segunda-feira, 27 de abril de 2026

212 mil campistas (40,9%) inseridos em programas sociais


Às vésperas do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, Campos apresenta um retrato complexo do mercado de trabalho e da realidade social. De um lado, o município mantém saldo positivo na geração de vagas, puxada principalmente pelo setor de serviços. De outro, quase metade da população está no Cadastro Único (CadÚnico), principal porta de acesso a programas sociais no país.

Em dezembro de 2023, Campos atingiu o recorde de 237,7 mil pessoas inscritas no CadÚnico. Em março deste ano, o número era de 212,1 mil campistas, o equivalente a 40,9% da população, segundo estimativa do IBGE de 2025, que 519 mil habitantes no município. Hoje, Campos ocupa a 6ª posição no Estado do Rio em número absoluto de cadastrados.


Os dados mostram que mais de 93 mil famílias estão inscritas no Cadastro Único em Campos. Desse total, 55,3% recebem o Bolsa Família, beneficiando cerca de 132 mil pessoas, com valor médio de R$ 685,29. O número de famílias atendidas pelo programa no município cresceu de forma expressiva nos últimos anos: eram 38.883 em 2020 e passaram para 51.640 em 2026, um aumento de 32,8%. Além disso, quase um quarto das famílias cadastradas possui algum integrante que recebe aposentadoria, pensão ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC), com sobreposição de diferentes formas de renda para garantir a subsistência.

Ao mesmo tempo, o cadastro revela que 46,9 mil pessoas trabalham, sendo 22,7 mil com carteira assinada e 20,1 mil por conta própria, o que desmonta a ideia de que estar no CadÚnico significa, necessariamente, estar fora do mercado de trabalho.

Onde estão as vagas

Segundo o painel Retratos Regionais, elaborado pela Firjan, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos em Campos em 2025, com saldo positivo de 1,8 mil vagas. O segmento de alimentação liderou, com 595 postos criados, seguido pelo comércio, com 307 vagas.

De acordo com Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Firjan, o mercado local mantém dinamismo próprio. “De forma geral, o mercado de trabalho brasileiro apresentou uma desaceleração nos últimos meses. 

Além do desemprego, especialistas chamam atenção para o crescimento do número de pessoas em situação de desalento, aquelas que estão fora do mercado e deixaram de procurar trabalho. Segundo o IBGE, só é considerado desempregado quem não trabalha e está em busca ativa de emprego. Quem não procura, por diferentes razões, fica fora dessa estatística, embora permaneça em condição de vulnerabilidade.

Novíssima informalidade

A presença de trabalhadores no CadÚnico também dialoga com estudos acadêmicos que analisam as mudanças recentes no mundo do trabalho. Pesquisas desenvolvidas pela Universidade de São Paulo (USP) apontam que a chamada “novíssima informalidade”, marcada pela plataformização e pela gestão por aplicativos, tem ampliado vínculos instáveis e reduzido a proteção social, aumentando a vulnerabilidade de parte dos trabalhadores.

Para o doutor em Serviço Social e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Valter Martins, o crescimento do CadÚnico não pode ser interpretado apenas como ampliação da vulnerabilidade social. “Esse número não reflete apenas aumento da pobreza, embora ele também expresse o agravamento das condições de vida de parte da população, sobretudo após os efeitos sociais e econômicos da pandemia. É preciso considerar que o cadastro passou por um processo de ampliação muito significativo. Portanto, o crescimento do número de cadastrados também está relacionado à ampliação do acesso a direitos, à entrada de novos públicos, aos processos de recadastramento e revisão cadastral. No caso de Campos, esse recorde revela, ao mesmo tempo, a persistência de desigualdades e vulnerabilidades sociais, mas também a centralidade que o Cadastro Único assumiu como porta de entrada para políticas públicas e direitos sociais para a população”, explicou.

Problemas estruturais

Na avaliação do geógrafo e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Marcos Pedlowski, os números do CadÚnico refletem problemas estruturais históricos do município. “Um primeiro aspecto que me parece necessário de abordar é o fato de que não se tocou na estrutura agrária concentrada que foi geral pelo processo colonial, mantendo-se inalterada assim a estrutura social na qual o modelo escravagista se apoiou. Em segundo lugar, há que se constatar o fato de que os diferentes ciclos de riqueza não resultaram em processos efetivos de distribuição da renda e da criação de oportunidades. Por último, eu diria que o município não possui oportunidades reais de emprego para largos segmentos da população. Os empregos que aparecem são muitas vezes temporários, de baixa qualidade e insuficientes. Nesse sentido, os números do CAdÚnico são apenas um espelho dessa ordem. Mas, pior, da sua cristalização e perpetuação”, afirmou.

