sexta-feira, 17 de julho de 2026

Prefeitura de Petrópolis faz a limpeza das placas turísticas e de monumentos históricos


A Prefeitura está realizando a limpeza das placas do projeto Sinalização Turística Circuito a Pé, instaladas no Centro Histórico, reforçando o cuidado com os principais pontos turísticos da cidade e garantindo que moradores e visitantes tenham acesso às informações dos atrativos. O trabalho é executado pela Comdep, que também mantém ao longo do ano um cronograma permanente de limpeza dos monumentos históricos do município.

As equipes estão higienizando as 45 placas indicativas e interpretativas dos atrativos turísticos e as 42 placas instaladas em frente às casas históricas, que apresentam informações sobre os imóveis e um breve histórico de cada local.


"As placas do Circuito a Pé são uma importante ferramenta para que moradores e turistas conheçam mais sobre a história de Petrópolis. Com a limpeza, garantimos que essas informações permaneçam legíveis e de fácil visualização, permitindo que todos possam aproveitar melhor o conteúdo apresentado em cada atrativo e valorizar ainda mais o nosso patrimônio histórico", destacou a presidente da Comdep, Fernanda Ferreira.

O serviço é realizado com água, sabão e produtos de limpeza adequados, preservando o material e removendo sujeiras acumuladas pela ação do tempo.


“Cuidar da limpeza e da conservação dos nossos atrativos turísticos é também preservar a história de Petrópolis e fortalecer a experiência de quem visita à cidade. São ações que valorizam o patrimônio público e contribuem para manter o Centro Histórico sempre acolhedor para moradores e turistas”, acrescentou a presidente da Comdep.

A mesma técnica é utilizada na conservação dos monumentos históricos, que recebem lavagens periódicas conforme o cronograma da companhia. Neste ano, já foram contemplados o Obelisco, na Rua do Imperador; o monumento a Dom Pedro, na Praça Dom Pedro; o busto do Major Júlio Frederico Koeler, na Praça Princesa Isabel; o Monumento aos Expedicionários, na Praça dos Expedicionários; o monumento a Zumbi dos Palmares e o monumento A Bíblia, ambos na Praça da Liberdade; além do Cruzeiro do Palácio de Cristal.


Estacionamento de shopping pode ficar de graça no estado do RJ

Shopping Partege Campos - Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

Motoristas do Estado do Rio de Janeiro podem ter uma nova regra para o uso de estacionamentos em shoppings, centros comerciais e estabelecimentos similares. O Projeto de Lei nº 7.926/2026, em análise na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), propõe o fim da cobrança para consumidores que realizarem compras ou contratarem serviços nesses locais.

Pela proposta, o cliente que apresentar a nota fiscal ou comprovante de consumo terá direito à gratuidade do estacionamento por até seis horas. Caso a permanência ultrapasse esse período, o estabelecimento poderá cobrar apenas o valor referente ao tempo excedente.

O texto estabelece ainda que os empreendimentos não poderão exigir valor mínimo de compra para conceder o benefício. A medida valeria para shoppings centers, galerias comerciais, centros empresariais com área comercial integrada e outros estabelecimentos semelhantes

Avisos deverão informar direito dos consumidores

Caso seja aprovado e sancionado, o projeto também obrigará os estabelecimentos a divulgarem, em locais de fácil visualização, informações sobre o direito à gratuidade do estacionamento para clientes que comprovarem o consumo no local. A proposta prevê que o descumprimento da norma poderá resultar em penalidades com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Projeto ainda precisa passar por comissões

Apesar da previsão de mudança para consumidores, o projeto ainda não virou lei. Antes de seguir para votação em plenário, a proposta precisa passar pela análise de três comissões permanentes da Alerj.

A iniciativa foi apresentada em meio às reclamações de consumidores sobre os valores cobrados por estacionamentos privados em grandes centros comerciais do estado, especialmente em regiões como a Baixada Fluminense, onde os preços são alvo frequente de críticas.

Se aprovado e sancionado, o texto poderá alterar a relação entre consumidores e estabelecimentos comerciais, garantindo a gratuidade do estacionamento durante o período de permanência destinado às compras ou contratação de serviços.

Deputado do PT destina R$ 1,7 milhão a cooperativas do MST no Paraná por meio de Emendas



O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) direcionou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a três cooperativas vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná.

O montante supera em 2,5 vezes os R$ 680 mil que o parlamentar destinou ao mesmo programa no Rio de Janeiro, estado pelo qual foi eleito.


