quarta-feira, 13 de maio de 2026

Presidente do PT no RJ, Diego Quaquá posa com armas e camiseta de Lula


O presidente do PT no Rio de Janeiro, Diego Quaquá, publicou foto posando com uma arma de fogo usando uma camiseta de Lula, acompanhada de texto em que se declara “de esquerda, seguidor de Che Guevara, Lamarca, Fidel Castro e Marighella”.

A postagem, rapidamente apagada do perfil, revela a admiração explícita por figuras que simbolizam a luta armada, o autoritarismo e a supressão de liberdades; do fuzilamento sumário de opositores por Che ao regime ditatorial de Fidel e à militância terrorista de Marighella e Lamarca.

Enquanto o PT costuma condenar qualquer discurso que associe esquerda e violência, seu dirigente no Rio naturaliza o culto a ícones armados, num claro sinal de que, para parte da legenda, a retórica da concórdia esconde saudosismo autoritário.

A exclusão da imagem não apaga o recado: o radicalismo segue vivo dentro da sigla que governa o país.




CCJ da Alerj aprova projeto que declara Fábio Porchat persona non grata no Rio


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (13), o projeto de lei que declara o humorista Fábio Porchat persona non grata no estado do Rio de Janeiro.

A proposta recebeu quatro votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção, após ter gerado impasse na semana passada por questionamentos sobre sua constitucionalidade. O texto é de autoria do deputado Rodrigo Amorim (PL), presidente da comissão, e agora seguirá para apreciação em plenário.

Na votação anterior, realizada na última semana, o placar terminou empatado em três votos favoráveis e três contrários. Assim como ocorreu naquela sessão, Amorim decidiu se abster da votação, alegando não considerar adequado participar diretamente da análise de um projeto de sua autoria.

Mudança no cenário

A alteração no resultado ocorreu com a participação do deputado Alexandre Knoploch (PL), relator da proposta, que não esteve presente na sessão anterior. Durante a discussão, o parlamentar apresentou parecer favorável ao texto e defendeu que a medida possui caráter simbólico e moral, sem implicações legais ou restritivas contra o humorista.

“Não temos a prerrogativa de impedi-lo de entrar no país ou coisa parecida. Mas é uma sanção moral do estado contra alguém que, em diversas ocasiões, afronta a imagem do Rio e dos cidadãos fluminenses. Temos o direito de preservar essa imagem diante do Brasil e do mundo”, argumentou.

Além de Knoploch, votaram favoravelmente os deputados Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL). Já os deputados Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD) se posicionaram contra a proposta.

Debate sobre constitucionalidade

A proposta havia sido retirada de pauta na semana passada após o empate na votação e diante de divergências sobre a constitucionalidade da iniciativa. Durante a nova sessão, o deputado Carlos Minc (PSB) voltou a defender que o posicionamento da Assembleia fosse formalizado por meio de uma moção, e não de um projeto de lei.

Segundo o parlamentar, leis devem possuir caráter genérico e não individualizado. Luiz Paulo também reiterou críticas à proposta e classificou a tramitação como um “atropelo” dentro da CCJ. Para o deputado do PSD, o texto pode afrontar direitos constitucionais e acabar sendo questionado judicialmente.

Defesa da proposta

Amorim rebateu os questionamentos e afirmou que o formato de projeto de lei confere maior respaldo institucional à manifestação da Assembleia do que uma simples moção parlamentar. “Além da sanção moral, é um ineditismo da Alerj discutir uma matéria nesses termos”, declarou o deputado.

O presidente da CCJ também sustentou que a proposta representa uma resposta política às declarações feitas por Fábio Porchat, que com frequência denigre a imagem dos fluminenses.
Origem da polêmica

A controvérsia começou após a divulgação do curso “O Farol e a Forja”, criado por Juliano Cazarré e voltado a temas ligados à masculinidade, espiritualidade, liderança e papéis sociais masculinos.

A iniciativa ganhou repercussão nacional depois de críticas e ironias feitas por Fábio Porchat em vídeos publicados nas redes sociais. As manifestações provocaram reações de apoiadores de Cazarré e de setores ligados à direita conservadora, levando o debate ao ambiente político da Assembleia Legislativa.

Além do projeto que declara Porchat persona non grata, Amorim também apresentou uma proposta para conceder a Medalha Tiradentes, principal honraria da Alerj, ao ator Juliano Cazarré.


