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sexta-feira, 6 de março de 2015

OSX DEMITE 25 TRABALHADORES NO AÇU


A OSX que ainda mantinha, mesmo em recuperação judicial e com as obras da Unidade de Construção Naval (UCN - estaleiro) interrompidas, cerca de 45 trabalhadores no Açu, decidiu hoje, demitir um contingente de 25 trabalhadores que atuavam no Açu.

A área de 3,2 milhões de m² que a UCN/OSX ocuparia já foi devolvida para Prumo controladora do Porto do Açu, na negociação da recuperação judicial. O fato se derivou da falta do pagamento de aluguel à Prumo, pelo uso da área pela OSX, em contrato assinado da época em que a empresa era ainda a LLX.

Na lista de hoje de desligamentos, gerentes também foram demitidos do "canteiro de obras" do Açu. Há cerca de um mês vários caminhões com equipamentos, partes de pontes rolantes e outros que estavam estocados no Rio e pagando aluguel, foram transportados para o canteiro da OSX no Açu, para cortar despesas.

Assim, os equipamentos e as estruturas à beira-mar correm o risco de enferrujarem e se deteriorarem, como já está acontecendo, por conta da interrupção das obras de implantação, acontecidas desde 2013, quando do estouro da crise do grupo X.

Comenta-se que a Prumo (ex-LLX) dona da área, junto com o restante dos funcionários que restaram na OSX, nesse processo de recuperação judicial, ficarão com a função de manter e preservar o que lá existe na expectativa de que consigam um contrato com algum interessado na área do estaleiro.

É ainda oportuno recordar que uma outra área junto ao terminal 2, contígua à da UCN/OSX está instalado o Consórcio Integra, em que a OSX é sócia com 49% tendo a Construtora Mendes Junior, 51% de participação.

O Consórcio Integra chegou a ter cerca de 800 funcionários que atuavam na montagem dos módulos das plataformas P-67 e P-70. Hoje, o Consórcio com as centenas de demissões que promoveu, ficou com apenas cerca de 100 trabalhadores.

Um super guindaste o Mammoet que veio da Coreia por encomenda da OSX, como sua parte no acordo com a Mendes Jr, começou a ser montado na área do Açu, mas logo a seguir o trabalho foi interrompido. A maior parte das peças do guindaste estão guardados em contêineres.

As 25 demissões, chamadas de desligamento dos colaboradores, foram informadas hoje aos trabalhadores. Também hoje, a diretoria da OSX comunicou aos trabalhadores, por correio eletrônico, em que os demitidos também tiveram acesso, algumas mudanças na direção da empresa.

Uma única pessoa, Marcello de Souza Marin passou a acumular os cargos de diretor presidente, diretor financeiro e de relações com investidores. Nesse mesmo comunicado, também foi informado o desligamento de Vladimir Kundert Ranevsky que antes ocupava também cumulativamente esses três cargos. Foi ainda informado sobre a nomeação do José Américo de Almeida Costa para um cargo de "diretor sem designação específica".

O José Costa era o gerente que vinha atuando no Açu nos últimos meses e com questionamentos dos trabalhadores, por mudanças que teria submetido à Cipa da empresa, além de outras medidas. Uma delas seria a obrigação da ginástica laboral no início do expediente, sem acompanhamento de profissional especializado, além de alinhamento das equipes ordem quase militar.

É ainda oportuno recordar que a empresa OSX, uma da holding EBX, tinha dois braços, um de serviços e de afretamento de embarcações que atende à OGPar (ex-OGX) e a outra que era o estaleiro, ou a Unidade de Construção Naval (UCN) que teve sua construção interrompida, junto ao terminal 2 do Porto do Açu.

Não será simples o esforço de viabilizar algum contrato com empresa interessada nesse tipo de investimento, num momento em que a indústria naval brasileira vive uma série crise considerando sua relação umbilical com o setor de petróleo, que tem a maioria das encomendas de plataformas, petroleiros, sondas e embarcações de apoio.

O preço mais baixo do barril de petróleo obriga não apenas a Petrobras, mas, outras empresas do setor a rever contratos e seus planos de investimentos. Além disso, a situação delicada da Petrobras com as apurações relacionadas à Operação Lava Jato mexe diretamente com este setor e algumas dessas encomendas.

Por outro lado, há quem enxergue e vislumbre chances de empresas que não estão envolvidas nos atuais contratos em poderem absorver alguns desses contratos, numa rearrumação do setor.

