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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

OSX VAI DEVOLVER ÁREAS OCUPADAS NO PORTO DO AÇU PARA LLX / EIG




A decisão da OSX de negociar a devolução de áreas de seu estaleiro no porto do Açu, no norte fluminense, pode fazer com que a empresa de construção naval de Eike Batista fique com, no máximo, metade do terreno original do projeto. Fontes ouvidas pelo Valor dizem que a empresa poderá reter entre 30% e 50% da área original do estaleiro.

No total, a OSX arrenda 3,2 milhões de metros quadrados da LLX, a empresa de logística de Eike, no Açu, em São João da Barra (RJ).

A OSX ocupa hoje uma área nobre do porto, no chamado TX2, terminal em terra ligado ao mar por um canal de navegação. O terreno do estaleiro tem saída direta para o mar e cais para atracação de navios de apoio marítimo ligados à indústria de petróleo e gás.

O conselho de administração da OSX aprovou o início de negociações com a LLX para chegar a um modelo de "estaleiro reduzido". A informação consta em ata da reunião do conselho realizada no dia 25 de outubro e divulgada ontem.

As discussões passam por devolução de áreas em contrapartida ao fim de obrigações de investimento. As negociações para devolver a área oficializam uma decisão que era amadurecida na empresa há mais tempo, segundo uma fonte que conhece o projeto.

(Foto: Fabio Braga)

O estaleiro do Açu nasceu com um projeto para construir 48 plataformas para a OGX, empresa-irmã que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio. Como o estaleiro estava em obras, a construção de plataformas foi iniciado na Ásia com a encomenda de três unidades.

A OSX tinha previsão ainda de construir onze navios-tanque para a Kingfish, mas o contrato foi cancelado. Restam em carteira a construção de módulos para duas plataformas da Petrobras e um navio de apoio marítimo, segundo fontes próximas da empresa. Com a reestruturação da carteira, o estaleiro da OSX no Açu também vai passar por mudanças.

Os novos controladores da LLX, a americana EIG, vê no Açu potencial para desenvolver o porto como base de apoio para as operações da indústria de petróleo.

É no meio de todo este processo que a OSX, em processo de pré-recuperação judicial, informa que pretende devolver grande parte desta área para a LLX, para evitar novas dívidas com pagamento de aluguel/arrendamento. Boa parte desta área foi desapropriada pela Codin tendo o pagamento da desapropriação sido feito pela LLX, através de um convênio firmado com a Codin e com a PMSJB.


Fonte: Valor/ Blog do Roberto Moraes

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

OSX RESCINDE CONTRATO COM A OGX PARA TENTAR SE SALVAR

(Fonte: Divulgação)

A OSX, empresa de infraestrutura do grupo EBX, anunciou agora à noite a rescisão de contrato de afretamento e operação da plataforma OSX-1 com a OGX, companhia do mesmo conglomerado, do empresário Eike Batista. A plataforma está no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos.

A intenção da empresa é negociar a venda da plataforma para outro cliente e assim conseguir dinheiro para o pagamento de dívidas. Segundo fato relevante, as tratativas para desconectar a plataforma do campo já foram iniciadas. A OSX fez um acordo com credores, que deram até o dia 13 de dezembro para que a empresa tente se desfazer da plataforma.

No documento, assinado por Luiz Guilherme Esteves Marques, diretor financeiro e de relações com investidores da OSX, a empresa mostra que não perdoará as dívidas da OGX e diz que “buscará exercer seus direitos legais na obtenção de valores atrasados e verbas rescisórias previstas em contrato e na legislação aplicável”.

A OSX diz ainda que não participou da negociação entre OGX e seus credores e disse não ter responsabilidade nas informações fornecidas pela companhia em fato relevante divulgado na madrugada desta terça-feira. "Por oportuno, cumpre ainda à OSX esclarecer serem de responsabilidade única e exclusiva da cliente OGX as informações por ela disponibilizadas em adição ao conteúdo de seu Fato Relevante (...) A OSX não participou ou sequer tinha conhecimento da elaboração e/ou do conteúdo de tal documentação publicada pela cliente OGX e, assim sendo, a OSX desde já reserva todo e quaisquer direitos de que é titular em seus contratos comerciais com a cliente OGX", diz a empresa no Fato Relevante.