Petrópolis registrou a menor temperatura do ano nesta terça-feira: 4,4ºC


O inverno ainda nem começou, mas o frio típico da estação já vem sendo sentido em Petrópolis.

Na última terça-feira (12), os termômetros chegaram aos 4,4°C na cidade, a menor temperatura do ano por aqui e a menor da semana em todo o estado.


O registro foi feito às 5h, na estação meteorológica do Pico do Couto, na região do Rocio, e divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)

Vale ressaltar que a estação fica a aproximadamente 1800m acima do nível do mar e, por isso, indica temperaturas mais baixas do que as sentidas nos bairros.


13 de maio: Dia da Abolição da Escravatura


O dia 13 de maio é uma data marcada na história brasileira como o dia quando, em 1888, a escravatura foi abolida em nosso país. Isso se deu por meio de uma lei conhecida como Lei Áurea, que foi assinada pela princesa Isabel, e a partir dessa lei, estima-se que mais de 700 mil escravos tenham recebido sua liberdade.

A abolição da escravatura foi resultado da luta realizada pelo movimento abolicionista, pela sociedade civil e pelos escravos durante as décadas de 1870 e 1880. A abolição da escravatura, no entanto, não foi acompanhada de medidas que integrassem a população negra na sociedade brasileira, por isso a data é vista como momento de luta contra o racismo pelo movimento negro.

O 13 de Maio celebra em nosso país o dia em que o trabalho escravo foi abolido, em 1888. A abolição foi concluída por meio da Lei Áurea, também conhecida como Lei nº 3.353. Essa lei foi assinada pela princesa Isabel, determinando que todos os escravos no Brasil se tornariam livres a partir da lei.

Os donos de escravos não receberam nenhuma indenização por parte do governo, e estima-se que mais de 700 mil escravos tenham sido libertos por meio dessa lei. O decreto dessa lei foi a conclusão de um processo de uma luta popular para que a escravidão fosse abolida. O Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravidão.


Luta abolicionista no Brasil

Diferentemente do que muitos pensam, a abolição da escravatura não foi uma benfeitoria da monarquia brasileira nem fruto da generosidade da princesa Isabel. Na verdade, a abolição no Brasil foi luta de engajamento popular e muita luta política para viabilizar a Lei Áurea. Essa luta foi realizada pelo movimento abolicionista brasileiro.

O movimento abolicionista no Brasil ganhou muita força a partir da década de 1870, em especial a partir da década de 1880. O movimento abolicionista pressionou a monarquia e incentivou a sociedade e os próprios escravos a lutarem pela abolição da escravatura. O processo de abolição da escravatura, no entanto, foi muito lento e se arrastou pela segunda metade do século XIX.

Isso se deve ao perfil das elites políticas do Brasil, majoritariamente escravocratas. Sendo assim, não havia interesse dessas elites em livrar-se do trabalho escravo no Brasil e, por isso, o processo de abolição foi realizado de maneira gradual.



Com a prisão de Thiago Rangel, Paes e PSD terão que buscar opções no Norte-Noroeste Fluminense

 


A prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) desmontou uma das frentes abertas pelo PSD do ex-prefeito Eduardo Paes para conquistar apoios no interior — majoritariamente comandado por partidos que formam a aliança do adversário Douglas Ruas (PL).

Até agora, Douglas aparece à frente, com o apoio de quase 30 dos 92 prefeitos — puxado, sobretudo, pela força na Região dos Lagos e no Norte-Noroeste Fluminense. Paes, por sua vez, bateu a cota de 25, e tem melhor desempenho nas regiões Sul e Centro-Sul.

Rangel — que até então não era acusado de nenhum crime, e era considerado um dos principais líderes políticos na Região Noroeste — vinha abrindo portas para o PSD e ajudando a furar a bolha de Douglas.



As prefeitas de Miracema, Alessandra Freire (Republicanos), e de São Francisco de Itabapoana, Yara Cinthia (Solidariedade), ligadas ao deputado, por exemplo, já tinham anunciado que marchariam com Paes.

Mas, agora, o trabalho de prospecção e consolidação das alianças terá que buscar um outro caminho.
Alerj decidiu exonerar os assessores de Thiago Rangel

Thiago Rangel foi preso no último dia 5, , na quarta fase da Operação Unha e Carne, sob a acusação de participação num esquema de fraudes em obras para reforma de escolas da Secretaria Estadual de Educação.