Conforme Pedlowski, o perfil dos cadastrados, com maioria de pessoas pretas, mulheres como responsáveis familiares e baixa escolaridade, não é casual. “Sem enfrentar a estrutura histórica da desigualdade racial e social, como esperar que algo seja diferente? Enquanto não se alterar a estrutura social não há como se pensar em uma diminuição da dependência das parcas formas de mitigação da pobreza que o Estado brasileiro desenvolveu para, grosso modo, diminuir as tensões que o modelo socialmente segregado gera”, analisou.

Entrada x saída

Fazendo o recorte somente do Bolsa Família no país, um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) de 2025, aponta que, entre 2014 e 2025, houve um saldo positivo de saída, com mais beneficiários deixando o programa do que entrando. A pesquisa destaca que mais de 60% dos beneficiários de 2014 deixaram o Bolsa Família até 2025, com taxas maiores (até 71,25%) entre jovens de 15 a 17 anos.


Ações e desafios

A reportagem também procurou a Prefeitura de Campos. Em nota, A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania avalia que o elevado número de famílias atendidas pelo Cadastro Único reflete a diversidade de perfis em situação de vulnerabilidade em Campos, muitas vezes com diferentes fontes de renda, como benefícios sociais, aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo a pasta, o principal desafio é o acompanhamento contínuo dessas famílias, a atualização cadastral e a ampliação do acesso aos serviços socioassistenciais, especialmente nos territórios com maior demanda.

A Secretaria destaca que o Cadastro Único cumpre hoje um papel ampliado, funcionando como principal porta de entrada para políticas públicas e direitos sociais, e não apenas como instrumento de enfrentamento à pobreza extrema. A presença de pessoas com vínculo formal de trabalho no cadastro, segundo o órgão, não representa distorção, mas o reconhecimento de diferentes faixas de renda dentro dos critérios federais.

Em relação ao Bolsa Família, a pasta ressalta a existência de mecanismos de proteção para famílias que ingressam no mercado de trabalho, permitindo a permanência temporária no programa com parte do benefício, favorecendo uma transição mais segura até a estabilização da renda. No âmbito municipal, o Cartão Goitacá, que tem 20 mil beneficiários, é apontado como estratégia complementar para a segurança alimentar, integrada às políticas federais. A Secretaria afirma ainda que o crescimento no número de inscritos desde 2020 está associado tanto aos impactos da pandemia quanto à ampliação do acesso da população às políticas públicas, reforçando o papel do Cadastro Único como instrumento de inclusão social e garantia de direitos.

Em março, longas filas de jovens e idosos durante mutirões de recadastramento, cenário comum em ações do tipo, muitas vezes marcadas por pessoas que passam a noite em busca de atendimento. O episódio evidenciou a dimensão da demanda por acesso a benefícios e atualização cadastral.

Pouco mais de cinco anos após a reportagem “Campos tem 45 mil famílias na extrema pobreza”, publicada em outubro de 2020, os números do CadÚnico indicam crescimento do contingente em situação de vulnerabilidade. A análise dos especialistas sobre o retrato de Campos revela um desafio central: crescer em vagas não significa, necessariamente, reduzir a pobreza.



Com informações J3 news

Planejamento para execução da recuperação da Ponte Barcelos Martins avança


O planejamento para execução da recuperação da ponte Barcelos Martins entrou na sua etapa final de estudos. Nesta segunda-feira (27), engenheiros consultores da Secretaria de Estado de Cidades foram recebidos por equipes técnicas da Prefeitura para dar sequência ao trabalho.

Consultor da Secretaria de Cidades, o engenheiro de Pontes e Viadutos Paulo Massa explicou a proposta apresentada. “Um dos pontos mais importantes é a segurança de quem passa por cima da ponte. Então, a proposta junto com a Secid é pegar todas as fundações da ponte e dar a mesma solução, que é estabilizar primeiro os pilares da ponte, depois entrar com o processo de içamento e recuperação estrutural de toda a ponte”.

