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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Justiça determina retirada de navio à deriva na Bacia de Campos


A 20ª Vara Federal do Rio de Janeiro determinou que um navio à deriva na Bacia de Campos, seja removido em caráter de urgência pelas empresas African Gulf Internacional, Kadmos Agência Marítima e P&I Consultoria Seastar. O prazo, a partir da publicação da decisão nesta terça-feira (19), é de 48h. Segundo o texto, há riscos de danos irreversíveis ao meio ambiente, pessoas e outras embarcações. A reportagem não conseguiu contato com os réus.

A decisão estabelece que as empresas cumpram a determinação “alocando rebocadores e demais equipamentos necessários para tal providência”. Em caso de descumprimento, a multa diária estipulada é de R$ 20 mil, limitada ao teto de R$ 300 mil.

Ainda de acordo com o texto, as empresas adquiriram os navios desativados na intenção de comercializar o material em outro país, e que, diante de problemas ocorridos no reboque, ocasionando a flutuação de um dos cascos à deriva, não tomou as providências para cumprir oplano de reboque do porto do Rio de Janeiro até a Índia.

A publicação ainda esclarece, caso a decisão não seja cumprida, como a Marinha do Brasil pode intervir nessa situação.

“…a Marinha do Brasil, conforme fundamentação da presente decisão, já está autorizada pela Lei 7542/86 (arts. 10 e 11, §2º) a tomar as providências que entender cabíveis, inclusive afundamento ou remoção da navio, tratando-se de decisão a ser tomada pela autoridade militar competente, por sua conta e risco, independente de autorização judicial específica, da forma que melhor preserve o meio ambiente, à vida humana e ao patrimônio público ou de outras pessoas”.






Fonte: G1

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

INCÊNDIO AFETA PRODUÇÃO NA PLATAFORMA P-20 DA PETROBRAS



A produção da plataforma P-20, no campo de Marlim, na Bacia de Campos, da Petrobras, foi interrompida por medida de segurança por causa de um incêndio na unidade, na tarde de quinta-feira, disse a estatal nesta sexta-feira. A produção diária é de 22 mil barris de petróleo.

“A Petrobras informa que, no fim da tarde desta quinta-feira, ocorreu um incêndio, já debelado, nas imediações do sistema de injeção de produtos químicos da plataforma P-20, no campo de Marlim, na Bacia de Campos”, disse a companhia em nota.

Segundo a empresa, um dos trabalhadores a bordo na plataforma inalou fumaça e um outro sofreu leve torção nos tornozelos, mas eles passam bem.

“A companhia comunicou o fato às autoridades competentes e iniciou a investigação com o objetivo de apurar as causas do incidente”, acrescentou.

Um incêndio de maior proporção no fim de novembro na refinaria Repar, da Petrobras, manteve paralisada por algumas semanas parte da operação na unidade, que responde por quase 10% da produção nacional.


Fonte: O Globo

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

INEA REJEITA RENOVAR LICENÇA PARA USINA NO AÇU

(Foto: Fábio Braga)

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio rejeitou nesta segunda-feira, 14, o pedido de renovação da licença para instalação de uma usina térmica a carvão no Complexo do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. O projeto da então MPX - hoje Eneva, controlada pela alemã E.ON - obteve em 2008 autorização para construção da térmica, que teria capacidade de gerar 2.100 megawatts para abastecer as indústrias do complexo.

A decisão do Inea foi tomada em reunião da diretoria na segunda-feira. De acordo com a presidente do instituto, Marilene Ramos, a decisão aconteceu após uma "mudança conjuntural importante", citando a alteração do perfil dos empreendimentos previstos para o complexo. Segundo Marilene, a térmica provocaria um aumento de cerca de 11% nas emissões de gás carbônico do Estado.



"A avaliação ambiental estratégica apontava a instalação no complexo de indústrias que demandam muita energia, como siderúrgicas e montadoras de automóveis. No curto prazo, não se vislumbra a chegada dessas empresas e sim indústrias de serviços de apoio offshore, com menor demanda", afirma.

Além da térmica a carvão, o projeto do Complexo do Açu prevê a instalação de uma térmica a gás natural, com capacidade de geração de 3.300 megawatts. O projeto já tem licenciamento aprovado para a implantação. Conforme a presidente do Inea, as atuais tecnologias permitem uma captação de energia maior com o uso de gás natural, o que seria suficiente para atender à demanda da região. "Caso a empresa insista numa nova térmica, será necessário alterar e adequar o projeto", completa.



Marilene afirmou ainda que, desde a primeira autorização, em 2008, houve mudanças na legislação ambiental que impediriam a realização do projeto. "Temos uma política estadual para mudanças climáticas que não permite esse aumento na emissão de gás", concluiu. A MPX alterou o nome para Eneva há pouco mais de um mês, em assembleia geral extraordinária (AGE). A mudança visava desvincular a imagem da empresa do empresário Eike Batista, que teve a participação diluída após um acordo de acionista, em maio. A alemã E.ON ampliou a participação para 36,2%, após injetar cerca de R$ 1,415 bilhão na empresa. Batista, por sua vez, ficou com cerca de 29% da companhia.




Fonte: Isto é Dinheiro

segunda-feira, 1 de julho de 2013

OGX QUER SUSPENDER TRABALHOS NA BACIA DE CAMPOS

(Foto: Brasil Econômico)

A empresa OGX Petróleo e Gás, do grupo EBX, informou que vai pedir à Agência Nacional do Petróleo a suspensão das atividades em três áreas na Bacia de Campos: Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia. Além disso, a empresa pretende parar de produzir no campo de Tubarão Azul no ano que vem.

Segundo comunicado da OGX, foi analisado o comportamento dos poços de Tubarão Azul e constatado que não existe tecnologia capaz de proporcionar o aumento da produção da área. Também foi observado que os reservatórios são muito compartimentados, o que compromete a produtividade.

A partir disso, a OGX constatou ainda que não é economicamente viável desenvolver os campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia. Consequentemente, a empresa decidiu interromper a construção de cinco unidades de produção: FPSO OSX-4, FPSO OSX-5, WHP-1, WHP-3 e WHP-4.

A OGX informou que o campo de Tubarão Martelo, no entanto, continuará sendo desenvolvido. A produção do primeiro óleo continua prevista para o quarto trimestre deste ano.


Fonte: Jornal do Brasil