As cooperativas beneficiadas foram a Cocavi (Jardim Alegre), com R$ 1,06 milhão; a Coprari (Centenário do Sul), com R$ 374 mil; e a Copacon (Londrina), com R$ 260 mil.


Os recursos foram empenhados pelo governo federal em novembro de 2025, a partir de emenda apresentada pelo deputado no ano anterior.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que também é presidente nacional do PT e companheira do deputado, visitou a Cocavi em abril de 2025, antes de assumir o cargo no Executivo.

Em 2024, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu a destinação de emendas parlamentares para estados diferentes daquele em que o congressista foi eleito.

Na ocasião, o ministro argumentou que a prática pode abrir margem para distorções e favorecimentos políticos.

Na última quarta-feira (15), Dino intimou os dirigentes dos 21 partidos com representação no Congresso a informarem, em até dez dias, se exercem influência sobre a alocação de emendas.


Inauguração do Oratório de São Paulo Apóstolo amplia roteiro de fé em Campos



A inauguração do Oratório de São Paulo Apóstolo ampliou as opções de turismo religioso em Campos dos Goytacazes. O espaço, aberto oficialmente em 11 de julho, passa a integrar os roteiros de fé da região ao reunir elementos de espiritualidade, arte e arquitetura em um ambiente voltado à visitação e às celebrações religiosas.


A cerimônia de dedicação reuniu cerca de 800 fiéis de diferentes localidades e foi presidida pelo bispo diocesano Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, com a participação de mais de 30 sacerdotes. A celebração contou ainda com a apresentação do Coral Internacional dos Arautos do Evangelho, reforçando o caráter solene do evento.


Representando o poder público municipal, o médico Marcelo da Silva Freire participou da inauguração em nome do prefeito Frederico Paes.

Segundo o historiador Valdeci Jr., a abertura do oratório representa um marco para a religiosidade local, destacando uma visão de fé associada à valorização cultural e espiritual da região.

Coral Internacional Arautos do Evangelho

Com estilo neogótico policromado, a construção dialoga com a identidade histórica do Norte e Noroeste Fluminense e passa a integrar as ações de fortalecimento do turismo religioso desenvolvidas pelo Costa Doce Convention & Visitors Bureau, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo e o Sebrae.

Além da visitação, o local oferece programação permanente de missas e confissões, buscando proporcionar aos moradores e visitantes uma experiência de contemplação e acolhimento.


Local: Rua Pedro Maciel Netto, 245, Parque Residencial Santo Antônio (ao lado do Parque Imperial), Campos dos Goytacazes
Missas: segunda a sábado, às 19h; domingos, às 10h e 18h
Confissões: diariamente, antes das celebrações
Contato: (22) 2735-6577 (WhatsApp) | Instagram: @arautoscampos


quinta-feira, 16 de julho de 2026

PF apreende R$ 500 mil com empresário e ex-vereador de SFI em Campos e investiga suspeita de corrupção

Foto: Silvana Rust

A Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em dinheiro vivo em uma operação realizada em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, nesta quinta-feira (15). O montante foi encontrado com um empresário da região e um ex-vereador durante uma ação na área nobre da Pelinca. A principal suspeita é de que o dinheiro seria utilizado em um esquema de corrupção, embora a investigação ainda esteja em andamento.

A ação ocorreu após um trabalho de inteligência e troca de informações entre equipes da Polícia Federal. Segundo a PF, o ex-vereador é de São Francisco de Itabapoana e atuava como segurança do empresário.


A corporação não revelou os nomes dos envolvidos nem detalhes sobre o suposto esquema investigado Após a abordagem, os dois homens e todo o dinheiro apreendido foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes.

A Polícia Federal também não informou se houve prisão em flagrante durante a ação ou quais crimes poderão ser atribuídos aos investigados ao longo das apurações.

As investigações prosseguem para esclarecer a origem dos recursos, o destino do dinheiro e a eventual participação dos envolvidos em práticas criminosas.


Ônibus cai em ribanceira na subida da serra de Petrópolis na BR 040


Um ônibus caiu em uma ribanceira na Serra de Petrópolis na madrugada desta quinta-feira (16/07). O acidente aconteceu por volta das 5h da manhã, na altura do km 95 da BR-040.

De acordo com a Empresa Unida, proprietária do coletivo, o motorista estava sozinho quando quando perdeu o controle da direção e saiu da pista. A concessionária responsável pela administração do trecho da rodovia, Elovias, disse que uma equipe de resgate prestou atendimento ao motorista ainda no local. Após avaliação, ele foi liberado sem lesões graves.

O motorista estava sozinho, foi atendido pela equipe médica da Elovias e depois liberado.