Nesta terça-feira (12), a mesa diretora da Assembleia Legislativa decidiu desmontar o gabinete e exonerar todos os funcionários do deputado do Avante.

Despesas sem empenho da Câmara de Petrópolis viram alvo do TCE-RJ


O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) apontou a realização de mais de R$ 1,3 milhão em despesas sem prévio empenho na Câmara Municipal de Petrópolis e notificou o presidente da Casa, Carlos da Costa Machado, conhecido como vereador Júnior Coruja, para apresentar defesa no prazo de 15 dias. A irregularidade foi identificada durante a análise da Prestação de Contas Anual de Gestão referente ao exercício de 2024.

Em decisão monocrática assinada no último dia 7 de maio, o conselheiro-relator do TCE-RJ, Thiago Pampolha Gonçalves, acolheu parecer técnico que apontou despesas realizadas "à margem dos registros orçamentários", em desacordo com normas de contabilidade pública e da legislação financeira. Segundo o documento, as despesas foram realizadas sem os devidos registros orçamentários e sem empenho prévio, prática vedada pela legislação federal.

De acordo com o relator as ações estão em desacordo com o artigo 60 da Lei Federal nº 4.320/64 e aponta possível descumprimento do artigo 167 da Constituição Federal.

Outras irregularidades

O conselheiro destacou ainda que registros do Sistema Módulo de Término de Mandato indicam despesas realizadas pela Câmara que não foram inscritas em restos a pagar após 1º de maio de 2024. Segundo o TCE, a classificação destas despesas "não foi adequada", o que impacta diretamente na análise do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro apontamento feito pelo Tribunal envolve a assinatura do relatório e do certificado de auditoria. Conforme a decisão, os documentos foram assinados pelo responsável do setor contábil e não pelo controlador interno da Câmara, como determina o procedimento correto.

O artigo 60 da Lei Federal nº 4.320/64 estabelece que "é vedada a realização de despesa sem prévio empenho". O empenho é a etapa que reserva oficialmente o recurso público antes da contratação ou realização da despesa. Já o artigo 167 da Constituição Federal proíbe a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais autorizados.

No entanto, a decisão do TCE-RJ não representa o julgamento definitivo das contas. O processo segue em fase de instrução, e o presidente da Câmara Municipal ainda poderá apresentar justificativas e documentos ao Tribunal antes de eventual decisão final sobre o caso.

Questionado, o vereador Júnior Coruja informou que "A decisão monocrática do TCE-RJ tem caráter preliminar e instrutório, não representando condenação, rejeição de contas ou reconhecimento de irregularidade. Trata-se de etapa ordinária do procedimento de análise das prestações de contas, com plena garantia do contraditório e da ampla defesa. Os apontamentos decorrem de inconsistência operacional no envio de dados ao Sistema Módulo Término de Mandato do TCE-RJ, causados pela recente troca de layout. Os empenhos foram regularmente anulados dentro do exercício de 2024, no montante de R$ 1.357.696,99, os quais não foram corretamente refletidos no arquivo transmitido ao Tribunal, permanecendo indevidamente registrados como Restos a Pagar". 

Com informações Correio Petropolitano


TCE-RJ rejeita proposta de TAG da prefeitura de Petrópolis por desvios de recursos e pagamentos irregulares


A Prefeitura de Petrópolis teve recusada uma proposta de um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) referente às contas municipais. O pedido, apresentado ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) teve um parecer negativo assinado pelo presidente da Corte, conselheiro Marcio Pacheco, publicado no Diário Oficial do órgão na última semana.

A iniciativa buscava estabelecer um conjunto de metas, medidas e prazos voltados à recuperação do equilíbrio fiscal, financeiro e orçamentário da cidade, com a justificativa de preservar a continuidade dos serviços públicos considerados essenciais. Na proposta, a administração municipal sustentou que encontrou “passivos ocultos” deixados pela gestão anterior, apontando que diversas obrigações financeiras não teriam sido registradas de maneira transparente. Segundo o município, a situação acabou ampliando o desequilíbrio das contas públicas.

Entre os problemas apresentados pela Prefeitura estavam o uso irregular de cerca de R$ 57,1 milhões em recursos vinculados, incluindo verbas federais destinadas às áreas de saúde, educação e defesa civil, além de valores do fundo de capitalização do INPAS. O documento também menciona despesas executadas sem previsão orçamentária, estimadas em R$ 31,9 milhões, ligadas a contratos da Comdep para coleta de resíduos sólidos e serviços de limpeza urbana.

