quinta-feira, 16 de julho de 2026

Prisões, buscas e dinheiro vivo: escândalos atingem oito deputados na Alerj em dez meses


A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) atravessa uma sequência de escândalos policiais que atingiu, direta ou indiretamente, — pelos menos até agora — oito políticos eleitos para a Casa no último pleito, em 2022. Apenas nos últimos dez meses, vários deputados foram presos, tiveram casas e gabinetes vasculhados ou acabaram arrastados para o centro de investigações contra parentes próximos.

As apurações envolvem suspeitas que vão de fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro a relações com o tráfico, o jogo do bicho e milícias. Em parte das operações, policiais e promotores também encontraram grandes quantidades de dinheiro vivo em imóveis, veículos e outros endereços ligados aos investigados.

O caso mais recente ocorreu nesta quinta-feira (16), quando o Ministério Público do Rio cumpriu mandados contra o deputado Rafael Nobre (União Brasil), denunciado, junto com outras nove pessoas — incluindo o vereador de São João de Meriti Magrão Nobre (União Brasil) —, por suspeita de participar de um esquema de fraudes em licitações que teria obtido R$ 357,9 milhões em contratos públicos.


Antes dele, operações atingiram diretamente TH Joias (MDB), Rodrigo Bacellar, Thiago Rangel (Avante) e Val Ceasa (PRD). A lista mais ampla inclui ainda Márcio Canella, já fora da Alerj quando foi alvo da Polícia Federal, além de Sarah Poncio e Alexandre Knoploch, cujos parentes foram presos em investigações realizadas neste mês.

Embora as situações jurídicas sejam diferentes, todos ficaram no centro da crise que assombra a Assembleia. Dos oito nomes, cinco estavam como deputados no exercício do mandato quando sofreram prisões ou buscas, um havia deixado a Casa e dois foram atingidos pelas investigações contra integrantes de suas famílias. No total, três parlamentares da Alerj já foram presos em menos de um ano.

TH Joias abriu a porteira


A sequência começou em setembro de 2025, quando o então deputado TH Joias foi preso durante a Operação Zargun. Ele havia assumido uma cadeira na Alerj três meses antes, como suplente, e foi apontado pela Polícia Federal como o principal braço político do Comando Vermelho (CV).

Segundo as investigações, TH usava a estrutura do mandato para favorecer integrantes da facção, negociar armas e drogas e lavar dinheiro obtido por meio de atividades criminosas. O parlamentar também teria nomeado pessoas ligadas ao grupo em cargos dentro da Assembleia.

A operação cumpriu mandados de prisão e busca contra agentes públicos e pessoas ligadas ao tráfico. Durante as buscas, os investigadores encontraram indícios de que TH havia sido avisado com antecedência sobre a ofensiva policial. Na véspera da ação, ele chegou a mobilizar um caminhão de mudança para retirar objetos de endereços que seriam vasculhados pelos agentes.

A apuração sobre o vazamento acabaria levando a Polícia Federal até o gabinete mais poderoso da Assembleia.

Prisão de Bacellar


Três meses depois, em dezembro, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso na primeira fase da Operação Unha e Carne, suspeito de ter alertado TH Joias sobre a batida policial em endereços ligados ao deputado.

Conversas obtidas pela PF indicam que Bacellar teria orientado o colega a retirar objetos de imóveis e destruir provas que poderiam ser encontradas pelos investigadores. Na véspera da prisão de TH, os dois teriam conversado e se encontrado pessoalmente.

Durante as buscas, a PF apreendeu R$ 90.840 em dinheiro vivo e três celulares no carro oficial utilizado pelo então presidente da Assembleia.

A prisão provocou uma crise dentro da Alerj. Cinco dias depois, os deputados decidiram revogar a ordem e soltar Bacellar. O parlamentar, porém, continuou afastado do comando da Casa e voltou a ser preso em março, durante outro desdobramento da investigação.

Bacellar era, na ocasião, uma das principais figuras da política fluminense e peça central na organização do grupo do então governador Cláudio Castro (PL) para 2026. A prisão interrompeu a articulação e abriu uma disputa pelo controle da Casa e ampliou o vácuo na sucessão do governo do estado.

Esquema de desvio de recursos da Educação


Parte da lista dos deputados presos, Thiago Rangel foi detido em maio, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A Polícia Federal o aponta como líder de um esquema de desvio de recursos de contratos de obras e serviços da Secretaria Estadual de Educação no Noroeste Fluminense, onde mantinha sua principal base política.