De acordo com a empresa Unida, o ônibus saiu de Juiz de Fora em direção à garagem da empresa no Rio de Janeiro. Não há informações sobre o que pode ter causado o acidente.

Até o momento, a causa do acidente não foi descoberta.

Prisões, buscas e dinheiro vivo: escândalos atingem oito deputados na Alerj em dez meses


A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) atravessa uma sequência de escândalos policiais que atingiu, direta ou indiretamente, — pelos menos até agora — oito políticos eleitos para a Casa no último pleito, em 2022. Apenas nos últimos dez meses, vários deputados foram presos, tiveram casas e gabinetes vasculhados ou acabaram arrastados para o centro de investigações contra parentes próximos.

As apurações envolvem suspeitas que vão de fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro a relações com o tráfico, o jogo do bicho e milícias. Em parte das operações, policiais e promotores também encontraram grandes quantidades de dinheiro vivo em imóveis, veículos e outros endereços ligados aos investigados.

O caso mais recente ocorreu nesta quinta-feira (16), quando o Ministério Público do Rio cumpriu mandados contra o deputado Rafael Nobre (União Brasil), denunciado, junto com outras nove pessoas — incluindo o vereador de São João de Meriti Magrão Nobre (União Brasil) —, por suspeita de participar de um esquema de fraudes em licitações que teria obtido R$ 357,9 milhões em contratos públicos.


Antes dele, operações atingiram diretamente TH Joias (MDB), Rodrigo Bacellar, Thiago Rangel (Avante) e Val Ceasa (PRD). A lista mais ampla inclui ainda Márcio Canella, já fora da Alerj quando foi alvo da Polícia Federal, além de Sarah Poncio e Alexandre Knoploch, cujos parentes foram presos em investigações realizadas neste mês.

Embora as situações jurídicas sejam diferentes, todos ficaram no centro da crise que assombra a Assembleia. Dos oito nomes, cinco estavam como deputados no exercício do mandato quando sofreram prisões ou buscas, um havia deixado a Casa e dois foram atingidos pelas investigações contra integrantes de suas famílias. No total, três parlamentares da Alerj já foram presos em menos de um ano.

TH Joias abriu a porteira


A sequência começou em setembro de 2025, quando o então deputado TH Joias foi preso durante a Operação Zargun. Ele havia assumido uma cadeira na Alerj três meses antes, como suplente, e foi apontado pela Polícia Federal como o principal braço político do Comando Vermelho (CV).

Segundo as investigações, TH usava a estrutura do mandato para favorecer integrantes da facção, negociar armas e drogas e lavar dinheiro obtido por meio de atividades criminosas. O parlamentar também teria nomeado pessoas ligadas ao grupo em cargos dentro da Assembleia.

A operação cumpriu mandados de prisão e busca contra agentes públicos e pessoas ligadas ao tráfico. Durante as buscas, os investigadores encontraram indícios de que TH havia sido avisado com antecedência sobre a ofensiva policial. Na véspera da ação, ele chegou a mobilizar um caminhão de mudança para retirar objetos de endereços que seriam vasculhados pelos agentes.

A apuração sobre o vazamento acabaria levando a Polícia Federal até o gabinete mais poderoso da Assembleia.

Prisão de Bacellar


Três meses depois, em dezembro, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso na primeira fase da Operação Unha e Carne, suspeito de ter alertado TH Joias sobre a batida policial em endereços ligados ao deputado.

Conversas obtidas pela PF indicam que Bacellar teria orientado o colega a retirar objetos de imóveis e destruir provas que poderiam ser encontradas pelos investigadores. Na véspera da prisão de TH, os dois teriam conversado e se encontrado pessoalmente.

Durante as buscas, a PF apreendeu R$ 90.840 em dinheiro vivo e três celulares no carro oficial utilizado pelo então presidente da Assembleia.

A prisão provocou uma crise dentro da Alerj. Cinco dias depois, os deputados decidiram revogar a ordem e soltar Bacellar. O parlamentar, porém, continuou afastado do comando da Casa e voltou a ser preso em março, durante outro desdobramento da investigação.

Bacellar era, na ocasião, uma das principais figuras da política fluminense e peça central na organização do grupo do então governador Cláudio Castro (PL) para 2026. A prisão interrompeu a articulação e abriu uma disputa pelo controle da Casa e ampliou o vácuo na sucessão do governo do estado.

Esquema de desvio de recursos da Educação


Parte da lista dos deputados presos, Thiago Rangel foi detido em maio, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A Polícia Federal o aponta como líder de um esquema de desvio de recursos de contratos de obras e serviços da Secretaria Estadual de Educação no Noroeste Fluminense, onde mantinha sua principal base política.

