quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Globo demite diretor após vazamento de mensagens com Vorcaro e suspeitas de interferência editorial


O vazamento de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e Frederic Kachar provocou uma mudança no comando de parte dos negócios de mídia do Grupo Globo. Nesta quinta-feira (15), a empresa anunciou a demissão do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, que estava havia 29 anos no conglomerado. A decisão ocorreu após a divulgação de conversas que levantaram questionamentos sobre os limites entre interesses comerciais e independência jornalística.

Em comunicado, a Globo afirmou que as mensagens trocadas entre outubro de 2023 e julho de 2025 revelaram “uma relação inadequada do executivo com um anunciante”. A empresa informou que teve acesso ao conteúdo na quarta-feira (14), um dia antes do desligamento.

Kachar, que ingressou no grupo em 1997, ocupava uma posição estratégica na administração de veículos como O Globo, Valor Econômico e publicações da Editora Globo, além de negócios ligados ao rádio.

As conversas, extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal, mostram uma relação que ultrapassava as negociações habituais entre um anunciante e um executivo de comunicação. Os diálogos incluem discussões sobre reportagens, patrocínios, eventos privados e pedidos relacionados à exposição pública do banqueiro.

Reclamações sobre reportagens e pressão nos bastidores

Um dos episódios que mais chamaram atenção envolve a cobertura jornalística do Banco Master pela colunista Malu Gaspar, de O Globo.

Em abril de 2025, Vorcaro reclamou diretamente a Kachar de uma reportagem sobre gestores do banco investigados por supostas irregularidades no mercado financeiro.

“Isso é sacanagem demais fred. numa boa”, escreveu o banqueiro, antes de acrescentar: “Diminui muito o jornalismo da Globo”.

Na resposta, Kachar demonstrou compreender o descontentamento do empresário e comentou o estilo da jornalista. O executivo afirmou que tentaria conversar com ela e, em outra mensagem, reconheceu sua autonomia profissional.

“Mas a Malu é livre. Ninguém a escala”, declarou.

A troca de mensagens expõe a tentativa de Vorcaro de levar suas reclamações sobre a cobertura jornalística diretamente a um integrante da alta administração da empresa.

Patrocínios e promessas de exposição na mídia

A proximidade também aparece em negociações comerciais envolvendo o Banco Master e eventos promovidos pelo Grupo Globo.

Em 2024, a instituição financeira patrocinou um evento realizado pelo conglomerado em Nova York, ocasião em que Vorcaro participou da abertura da programação.

Outras mensagens reveladas pela imprensa mencionam negociações relacionadas ao Baile da Vogue e ao camarote da Globo no Carnaval.

Segundo reportagem do UOL, Kachar também discutiu possibilidades de exposição editorial da influenciadora Martha Graeff, então companheira de Vorcaro, em publicações como Vogue, Marie Claire e Ela.

Esses episódios levantaram questionamentos sobre uma possível aproximação entre decisões comerciais e espaços jornalísticos. A existência das conversas, contudo, não comprova que todas as iniciativas discutidas tenham sido efetivamente realizadas.

Relação pessoal também aparece nas mensagens

Além dos assuntos profissionais, os diálogos revelados incluem convites para encontros privados e comentários de caráter sexual sobre mulheres e personalidades conhecidas.

A informalidade e o conteúdo dessas interações reforçaram a avaliação da empresa de que o relacionamento entre o executivo e o anunciante ultrapassou os limites considerados adequados.
Globo defende independência editorial

Diante da repercussão, o Grupo Globo afirmou que mantém seu compromisso com a ética e a transparência e reafirmou a independência de suas redações.

A empresa destacou a cobertura crítica realizada por seus veículos sobre o caso Banco Master como demonstração de que os interesses comerciais não determinaram o trabalho jornalístico.

No comunicado, também reconheceu os 29 anos de atuação de Kachar no desenvolvimento dos negócios de mídia do conglomerado.

O substituto do executivo no comando da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio deverá ser anunciado posteriormente.



Prisão de Márcio Canella provoca constrangimento entre deputados e amplia desgaste político da Alerj


Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que já havia chegado às eleições de outubro sob o impacto de uma crise política marcada por prisões e cassações de parlamentares ao longo da legislatura, voltou ao centro do noticiário policial nesta quinta-feira (15). Desta vez, o motivo foi a prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo candidato mais votado para a Casa nas eleições deste ano.

