segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Lula foi o mais votado na penitenciária da Papuda, onde estão Vorcaro e Careca do INSS


Lula (PT) foi o candidato mais votado para presidente na seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, no primeiro turno das eleições deste domingo (4). Na seção 0420 da 18ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, o petista recebeu 74 votos, contra 70 do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na sequência ficaram Ronaldo Caiado (PSD), com 6 votos; Renan Santos (Missão), com 4; e Augusto Cury (Avante), com 2. A seção registrou ainda 3 votos em branco e 3 nulos.

Dos 185 eleitores aptos, 162 compareceram — cerca de 87,6% — e 23 não votaram. A urna atende presos provisórios, que mantêm os direitos políticos por não terem condenação criminal transitada em julgado. Presos com condenação definitiva não votam.

Entre os aptos a votar no complexo estavam Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso preventivamente, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.

Para o Senado, a mais votada na mesma seção foi Michelle Bolsonaro (PL), com 68 votos, seguida de Érika Kokay (PT), com 62, Leila do Vôlei (PDT), com 58, e Bia Kicis (PL), com 54, segundo registros divulgados por veículos que acompanharam a apuração.

O resultado local contrasta com o cenário nacional do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro liderava a disputa presidencial com a quase totalidade das urnas apuradas. Os números da Papuda constam do boletim de urna do Tribunal Superior Eleitoral.

Eleitores de Petrópolis dizem não para Bernardo Rossi e Rubens Bomtempo

Foto: montagem IA


O petropolitano disse um “não” bem claro a Rubens Bomtempo e Bernardo Rossi. O neopetista Bomtempo teve 107 votos a menos que Júlia na cidade (11.200 aqui dos 19.613 em todo o Estado). O ex-secretário de Cláudio Castro foi bem votado no Estado, 48 mil votos, mas só 9.931 foram em Petrópolis, o que pode ter contribuído para sua derrota dentro da federação União-PP. Rossi teve aqui seis eleitores a mais que Hugo Leal, outro candidato bem votado no geral (57 mil votos), mas nem tanto aqui.

Votações somadas de Bomtempo e Rossi caem 68% em 16 anos Para que a gente tenha ideia de como o eleitor cansou deles, a gente lembra que a última disputa proporcional (com um parâmetro mais próximo ao de agora) que Bomtempo e Rossi disputaram entre si foi a eleição de 2010, quando ambos se candidataram a uma vaga na Alerj.

Bernardo teve 36.143 votos na cidade e foi eleito, enquanto Bomtempo obteve 31.004 e ficou na suplência. No total, os dois obtiveram 67.141 votos no município. Desta vez, a soma deu apenas 21.051. Ou seja: uma queda de 68%. É a prova de que muitos eleitores se cansaram e buscaram novos caminhos. E os mais jovens, por sua vez, também não se encantaram nem um pouco pelos dois grupos até outro dia majoritários na cidade.



Deputada Carla Machado é reeleita com 39.028 votos para Alerj


Carla Machado (PSD), é reeleita a deputada estadual na Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, com 39.028 votos.

Destaque para as cidades de Campos dos Goytacazes, com 18.036 votos, São Francisco de Itabapoana, com 3.313 votos e São João da Barra com 12.690 votos.

Com essa vitória Carla se consolida mais uma vez como grande força política da região. Depois de quatro mandatos como prefeita do município de São João da Barra, conseguiu a reeleição na Alerj e com aumento significativo de mais de quatro mil votos.

Na eleição de 2022, Carla teve 34.658 votos, onde teve destaque nos municípios de Campos com 17.936 votos, São Francisco de Itabapoana 2.005 votos e SJB com 10.929 votos.



Ruas chega a 49,31% e decisão sobre 2º turno com Paes depende do TSE


Douglas Ruas (PL) surpreendeu nas urnas neste domingo (4) e terminou o primeiro turno da disputa pelo Governo do Rio à frente de Eduardo Paes (PSD). Com 99,46% das urnas apuradas, Ruas alcançou 49,31% dos votos computados, enquanto Paes registrou 42,72%.

O resultado, porém, ainda tem um componente jurídico capaz de interferir no desfecho da eleição. Anthony Garotinho (Republicanos), terceiro colocado, terminou com 3,17%, mas a situação de sua candidatura permanece sob análise da Justiça Eleitoral.