Segundo a investigação, o deputado teria usado sua influência para indicar aliados a cargos estratégicos, direcionar contratações e favorecer empresas ligadas ao grupo. Parte do dinheiro desviado teria sido movimentada por empresas de fachada e por uma rede de postos de combustíveis. Áudios e mensagens obtidos pela PF também mostrariam Rangel negociando nomeações com o traficante Junior do Beco, apontado pelas forças de segurança como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) em Campos dos Goytacazes.

Em uma das mensagens apreendidas, um operador apontado como homem de confiança de Rangel enviou ao deputado uma foto de maços de notas de R$ 100 e R$ 200 com a palavra “Guardado”. Os agentes também apreenderam um carro de luxo avaliado em cerca de R$ 900 mil. A PF destacou ainda que o patrimônio declarado pelo parlamentar passou de R$ 92 mil, em 2019, para R$ 3,1 milhões ao fim de 2023.

Suspeita de ligação com o tráfico


Na esteira das acusações de ligações com o crime, em junho, a bola da vez foi Val Ceasa, alvo de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil por suspeita de usar sua influência política em favor de traficantes do TCP.

O deputado e seus aliados, incluindo um ex-vereador do Rio, foram acusados de terem atuado para tentar impedir a demolição de imóveis apontados pelas autoridades como parte do “resort do crime”, complexo construído pelo traficante Peixão, principal liderança do TCP no Rio, em uma área dominada pela facção no Complexo de Israel, na Zona Norte.

Na casa do parlamentar, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie e cerca de R$ 150 mil em outros imóveis vinculados a ele. Val Ceasa negou ter atuado em benefício do tráfico. Na tribuna da Alerj, afirmou que pretendia transformar o espaço em uma Vila Olímpica e classificou a operação como perseguição política.

Julho concentrou quatro escândalos em duas semanas

O cerco se intensificou em julho, quando quatro outros parlamentares foram atingidos por escândalos em menos de duas semanas.

No dia 2, a Polícia Federal prendeu o pastor e empresário Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio (Solidariedade), na quinta fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura a ligação de políticos e autoridades com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no Rio.

Segundo a PF, Poncio teria ligação com a máfia dos cigarros comandada pelo contraventor, esquema relacionado a pelo menos 27 assassinatos e tentativas de homicídio nos últimos anos. A prisão preventiva foi posteriormente convertida em domiciliar. Sarah Poncio chegou a se manifestar sobre o caso e saiu em defesa do pai, afirmando confiar em sua inocência e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

Cinco dias depois, Márcio Canella, deputado estadual mais votado do Rio em 2022, foi preso na sexta fase da mesma operação. Apesar da influência na Casa, ele já havia deixado a Alerj após ser eleito prefeito de Belford Roxo e também renunciado à prefeitura para disputar uma vaga no Senado com articulação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Canella foi alvo de buscas em uma investigação sobre lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, esquema que teria movimentado R$ 7,6 bilhões. A ação também mirou outros alvos importantes, incluindo o ex-secretário de Polícia Civil do Rio Marcus Amim, que esteve no cargo durante o governo Castro.

Durante as diligências, a PF encontrou um fuzil em um carro utilizado pelo político, que acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de uso restrito. Ele foi solto dias depois após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Na última quinta-feira (9), o Ministério Público estadual mirou um esquema de corrupção que teria desviado R$ 80 milhões do Instituto Rio Metrópole, autarquia do governo fluminense. A operação prendeu Maurício Knoploch, pai do deputado Alexandre Knoploch (PL) e ex-diretor do órgão, apontado pelos promotores como um dos articuladores do desvio, além de Amanda Íthala Santos da Paschoa, cunhada do parlamentar e gestora de contratos da instituição.


O caso mais recente atingiu Rafael Nobre nesta quinta-feira. Além de ser denunciado por suspeita de integrar um esquema de fraudes em licitações na Baixada Fluminense, o deputado teve a casa e o gabinete vasculhados pelo Ministério Público. Na residência dele, foram apreendidos R$ 21 mil em espécie.


Agora é lei: Hospitais e laboratórios terão que comunicar previamente cancelamento de exames


Os hospitais, clínicas, centros de imagens e laboratórios públicos e privados no Estado do Rio de Janeiro serão obrigados a comunicar, previamente, o cancelamento de exames aos pacientes agendados. É o que determina a Lei 11.288/26, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (16/07).

De acordo com o texto, o aviso de cancelamento deverá ter antecedência mínima de 24 horas antes do exame agendado, através de ligação, e-mail ou aplicativo de mensagens.


