quarta-feira, 3 de junho de 2026

Carlos Minc sugere que ex-deputados presos por ligação com o CV se entreguem aos EUA


A decisão do governo do presidente Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas repercutiu rapidamente na política brasileira e provocou uma reação irônica do deputado estadual Carlos Minc (PSB-RJ).

Em declaração à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o parlamentar afirmou que ex-colegas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) presos em investigações relacionadas ao crime organizado poderiam se apresentar às autoridades dos Estados Unidos após a medida anunciada pela Casa Branca.


A fala ocorre em meio à comemoração de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou ter defendido junto ao governo americano a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

Ex-deputados citados

Ao comentar o assunto, Minc mencionou os ex-deputados estaduais Thiego Santos, conhecido como TH Joias, Rodrigo Bacellar e Tiago Rangel.


Segundo a coluna, TH Joias e Rodrigo Bacellar foram presos em investigações que apontaram supostas conexões com integrantes do Comando Vermelho. Já Tiago Rangel foi detido em uma etapa da mesma operação que investigava suspeitas de fraudes em contratos públicos do Estado do Rio de Janeiro.

A declaração foi acompanhada de uma crítica ao ambiente político fluminense.

“É mais difícil despoluir a Alerj do que a Baía de Guanabara”, afirmou o deputado à Folha.
Reação à medida de Trump

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas foi recebida positivamente por setores ligados ao bolsonarismo. A expectativa desses grupos é que a medida fortaleça mecanismos de cooperação internacional para o combate às facções criminosas.


Flávio Bolsonaro afirmou publicamente que levou a pauta ao governo americano como parte de uma estratégia para ampliar a pressão internacional contra organizações criminosas que atuam no Brasil.

Debate político

Além dos efeitos na área de segurança pública, a decisão dos Estados Unidos abriu espaço para uma disputa política entre adversários e aliados do bolsonarismo.

A fala de Carlos Minc adicionou um novo capítulo a esse debate ao relacionar a medida americana a investigações que atingiram políticos fluminenses e provocaram forte repercussão na Assembleia Legislativa.

Nos bastidores, a classificação das facções como organizações terroristas continua sendo analisada por especialistas em segurança e direito internacional, que discutem os possíveis impactos da decisão sobre investigações, sanções financeiras e cooperação entre países no combate ao crime organizado.