A definição sobre o destino desses votos pode alterar o cálculo dos percentuais dos candidatos e, consequentemente, a situação do segundo turno.

Ruas supera Paes

A votação representa uma virada em relação ao cenário indicado pelas principais pesquisas divulgadas na reta final da campanha, que mostravam Paes na liderança. Levantamento do Datafolha publicado na véspera da eleição, por exemplo, apresentava dois cenários justamente por causa da indefinição jurídica envolvendo Garotinho.

Nas urnas, porém, Ruas terminou na primeira colocação, abrindo 6,59 pontos percentuais sobre Paes.

Pelos percentuais atualmente apresentados na totalização, nenhum dos candidatos ultrapassa metade dos votos considerados no cálculo, o que aponta Ruas e Paes para uma disputa de segundo turno. Fontes que acompanham a totalização chegaram a registrar os dois como classificados para a votação de 25 de outubro.

A legislação eleitoral estabelece que, para os governos estaduais, é necessária maioria absoluta dos votos válidos para a definição da eleição no primeiro turno. Quando nenhum candidato alcança essa marca, os dois mais votados disputam uma segunda votação.

Caso Garotinho pode mudar cálculo

A particularidade da eleição fluminense está nos votos recebidos por Garotinho. O candidato do Republicanos teve a candidatura indeferida e seus votos aparecem como anulados sub judice enquanto a situação não recebe uma definição final.

Caso esses votos sejam definitivamente desconsiderados para o resultado da eleição, será necessário observar como a Justiça Eleitoral fará a totalização definitiva. Como Garotinho recebeu 3,17% na parcial, a retirada desses votos da base de cálculo aumentaria proporcionalmente a participação dos demais candidatos.

Por isso, apesar de a apuração colocar Ruas e Paes nas duas primeiras posições, a definição jurídica sobre a candidatura de Garotinho ganhou importância para determinar se haverá efetivamente segundo turno.

Resultado contraria pesquisas

A chegada de Ruas à primeira posição também representa uma mudança significativa em relação ao quadro registrado durante a campanha. Paes aparecia à frente nos levantamentos eleitorais divulgados antes da votação, enquanto Ruas ocupava a segunda posição.

O candidato do PL, no entanto, cresceu nas urnas e chegou perto da maioria absoluta. Com 49,31%, ficou a menos de um ponto percentual da marca de 50%, enquanto Paes terminou com 42,72%.

A Justiça Eleitoral ainda precisava concluir a totalização das seções restantes. Paralelamente, o processo envolvendo Garotinho mantém uma questão jurídica sobre o resultado definitivo da eleição fluminense.

O TSE disponibiliza a totalização oficial das Eleições 2026 em seu Portal de Resultados e informa que os dados são atualizados à medida que os boletins de urna são transmitidos e processados.


Flávio: “Lula tá preocupado com o poder e eu com o futuro do Brasil”




O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), discursou em Brasília após o fim da apuração do 1º turno, que apontou vitória parcial dele com 47,09% dos votos válidos, contra 45,09% do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento do discurso, 99,70% das urnas haviam sido apuradas.

Flávio agradeceu aos mais de 56 milhões de brasileiros que depositaram confiança nele, contra a atual gestão.

— Estou muito feliz com o resultado que assisti agora. Quase 56 milhões de brasileiros me dando voto de confiança. Eu não poderia estar mais realizado de saber identificar que o Brasil quer mudança. Essa é a leitura do que aconteceu hoje. Fiquei feliz com o resultado em todas as regiões — declarou.

O candidato também destacou a diferença do resultado das urnas, em comparação com as amostras divulgadas pelos institutos de pesquisa.

— Estou muito satisfeito porque muitos institutos de pesquisa colocavam a gente atrás e nossos trackings apontavam que estaríamos na frente, com uma chance real de que tivéssemos uma chance de vencer no primeiro turno. Foi por muito pouco, mas fiquei muito feliz com a quantidade de brasileiros que foram às ruas para se manifestarem, não se omitiram. E é o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT — afirmou.

Flávio também apontou que Lula teria interesse na reeleição, com o intuito de permanecer no poder, diferentemente dos seus objetivos ao cargo de chefe do Executivo.