Enfim, a possível implantação da base portuária da Edison Chouest Offshore (Eco), também junto ao terminal 2 do Porto do Açu pode interferir no caso. As obras de implantação da base portuária da Eco seguem, num ritmo lento, enquanto aguarda decisão da licitação da Petrobras, para fornecer base de apoio à movimentação de cargas offshore para a Bacia de Campos ES.

A possível confirmação da contratação da Edison Chouest pela Petrobras, poderá trazer uma dinâmica que se relacione a essa área, que foi projetada para uso da UCN/OSX e que agora enfrenta uma dura recuperação judicial, que, aparentemente parece muito próxima de um processo de liquidação.




Fonte: Blog do Roberto Moares

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

OSX VAI DEVOLVER ÁREAS OCUPADAS NO PORTO DO AÇU PARA LLX / EIG




A decisão da OSX de negociar a devolução de áreas de seu estaleiro no porto do Açu, no norte fluminense, pode fazer com que a empresa de construção naval de Eike Batista fique com, no máximo, metade do terreno original do projeto. Fontes ouvidas pelo Valor dizem que a empresa poderá reter entre 30% e 50% da área original do estaleiro.

No total, a OSX arrenda 3,2 milhões de metros quadrados da LLX, a empresa de logística de Eike, no Açu, em São João da Barra (RJ).

A OSX ocupa hoje uma área nobre do porto, no chamado TX2, terminal em terra ligado ao mar por um canal de navegação. O terreno do estaleiro tem saída direta para o mar e cais para atracação de navios de apoio marítimo ligados à indústria de petróleo e gás.

O conselho de administração da OSX aprovou o início de negociações com a LLX para chegar a um modelo de "estaleiro reduzido". A informação consta em ata da reunião do conselho realizada no dia 25 de outubro e divulgada ontem.

As discussões passam por devolução de áreas em contrapartida ao fim de obrigações de investimento. As negociações para devolver a área oficializam uma decisão que era amadurecida na empresa há mais tempo, segundo uma fonte que conhece o projeto.

(Foto: Fabio Braga)

O estaleiro do Açu nasceu com um projeto para construir 48 plataformas para a OGX, empresa-irmã que entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio. Como o estaleiro estava em obras, a construção de plataformas foi iniciado na Ásia com a encomenda de três unidades.

A OSX tinha previsão ainda de construir onze navios-tanque para a Kingfish, mas o contrato foi cancelado. Restam em carteira a construção de módulos para duas plataformas da Petrobras e um navio de apoio marítimo, segundo fontes próximas da empresa. Com a reestruturação da carteira, o estaleiro da OSX no Açu também vai passar por mudanças.

Os novos controladores da LLX, a americana EIG, vê no Açu potencial para desenvolver o porto como base de apoio para as operações da indústria de petróleo.

É no meio de todo este processo que a OSX, em processo de pré-recuperação judicial, informa que pretende devolver grande parte desta área para a LLX, para evitar novas dívidas com pagamento de aluguel/arrendamento. Boa parte desta área foi desapropriada pela Codin tendo o pagamento da desapropriação sido feito pela LLX, através de um convênio firmado com a Codin e com a PMSJB.


Fonte: Valor/ Blog do Roberto Moraes

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EIG PODE FAZER OFERTAS POR MAIS ATIVOS DO GRUPO EBX


(Foto: Ricardo Moraes/ Reuters)

A EIG Global Energy Partners LLC está interessada em comprar mais ativos do empresário Eike Batista, disse uma pessoa familiarizada com os planos da empresa de investimentos dos Estados Unidos, dias após a EIG ter fechado um negócio que deu a ela o controle de um grande porto.

A EIG, porém, não está negociando ativamente com o grupo EBX do empresário, disse a fonte, que não quis especificar quais ativos que a empresa de gestão de investimento de 12,8 bilhões de dólares está de olho.

Forçado a desmantelar, por problemas de dívida, um império de energia, porto e mineração que valia 35 bilhões de dólares no ano passado, Eike Batista busca parceiros ou compradores para a empresa de petróleo OGX Petróleo e Gás Participações, para a mineradora MMX, para a empresa de construção naval OSX Brasil e para a companhia de carvão CCX.

A EIG não quis comentar. Executivos da EBX não estavam imediatamente disponíveis para comentar.


Fonte: Exame

sábado, 3 de agosto de 2013

PORTO DO AÇU: OGX NEGOCIA DEVOLVER ATÉ METADE DA SUA ÁREA



A OSX, empresa de construção e serviços navais de Eike Batista, negocia a devolução de até metade do terreno que hoje ocupa no porto do Açu, segundo apurou a Folha com fontes que participam da operação.