A vistoria também foi acompanhada pelo engenheiro de Estruturas Luiz Eduardo Cardoso e por equipes da Secretaria Municipal de Defesa Civil. “Nesse trabalho nós estamos sugerindo uma análise por amostragem laboratorial para que essa estrutura tenha durabilidade. A norma da ABNT é clara, chama-se NBR 15.575, que é a norma de durabilidade e desempenho. Importante é você ter durabilidade na estrutura, então, identificar o local determinante do processo corrosivo, que é sempre progressivo, é fundamental”, disse Luiz Eduardo.

Dr. Herbert Sidney Neves recebe na quinta-feira a Medalha Tiradentes


O presidente e fundador do Grupo IMNE, o maior grupo de medicina privada da região, Dr. Herbert Sidney Neves, recebe na próxima quinta-feira (30), às 18h, no auditório anexo ao hospital Dr. Beda, a Medalha Tiradentes, a maior comenda da Assembleia Legislativa do Estado. A medalha foi proposta pela deputada Carla Machado.


A Medalha Tiradentes é a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), destinada a agraciar pessoas ou instituições que prestam relevantes serviços à sociedade fluminense. A comenda, que reconhece o mérito e a dedicação ao bem comum, é frequentemente concedida a figuras de destaque em diversas áreas.

Objetivo é reconhecer o mérito e a dedicação de indivíduos que contribuem para a sociedade.

Rumores de operação da PF contra deputados elevam tensão e podem agravar crise institucional no Rio


A instabilidade institucional em que o Rio está mergulhado pode se agravar ainda mais nos próximos dias. São robustos os rumores de que a Polícia Federal realizará, em breve — provavelmente nesta terça-feira, 28 —, uma operação mirando deputados da Assembleia Legislativa. Seria um desdobramento da operação Unha e Carne, com base na qual Rodrigo Bacellar foi preso por vazar informações ao Comando Vermelho. Dados telemáticos de celulares do ex-presidente e trocas de mensagens teriam embasado a nova investida da PF.


Imprecisos, mas intensos nas últimas horas, os informes sobre a operação provocaram pânico nos corredores e gabinetes do Edifício Lúcio Costa, sede do parlamento fluminense. Havia a expectativa de que a operação fosse realizada na última quinta-feira, 23. Mas o feriado de São Jorge teria determinado a transferência para a esta semana.

Se confirmada, a ação da Polícia Federal terá, certamente, potencial para impactar a decisão do STF sobre o modelo de eleições suplementares — se diretas ou indiretas. É provável que, ainda nesta semana — após a publicação do acórdão do TSE sobre o julgamento de Cláudio Castro —, a Corte retome o julgamento, paralisado pelo pedido de vista do ministro Flávio Dino.

A operação da Polícia Federal seria um passo concreto para materializar investigações sobre suspeitas correntes, como a manifestada pelo ministro Gilmar Mendes, de que 34 deputados estaduais receberiam mesada do jogo do bicho.

De acordo com fontes, há imprecisão quanto à origem desses recursos. Supostamente organizado por Bacellar, o “caixinha” não seria oriundo do jogo do bicho, mas sim de um pool de empresas com interesses em obras e licitações na máquina estadual.


Faxina de Ricardo Couto pode mudar completamente eleição de deputados estaduais e federais


Não teve choro nem vela: o ministro do STF, Cristiano Zanin, manteve o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ, na cadeira de governador do Estado até que o Supremo Tribunal Federal julgue a ação sobre as eleições para o mandato-tampão, após a renúncia de Cláudio Castro. E, em um mês, o “governo” do juiz caiu como uma bomba atômica sobre a classe política.

Mais de 600 cargos comissionados foram demitidos. É uma mudança considerável: muitos pré-candidatos contavam com a máquina e as estruturas das secretarias estaduais para encaixar cabos eleitorais e alavancarem suas campanhas a deputado estadual e federal.

Caso Couto continue no cargo e com a “faxina”, esses candidatos vão ter que mudar suas estratégias do dia para a noite – o que pode interferir, e muito, na composição da Câmara Federal e Assembleia.


Zanin mantém Ricardo Couto no governo do Rio

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, consolidou o cenário de indefinição política no Rio de Janeiro ao manter Ricardo Couto no comando do governo estadual. O magistrado entendeu que a recente eleição de Douglas Ruas para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não altera a decisão anterior da Corte.