A intenção da OSX de renegociar seus ativos já tinha sido cogitada. Segundo fontes próximas às negociações do grupo EBX, a empresa tem chance de escapar da recuperação judicial. No entanto, precisaria conseguir vender suas três plataformas de petróleo: uma no campo de Tubarão Azul, outra na Malásia e a terceira em Tubarão Martelo.

O dinheiro com a venda desses ativos seria suficiente para pagar a dívida e ainda sobraria um pouco. Se a empresa conseguisse renegociar a dívida do estaleiro com credores, seria possível continuar produzindo sem precisar entrar em recuperação judicial.


Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

FORTUNA DE EIKE BATISTA É DE US$ 73,7 MILHÕES DIZ BLOOMBERG

(,Foto:Alisson Gontijo)

O empresário Eike Batista, que foi a oitava pessoa mais rica do mundo no ano passado e deixou de ser bilionário em julho, tem atualmente uma fortuna avaliada em US$ 73,7 milhões, segundo a agência de notícias Bloomberg.

A fortuna de Eike caiu US$ 126,3 milhões do fim do mês de julho, quando deixou de ser bilionário, de acordo com a Bloomberg, para cá: foi de US$ 200 milhões para US$ 73,7 milhões.

A Bloomberg diz que as empresas do grupo de Eike vão deixar o edifício Serrador, no centro do Rio de Janeiro.

Após alcançar uma fortuna de US$ 34,5 bilhões, em março do ano passado, o dinheiro de Batista começou a se evaporar à medida que o desempenho das suas empresas ficaram repetidamente aquém de suas promessas, afundando seu plano para criar um produto integrado e império logística.

Ele começou a vender ativos este ano, à medida que credores pressionaram para levantar dinheiro e pagar a dívida à medida que os prejuízo se acumulavam.
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No começo de julho, o ranking da Bloomberg apontou que a fortuna do milionário era de US$ 2,9 bilhões. No fim do mês de julho, a agência disse que o empresário deixou de ser bilionário.

Desconfiança
A desconfiança de investidores com as empresas "X" teve início após seguidas frustrações com a produção de petróleo da OGX, que já foi considerada o ativo mais precioso de Eike. A OGX decidiu não seguir adiante com o desenvolvimento de algumas áreas na bacia de Campos antes consideradas promissoras.

Diante dos prejuízos registrados por suas companhias e da desconfiança de bancos e investidores, Eike corre o risco de ter de se desfazer de parte de suas empresas.

Nesta terça-feira (1º), a petroleira OGX comunicou ao mercado que não vai pagar a seus credores cerca de US$ 45 milhões das parcelas referentes a juros de dívidas emitidas pela empresa no exterior que vencem nessa mesma data.

No comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGX informa que "a companhia possui 30 dias para adotar as medidas necessárias sem que seja caracterizado o vencimento antecipado da dívida" de mais de US$ 1 bilhão.

O empresário, que chegou a ser o oitavo homem mais rico do mundo em março de 2012 - quando teve seu patrimônio avaliado em US$ 34,5 bilhões, viu a fortuna do seu grupo encolher cerca de US$ 30 bilhões, segundo dados de julho, após uma série de atrasos e falhas nas empresas do seu grupo.



Fonte: G1/  Bloomberg

terça-feira, 1 de outubro de 2013

EMPRESAS DE EIKE COMEÇAM DESOCUPAÇÃO DA SUA ATUAL SEDE

(Foto: Rafael Andrade/ folhapress)

As empresas do grupo EBX, de Eike Batista, iniciaram um plano de desocupação do histórico edifício Serrador, no centro do Rio, disse uma fonte a par do assunto. A mobilização começará pela empresa de logística, a LLX, que pretende deixar a atual sede até o final de outubro.