A nova prisão repercutiu negativamente entre os deputados e ampliou o desconforto dentro do Parlamento fluminense. A cerca de dois meses do encerramento do ano legislativo, quando a Assembleia tenta concluir suas principais votações, mais uma investigação criminal envolvendo um de seus integrantes eleitos reacende o debate sobre o desgaste da imagem institucional da Casa.

Durante a sessão ordinária desta quinta-feira, os poucos parlamentares presentes no plenário evitaram comentar o assunto. Nos corredores, entretanto, o clima era diferente. Enquanto alguns deputados preferiram não se manifestar, outros aceitaram falar sob condição de anonimato. Houve ainda quem comentasse publicamente a prisão e suas possíveis consequências políticas.


Prisão provoca desconforto nos bastidores

Um aliado de Canella, que pediu para não ser identificado, lamentou a prisão e destacou a votação expressiva obtida pelo ex-prefeito de Belford Roxo, que conquistou o segundo maior número de votos na disputa por uma cadeira na Alerj.

“É muito ruim para Casa essa prisão, não tenho dúvida mais essa prisão, até porque houve um grande apela para sua candidatura e o seu retorno. Sem contar que ele foi o segundo deputado mais votado do estado. Gosto muito dele, mas ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de avaliação. Não dá para fazer qualquer juízo de valor”, afirmou.

Outro deputado, também ouvido reservadamente, procurou separar a situação criminal de Canella das responsabilidades institucionais da atual legislatura. Segundo ele, como o político ainda não foi diplomado para o novo mandato, o episódio não envolve, neste momento, as prerrogativas parlamentares decorrentes da futura diplomação.

“O problema do deputado Márcio Canella não está com a Casa. Ele é apenas deputado eleito e só depois da diplomação tem suas garantias constitucionais de parlamentar estabelecidas. Não é um problema desta legislatura”, avaliou.

O deputado acrescentou que, até onde tem conhecimento, as acusações contra Canella são de natureza criminal, e não eleitoral. Por isso, afirmou não identificar motivo automático para impedir a diplomação de Canella.

O parlamentar também avalia que o ex-prefeito poderá enfrentar obstáculos políticos na próxima legislatura, caso consiga assumir o mandato. Segundo ele, Canella teria se distanciado do grupo do governador eleito Douglas Ruas (PL) ao apoiar, ainda que discretamente, a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado.

Na avaliação dele, o distanciamento poderia dificultar eventuais articulações futuras caso a Assembleia seja chamada a tomar alguma decisão relacionada à situação do deputado eleito. Trata-se, porém, de uma interpretação política individual, sem confirmação de que exista qualquer procedimento dessa natureza em andamento.

Na avaliação do parlamentar, esse afastamento poderá dificultar a busca de apoio político para Canella caso a Alerj seja chamada, futuramente, a deliberar sobre sua situação.

Esquema em postos de combustíveis

Márcio Canella foi preso na manhã desta quinta-feira, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. Também foi detido o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.

Segundo a PF, a investigação busca desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis da Região Metropolitana do Rio para lavagem de dinheiro. O grupo investigado teria participação de agentes públicos e articulação política.

As apurações envolvem suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de cartel, entre outros crimes. Uma rede de 96 postos de combustíveis teria movimentado aproximadamente R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Esta não é a primeira vez que Canella é preso no âmbito da operação. Em julho, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, agentes federais encontraram um fuzil em seu carro. O político foi preso em flagrante e posteriormente colocado em liberdade mediante medidas cautelares.


Iphan veta ida de vagão de Dom Pedro II para Petrópolis e promete restaurar Museu do Trem


Um vagão fabricado em 1886 para transportar Dom Pedro II e a família imperial está no centro de uma mobilização que pede sua transferência do Museu do Trem, no Engenho de Dentro, na Zona Norte, para o Museu Imperial, em Petrópolis, na Região Serrana. A petição reúne 726 assinaturas e argumenta que a mudança ajudaria a preservar a peça histórica. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pelo acervo, porém, descarta a transferência e defende a recuperação do conjunto ferroviário no local.

Conhecido como Carro Imperial, o vagão tem quase 17 metros de comprimento, pesa 13,7 toneladas e conta com quatro compartimentos, incluindo um toalete e um salão com 15 cadeiras.

A campanha foi criada pelo empresário Michael Gaia, de 30 anos, morador de Florianópolis, em Santa Catarina, e entusiasta da história do Brasil. Ele afirmou ao O Globo que decidiu organizar o abaixo-assinado após conhecer relatos sobre as condições do Museu do Trem, que está fechado à visitação desde 2019 e já foi alvo de furtos.