Na prática, Couto segue como governador em exercício até que o STF conclua o julgamento sobre o formato das eleições no estado, seja ele direto ou indireto. A decisão reforça a validade de um entendimento já firmado pelo plenário da Corte, afastando a possibilidade de mudança imediata no comando do Executivo fluminense.

Ricardo Couto exonera mais de 600 comissionados e amplia "faxina"

O governo do Rio de Janeiro exonerou mais 83 ocupantes de cargos comissionados em edição extraordinária do Diário Oficial publicada na noite desta segunda-feira (20). As demissões atingem principalmente a Secretaria de Governo e o Gabinete do Governador.

A medida faz parte de uma série de ações conduzidas pelo governador em exercício, Ricardo Couto, que já resultou na exoneração de 627 servidores — sendo 544 em etapas anteriores. O foco tem sido áreas consideradas mais políticas da administração estadual, como a Segov, o Gabinete e a Casa Civil.


Visitantes devem seguir novas orientações do Museu Imperial


Recentemente, o Museu Imperial divulgou em suas redes sociais as novas orientações para a visitação ao Palácio. De acordo com as normas, não é permitida a entrada com bebidas ou qualquer tipo de líquido, alimentos, bolsas ou mochilas, bem como com câmeras fotográficas ou equipamentos de gravação. Todos os itens deverão ser deixados no guarda-volumes. Ressalta-se que a restrição inclui a utilização de celulares para captação de imagens durante a visitação.


É permitido ao visitante portar carteira, dinheiro, cartões ou meios de pagamento digitais, caso desejem utilizar na loja.

Segundo o Museu, as medidas integram um processo contínuo de reavaliação conduzido pela equipe técnica do Museu Imperial, que prevê a atualização de procedimentos e a adoção de novas adequações, conforme as necessidades de preservação e funcionamento dos espaços.


“As regras adotadas pelo Museu Imperial seguem critérios técnicos de preservação, segurança e organização da visitação, considerando as especificidades do Palácio e visando garantir a integridade do acervo. A captação de imagens durante o percurso pode interferir no fluxo de visitação e na experiência do público. Cada instituição museológica estabelece suas normas conforme suas características, sendo periodicamente avaliadas por suas equipes técnicas”, explicou o Museu.

O espaço funciona de terça a domingo de 10h às 16h45. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia). Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro ou PIX.


sábado, 25 de abril de 2026

Flávio Bolsonaro lidera no Rio, onde petista tem reprovação de 55%


A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas sobre a corrida presidencial no Estado do Rio de Janeiro aponta um cenário de forte polarização e disputa apertada entre os principais candidatos. O levantamento, realizado entre os dias 21 e 23 de abril de 2026, ouviu 1.680 eleitores em 63 municípios e tem margem de erro de 2,4 pontos percentuais .

No cenário estimulado principal, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 39,6% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) registra 36,7%. 

A reprovação da gestão petista recuou de 60,4% para a rejeição atual de 55,2%, em um ano. O que fez a aprovação saltar de 36,7% para 41,4%, desde abril de 2025. Mas o governo Lula ainda apresenta uma avaliação negativa de 47,3%, com governo sendo tachado como péssimo para 38,1% dos eleitores do Estado, e como ruim por 9,2%.

Na sequência, os demais candidatos surgem com percentuais bem menores: Romeu Zema (Novo) tem 2,1%, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 2,0%, Cabo Daciolo (Mobiliza) e o escritor Augusto Cury (Avante) registram 1,5% cada, Renan Santos (MIssão) tem 1,3%, Samara Martins (UP) soma 1,2% e Aldo Rebelo (DC) aparece com 0,4%. Já os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou nenhum candidato representam 7,7%, enquanto 6,1% não souberam ou não opinaram .

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, o cenário mostra alto índice de indecisão: 40,5% não souberam ou não opinaram, e 8,6% disseram votar em branco ou nulo. Entre os citados, Lula lidera com 24,9%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 18,6%, e Jair Bolsonaro, com 4,9%. Outros nomes aparecem com índices residuais, como Renan Santos (0,5%), Romeu Zema (0,4%), Ronaldo Caiado (0,4%), Augusto Cury (0,2%), Aldo Rebelo (0,1%), Cabo Daciolo (0,1%) e Samara Martins (0,1%) .