Apesar das alegações, a Procuradoria-Geral do TCE-RJ considerou o pedido juridicamente inviável. O entendimento do órgão técnico é de que o Regimento Interno da Corte impede a formalização de TAG em processos relacionados às contas de governo.

Outro ponto destacado no parecer foi um trecho da minuta enviada pela Prefeitura que previa que o Tribunal deixasse de emitir parecer prévio contrário às contas de 2025 em razão das obrigações assumidas no acordo. Para a Procuradoria, a previsão configuraria uma tentativa de interferência no julgamento das contas públicas.

Mesmo com a decisão desfavorável ao município, o tema ainda deverá ser analisado pelo plenário do Tribunal de Contas.


Mulher de 84 anos é atingida por bala perdida no Farol de São Thomé

Foto: Ralph Braz | Pense Diferente

Uma idosa de 84 anos foi atingida por uma bala perdida na tarde desta terça-feira (12), na localidade de Vila dos Pescadores, no Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes.

Segundo informações da polícia, a mulher caminhava pela Rua 04 quando ouviu um disparo de arma de fogo e acabou sendo atingida na região do seio esquerdo. O projétil ficou alojado no corpo da vítima.

A idosa foi socorrida e encaminhada ao Hospital Ferreira Machado, onde recebeu atendimento médico. De acordo com a equipe policial, ela estava lúcida e fora de risco de morte.

Ainda conforme o relato da vítima, após o disparo ela viu um homem de pele escura, estatura mediana e armado com uma arma longa saindo de uma área de mata próxima ao local. Até o momento, ninguém foi preso. O caso será investigado pela 134ª Delegacia de Polícia.




terça-feira, 12 de maio de 2026

Quaquá rompe com candidatura de Benedita ao Senado e dispara contra aliados no PT


Foto:  IA

A pré-candidatura da deputada federal Benedita da Silva ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores sofreu um forte abalo político nesta terça-feira (12), após o prefeito de Maricá e vice-presidente nacional da legenda, Washington Quaquá, anunciar que retirará apoio à parlamentar na disputa eleitoral do Rio de Janeiro.

A decisão foi comunicada por Quaquá em um grupo de WhatsApp da Executiva nacional do PT, depois que integrantes da direção partidária passaram a defender uma intervenção nacional na definição dos suplentes da chapa de Benedita.


Racha interno

A proposta aprovada pela Executiva petista prevê que a escolha dos suplentes seja feita diretamente pelo diretório nacional da legenda, suspendendo qualquer deliberação das instâncias estaduais sobre o tema.

Na prática, a medida enfraquece a influência de Quaquá no processo e configura uma intervenção do Diretório Nacional na seção regional da legenda. O prefeito de Maricá possui maioria dentro do diretório estadual do PT no Rio e vinha resistindo à articulação de aliados de Benedita para emplacar o ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, como primeiro suplente da chapa.

Diante da movimentação da cúpula partidária, Quaquá reagiu publicamente e afirmou que não participaria mais da construção eleitoral da candidatura ao Senado. “Estou cagando para a suplência. Mas não contem comigo para a eleição dela (Benedita). Não vou botar minhas digitais nessa burrice”, escreveu o prefeito de Maricá no grupo da Executiva nacional.

Em seguida, o dirigente voltou a criticar a condução do processo interno.

“A resolução está prejudicada porque o PT do Rio se retira da decisão e deixa a cargo da Benedita a eleição dela e a capitania hereditária que vocês estão criando”, afirmou Quaquá.

Disputa pelos suplentes

Nos bastidores, Quaquá defendia que dois aliados próximos fossem escolhidos para compor a chapa de Benedita como suplentes: o vereador carioca Felipe Pires e o cantor gospel Kleber Lucas.

O prefeito de Maricá também argumentou que Manoel Severino poderia trazer desgaste político à campanha. Segundo Quaquá, o ex-presidente da Casa da Moeda estaria “envolvido em escândalos”, o que poderia atingir não apenas Benedita, mas também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Benedita, por sua vez, sustentou nos bastidores que possui o “direito de decidir” sobre a composição da própria chapa.