Segundo a investigação, o deputado teria usado sua influência para indicar aliados a cargos estratégicos, direcionar contratações e favorecer empresas ligadas ao grupo. Parte do dinheiro desviado teria sido movimentada por empresas de fachada e por uma rede de postos de combustíveis. Áudios e mensagens obtidos pela PF também mostrariam Rangel negociando nomeações com o traficante Junior do Beco, apontado pelas forças de segurança como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) em Campos dos Goytacazes.

Em uma das mensagens apreendidas, um operador apontado como homem de confiança de Rangel enviou ao deputado uma foto de maços de notas de R$ 100 e R$ 200 com a palavra “Guardado”. Os agentes também apreenderam um carro de luxo avaliado em cerca de R$ 900 mil. A PF destacou ainda que o patrimônio declarado pelo parlamentar passou de R$ 92 mil, em 2019, para R$ 3,1 milhões ao fim de 2023.

Suspeita de ligação com o tráfico


Na esteira das acusações de ligações com o crime, em junho, a bola da vez foi Val Ceasa, alvo de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil por suspeita de usar sua influência política em favor de traficantes do TCP.

O deputado e seus aliados, incluindo um ex-vereador do Rio, foram acusados de terem atuado para tentar impedir a demolição de imóveis apontados pelas autoridades como parte do “resort do crime”, complexo construído pelo traficante Peixão, principal liderança do TCP no Rio, em uma área dominada pela facção no Complexo de Israel, na Zona Norte.

Na casa do parlamentar, agentes apreenderam R$ 166 mil em espécie e cerca de R$ 150 mil em outros imóveis vinculados a ele. Val Ceasa negou ter atuado em benefício do tráfico. Na tribuna da Alerj, afirmou que pretendia transformar o espaço em uma Vila Olímpica e classificou a operação como perseguição política.

Julho concentrou quatro escândalos em duas semanas

O cerco se intensificou em julho, quando quatro outros parlamentares foram atingidos por escândalos em menos de duas semanas.

No dia 2, a Polícia Federal prendeu o pastor e empresário Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio (Solidariedade), na quinta fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura a ligação de políticos e autoridades com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no Rio.

Segundo a PF, Poncio teria ligação com a máfia dos cigarros comandada pelo contraventor, esquema relacionado a pelo menos 27 assassinatos e tentativas de homicídio nos últimos anos. A prisão preventiva foi posteriormente convertida em domiciliar. Sarah Poncio chegou a se manifestar sobre o caso e saiu em defesa do pai, afirmando confiar em sua inocência e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

Cinco dias depois, Márcio Canella, deputado estadual mais votado do Rio em 2022, foi preso na sexta fase da mesma operação. Apesar da influência na Casa, ele já havia deixado a Alerj após ser eleito prefeito de Belford Roxo e também renunciado à prefeitura para disputar uma vaga no Senado com articulação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Canella foi alvo de buscas em uma investigação sobre lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, esquema que teria movimentado R$ 7,6 bilhões. A ação também mirou outros alvos importantes, incluindo o ex-secretário de Polícia Civil do Rio Marcus Amim, que esteve no cargo durante o governo Castro.

Durante as diligências, a PF encontrou um fuzil em um carro utilizado pelo político, que acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de uso restrito. Ele foi solto dias depois após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Na última quinta-feira (9), o Ministério Público estadual mirou um esquema de corrupção que teria desviado R$ 80 milhões do Instituto Rio Metrópole, autarquia do governo fluminense. A operação prendeu Maurício Knoploch, pai do deputado Alexandre Knoploch (PL) e ex-diretor do órgão, apontado pelos promotores como um dos articuladores do desvio, além de Amanda Íthala Santos da Paschoa, cunhada do parlamentar e gestora de contratos da instituição.


O caso mais recente atingiu Rafael Nobre nesta quinta-feira. Além de ser denunciado por suspeita de integrar um esquema de fraudes em licitações na Baixada Fluminense, o deputado teve a casa e o gabinete vasculhados pelo Ministério Público. Na residência dele, foram apreendidos R$ 21 mil em espécie.


Agora é lei: Hospitais e laboratórios terão que comunicar previamente cancelamento de exames


Os hospitais, clínicas, centros de imagens e laboratórios públicos e privados no Estado do Rio de Janeiro serão obrigados a comunicar, previamente, o cancelamento de exames aos pacientes agendados. É o que determina a Lei 11.288/26, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (16/07).

De acordo com o texto, o aviso de cancelamento deverá ter antecedência mínima de 24 horas antes do exame agendado, através de ligação, e-mail ou aplicativo de mensagens.