— O que eu tenho para falar é que o Lula está disputando o poder. Ele já disputou sete eleições, ele está preocupado com o poder e eu estou preocupado com o futuro do Brasil e assim eu vou continuar me comportando nas próximas três semanas, com campanha limpa, sem se preocupar com a perpetuação do poder — salientou.

A campanha eleitoral para o 2º turno começa nesta segunda-feira (5) e vai até o próximo dia 24 de outubro, véspera da votação que definirá o novo presidente e sete governadores. Os eleitores voltarão às urnas no domingo (25).





Príncipe Dom Luiz Philippe é reeleito deputado federal por São Paulo


Membro da Família Imperial Brasileira, o Príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança foi reeleito deputado federal por São Paulo nas Eleições de 2026, garantindo um novo mandato na Câmara dos Deputados. Filho do saudoso Príncipe Eudes de Orleans e Bragança, neto do Príncipe Pedro Henrique, então Chefe da Casa Imperial do Brasil (neto da Princesa Isabel).

Eleito pela primeira vez em 2022, Luiz Philippe ocupa atualmente seu primeiro mandato pelo PL-SP. Em 2026, voltou a disputar uma das 70 cadeiras destinadas ao estado de São Paulo.

Nascido em 3 de abril de 1969, no Rio de Janeiro, é empresário, escritor e político. Na Câmara, participou de comissões como a de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e a Comissão Especial sobre Inteligência Artificial.

A reeleição mantém um integrante da Família Imperial Brasileira no Congresso Nacional para a próxima legislatura.



domingo, 4 de outubro de 2026

Carlos Bolsonaro é eleito senador por Santa Catarina


Carlos Bolsonaro (PL) foi eleito senador por Santa Catarina neste domingo (4), garantindo um mandato de oito anos. A vitória consolida a estratégia do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de transferir seu domicílio eleitoral para o estado e disputar uma das vagas ao Senado, mesmo diante da resistência de parte das lideranças da direita catarinense.

A eleição também reforça a presença da família Bolsonaro na bancada do estado. Carlos terá como colega de partido no Senado Jorge Seif (PL), que possui mandato até 2031. O resultado ocorre em meio a uma disputa que expôs divergências entre grupos do bolsonarismo em Santa Catarina.

Mudança para Santa Catarina

Natural do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro foi eleito vereador da capital fluminense pela primeira vez em 2000, aos 17 anos. Ao longo de mais de duas décadas, acumulou mandatos consecutivos e votações expressivas na Câmara Municipal do Rio.

Em outubro de 2025, porém, deixou o Rio e se mudou para Santa Catarina para viabilizar a candidatura ao Senado. A escolha do estado partiu do próprio Carlos. Sem espaço para uma candidatura majoritária no Rio, onde o PL já havia definido seus nomes, ele indicou Santa Catarina como alternativa e recebeu o aval do pai.

A estratégia levou em consideração a força eleitoral do bolsonarismo no estado. Desde 2018, Santa Catarina se consolidou como um dos principais redutos eleitorais de Jair Bolsonaro, além de manter uma bancada federal majoritariamente alinhada à direita.


Nikolas Ferreira bate recorde e tem mais de 3 milhões de votos



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ultrapassou a marca de 3 milhões de votos nas eleições deste domingo (4) e se tornou o candidato a deputado federal mais votado da história do Brasil. O recorde foi alcançado quando pouco mais de 98, 26% das urnas de Minas Gerais haviam sido apuradas.

Com o resultado parcial, Nikolas superou a marca de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que recebeu 1.843.735 votos nas eleições de 2018, quando foi eleito deputado federal por São Paulo.

O parlamentar mineiro já havia registrado uma votação expressiva em 2022, quando recebeu 1.492.047 votos e se tornou um dos deputados federais mais votados do país. Entre os nomes que aparecem na sequência dos resultados informados estão Ana Elisa (PT), com 519 mil votos, o equivalente a 4,60%, e Duda Salabert (PSOL), com 228 mil votos, ou 2,2%.

Nikolas supera marcas históricas

Antes de Nikolas, Eduardo Bolsonaro detinha o recorde de votação para deputado federal, seguido por Enéas Carneiro (1938-2007). Em 2002, Enéas recebeu 1.573.642 votos ao disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo.