Intervenção nacional

A proposta apresentada pela direção nacional do PT afirma que a medida busca “garantir a unidade partidária na construção de uma robusta chapa majoritária” no Rio de Janeiro.

O texto também destaca que as estratégias estaduais devem seguir as orientações definidas pela direção nacional da legenda.

Apesar de integrar a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), grupo majoritário do partido, Quaquá não encontrou apoio suficiente dentro da Executiva nacional para barrar a intervenção.

Aliança com Paes

A candidatura de Benedita ao Senado faz parte da aliança política construída em torno do ex-prefeito Eduardo Paes, que deve disputar o governo do estado neste ano.

Ainda não há definição sobre quem ocupará a segunda vaga ao Senado na chapa apoiada pelo grupo político ligado ao PSD e ao PT no Rio de Janeiro.

O episódio amplia a tensão interna no partido justamente em um momento de articulações decisivas para as eleições de 2026 e expõe dificuldades de consenso dentro da legenda no estado.


Alerj acata decisão do STF, afasta deputado Thiago Rangel e convoca suplente


O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Douglas Ruas (PL), anunciou nesta terça-feira (12), durante reunião do colégio de líderes, que a Mesa Diretora publicará nos próximos dias a destituição do gabinete do deputado Thiago Rangel, com a exoneração de todos os funcionários vinculados ao parlamentar.

A decisão vai ao encontro do que determinou o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Ruas, a Procuradoria da Casa também realiza análise jurídica sobre a possibilidade de convocação do suplente para ocupar a vaga na Assembleia. Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal em investigação sobre fraudes na Secretaria de Estado de Educação.

Em nota, a Alerj informou que a Mesa Diretora cumprirá integralmente as determinações do STF e acrescentou que será aberto um procedimento disciplinar no Conselho de Ética para apurar o caso.

“O parlamentar está afastado de suas funções e seu gabinete será destituído. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alerj abrirá um processo disciplinar para apurar o caso”, diz o comunicado.
Convocação de suplente

Embora atualmente esteja filiado ao Avante, Thiago Rangel foi eleito pelo Podemos. Com isso, a vaga poderá ser destinada ao primeiro suplente da antiga composição partidária, Wellington José, que já exerceu mandato na Alerj durante a licença do deputado Arthur Monteiro, quando ele assumiu a Secretaria de Estado de Trabalho.

Nas eleições de 2022, ele obteve 22.817 votos. Atualmente filiado ao União Brasil, Wellington mantém proximidade política com o presidente da Alerj, Douglas Ruas, com quem aparece em publicações nas redes sociais. Ao longo de 2025, também realizou postagens em apoio ao ex-presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar.

Clima de tensão na Assembleia

A reunião do colégio de líderes ocorreu em meio ao aumento das disputas internas dentro da Assembleia. Nos bastidores, os deputados já apontavam que o caso envolvendo Thiago Rangel e a composição das comissões permanentes seriam os principais temas do encontro.

O ambiente político na Casa se intensificou desde a eleição de Ruas para a presidência da Alerj. Partidos da base articulam mudanças na distribuição dos espaços ocupados por legendas de esquerda nos colegiados permanentes.

A discussão ganhou força após o boicote da oposição durante a eleição para presidência da Casa. Atualmente, partidos como Psol, PT, PSB, PCdoB e PSD comandam, juntos, 12 comissões da Assembleia.

Pressão por mudanças nos colegiados

O PL é uma das legendas que mais têm pressionado pela revisão da composição das comissões. O partido já encaminhou documento formal à presidência da Casa solicitando a reconfiguração dos colegiados com base na proporcionalidade das bancadas.

Na reunião, no entanto, Ruas evitou confirmar alterações imediatas. Segundo ele, eventuais mudanças serão debatidas a partir das demandas apresentadas pelas lideranças partidárias.
Comissão para contenção de gastos

O presidente da Alerj também apresentou a criação de uma comissão especial voltada ao debate sobre redução da máquina pública e contenção de gastos. O colegiado será formado por cinco integrantes: três representantes do PL, um da federação União Brasil-PP e um do PSD.

De acordo com Ruas, o objetivo da comissão será discutir medidas voltadas à racionalização de despesas, modernização administrativa e aumento da eficiência da gestão pública estadual.

A proposta prevê a elaboração de estudos e sugestões relacionadas ao equilíbrio fiscal do estado, sem comprometimento dos serviços considerados essenciais.