio pelos investigados possa comprometer a apuração.

PGR aponta omissão de procedimentos na lista enviada

O pedido acolhido por Fachin foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Segundo a PGR, a relação de documentos encaminhada pelo ministro André Mendonça não incluía grande parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla conduzida pela Polícia Federal.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”, diz o documento.

A PGR sustentou que a ausência desses procedimentos poderia transmitir uma percepção equivocada sobre o alcance da transparência adotada no caso.

“Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência […] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, prossegue.

Hindenburgo e Gonet atuarão no caso

O pedido dirigido ao presidente do STF reforça a cobrança para que os ministros tenham acesso ao conjunto de procedimentos relacionados ao caso Master e à Operação Compliance Zero, preservadas as medidas cujo sigilo seja necessário para não comprometer as investigações.


Carla Machado destinou mais de R$ 4 milhões em emendas para SJB: 32 instituições beneficiadas


Há mais de 43 anos dedicando sua vida ao serviço público, Carla Machado construiu uma trajetória marcada por trabalho, resultados e compromisso com as pessoas. Hoje, segue representando o interior do Rio de Janeiro na Alerj, defendendo quem mais precisa.

Nos últimos três anos, Carla destinou R$ 8.785.990 em emendas impositivas para diversas áreas, contemplando especialmente municípios do Norte e Noroeste Fluminense, com investimentos em educação, saúde, inclusão, assistência social, cultura e esporte. Além disso, a parlamentar já prevê uma nova rodada de indicações em novembro deste ano, para execução em 2027, com expectativa de aproximadamente R$ 3 milhões em novos recursos.

Referente ao município de São João da Barra, a deputada Carla Machado destinou em emendas parlamentares no valor de R$ 4.072.945,70 milhões, beneficiando 32 instituições no município sanjoanense.


Principais investimentos
  • Educação
  • Saúde
  • Cultura
Destaques locais
  • Porto do Açu
  • Centro terapêutico TEA
  • Escolas rurais
INDICAÇÕES DO MANDATO PARA SJB


Recuperação da RJ-240, acesso à Praia do Açu
Solicita ao Governador obras de recuperação na RJ-240, estrada que liga a localidade de Azeitona à Praia do Açu.

Reativação do DPO de Sabonete
Solicita ao Governador providências para reativação do Destacamento de Policiamento Ostensivo na localidade de Sabonete, 5º distrito de São João da Barra.

Conclusão da Ponte da Integração
Solicita ao Governador providências para a conclusão da Ponte da Integração e seus acessos, ligando São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.

Construção dos reservatórios de Atafona
Solicita ao Governador o envio de mensagem solicitando a realização urgente do pregão para construção dos reservatórios em Atafona.

Linha rodoviária entre Macaé e São João da Barra
Solicita ao DETRO a implantação de linha rodoviária ligando os municípios de Macaé e São João da Barra.

Programa Segurança Presente em São João da Barra
Reitera ao Governador a implantação do Programa Segurança Presente no município de São João da Barra.

ExpoBarra no calendário oficial de exposições agropecuárias
Solicita à SEAPPA a inclusão da ExpoBarra no calendário oficial de exposições agropecuárias do Estado do Rio de Janeiro.

Delegacia da Mulher (DEAM) em São João da Barra
Solicita ao Governador o envio de mensagem dispondo sobre a criação de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no município.

Emissão de CNH no posto do Detran de São João da Barra
Solicita ao Detran/RJ que o posto de identificação civil do município passe a executar os serviços de obtenção e emissão da Carteira Nacional de Habilitação.

Gratificação para docentes do Colégio Chrisanto Henrique de Souza
Solicita à Secretaria de Educação a inclusão da escola na relação de difícil provimento, para concessão de gratificação aos docentes.

Estabilidade no fornecimento de energia em São João da Barra
Solicita à Enel Brasil providências para garantir maior estabilidade no fornecimento de energia elétrica e esclarecimentos sobre as interrupções recorrentes.