A ideia é que as outras companhias que estão no local também deixem o prédio, que é alugado desde o final de 2011, o mais rápido possível, assim que acharem novos locais para instalarem os seus funcionários.

De acordo com a fonte, o prazo de locação vai até março de 2015 e deverá ser reincidido com o pagamento de multa prevista no contrato. As companhias não sairão do prédio todas ao mesmo tempo porque não têm um local único para se instalarem.

A holding deverá se mudar para o antigo escritório do grupo, mas as outras empresas não caberiam no local. A empresa é dona do 10º andar do prédio localizado na Praia do Flamengo (zona sul), no número 154.

Além da EBX e LLX, estão no prédio atualmente a MMX (mineradora), OGX (petroleira), OSX (construção naval), CCX (carvão) e IMX (marketing esportivo e de eventos).

ENEVA
A Eneva, antiga MPX, mudou do Serrador em julho. A companhia de energia transferiu as suas operações para um edifício também na Praia do Flamengo, no número 66.

Os processos administrativos, que eram integrados, foram desmembrados, para que as empresas achem soluções individualmente. O grupo quer que os novos controladores se mobilizem para conseguirem novos locais.

As empresas de Eike Batista, que são interligadas, enfrentam um processo de forte desvalorização desde que a petroleira OGX não atingiu os níveis de produção esperados. Nos últimos meses, o empresário tem se desfeito de ativos e do controle das companhias.


Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MINISTRO DA FAZENDA DIZ QUE CRISE DE EIKE BATISTA AFETOU A IMAGEM DO PAÍS



A crise nas empresas de Eike Batista afetou a imagem da economia do país. A opinião é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participa de evento em São Paulo nesta segunda-feira (30).

O ministro afirmou que a queda das ações da petroleira OGX "já causou problemas para a imagem do país". Ele disse esperar que a situação da empresa melhore o mais rápido possível.

As empresas do bilionário enfrentam uma séria crise de confiança no mercado e grandes perdas na Bolsa de Valores. Somente neste ano, a OGX perdeu R$ 13,3 bilhões em valor de mercado, segundo levantamento da consultoria Economatica.

Na semana passada, Mantega tinha dito que a solução para a OGX não é problema do governo. "É um grupo privado. Não tem uma ligação com o governo e, portanto, a solução da OGX é de mercado. É o mercado quem tem de dizer quando o grupo vai ser saneado e quando vai deixar de causar problemas para o mercado de capitais."


Fonte: UOL 

JORNAL ALEMÃO: OGX DO EX-MAGNATA BRASILEIRO EIKE BATISTA DEVE 3,6 BILHÕES DE DÓLARES



O ex-homem mais rico do Brasil está em apuros: Eike Batista perdeu apenas 15 meses, a maioria de seus ativos, a carga da dívida de 3,6 bilhões dólares expressa sua empresa de petróleo OGX. Agora, o ex-empresário estrela aparentemente pode não pagar seu interesse.

OGX Petróleo e Gás Participações, o carro-chefe da rede da empresa por Eike Batista, prevê um pagamento de juros devidos na terça-feira por seus títulos, no montante de 44,5 milhões de dólares para omitir. Que disse uma pessoa familiarizada com a situação.

OGX tem títulos em circulação, com um valor total de mais de 3,6 bilhões de dólares. A inadimplência da empresa, que faz parte do império de negócios colapso do empresário Batista seria o maior de uma empresa latino-americana de sempre. Detém o recorde até agora, o argentino instituições financeiras Banco de Galicia y Buenos Aires, em 2002 a dívida no valor de 1,9 bilhões dólar não poderia pagar de volta, pois os dados mostram a agência de classificação Moody s Investors Service.

OGX contratou assessores financeiros tentando organizar um reescalonamento de sua dívida. Estes são compostos de títulos no valor de 1060 milhões dólares que vencem em 2022, e as ligações mais de 2,6 bilhões de dólares para ser executado até 2018. O pagamento na terça-feira sobre os 2022er-obrigações, as taxas de juros estão novamente em dezembro, quando o papel de curto prazo devido.