Iphan prevê restauração do acervo

O Iphan informou que concluiu o Plano Museológico do Museu do Trem e o inventário do acervo, com levantamento das condições de conservação e segurança das peças. O material servirá de base para a elaboração de um projeto de restauração, que incluirá o Carro Imperial.

Segundo o instituto, o vagão passa por higienização periódica, está em bom estado de conservação e foi vistoriado pela última vez em julho. O órgão considera a transferência de bens de grande valor histórico uma medida excepcional.

“A atuação institucional não se orienta pela retirada de um carro ferroviário do Museu do Trem, mas, ao contrário, pela construção de condições que permitam a preservação, recuperação e restauração do conjunto dos carros ferroviários e dos demais bens que integram o acervo”, informou o Iphan em nota.

O instituto também afirma que a permanência das peças no museu é importante para fortalecer o espaço como local de memória e identidade do Engenho de Dentro. Apesar disso, não apresentou um cronograma para a restauração.

Museu está fechado desde 2019

Inaugurado em 1984, o Museu do Trem reúne itens importantes da história ferroviária brasileira, entre eles a Baroneza, considerada a primeira locomotiva a vapor do país. O espaço está fechado à visitação desde 2019 e apresenta problemas de conservação, como vegetação sem poda e estruturas deterioradas.

Em 2022, o museu foi alvo do furto de 16 sinos de bronze utilizados entre o fim do século XIX e o início do século XX. A maioria foi substituída por réplicas de gesso. Um relatório encaminhado ao Iphan na época estimou o prejuízo em R$ 240 mil e classificou a perda cultural como inestimável. A Polícia Federal abriu uma investigação sobre o furto, posteriormente arquivada pelo Ministério Público.

Segundo Michael, o Museu Imperial informou que encaminharia a proposta de transferência à coordenação técnica. O empresário afirma, no entanto, que não recebeu informações sobre prazos ou um projeto definido para a mudança.

Márcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil são presos pela PF

 

O deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, foram presos nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal. Além deles, outras quatro pessoas estão presas.

A ação faz parte da 8ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio, e foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja os alvos:

Christiano Gaspar Fernandes
Giovanni Gaspar Fernandes
José Carlos Alves de Souza Júnior
Márcio Correia de Oliveira, o Márcio Canella
Marcus Vinicius Amim Fernandes
Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil

A ação dá continuidade à investigação que já havia levado agentes a cumprir mandados contra Canella e Amim em julho, durante a sexta fase da operação. Na ocasião, os dois foram alvo de buscas.

O ex-prefeito permaneceu quatro dias preso em Bangu 8 e deixou a unidade em 11 de julho, por determinação de Alexandre de Moraes. Inicialmente, ele precisou cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar à noite.

Em 24 de julho, o ministro retirou as restrições. Na decisão, Moraes afirmou que não havia, naquele momento, provas diretas que ligassem Márcio Canella às operações financeiras investigadas, mas manteve o andamento das apurações.
Como funcionava o esquema

Segundo a PF, uma rede de postos teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos em um esquema de lavagem de dinheiro que contaria com o consentimento de políticos.

Nesta quinta, os agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete municípios: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.

A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa, segundo a polícia.

Além do crime de organização criminosa armada, os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.
Canella nega ser dono do fuzil

A Polícia Federal informou que o fuzil foi localizado no porta-malas do veículo utilizado por Márcio Canella durante o cumprimento dos mandados. Desde a prisão, o ex-prefeito sustenta que a arma não lhe pertence.

Alerj cria projeto de Carla Machado que cria o Dia Estadual do Mediador Escolar


A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o projeto de lei nº 6.637/2025, de autoria da deputada estadual Carla Machado (PSD), que institui o Dia Estadual do Mediador Escolar, a ser celebrado anualmente em 8 de dezembro. A proposta foi encaminhada à sanção do governador nesta quarta-feira (14).

O objetivo é reconhecer e valorizar os profissionais que atuam no acompanhamento de estudantes com deficiência e outras necessidades educacionais específicas, contribuindo para a inclusão, a aprendizagem e a permanência desses alunos nas escolas.

— O mediador escolar tem um papel essencial na vida de muitos estudantes e de suas famílias. É um profissional que ajuda a superar barreiras, favorece a aprendizagem e contribui para que crianças e adolescentes com deficiência tenham condições de participar da vida escolar com dignidade e respeito — destacou Carla Machado.

O mediador escolar atua de forma complementar ao professor, auxiliando estudantes nas atividades e na convivência no ambiente escolar. A função está relacionada às diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que prevê a atuação de profissionais de apoio escolar.