O porto pertence a outra empresa de Eike, a LLX, e estende-se por 90 quilômetros quadrados no litoral norte fluminense. A OSX tem 3,2 quilômetros quadrados do terreno e paga aluguel por isso.

A devolução de parte da área é o primeiro passo do plano para sanear as contas da companhia. Ao reduzir o espaço ocupado, a empresa pretende economizar até R$ 100 milhões com aluguel por ano. O valor exato a ser poupado dependerá do acordo final sobre o tamanho da área que será devolvida.
 


A LLX perderá receita, mas poderá arrendar o espaço, localizado em área considerada nobre do terreno, de frente para o mar, a outra empresa.

Trata-se de um paliativo para a OSX. O problema financeiro de Eike com a empresa só deve começar a ser resolvido com a venda em massa das plataformas de exploração da companhia, avaliam executivos do grupo.

A OSX, que possui um estaleiro e bases de afretamento e operação de navios e plataformas, está no centro crise que se abateu sobre os negócios de Eike, juntamente com a OGX, de petróleo.



Ela foi criada para atender à demanda da petroleira por unidades de exploração. Com a desistência da OGX de manter investimentos em quatro de seus campos, a OSX não só teve encomendas canceladas, mas ficou com duas plataformas já prontas ociosas.

Os executivos de Eike empenham-se em passá-las para frente. Na semana passada, partiram numa viagem de negócios no exterior, o chamado "road-show".



Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, 31 de julho de 2013

CRISE NAS EMPRESAS DE EIKE JÁ AFETA PARCEIROS

(Foto: Sérgio Moraes/ Reuters)

A filial da Techint, em Pontal do Paraná e parceira da OSX, de Eike Batista, demitiu cerca de 900 funcionários após o cancelamento da encomenda de uma das plataformas que estava sendo construída para o estaleiro. As informações são da imprensa local.


As demissões representam 30% da força de trabalho total da companhia, que contava com cerca de 3.000 funcionários antes dos cortes. 

No início do mês, a OSX interrompeu a construção de uma das duas plataformas que estavam sendo construídas pela Techint. Os contratos entre as duas companhias somavam pelo menos 1 bilhão de reais.

Parceria

No início de 2011, a OSX fechou uma parceria com a subsidiária do grupo argentino Techint com o objetivo de encomendar o desenvolvimento de duas plataformas fixas, que seriam usadas na exploração de petróleo e gás natural na Bacia de Campos.

O acordo entre elas previa o início da "engenharia básica de duas plataformas fixas (WHPs) que serão construídas e operadas por subsidiárias da OSX", conforme um comunicado divulgado pela OSX, na época à Bolsa de São Paulo.

No início deste mês, a SX anunciou a interrupção da construção de uma plataforma. Segundo a companhia, o cancelamento está “em linha com a priorização absoluta da construção da WHP-2”.


Fonte: Exame

terça-feira, 9 de julho de 2013

ACIONISTAS QUEREM BLOQUEAR BENS DE EIKE BATISTA



Após as constantes notícias negativas e as fortes desvalorizações das ações das empresas do Grupo EBX listadas na BM&FBovespa, os acionistas minoritários do conglomerado de Eike Batista querem agora bloquear os bens do bilionário.

Para defender seus interesses, os minoritários criaram a União dos Acionistas Minoritários do Grupo EBX (UNAX). Medidas judiciais e administrativas visando ao bloqueio de Eike Batista estão sendo tomadas, segundo informou o presidente da UNAX, Adriano Mezzomo, advogado que assina o comunicado.

“Estamos recolhendo, no Brasil e no exterior, procurações para participarmos das Assembléias de Acionistas, com vistas à eleição dos membros dos Conselhos Fiscais. Em paralelo, estamos providenciando medidas legais cabíveis perante a Comissão de Valores Mobiliários, Agência Nacional do Petróleo, auditorias externas independentes e agências classificadoras de risco, sem prejuízo de recurso a outros foros e instâncias”, diz o comunicado.

A OGX (OGXP3) e a OSX (OSXB3) estão entre as maiores desvalorizações das companhias de Eike na bolsa, com quedas de 88% e 90%, respectivamente.


Fonte: Exame

quinta-feira, 4 de julho de 2013

EIKE PODE FECHAR ESTALEIRO DA OSX, NO PORTO DO AÇU



Eike está sendo aconselhado a desativar o estaleiro da OSX e a vender as plataformas de produção para levantar recursos, disse uma pessoa com conhecimento direto da proposta.