O principal credor da OGX já estavam supondo que a empresa não vai pagar nesta terça-feira uma fonte. Eles tinham anunciado a disponibilidade para continuar a negociar com alternativas financeiras OGX. Um porta-voz da OGX responderam a um pedido de chamada não é o primeiro.



Fonte: Andrey Savio/ Jornal SPIEGEL online (Alemão)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

EIKE BATISTA CULPA MAPA ASTRAL POR CRISE

(Foto: Jonathan Alcorn/ Bloomberg)


Pela primeira vez, desde que os problemas nas empresas X começaram a aparecer mais de um ano atrás, Eike Batista concedeu sua primeira entrevista. O empresário falou ao jornal americano Wall Street Journal, no último domingo, e desabafou: "tentei criar riqueza para todo o país e, sem dúvida, eu sou o maior perdedor nessa história".

Eike criticou o time de executivos que contratou para ajudá-lo na empreitada, que ele costumava chamar de "dream team". "Eu sou dono de um grande grupo e sozinho, eu não faço nada".

O empresário culpou seus ex-executivos pelo fracasso da OGX, alegando que ele era um empresário do setor de mineração e não tinha conhecimento profundo sobre a indústria de petróleo. "Eles me apresentavam relatórios brilhantes e me convenciam a fazer grandes investimentos", disse ao WSJ.

Sobre o investimento de 1 bilhão de dólares que ele precisa fazer na OGX, Eike afirmou que conseguiria fazer o aporte vendendo suas plataformas de petróleo. Segundo o empresário, ele provavelmente vai continuar com o controle da petroleira. Se não houver acordo, no entanto, o caso pode acabar na Justiça.

Além dos executivos que o ludibriaram, Eike também justificou o momento atual à má sorte. "Se você olhar para o meu mapa astrológico, esse período não foi favorável para mim. O bom momento? Ele já começou, literalmente, este mês", afirmou o empresário.

Otimista, o empresário também afirmou que muito de seus negócios estão mais saudáveis do que os investidores acredita. “Lembra que eu costumava dizer os ativos eram à prova idiota? De alguma forma são, pois posso vendê-los, mesmo em um mercado maluco".

Eike terminou a entrevista citando uma frase do magnata africano Elon Musk, que costuma dizer que começar um negócio é como comer vidro. "Eu estou comendo de vidro", disse.


Fonte: Exame

terça-feira, 13 de agosto de 2013

EIKE BATISTA NEGOCIA VENDA DE SUAS EMPRESAS PARA FUNDO ÁRABE



O fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company, poderá adquirir novas participações nas empresas de Eike Batista. Segundo a Bloomberg, o fundo negocia a compra de uma fatia da OGX Petróleo, da mineradora MMX e da LLX Logística. O fundo estaria em busca de parceiros locais e internacionais para fechar o negócio, que deverá envolver a soma de 1 bilhão de dólares.

Segundo a Bloomberg, a empresa de extração de ouro AUX está sendo usada como garantia para a dívida de 1,5 bilhão de dólares que o empresário tem com o fundo. Em julho, o Mubalada converteu as ações que detinha na EBX em dívida, de acordo com a reportagem. Tal movimento fez com que a Bloomberg revisasse o cálculo do patrimônio de Eike, afirmando que, naquele mês, o brasileiro tinha "apenas" 200 milhões de dólares, ante os 36 bilhões de dólares apurados no início de 2012.

Procurado, o fundo afirmou, por meio do porta-voz Brian Lott, que continua em conversas com a EBX e outros interessados no processo de restruturação do grupo, mas se negou a comentar a negociação específica.


Fonte: Veja

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

IMPÉRIO DE EIKE ESTÁ IMPLODINDO DIZ JORNAL




Reportagem publicada nesta quarta-feira (7) no site do jornal britânico "Financial Times" cita que o império de empresas de petróleo, mineração e logística de Eike Batista, o "magnata" que antigamente era o homem mais rico do Brasil, está "implodindo".