Posto avançado da Polícia Rodoviária na Ponte da Integração
Solicita ao Governador a construção de um posto avançado do Batalhão de Polícia Rodoviária na região da Ponte de Integração Dodozinho Mendonça.



Carla Machado criou e coordena a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Alerj. A iniciativa fortalece a construção de políticas públicas de inclusão, promove o diálogo com famílias e especialistas e atua na defesa dos direitos das pessoas
autistas em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com TEA

Na Alerj, Carla Machado criou e coordena a Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa reúne famílias, especialistas e entidades para fortalecer políticas de inclusão, ampliar direitos e promover mais acolhimento e acessibilidade às pessoas atípicas.


INCLUSÃO E AUTISMO
Proteção, direitos e políticas públicas para pessoas com TEA e suas famílias.
  • Proteção às pessoas com TEA em relação aos fogos de artifício
  • Instituição do Dia e Semana do Orgulho Autista
  • Selo Salão Amigo do Autista
  • Selo Templo Religioso Amigo do Autista
  • Atendimento odontológico especializado
  • Combate à discriminação contra pessoas com TEA

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Mobilidade, acessibilidade e dignidade para PcDs em todo o estado.
  • Principais projetos e ações 
  • Micro-ônibus para transporte de pessoas com deficiência
  • Van adaptada para o Centro Terapêutico Pedro Machado
  • Transporte intermunicipal provisório para PcDs
  • Cadastro estadual de estabelecimentos inclusivos
  • Transparência sobre inclusão no mercado de trabalho





Neto de Luizinho Drumond tem candidatura a deputado estadual rejeitada


Tribunal Regional Eleitoral rejeitou, por maioria de votos, a candidatura de João Felipe Drumond Espínola (PRD), de 24 anos, ao cargo de deputado estadual. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (11), com placar de 5 votos a 2. A maioria considerou que os elementos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) indicam uma possível ligação do candidato com atividades ilícitas.

João Felipe é neto do contraventor Luizinho Drumond, morto há seis anos, e sobrinho de Vinícius Drumond, apontado como integrante da atual cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. O parentesco, no entanto, não foi considerado isoladamente como motivo suficiente para barrar a candidatura. O entendimento da maioria foi baseado também em relatórios de inteligência e outros elementos apresentados pelo MPE.

Relatórios de inteligência pesaram contra o candidato

O voto divergente foi aberto pelo desembargador Fernando Cerqueira, que acolheu o pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral. Para ele, os relatórios de inteligência indicariam uma suposta ligação de João Felipe com atividades ilícitas.

Os desembargadores Guilherme Calmon, Bruno Bodart, Fábio Ribeiro Porto e o presidente do Tribunal, Claudio de Mello Tavares, acompanharam a divergência. Calmon afirmou que o caso não se limitava ao vínculo familiar do candidato com pessoas acusadas de envolvimento com a contravenção.

Ao rejeitar a comparação feita pela relatora com o julgamento que liberou a candidatura de Júnior da Lucinha (PSD), Calmon destacou que, no caso de João Felipe, os elementos apresentados apontariam interesse da cúpula da contravenção em sua candidatura.

“Os indícios são robustos”, afirmou o desembargador ao comentar as provas apresentadas pelo MPE.

Fábio Ribeiro Porto também ressaltou que o parentesco, por si só, não caracteriza ligação com o crime organizado. Segundo ele, porém, a situação seria diferente porque haveria investigações policiais relacionadas ao suposto envolvimento do candidato com organizações criminosas.

Relatora defendeu registro da candidatura

A relatora do processo, desembargadora Tathiana de Carvalho Costa, em seu voto pelo deferimento da candidatura lembrou o julgamento do TRE-RJ que autorizou o registro de Júnior da Lucinha (PSD), sob o entendimento de que não era possível vincular o candidato às acusações contra sua mãe, a deputada Lucinha (PSD), investigada por suposto envolvimento com milícias.

Para a relatora, o fato de João Felipe ser neto de Luizinho Drumond e sobrinho de Vinícius Drumond não seria suficiente para estabelecer uma ligação dele com as atividades criminosas atribuídas aos familiares.