Em um cenário mais enxuto, com apenas dois candidatos, Flávio Bolsonaro amplia a vantagem e chega a 47,0%, contra 40,5% de Lula. Nesse recorte, 8,4% afirmam votar em branco ou nulo e 4,2% não souberam responder .

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR01920/2026 para o cargo de Presidente.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Motoboys fecham Av 28 de Março por causa das blitzes para coibir irregularidades


Um grupo de motoboys realizou uma manifestação na noite desta sexta-feira (24) na Avenida 28 de Março, no sentido Penha, na altura da Cidade da Criança, em Campos. O protesto, motivado pela intensificação das blitzes, interditou a via com a queima de pneus, provocando congestionamento e mobilizando equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal.

De acordo com informações apuradas no local, os manifestantes exibiam cartazes com frases como “a moto é nosso sustento”, “motoboy não é bandido” e “só queremos trabalhar em paz”, em referência à principal ferramenta de trabalho da categoria e à insatisfação com o aumento das abordagens. Segundo os profissionais, as fiscalizações têm impactado diretamente suas atividades.

A interdição causou lentidão no trânsito e afetou motoristas que passavam pela região durante o ato. Viaturas da Polícia Militar e da Guarda Municipal, além de equipes do Corpo de Bombeiros foram acionados para acompanhar a ocorrência e atuar na liberação da via.


Zanin mantém Ricardo Couto no governo do Rio



A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, consolidou o cenário de indefinição política no Rio de Janeiro ao manter Ricardo Couto no comando do governo estadual. O magistrado entendeu que a recente eleição de Douglas Ruas para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não altera a decisão anterior da Corte.

Na prática, Couto segue como governador em exercício até que o STF conclua o julgamento sobre o formato das eleições no estado, seja ele direto ou indireto. A decisão reforça a validade de um entendimento já firmado pelo plenário da Corte, afastando a possibilidade de mudança imediata no comando do Executivo fluminense.
Decisão colegiada prevalece

Zanin destacou que não havia necessidade de nova deliberação, mesmo após provocação do diretório estadual do Partido Social Democrático. Segundo o ministro, a permanência de Couto no cargo decorre de uma decisão colegiada do STF, e não de um ato individual, o que fortalece sua continuidade até o desfecho do julgamento.

O ministro também relembrou que, quando o julgamento sobre o caso foi suspenso, ficou definido que o presidente do Tribunal de Justiça permaneceria no exercício do cargo até nova decisão da Corte.

Disputa institucional segue aberta

A decisão ocorre em meio a uma disputa institucional envolvendo diferentes interpretações sobre a linha sucessória do governo do estado. A Alerj havia acionado o ministro Luiz Fux, relator de outro processo relacionado ao tema, defendendo que Douglas Ruas deveria assumir o governo após sua eleição como presidente da Casa.

Com o novo entendimento de Zanin, esse movimento perde força, ao menos temporariamente, mantendo o atual arranjo institucional. A decisão também sinaliza que qualquer mudança no comando do estado dependerá de uma definição final do STF.
Expectativa por julgamento definitivo

O caso segue em análise no Supremo e envolve não apenas a permanência de Couto, mas também o modelo de eleição que será adotado para a escolha do próximo governador. Até lá, o cenário político do Rio permanece em suspenso, com decisões judiciais moldando os rumos do poder estadual.


'Governo' Lula torra R$7 milhões no Facebook em 1 mês



Apenas nos últimos 30 dias, o governo Lula (PT) elevou para quase R$7 milhões os gastos com propaganda no Facebook e Instagram. Entre 22 de março e 20 de abril a administração federal petista torrou R$6,86 milhões com 97 anúncios que ainda estão ativos nas redes sociais de Mark Zuckerberg. O Governo do Brasil é, de longe, o maior anunciante do Facebook no País, à frente do Partido dos Trabalhadores (PT), que é atualmente o segundo maior anunciante da Meta no Brasil: R$936 mil. 

Em cinco dias, apenas um anúncio do governo Lula sobre a carteira de motorista (CNH) custou US$125 (R$628) mil aos pagadores de impostos.

O PT torrou R$936 mil em oito anúncios no Facebook, apenas desde 22 de março. Quase todos tratam do fim da escala 6×1.