Além do reconhecimento da categoria, a criação da data busca ampliar o debate sobre formação continuada, condições de trabalho e valorização profissional. A proposta não estabelece, por si só, mudanças na remuneração ou na carreira dos mediadores.

— Valorizar o mediador escolar é fortalecer o direito de cada estudante de aprender, conviver e desenvolver sua autonomia. Espero que essa data também incentive novas iniciativas para melhorar as condições de trabalho e o reconhecimento desses profissionais em todo o estado — afirmou a deputada.
Para entrar em vigor, o projeto ainda depende da sanção do governador.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Mães atípicas se unem nas redes e expõem motivos para rejeitar Lula


Mães atípicas têm usado as redes sociais para listar motivos para não votar no Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2026. Entre as críticas ao governo Lula estão dificuldades no acesso a benefícios sociais, medicamentos e serviços de apoio a pessoas com deficiência, além de medidas que geraram preocupação entre famílias de pessoas autistas.

Nos comentários, várias mães que vivem a mesma situação comentam que sofrem o mesmo.

– Eu sou mãe atípica, advogada, especialista no direito dos autista e digo com convicção, esse governo não tem sensibilidade com os PCDs. Meu voto é 22 – escreveu a advogada Cris Almeida, de Feira de Santana (BA).

A influenciadora Gabi Meyer, mãe atípica com mais de 21 mil seguidores, fez uma publicação listando os motivos para não apoiar a reeleição do atual presente.

– Eu valorizo cada direito conquistado pelas pessoas com deficiência. Mas depois de viver isso na pele, aprendi: Não basta criar direitos, eles precisam funcionar. Não quero avaliar um governo apenas pela quantidade de leis, programas ou bilhões anunciados. Quero saber: Chegou na ponta? Funcionou? A família conseguiu acessar? – questiona ela.

E continua:

– Não existe política social sustentável sem uma economia capaz de financiá-la.

Melissa Popts, fundadora da União TEA, escreveu seus motivos para não votar em Lula, incluindo o Decreto 12.686/2025 que gerou grande preocupação em famílias que utilizam as APAEs. O documento instituiu a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. Após grande movimentação, o governo aceitou fazer alterações.

Ela também citou a Lei Complementar 214/2025, que restringiu o benefício fiscal na compra de veículos para pessoas autistas nível 1 de suporte. Os cortes “em massa” do BPC/LOAS que fizeram várias famílias atípicas perderem o benefício, entre outros.

Muitas mães atípicas ainda utilizavam a fala de Lula sobre “problema de desequilíbrio de parafuso” quando, em 2023, o petista se referiu a pessoas com transtornos mentais.

– Sempre ouvi dizer que a Organização Mundial da Saúde sempre afirmou que a humanidade deve ter mais ou menos 15% de pessoas com problema de deficiência mental. Se esse número é verdadeiro, e você pega o Brasil com 220 milhões de habitantes, se você pegar 15% disso significa que temos quase 30 milhões de pessoas com problema de desequilíbrio de parafuso. Pode uma hora acontecer uma desgraça – disse Lula, em discurso no dia 18 de abril de 2023.

Josi Menestrina também se posicionou, fundadora da ONG ABlupaa, gravou um vídeo desmentindo afirmações falsas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro havia acabado com o Bolsa Família, privatização do SUS, e a mesma grave de todas: ter defendido eletrochoque em autistas. Ela fez questão de listar os benefícios concedidos pelo ex-chefe do Executivo.


Operação da Polícia Federal em Campos e São Fidélis por desvios de recursos na saúde


A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (14) a Operação Fidúcia para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em uma licitação de mais de R$ 9 milhões destinada a um hospital público em São Fidélis, no Norte Fluminense.

A operação cumpre nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Campos dos Goytacazes e São Fidélis. A investigação busca reunir provas sobre possíveis irregularidades no processo de contratação e na participação das empresas envolvidas.

Segundo a PF e a CGU, as apurações identificaram indícios de inversão das etapas de elaboração do projeto e de contratação, além de suspeitas de fraude entre as empresas participantes da licitação.

Os investigadores também apontaram possíveis irregularidades envolvendo pessoas físicas e jurídicas, com indícios do uso de terceiros para ocultar a participação de envolvidos. Há, ainda, suspeitas de participação de servidores públicos e empresários nas práticas investigadas.

Os alvos da operação poderão responder por fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e associação criminosa, entre outros crimes que possam ser identificados durante o andamento das investigações.