Veto Parcial

O governador interino Ricardo Couto vetou o artigo 4 que previa que no momento da comunicação do cancelamento, o setor comunicante deveria abrir imediatamente novo agendamento de exame, oferecendo ao paciente três opções de datas e horários, dentro do período de até uma semana da data cancelada. De acordo com Couto, a Secretaria de Defesa do Consumidor e o Procon concluíram que a obrigatoriedade de reagendamento do exame no prazo de até uma semana pode ser incompatível com a capacidade operacional de determinados prestadores de serviço, sobretudo no SUS. A Superintendência de unidades hospitalares da Secretaria de Saúde também analisou ser inviável a remarcação no prazo proposto, tendo em vista que muitos exames especializados possuem filas reguladas pelo Sistema Estadual de Regulação (SER) e o Sistema Nacional de Regulação (SISREG).


🚫 Matéria seguindo a determinação da Lei das Eleições (9.504/97).


IBGE: setor de livros lidera crescimento de 15,2% no comércio varejista

Livraria Leitura Campos - Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

O comércio varejista brasileiro voltou a apresentar resultado positivo em maio, interrompendo a retração registrada no mês anterior. Dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), mostram que o volume de vendas cresceu 0,1% em relação a abril.

O desempenho representa uma recuperação após a queda de 1,6% observada entre março e abril. Apesar do avanço modesto, o resultado mantém a trajetória de crescimento do varejo ao longo de 2026, segundo o instituto.

Na comparação com o mesmo período do ano passado e nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor também registrou expansão, reforçando um cenário de estabilidade no consumo das famílias.

Livraria Nobel Petrópolis

Varejo acumula "crescimento" em 2026

Além da alta de 0,1% na comparação mensal, o comércio apresentou crescimento de 0,4% em relação a maio de 2025.

No acumulado do ano, o avanço chegou a 1,7%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses aponta expansão de 1,4%.

A única comparação negativa divulgada pelo IBGE foi a média móvel trimestral, que registrou queda de 0,2%.

Para o gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, Cristiano Santos, o desempenho confirma que o varejo tem conseguido manter uma trajetória positiva ao longo do ano.

“No ano de 2026, o varejo vem crescendo a maioria do tempo”, afirma o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “Apenas abril apresentou resultado no campo negativo”.
Entre os oito setores analisados pelo IBGE, cinco apresentaram crescimento na passagem de abril para maio.

O maior avanço foi registrado pelo segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que cresceu 15,2%.


MPRJ denuncia deputado estadual Rafael Nobre, vereador e mais oito por fraudes em licitações


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, conhecido como Magrão Nobre (União Brasil), e outras oito pessoas pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira. A pedido do MPRJ, o Tribunal de Justiça do Rio expediu mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.

As diligências ocorreram, entre outros locais, no gabinete de Rafael Nobre, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e na Câmara Municipal de São João de Meriti.


Entenda a denúncia

De acordo com o Ministério Público, Rafael Nobre e Magrão Nobre seriam os responsáveis por controlar, de forma oculta, um grupo de empresas que teria sido utilizado para fraudar processos licitatórios e desviar recursos públicos em contratos firmados com as prefeituras de Magé e Japeri, na Baixada Fluminense.

As investigações apontam que o grupo teria obtido cerca de 45 contratos públicos, que somam aproximadamente R$ 357,9 milhões, destinados ao fornecimento de alimentação para hospitais, escolas e secretarias municipais. Apesar do volume de contratos investigados, a ação penal trata especificamente de três deles.

Segundo o MPRJ, as empresas envolvidas atuavam de maneira coordenada para dar aparência de concorrência nas licitações. Para isso, teriam utilizado sócios de fachada, documentos ideologicamente falsos e movimentações financeiras voltadas à ocultação da origem dos recursos.

Dinheiro apreendido

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos R$ 21 mil em dinheiro na residência do deputado estadual e R$ 45 mil na casa do vereador, conforme informou o Ministério Público.

Além da condenação dos denunciados, o MPRJ requer a devolução de, no mínimo, R$ 357,9 milhões aos cofres públicos e a perda dos mandatos dos dois parlamentares.

Ainda segundo a denúncia, os fatos investigados tiveram início em 2017, quando Rafael Nobre ocupava uma cadeira na Câmara Municipal de Nilópolis. Entre as empresas citadas na investigação estão Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio e Serviços de Terceirização, King Food Alimentos e J&G Restaurante.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos citados, o espaço segue aberto para eventuais manifestações.


