quinta-feira, 18 de junho de 2026

Justiça manda devolver Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, a príncipe herdeiro de D. Pedro II


O Palácio do Grão-Pará, um dos imóveis históricos mais emblemáticos de Petrópolis, voltou ao centro das atenções após uma decisão judicial que determinou a devolução da posse do local ao príncipe Dom Pedro Tiago de Orleans e Bragança. A medida foi concedida pela 2ª Vara Cível de Petrópolis depois que o descendente de Dom Pedro II relatou ter sido impedido de entrar na residência e encontrado as fechaduras substituídas. As informações foram divulgadas pela jornalista Manoela Alcâbtara, do Metrópoles.


A decisão foi assinada pelo juiz Adriano Loureiro Binato de Castro, que considerou haver elementos suficientes para conceder a liminar em favor do integrante da família imperial brasileira.

Segundo a ação apresentada à Justiça, Dom Pedro Tiago reside no imóvel desde 1980 e exerce a posse do palácio há mais de 40 anos. O caso ganhou novos contornos após um episódio ocorrido no início deste mês.

De acordo com o relato do príncipe, ele autorizou a realização de um evento promovido pela Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura no dia 5 de junho. A iniciativa teria provocado reação contrária da Companhia Imobiliária de Petrópolis, empresa proprietária do imóvel.


Ainda conforme a ação, após sair da residência para praticar exercícios físicos, Dom Pedro Tiago retornou ao local e foi impedido de entrar por seguranças contratados pela companhia. O herdeiro da família imperial afirmou que policiais militares foram acionados e o conduziram à delegacia para prestar esclarecimentos.

Ao retornar ao palácio, o príncipe relatou ter constatado que as fechaduras haviam sido trocadas e que permanecia impossibilitado de acessar o imóvel onde afirma viver há décadas.

Na decisão, o magistrado destacou que a própria Companhia Imobiliária de Petrópolis reconhece a ocupação histórica do imóvel por membros da família imperial. Esse entendimento foi considerado relevante para justificar a devolução da posse ao autor da ação até que o mérito da disputa seja analisado pela Justiça.


O episódio chama atenção não apenas pela disputa patrimonial, mas também pela importância histórica do Palácio do Grão-Pará. Localizado em Petrópolis, o imóvel mantém forte ligação com a memória da monarquia brasileira e com os descendentes da antiga família imperial.

Com a liminar, Dom Pedro Tiago de Orleans e Bragança deverá reassumir a posse do imóvel enquanto o processo segue tramitando. A controvérsia, no entanto, ainda promete novos capítulos nos tribunais, já que a discussão sobre os direitos relacionados ao palácio permanece em análise judicial.