Tathiana também afirmou que o Ministério Público não teria apresentado elementos capazes de demonstrar efetivamente o vínculo do candidato com o crime organizado.

O desembargador Paulo Cesar Salomão acompanhou o voto da relatora. Ele considerou que fotografias em eventos públicos realizados em comunidades controladas pelo crime organizado não poderiam, por si só, caracterizar culpa do candidato. O mesmo valeria para o fato de ele ser parente de pessoas envolvidas com a contravenção.

“Diante dos elementos nos autos, alijar este jovem de se candidatar não seria justo”, afirmou Salomão.

MPE citou atuação em comunidades e proximidade com candidata

No pedido de impugnação, o Ministério Público Eleitoral afirmou que João Felipe estaria utilizando as instalações da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, tradicionalmente ligada à família Drumond, para ampliar sua presença política e promover a candidatura em comunidades.

O MPE também apontou a proximidade do candidato com Mariana de Souza, que concorria a uma vaga de deputada federal e teve a candidatura indeferida nesta sexta-feira (11). Mariana é esposa de Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como Zé Dirceu, apontado como integrante do Comando Vermelho e foragido da Justiça de Alagoas, segundo o documento apresentado pelo Ministério Público.

A defesa de João Felipe contestou essa acusação e afirmou que ele apenas apareceu em uma fotografia com Mariana durante a inauguração de um projeto social em uma comunidade. Segundo os advogados, outros políticos também participaram do evento e aparecem na mesma imagem.
Defesa negou envolvimento com a contravenção

Durante o julgamento, a defesa afirmou que João Felipe é formado em Direito pela PUC e possui especialização pela Fundação Getulio Vargas. O advogado negou qualquer envolvimento do candidato com a contravenção.

A defesa reconheceu a ligação de João Felipe com o Carnaval, mas destacou a importância da atividade para a economia do Rio de Janeiro. Também afirmou que não existe inquérito ou investigação criminal contra o candidato.

A decisão do TRE-RJ ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Trabalhadores dos Correios fazem greve nacional a partir desta sexta



Trabalhadores dos Correios decidiram entrar em greve por tempo indeterminado após assembleias realizadas na noite desta quinta-feira (10). Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes regiões do país aprovaram a paralisação, ampliando a pressão sobre a estatal em meio às negociações da campanha salarial.

A mobilização ocorre em um momento particularmente delicado para os Correios. A empresa atravessa uma prolongada crise financeira, acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano.

Segundo a Findect, a decisão “marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo”.

Entre os principais pontos de impasse está o plano de saúde dos empregados. A entidade afirma que a direção da estatal pretende promover mudanças no benefício, tema considerado prioritário pelos trabalhadores.
Negociações terminaram sem acordo

A federação afirma que a paralisação foi aprovada somente depois de sucessivas tentativas de entendimento, inclusive com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.

Ainda não há um balanço nacional detalhado sobre o impacto da greve nos serviços prestados à população, como entrega de cartas e encomendas e atendimento nas agências.

Na Paraíba, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, informou que apenas os serviços administrativos internos permanecem funcionando durante a paralisação.

A situação, no entanto, pode variar de acordo com cada região. Até o momento, não foram divulgadas informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todos os estados.
Greve ocorre em meio à crise financeira

A paralisação acrescenta uma nova frente de pressão sobre os Correios. A estatal está há 15 trimestres consecutivos no vermelho e fechou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões.

Apesar da dimensão das perdas, o resultado do segundo trimestre apresentou melhora em comparação com os dois períodos imediatamente anteriores, o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O começo deste ano havia sido marcado por prejuízo recorde.

Paralelamente à greve, a estatal busca reforçar seu caixa. Os Correios esperam obter até 15 de setembro um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, operação já mencionada nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre.

A expectativa é de que os recursos sejam fornecidos por um consórcio de instituições financeiras. Entre os bancos previstos estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul.

No fim do ano passado, os Correios já haviam recebido R$ 12 bilhões por meio de outra operação de crédito.