A publicação traz o exemplo do esforço, até agora sem retornos, do empresário para a construção do estaleiro da OGX, "um complexo no valor de US$ 40 bilhões", no Porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. "OGX, sua empresa de petróleo carro-chefe, está à beira da falência depois de declarar, em julho, que seus poços produtores fracassaram e podem ser desligados".



A OGX anunciou no início de julho que não mais investirá no aumento da produção de Tubarão Azul, na bacia de Campos. A empresa disse ainda que a extração poderá parar no ano que vem, citando que no momento não há tecnologia capaz de viabilizar os investimentos adicionais.

Para demonstrar a dimensão do espaço onde está localizado o complexo no Açu aos estrangeiros, o texto cita que a área tem "uma vez e meia o tamanho da ilha de Manhattan", em Nova York.

"São João da Barra se tornou o cenário da batalha de Davi e Golias entre os pequenos fazendeiros da região e Eike Batista", cita o texto, referindo-se à "expropriação em massa de famílias em terras vizinhas". O texto acrescenta, contudo, que Eike aparentemente não está lá tão preocupado com a "briga feia" com os pequenos agricultores.


A publicação diz, ainda, que o magnata "encarna melhor que qualquer outro a euforia sobre o Brasil e outras nações do Brics na primeira década do século 21" e diz que a queda de seu império é um teste para seu "exército" de parceiros e investidores estrangeiros.

Cita, ainda, que a fortuna de Eike, que foi estimada no ano passado em mais de US$ 30 bilhões, foi reduzida a cerca de US$ 200 milhões, de acordo com a lista de bilionários da Bloomberg.


Fonte: G1

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ACIONISTAS DA OGX, PREPARAM AÇÃO CONTRA EIKE,DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA

(Foto: Alisson Gontijo)


Um grupo de cerca de 60 acionistas minoritários da OGX, petroleira de Eike Batista, prepara uma ação legal contra o empresário, informou neste domingo o jornal “Financial Times”. Segundo a reportagem, os investidores alegam que Eike tinha informações privilegiadas ao vender o equivalente a mais de R$ 70 milhões em ações, pouco antes do anúncio da suspensão de três campos de petróleo, que desencadeou uma intensa crise na empresa.

De acordo com o “FT”, as acusações começaram a ser preparadas há duas semanas pelo advogado Márcio Lobo, um dos integrantes do grupo de minoritários. Além de Eike, as ações envolvem os ex-ministros Pedro Malan, Rodolpho Tourinho Neto e Ellen Gracie — ex-integrantes da diretoria da OGX que, para os acionistas, foram “negligentes”.

Procurado pelo jornal por meio de seu grupo EBX, Eike Batista preferiu não comentar, assim como Tourinho Neto. Pedro Malan e Ellen Gracie não responderam aos pedidos de entrevista da equipe do “FT”.

Os minoritários alegam que Eike Batista vendeu 56 milhões de ações por R$ 75,4 milhões entre 7 de junho e 13 de junho. Em 1º de julho, a OGX informou que suspenderia o desenvolvimento de três campos de petróleo, além de ter interrompido a construção de cinco plataformas.

— Foi claramente um ato de má fé — disse Aurélio Valporto, um dos investidores, que afirma que o grupo, que cresceu de 20 para 60 pessoas, já perdeu, coletivamente, cerca de R$ 70 milhões até agora.

Já a acusação de negligência contra os ex-diretores é baseada na saída dos executivos da companhia. Malan, Tourinho Neto e Ellen Gracie deixaram a companhia em junho, sem explicações.

— Já era evidente que a empresa precisava do dinheiro... Nós os consideramos culpados por neglicência — acrescentou Valporto.

O grupo alega ainda que Eike Batista divulgou “informações enganosas” ao mercado, privando investidores do aviso sobre as dificuldades de produção que viriam.

Desde o ápice em 2010 até agora, as ações da OGX derreteram 97%. Após o estouro da crise na petroleira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apura 13 demandas a respeito da empresa.