O que diz a Alerj

“A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informa que acompanha a operação realizada nesta quinta-feira pelo Ministério Público Estadual. A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações.

A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense”.


Morre aos 83 anos o jornalista Renato Machado


Morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, no Rio de Janeiro, o jornalista Renato Machado, um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da capital fluminense.

Com mais de 40 anos de carreira na TV Globo, Renato Machado apresentou telejornais como Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional em Londres.

Entre 1996 e 2010, foi apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil, período em que participou da reformulação do telejornal, tornando-o mais dinâmico e interativo.

A carreira de Renato Machado começou em 1969, no Jornal do Brasil. Ao longo da trajetória, cobriu acontecimentos históricos, como a Guerra das Malvinas, o desastre nuclear de Chernobyl e os atentados terroristas na Europa, consolidando-se como um dos jornalistas mais respeitados da televisão brasileira.






Com informações do G1

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Argentina Vence a Inglaterra e está na Final da Copa do Mundo de 2026


Argentina venceu o jogo contra a Inglaterra pela semifinal da Copa do Mundo de 2026 por 2 a 1.

A Inglaterra começou levando a melhor, com gol de Anthony Gordon aos 55 minutos, mas a seleção argentina virou marcando dois gols também no segundo tempo.

Enzo Fernández empatou aos 85 minutos e Lautaro Martínez fez o segundo gol nos acréscimos, aos 92 minutos.

Com a vitória, a Argentina está na disputa, eles enfrentarão a Espanha, que bateu a França por 2 a 0.

Operação cumpre mandados e captura três líderes do tráfico em SJB

Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

Uma operação conjunta realizada na manhã desta quarta-feira (15) resultou no cumprimento de três mandados de prisão em São João da Barra. A ação, coordenada pela 145ª DP da cidade, com apoio de policiais militares da 5ª Companhia, da equipe P/2 do 8º BPM e agentes do 6º CPA, terminou com a captura de três homens apontados pelas investigações como integrantes da organização criminosa que atua na região.


De acordo com a polícia, foi montada uma estratégia de cerco tático para impedir a fuga dos investigados. No Açu, foram presos E.F.M.N., de 38 anos, conhecido como "Russo" ou "Russinho", e M.L.A., de 21 anos, o "MT". Segundo as investigações, ambos são apontados como integrantes da liderança do tráfico de drogas na região, dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP).

Na sequência, os agentes seguiram para a localidade de Sabonete, onde prenderam L.G.S.S., de 21 anos, conhecido como "GB". Além de ser alvo de mandado de prisão, ele é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas, prática de tortura, extorsão contra comerciantes e moradores, além de participação em ações de "acerto de contas" atribuídas à organização criminosa.

Os três presos foram encaminhados à 145ª DP da cidade, onde a ocorrência foi registrada e foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Segundo a polícia, E. possui antecedentes pelos crimes de receptação, homicídio, tráfico de drogas e por dirigir veículo sem habilitação.


Termômetros chegaram aos 3,6ºC em Petrópolis, a menor temperatura do ano

Foto: Marco Oddone

A Estação Meteorológica do Pico do Couto, no Rocio, registrou 3,6ºC, nessa terça-feira (14), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura é a menor do ano em Petrópolis. Já na manhã desta quarta-feira (15), por volta das 7h, os termômetros na estação chegaram à marca de 3,9ºC.


Até então, a menor temperatura registrada na Cidade Imperial havia sido no dia 18 de junho, com 3,9ºC. A previsão do Climatempo para Petrópolis nesta quarta-feira (15) indica sol com diminuição de nuvens pela manhã, com uma tarde ensolarada e noite de tempo aberto. 


Os termômetros, no entanto, variam entre 9ºC e 17ºC.

terça-feira, 14 de julho de 2026

MPRJ ingressa com pedido para que Município de Petrópolis suspenda pagamentos à empresa sem contrato


A 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis ingressou, nesta terça-feira (14/07), com um pedido de tutela de urgência para que a prefeitura de Petrópolis interrompa, a partir de agosto, pagamentos à empresa Capital Ambiental Construção e Serviços Ltda. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os repasses vêm sendo realizados sem contrato vigente.

Segundo a Promotoria, o contrato entre o município e a empresa encerrou sua vigência em 01/11/2025, mas a prefeitura estaria realizando pagamentos à Capital Ambiental, que fornece mão de obra para atuar na educação básica, abrangendo atividades materiais, acessórias, instrumentais e complementares às atribuições da Secretaria Municipal de Educação.