A operação tem como objetivo aprofundar a apuração dos fatos e esclarecer eventuais responsabilidades no uso dos recursos públicos destinados à saúde.


Justiça Eleitoral atende Flávio e manda a Polícia Federal investigar Ana Elisa por Fake News


A Justiça Eleitoral de Minas Gerais deu um duro revés à deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) ao determinar a abertura de inquérito na Polícia Federal para apurar a suspeita de divulgação de informações falsas contra Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral, em episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida. 

A decisão do juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, atende a uma notícia-crime apresentada pela defesa de Flávio e conta com manifestação favorável do Ministério Público Eleitoral, que considerou necessária a produção de novas provas para esclarecer a origem e o conteúdo das publicações questionadas. 

A PF deverá investigar as postagens, enquanto a plataforma X foi determinada a preservar os registros digitais relacionados ao caso. O episódio representa um duro golpe para Ana Elisa, que agora terá de responder formalmente às suspeitas levantadas contra sua atuação durante a disputa eleitoral, enquanto Flávio Bolsonaro obtém uma importante vitória na defesa de sua imagem diante de disseminação de informações falsas.


Avaliação de desempenho de ex-prefeitos da região eleitos deputados


Dando sequência aos desdobramentos das eleições realizadas em todo o país no dia 4 de outubro, a reportagem conversou, na última semana, com o analista político Fábio Siqueira. Desta vez, a abordagem foi sobre os ex-prefeitos da região eleitos deputados, além do cenário para governador e presidente no Estado do Rio.

Carla Machado fortalecida

Ex-prefeita de São João da Barra, onde comandou o Executivo por quatro vezes, Carla Machado (PSD) vai para o seu segundo mandato na Alerj. Carla garantiu a vitória com 39.208. Dentre eles, foram 18.126 somados em Campos e 12.827 em São João da Barra, mostrando uma base forte nos dois municípios.

O especialista também avalia que a deputada Carla Machado teve saldo positivo no pleito eleitoral, especialmente pela expressiva votação em Campos:

“Ela foi muito bem. Apesar da origem política em São João da Barra, conseguiu fazer uma ótima transição para o eleitorado de Campos. Carla, inclusive, é eleitora em Campos desde 2023. Na última eleição para deputada, já teve um pouco mais de votos em Campos do que em São João da Barra. Ela vem se consolidando na cidade e hoje já é um grande nome político no cenário campista e regional. Basta vermos que nomes como Thiago Virgílio e Maicon Cruz não conseguiram se eleger aqui, enquanto ela se saiu vitoriosa”, comentou.


Wladimir deixou a desejar

Prefeito de Campos entre janeiro de 2021 e abril de 2026, Wladimir Garotinho (PL) foi eleito deputado federal, com 81.797 votos. Do montante, 55.456 foram conquistados em solo campista. Wladimir volta à Câmara, após exercer mandato entre 2018 e 2020. Em 2024, ele foi reeleito prefeito de Campos com 192.232 votos.

Para o analista Fábio Siqueira, a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) acabou figurando como um obstáculo para que Wladimir Garotinho não tivesse uma votação maior em sua eleição:

“Eu não diria que é uma votação pequena. Se eleger com mais de 80 mil votos, é um bom desempenho. Mas, eu diria que foi a quem da expectativa. Eu estimava que ele se aproximasse do dobro desse montante. Na minha avaliação, a candidatura do Garotinho ao Governo atrapalhou um pouco o Wladimir, porque tirou ele do protagonismo no PL. Apesar de estar na campanha do Flávio Bolsonaro, o Wladimir não esteve na campanha do Douglas Ruas. O que tirou um pouco os holofotes dele nessa atmosfera bolsonarista e dificultou que somasse votos”, disse.

Com informações J3news


terça-feira, 13 de outubro de 2026

Vice de Ruas, Fernanda Louback é a primeira secretária confirmada do futuro governo



Vice de Douglas Ruas, Fernanda Louback é o primeiro nome confirmado para o futuro secretariado. Ela comandará uma secretaria de políticas para mulheres e inclusão, com a missão de articular ações de defesa dos direitos das mulheres e das pessoas com deficiência em todas as áreas do governo.

A escolha está ligada à militância de Louback nessas duas frentes, que passarão a integrar suas atribuições na administração estadual.

À frente da pasta, ela deverá coordenar iniciativas próprias e trabalhar com as demais secretarias para incorporar essas demandas às políticas públicas.

O objetivo é garantir que a agenda tenha caráter transversal, com a participação de diferentes setores do governo na promoção de direitos, acessibilidade e inclusão.