Fonte: O Globo

sábado, 3 de agosto de 2013

PORTO DO AÇU: OGX NEGOCIA DEVOLVER ATÉ METADE DA SUA ÁREA



A OSX, empresa de construção e serviços navais de Eike Batista, negocia a devolução de até metade do terreno que hoje ocupa no porto do Açu, segundo apurou a Folha com fontes que participam da operação.

O porto pertence a outra empresa de Eike, a LLX, e estende-se por 90 quilômetros quadrados no litoral norte fluminense. A OSX tem 3,2 quilômetros quadrados do terreno e paga aluguel por isso.

A devolução de parte da área é o primeiro passo do plano para sanear as contas da companhia. Ao reduzir o espaço ocupado, a empresa pretende economizar até R$ 100 milhões com aluguel por ano. O valor exato a ser poupado dependerá do acordo final sobre o tamanho da área que será devolvida.
 


A LLX perderá receita, mas poderá arrendar o espaço, localizado em área considerada nobre do terreno, de frente para o mar, a outra empresa.

Trata-se de um paliativo para a OSX. O problema financeiro de Eike com a empresa só deve começar a ser resolvido com a venda em massa das plataformas de exploração da companhia, avaliam executivos do grupo.

A OSX, que possui um estaleiro e bases de afretamento e operação de navios e plataformas, está no centro crise que se abateu sobre os negócios de Eike, juntamente com a OGX, de petróleo.



Ela foi criada para atender à demanda da petroleira por unidades de exploração. Com a desistência da OGX de manter investimentos em quatro de seus campos, a OSX não só teve encomendas canceladas, mas ficou com duas plataformas já prontas ociosas.

Os executivos de Eike empenham-se em passá-las para frente. Na semana passada, partiram numa viagem de negócios no exterior, o chamado "road-show".



Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 12 de julho de 2013

JUÍZA NEGA PEDIDO DE BLOQUEIO DE BENS DE EIKE BATISTA E OGX



A Juiza da 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Maria Isabel Paes Gonçalves, negou, no fim da tarde desta quinta-feira, o pedido de bloqueio dos bens do empresário Eike Batista e da OGX, empresa de petróleo do grupo EBX.

A medida cautelar do acionista minoritário Márcio de melo Lobo, que pedia a indisponibilidade dos bens da empresa e do acionista majoritário, por eventuais prejuízos futuros foi indeferido pela juíza.

Entre outros motivos, Maria Isabel Paes Gonçalves afirmou que "meros indícios, se existissem, não justificariam a medida tão extrema, cuja concessão geraria mais problemas do que soluções".

O advogado do Lobo disse que vai recorrer da decisão

— Respeito a decisão da juíza, mas penso que não é possível que sejam dilapidados os bens das empresas controladas para a reestruturação da EBX, que é uma empresa de capital fechado. Vou recorrer.


Fonte: O Globo

terça-feira, 9 de julho de 2013

ACIONISTAS QUEREM BLOQUEAR BENS DE EIKE BATISTA



Após as constantes notícias negativas e as fortes desvalorizações das ações das empresas do Grupo EBX listadas na BM&FBovespa, os acionistas minoritários do conglomerado de Eike Batista querem agora bloquear os bens do bilionário.

Para defender seus interesses, os minoritários criaram a União dos Acionistas Minoritários do Grupo EBX (UNAX). Medidas judiciais e administrativas visando ao bloqueio de Eike Batista estão sendo tomadas, segundo informou o presidente da UNAX, Adriano Mezzomo, advogado que assina o comunicado.

“Estamos recolhendo, no Brasil e no exterior, procurações para participarmos das Assembléias de Acionistas, com vistas à eleição dos membros dos Conselhos Fiscais. Em paralelo, estamos providenciando medidas legais cabíveis perante a Comissão de Valores Mobiliários, Agência Nacional do Petróleo, auditorias externas independentes e agências classificadoras de risco, sem prejuízo de recurso a outros foros e instâncias”, diz o comunicado.