“Em síntese, o que se verifica é que o contrato com a citada empresa encontra-se vencido, sem prorrogação, mas que, nada obstante, os pagamentos seguem sendo feitos, gerando uma situação completamente avessa à legalidade”, diz trecho do documento.

O MPRJ pede, entre outras medidas, que, no prazo de cinco dias, o Município de Petrópolis justifique a necessidade de cada um dos postos de trabalho contratados, identificando detalhadamente as funções, lotação, carga horária e jornada de trabalho, e que apresente a relação de pagamentos feitos à Capital Ambiental desde o vencimento do contrato, informando se há valores em aberto. Requer ainda que seja publicado, no prazo máximo de 15 dias, um edital de processo seletivo simplificado para contratação da mão de obra necessária para substituir as vagas de trabalho contratadas através da empresa.

Em caso de descumprimento, a 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis requer a aplicação de multa diária, em valor não inferior a R$ 10 mil.

Falta de planejamento

O MPRJ, no entanto, afirma que a situação deixou de ser excepcional. Para a Promotoria, o período de aproximadamente oito meses sem contrato demonstra falta de planejamento da Administração Municipal e configura afronta aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, eficiência e transparência previstos na Constituição. O órgão também destaca que a Prefeitura não apresentou todos os documentos requisitados durante o inquérito, mesmo após receber prazo adicional para encaminhá-los.

Pedidos

Na ação, o Ministério Público pede que os pagamentos à Capital Ambiental sejam interrompidos a partir de agosto, permitindo apenas a quitação dos serviços prestados em julho. Também solicita que a Prefeitura publique, em até 15 dias, edital de processo seletivo simplificado para contratação temporária dos trabalhadores considerados essenciais à rede municipal de ensino, até que seja realizado concurso público ou nova licitação.

A Promotoria requer ainda que o município apresente a relação completa dos pagamentos feitos desde o vencimento do contrato, justifique cada posto de trabalho terceirizado, entregue os processos administrativos relacionados ao caso e elabore um diagnóstico da estrutura de pessoal da Secretaria de Educação. O MPRJ também pede multa diária mínima de R$ 10 mil em caso de descumprimento das determinações e que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) realize auditoria para apurar eventual dano ao erário.

O que diz a Prefeitura?

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação informou que o processo de licitação para a contratação do serviço foi aberto em maio de 2025, mas está suspenso por decisão judicial. Segundo a pasta, enquanto a situação não é resolvida, o atendimento é mantido por se tratar de um serviço considerado essencial para o funcionamento da rede municipal de ensino. A Secretaria afirma que a interrupção do contrato comprometeria as atividades nas escolas.

A Prefeitura também informou que o contrato com a Capital Ambiental já estava em vigor quando a atual gestão assumiu o município e que, por esse motivo, não seria possível realizar uma nova contratação emergencial enquanto a licitação permanecer suspensa pela Justiça. Ainda de acordo com a Secretaria, assim que houver autorização para a retomada do processo licitatório, os trâmites serão retomados para concluir a contratação. O município acrescentou que já está em andamento um processo seletivo para atender à demanda da rede municipal e garantir a continuidade dos serviços nas escolas e nos Centros de Educação Infantil (CEIs).


Moraes rejeita pedido de Bacellar por julgamento presencial


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), para que o julgamento sobre o recebimento da denúncia da Operação Unha e Carne ocorra em sessão presencial.

Com a decisão, fica mantido o formato virtual definido pelo relator. A análise está marcada para ocorrer entre os dias 14 e 21 de agosto, quando os ministros decidirão se recebem a denúncia apresentada contra Bacellar e os demais investigados na primeira fase da operação da Polícia Federal.

Ao rejeitar o pedido, Moraes afirmou que o julgamento eletrônico não compromete a análise do caso e destacou que a modalidade está prevista no Regimento Interno do STF.


Na decisão, o ministro também ressaltou que a defesa poderá apresentar sustentação oral por meio eletrônico, desde que respeitados os prazos estabelecidos pelo tribunal.

“Diante do exposto, nos termos do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, indefiro o pedido formulado pela defesa de Rodrigo da Silva Bacellar”, escreveu Moraes.

Rodrigo Bacellar está preso desde 27 de março de 2026 e é um dos principais alvos da Operação Unha e Carne. A investigação, conduzida pela Polícia Federal por determinação do STF, apura um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos no estado do Rio de Janeiro.

Com informações do blog do Ralfe Reis no jornal “Tribuna NF”.