Vender ativos permitiria à empresa fechar o estaleiro, que ainda está em construção, pagar credores e a sobra de dinheiro ficaria com acionistas, segundo a pessoa, que pediu anonimato porque a discussão é privada e uma decisão final ainda não foi tomada.

O plano ajudaria Batista a reduzir a dívida depois que sua principal companhia, a petrolífera OGX Petróleo Gás Participações SA, anunciou nesta semana que poderia deter a produção do seu único poço petrolífero ativo, disse essa pessoa.

Ontem a fortuna de Batista caiu US$ 1,1 bilhão, totalizando US$ 2,9 bilhões; no começo do ano, era de US$ 12,4 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

O EBX Group Co. direcionou questões à assessoria de imprensa da OSX. Por e-mail, OSX disse que não existe plano para fechar o estaleiro.

A companhia está analisando alternativas comerciais no Brasil e em outros lugares para a plataforma OSX-2, e a OSX-1 será usada no campo Tubarão Azul até que a irmã e cliente OGX decida uma nova alocação para ela.

A OSX começou a construção do estaleiro no porto de Açu, no sudeste do Brasil, em julho de 2011. No mês passado, anunciou que estava diminuindo o ritmo da obra, depois de perder um contrato para construir 11 navios.

Segundo o plano original, a companhia com sede no Rio de Janeiro esperava terminar o estaleiro no segundo trimestre de 2014. Os navios da companhia estão sendo feitos em estaleiros em Cingapura.

A OSX acumula queda de 88% este ano porque a companhia não conseguiu atingir suas metas de produção. Nesta semana, a OGX descartou projetos de exploração offshore e cancelou pedidos para as a plataformas OSX-4 e OSX-5.

A OSX foi criada por Batista principalmente para fornecer plataformas e navios para a OGX.



Fonte: Exame

EIKE BATISTA RENUNCIA AO CARGO DE PRESIDENTE DA MPX



A MPX Energia informou em um fato relevante nesta quinta-feira que Eike Batista renunciou ao cargo de presidente e membro do Conselho de Administração da empresa. Segundo nota da assessoria de imprensa da empresa, Jørgen Kildahl, membro do Conselho de Administração da E.ON SE e até então vice-presidente do Conselho da MPX, foi indicado como presidente interino. 

Além disso, no fato relevante a empresa diz que será convocada uma assembleia geral para debater as resoluções sobre a renúncia de Eike, a alteração da denominação social da MPX Energia, mudanças no estatuto social da companhia e outras adaptações à imagem e marca. A mudança de nome da MPX e a saída de Eike são medidas para desvincular a empresa da imagem do empresário, tentar valorizar suas ações e possibilitar sua venda dentro de alguns meses. A MPX é hoje a empresa mais valiosa dentro do grupo de Eike e peça central no plano de reestruturação do grupo.

O fato relevante foi assinado pelo Diretor Presidente e de Relações com Investidores, Eduardo Karrer. Eike está tentando vender por completo as duas empresas mais valiosas: a MPX e a mineradora MMX. A proposta é usar o dinheiro dessas vendas para pagar parte das dívidas das outras empresas que, por falta de interessados, deverão continuar com o empresário.

Quatro empresas menores, em fase inicial de investimentos, vão para a gaveta ou não receberão investimentos: AUX (ouro), CCX (carvão), IMX (entretenimento) e REX (imobiliária). E os elefantes brancos OGX (petróleo), OSX (estaleiro), LLX (Porto do Açú) e EBX (holding do grupo) vão encolher e serão administradas do jeito que for possível.


Fonte: VEJA

quinta-feira, 27 de junho de 2013

OSX DE EIKE, DÁ CALOTE DE R$ 10 MILHÕES EM 200 TRANSPORTADORES



Cerca de 200 transportadores estão cobrando pagamento de 10 milhões de reais da empresa OSX, estaleiro do grupo EBX, de Eike Batista. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, desta quinta-feira, desde abril os fornecedores estão sem receber pelo serviço prestado.

De acordo com o jornal, os transportadores são do interior de Minas Gerais e atuaram em obras da empresa. Eles levavam brita de uma pedreira em Muriaé (MG) para o porto do Açu, em São João da Barra, litoral norte do Rio.

Os fornecedores teriam sidos contratados por uma empresa de Campos dos Goytacazes (RJ), que não teria recebido da OSX e por isso interrompeu os pagamentos, que deveria ter sido feito no final de abril.

No último domingo, a Folha havia publicado que a OSX devia 500 milhões de reais ao grupo espanhol Acciona. A companhia negou a informação. "A notícia sobre suposto crédito não honrado pela OSX junto ao fornecedor Acciona é falsa", afirmou a companhia, em nota.