A OGX (OGXP3) e a OSX (OSXB3) estão entre as maiores desvalorizações das companhias de Eike na bolsa, com quedas de 88% e 90%, respectivamente.


Fonte: Exame

quarta-feira, 3 de julho de 2013

GOVERNO DIZ QUE NÃO VAI AJUDAR AS EMPRESAS DE EIKE BATISTA



Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o governo federal não está considerando nenhum tipo de auxílio às companhias do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, que enfrentam crise com forte queda das ações nas últimas semanas. 

A capacidade de Eike em honrar com o pagamento das dívidas de suas empresas foi colocada em xeque ao longo das últimas semanas, sobretudo no caso da petroleira OGX. Bancos chegaram a afirmar que a empresa poderá ficar sem caixa em um ano, caso não consiga obter receita com a extração de petróleo. Na noite de terça-feira, a agência de classificação de risco Standard and Poor's rebaixou o rating da dívida da OGX para o grau 'pré-default',que significa um alto risco de a companhia não conseguir pagar suas dívidas. Na manhã desta quarta, a Moody's fez o mesmo.

Segundo um relatório do Bank Of America Merrill Lynch, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa estão altamente expostos ao endividamento do grupo EBX. O documento também relata a exposição de instituições privadas, como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC e BTG Pactual. Como a holding EBX não possui capital aberto (e, por isso, não divulga seus balanços) a estimativa de endividamento do grupo com os bancos ainda é parcial. Mas, mesmo assim, o montante impressiona: 13 bilhões de reais.

Segundo informações oficiais obtidas pela Bloomberg junto ao BNDES, o bilionário chegou ao ponto de utilizar sua fortuna pessoal como garantia para 2,3 bilhões de reais em empréstimos junto ao BNDES. No total, o banco disponibilizou 10,4 bilhões ao empresário desde 2007. Contudo, o valor, de fato, desembolsado pelo BNDES ainda não é público.


MPX - Não bastassem todos os problemas da OGX, o bilionário poderá perder o posto de presidente do conselho de administração de sua empresa de energia, a MPX. Segundo a coluna Primeiro Lugar, do site de EXAME, o novo acordo entre EBX e E.ON para o aumento de capital da MPX poderá destituir Eike do comando do conselho, caso todos os membros aprovem a decisão.


Fonte: VEJA

O RESPONSÁVEL PELA CRISE DO GRUPO X É O EIKE BATISTA



A dúvida que está na cabeça de todo mundo é se as dificuldades do grupo de Eike Batista vão afetar BNDES, Caixa e bancos privados que emprestaram para ele, ainda mais após as agências de risco rebaixarem a OGX. A S&P e Moody´s deixaram a nota da empresa perto do nível de risco de calote.

Somando os empréstimos de BNDES e Caixa, foram emprestados R$ 6 bi ao grupo. Quem mais se arriscou foram os bancos públicos.

Hoje, em nota enviada à CVM, a OGX informou que tem recursos para honrar seus compromissos de médio prazo. Lembra que vendeu 40% de Tubarão Martelo para Petronas e que esse campo receberá os investimentos dos outros que serão fechados. É bom lembrar que esta semana Eike tirou US$ 449 milhões da OGX e transferiu para a OSX, para fazer a plataforma que vai explorar o campo de Tubarão Martelo.

As agências reguladoras se comportaram muito mal nessa história. E o grupo, que fez um acordo com o BTG para a reestruturação dos ativos, precisa explicar melhor as coisas.

Isso tudo afeta a economia brasileira, a bolsa e a imagem do país. Um empresário importante de um grupo grande pode dizer qualquer coisa sobre seus negócios e depois falar que não é viável? Sobre Tubarão Azul, ele disse que a produção poderia chegar a 50 mil barris/dia, depois caiu para 20 mil. Isso é bem diferente de não ter tecnologia capaz de transformar esse campo em produtivo.

A diferença entre o que ele disse e os fatos é tão grande que o investidor estrangeiro pode estar olhando e dizendo que esse mercado não tem xerife, alguém que obrigue a empresa a só fazer declarações quando tiver certeza.