Veto Parcial

O governador interino Ricardo Couto vetou o artigo 4 que previa que no momento da comunicação do cancelamento, o setor comunicante deveria abrir imediatamente novo agendamento de exame, oferecendo ao paciente três opções de datas e horários, dentro do período de até uma semana da data cancelada. De acordo com Couto, a Secretaria de Defesa do Consumidor e o Procon concluíram que a obrigatoriedade de reagendamento do exame no prazo de até uma semana pode ser incompatível com a capacidade operacional de determinados prestadores de serviço, sobretudo no SUS. A Superintendência de unidades hospitalares da Secretaria de Saúde também analisou ser inviável a remarcação no prazo proposto, tendo em vista que muitos exames especializados possuem filas reguladas pelo Sistema Estadual de Regulação (SER) e o Sistema Nacional de Regulação (SISREG).


🚫 Matéria seguindo a determinação da Lei das Eleições (9.504/97).


IBGE: setor de livros lidera crescimento de 15,2% no comércio varejista

Livraria Leitura Campos - Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

O comércio varejista brasileiro voltou a apresentar resultado positivo em maio, interrompendo a retração registrada no mês anterior. Dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), mostram que o volume de vendas cresceu 0,1% em relação a abril.

O desempenho representa uma recuperação após a queda de 1,6% observada entre março e abril. Apesar do avanço modesto, o resultado mantém a trajetória de crescimento do varejo ao longo de 2026, segundo o instituto.

Na comparação com o mesmo período do ano passado e nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor também registrou expansão, reforçando um cenário de estabilidade no consumo das famílias.

Livraria Nobel Petrópolis

Varejo acumula "crescimento" em 2026

Além da alta de 0,1% na comparação mensal, o comércio apresentou crescimento de 0,4% em relação a maio de 2025.

No acumulado do ano, o avanço chegou a 1,7%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses aponta expansão de 1,4%.

A única comparação negativa divulgada pelo IBGE foi a média móvel trimestral, que registrou queda de 0,2%.

Para o gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, Cristiano Santos, o desempenho confirma que o varejo tem conseguido manter uma trajetória positiva ao longo do ano.

“No ano de 2026, o varejo vem crescendo a maioria do tempo”, afirma o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “Apenas abril apresentou resultado no campo negativo”.
Entre os oito setores analisados pelo IBGE, cinco apresentaram crescimento na passagem de abril para maio.

O maior avanço foi registrado pelo segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que cresceu 15,2%.


MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre, vereador e mais oito por fraudes em licitações


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, conhecido como Magrão Nobre (União Brasil), e outras oito pessoas pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira. A pedido do MPRJ, o Tribunal de Justiça do Rio expediu mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.

As diligências ocorreram, entre outros locais, no gabinete de Rafael Nobre, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e na Câmara Municipal de São João de Meriti.


Entenda a denúncia

De acordo com o Ministério Público, Rafael Nobre e Magrão Nobre seriam os responsáveis por controlar, de forma oculta, um grupo de empresas que teria sido utilizado para fraudar processos licitatórios e desviar recursos públicos em contratos firmados com as prefeituras de Magé e Japeri, na Baixada Fluminense.

As investigações apontam que o grupo teria obtido cerca de 45 contratos públicos, que somam aproximadamente R$ 357,9 milhões, destinados ao fornecimento de alimentação para hospitais, escolas e secretarias municipais. Apesar do volume de contratos investigados, a ação penal trata especificamente de três deles.

Segundo o MPRJ, as empresas envolvidas atuavam de maneira coordenada para dar aparência de concorrência nas licitações. Para isso, teriam utilizado sócios de fachada, documentos ideologicamente falsos e movimentações financeiras voltadas à ocultação da origem dos recursos.

Dinheiro apreendido

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos R$ 21 mil em dinheiro na residência do deputado estadual e R$ 45 mil na casa do vereador, conforme informou o Ministério Público.

Além da condenação dos denunciados, o MPRJ requer a devolução de, no mínimo, R$ 357,9 milhões aos cofres públicos e a perda dos mandatos dos dois parlamentares.

Ainda segundo a denúncia, os fatos investigados tiveram início em 2017, quando Rafael Nobre ocupava uma cadeira na Câmara Municipal de Nilópolis. Entre as empresas citadas na investigação estão Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio e Serviços de Terceirização, King Food Alimentos e J&G Restaurante.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos citados, o espaço segue aberto para eventuais manifestações.


O que diz a Alerj

“A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público Estadual. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações.

A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense”.