Fonte:

terça-feira, 18 de junho de 2013

OSX TERÁ QUE REINTEGRAR TRABALHADORES DEMITIDOS SEM JUSTA CAUSA



A juíza da 1ª Vara do Trabalho de Campos, Fernanda Stipp, concedeu ontem (17) liminar obrigando a OSX, empresa de estaleiros e afretamento do grupo EBX, do empresário Eike Batista, a reintegrar 331 trabalhadores que foram demitidos sem justa causa desde janeiro. A desobediência à decisão implicará em multa diária de R$ 1 mil por cada empregado não reintegrado.

A ação foi impetrada pelo MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro), por meio da Procuradoria do Trabalho do Município de Campos. De acordo com o MPT-RJ, as demissões foram realizadas em massa sem qualquer negociação prévia.

Segundo a decisão judicial, a liminar foi concedida diante da "gravidade da situação social em decorrência da suspensão parcial da obra da construção do estaleiro do Porto do Açu".

A juíza explicou em sua decisão que muitas pessoas demitidas não eram da região de São João da Barra, onde o empreendimento está sendo construído, no norte fluminense, e trouxeram suas famílias para perto do projeto.

Ainda foi determinada a proibição de dispensa em massa até que as negociações coletivas sejam estabelecidas. Uma reunião com a empresa foi marcada para o dia 26 de junho.


Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 15 de junho de 2013

PORTO DO AÇU: HERDEIROS TENTAM IMPEDIR DESAPROPRIAÇÕES

(Foto: ANI)
Herdeiros de terras da localidade de Água Preta, na Estrada do Açu, em São João da Barra (SJB), tentaram impedir, na manhã de ontem, sexta-feira (14), que a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) desapropriasse a área para andamento das obras do Superporto do Açu. 

Segundo um dos herdeiros da terra, Adeilson Toledo, de 49 anos, a família teria recebido o aviso da desapropriação somente na quinta-feira e com isso, não haveria tempo hábil para deslocar os animais da área. De acordo com ele, a Codin estaria oferecendo R$ 70 mil por alqueire, onde o preço normal seria R$ 500 mil por alqueire.

A assessoria de comunicação da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) informa que as áreas imitidas na posse são destinadas à criação do Distrito Industrial da Codin em São João da Barra.

Os decretos de desapropriação são de 2008 e a área questionada possui laudo da equipe técnica, o que indica que o ocupante tinha conhecimento da desapropriação e pois permitiu a vistoria. As datas da imissão na posse são determinadsa pela Justiça.

A Codin não comenta valores pagos, mas explica que o método de avaliação das propriedades se baseia na Norma Técnica Brasileira (ABNT –NBR 14653) levando em consideração a dinâmica de mercado.


Fonte: Folha da Manhã (Dulcides Netto)

terça-feira, 4 de junho de 2013

DEMISSÕES NO PORTO DO AÇU: AGF DEMITE 49 FUNCIONÁRIOS

(Foto: Folha da Manhã)

Nesta terça-feira, 04, a empresa AGF Engenharia demitiu 49 funcionários que prestavam serviços para o estaleiro da OSX, no Superporto do Açu, em São João da Barra.

A crise que envolve as empresas do Grupo EBX começou há alguns meses e traz consequências até os dias de hoje. A cada semana é uma nova surpresa, quase sempre desagradável, para os trabalhadores.

No período de um ano, o empresário Eike Batista saiu do ranking da Forbes, no qual estava em oitavo lugar entre os homens mais ricos do mundo. Atualmente não ocupa sequer a lista dos 100 mais.

Em São João da Barra, onde estão concentrados grandes empreendimentos do grupo X, nas últimas semanas puderam ser vistos dezenas de pessoas com malas nos pontos de ônibus. Eles voltam para suas casas ou são remanejados para outras obras das empresas para qual prestam serviço, para evitar um possível crescimento populacional desordenado do município.

No dia 10 de maio, depois da posse como presidente da Junta de Serviço Militar de São João da Barra, o prefeito José Amaro Martins de Souza, Neco, afirmou que não existe a possibilidade do Complexo Portuário do Açu parar, segundo o prefeito, é uma crise passageira.

Abaixo a nota da OSX

“A OSX está realizando adequações no quadro de colaboradores próprios e terceiros alocados na implantação do estaleiro da companhia no Açu, tendo em vista o faseamento das obras do empreendimento divulgado no novo Plano de Negócios da companhia”.


Fonte: SJB online