Acho que o grupo X entrou nas confusões não por culpa da crise internacional ou do governo brasileiro, que parou de fazer as licitações e tem muitos problemas. Só há um responsável: o próprio acionista controlador das empresas, Eike Batista. A culpa é do estilo de administração, das escolhas que fez, da maneira como administra, empreende.

Acho que esse episódio não afeta as perspectivas, porque há outras empresas grandes interessadas na exploração de petróleo no Brasil. Há muita expectativa em relação ao campo de pré-sal de Libra, por exemplo, que será licitado este ano.

O que não pode é ficar a impressão de que o que o empresário fala no Brasil não necessariamente precisa ter ligação com a realidade. É claro que reveses podem acontecer, mas, nesse caso, muita declaração foi dada antes das perfurações, das pesquisas. É um evento para se aprender o que não fazer no mundo dos negócios e como as agências de classificação de risco não devem se comportar. Não podem ficar em silêncio vendo tudo isso acontecer.



Fonte: O Globo (Míriam Leitão)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

OGX QUER SUSPENDER TRABALHOS NA BACIA DE CAMPOS

(Foto: Brasil Econômico)

A empresa OGX Petróleo e Gás, do grupo EBX, informou que vai pedir à Agência Nacional do Petróleo a suspensão das atividades em três áreas na Bacia de Campos: Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia. Além disso, a empresa pretende parar de produzir no campo de Tubarão Azul no ano que vem.

Segundo comunicado da OGX, foi analisado o comportamento dos poços de Tubarão Azul e constatado que não existe tecnologia capaz de proporcionar o aumento da produção da área. Também foi observado que os reservatórios são muito compartimentados, o que compromete a produtividade.

A partir disso, a OGX constatou ainda que não é economicamente viável desenvolver os campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia. Consequentemente, a empresa decidiu interromper a construção de cinco unidades de produção: FPSO OSX-4, FPSO OSX-5, WHP-1, WHP-3 e WHP-4.

A OGX informou que o campo de Tubarão Martelo, no entanto, continuará sendo desenvolvido. A produção do primeiro óleo continua prevista para o quarto trimestre deste ano.


Fonte: Jornal do Brasil

domingo, 23 de junho de 2013

EIKE BATISTA DÁ CALOTE DE R$ 500 MILHÕES NA ACCIONA



A OSX, estaleiro que pertence ao grupo EBX do empresário Eike Batista, deu calote em ao menos um fornecedor e está sendo pressionada por bancos a pagar ou renegociar R$ 2 bilhões em dívidas de curto prazo. 

Segundo a Folha de S. Paulo, a empresa não honrou um pagamento de cerca de R$ 500 milhões à construtora espanhola Acciona. 

As negociações entre as duas empresas prosseguem, mas a Acciona não descarta pedir a falência da OSX. Os espanhóis estavam construindo o píer de atracação de navios do estaleiro da OSX no porto do Açu, em São João da Barra (RJ). 



A OSX informou por nota que "os contratos com fornecedores têm cláusulas de confidencialidade que impedem a empresa de comentar". Os porta-vozes da Acciona na Espanha não foram localizados pela publicação.

A Acciona é uma das principais fornecedoras da OSX. Segundo o balanço do primeiro trimestre do ano, a OSX deve R$ 724 milhões a fornecedores - R$ 623 milhões a companhias de fora do País. No último ano, o valor de mercado das companhias do "império X" (que reúne OGX, MPX, OSX, LLX, MMX e CCX) caiu R$ 36 bilhões, para R$ 9,74 bilhões. 


Segundo o jornal, as dívidas bancárias da OSX com vencimento nos próximos 12 meses chegam a R$ 1,922 bilhão. Conforme nota da OSX, suas dívidas de curto prazo estão "equacionadas". Na última quarta-feira, uma liminar da Justiça do Trabalho determinou que a OSX reintegre 331 funcionários que foram demitidos desde janeiro. A empresa disse que está tomando as medidas cabíveis.


Fonte: Jornal do Brasil