A marca alcançada por Nikolas representa um novo patamar de votação individual em eleições para a Câmara. O resultado foi registrado ainda durante a apuração em Minas Gerais, antes da conclusão da contagem dos votos.

Quem é Nikolas Ferreira

Filiado ao PL e alinhado ao bolsonarismo, Nikolas Ferreira ganhou projeção nacional por sua atuação nas redes sociais e por posicionamentos conservadores. Ele foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2022 e consolidou uma presença expressiva no debate político nacional.

Sua votação em 2026 reforça a força eleitoral do parlamentar e sua influência entre os apoiadores da direita brasileira.


Flávio Bolsonaro derrota Lula (e as pesquisas) e leva definição para segundo turno no dia 25


O candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL) venceu Lula(PT) na disputa de primeiro turno, com 99% das urnas apuradas, e com isso os dois avançam ao segundo turno da eleição presidencial, no próximo dia 25. A derrota de Lula é também a derrota dos institutos de pesquisa: nenhum deles apontava Flávio à frente de Lula no primeiro turno.

Até as 21h12 (horário de Brasília) o senador do PL somava 47,22% dos votos válidos, o equivalente a 55,7 milhões de votos. O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece em segundo, com 44,94% e 53.056.076 votos. A diferença entre os dois, nesse estágio da contagem, é de cerca de 2,7 milhões de votos.


A disputa se confirma como uma das mais apertadas da história recente. Flávio chegou a ultrapassar 50% dos votos válidos nas primeiras horas da apuração, quando seções de Estados em que lidera estavam mais adiantadas. O percentual recuou à medida que a totalização avançou em regiões onde Lula tem melhor desempenho, e o petista reduziu a distância ao longo da noite.

Os demais candidatos ficaram distantes. O escritor Augusto Cury (Avante) tem 2,90% (3.422.938 votos); Renan Santos (Partido Missão), 2,25% (2.661.248); e Ronaldo Caiado (PSD), 2,20% (2.591.722). Romeu Zema (Novo) registra 0,28%. Os demais postulantes ficam abaixo de 0,1%.

Dos 123.975.988 votos computados até o momento, 118.064.616 são válidos. Brancos somam 1,84% e nulos, 2,93%. A abstenção chega a 21,07%, ou 33.104.604 eleitores. A apuração cobre 494.103 das 499.248 seções eleitorais do país.

O resultado parcial consolida o duelo entre o campo bolsonarista, representado pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o PT de Lula, que busca o quarto mandato. A definição da Presidência fica para o segundo turno, quando os votos dos candidatos eliminados e a mobilização das bases de cada lado passam a ser decisivos.


Dobradinha do PL: RJ reelege Portinho e elege Carlos Jordy ao Senado



O Rio de Janeiro garantiu uma dobradinha do PL no Senado neste domingo (4). Carlos Portinho foi reeleito, enquanto Carlos Jordy conquistou uma das cadeiras em disputa e também passará a representar o Estado na Casa.

Com 99,56% dos votos apurados, Portinho somava 4.245.932 votos (26,8%), enquanto Jordy contabilizava 3.895.327 votos (24,6%). Os dois terão mandatos de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035.

Portinho

Carlos Francisco Portinho, de 53 anos, é advogado e natural do Rio de Janeiro. Antes de chegar ao Senado, ocupou os cargos de secretário municipal de Habitação da capital fluminense e secretário estadual do Ambiente.

Ele assumiu uma cadeira no Senado em 2020, como primeiro suplente de Arolde de Oliveira, que morreu naquele ano. Desde então, participou de comissões permanentes e mistas e chegou a exercer a liderança do PL na Casa.

Entre as propostas apresentadas por Portinho está um projeto que trata da atuação de advogados em processos perante tribunais de contas.

Jordy

Carlos Jordy, de 44 anos, é natural de Niterói. Antes de ingressar na política, trabalhou como garçom e servidor público. Sua trajetória eleitoral começou em 2017, quando foi eleito vereador de Niterói.

Em 2018, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados e foi reeleito em 2022. Durante os mandatos, exerceu funções de liderança e integrou comissões como a de Constituição e Justiça e a de Fiscalização Financeira e Controle.