A corrida pelo Palácio Guanabara entrará em uma nova etapa no próximo domingo (09), quando será realizado o primeiro debate televisivo entre os candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Tradicionalmente responsável por abrir a temporada de debates eleitorais no país, o Grupo Bandeirantes reunirá os principais concorrentes em um confronto de propostas transmitido ao vivo para todo o estado.
A partir das 20h, os candidatos Eduardo Paes (PSD); Douglas Ruas (PL); Anthony Garotinho (Republicanos); William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo) vão ficar frente a frente pela primeira vez no embate eleitoral de 2026.
A disputa para mostrar quem é o melhor para ocupar a principal cadeira do Palácio Guanabara será feita na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, e terá transmissão simultânea pela TV Band Rio, pelo canal oficial da emissora no YouTube e pela Rádio BandNews FM Rio.
Além de colocar os candidatos frente a frente, o debate inaugura uma fase considerada decisiva da campanha, marcada pela exposição em veículos de comunicação de massa e pela proximidade do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, no próximo dia 16.
Pesquisas espontâneas apontam cerca de 80% de indecisos
Para o sociólogo e cientista político Paulo Baía, o primeiro debate representa uma mudança de patamar na disputa eleitoral. Segundo ele, a campanha deixa de ser predominantemente presencial e concentrada nas redes sociais para alcançar um público muito mais amplo.
“Um debate é uma exposição pública importante e, na televisão, ela tem repercussão imensa, com milhares de pessoas assistindo.”
Na avaliação do pesquisador, o evento ocorre em um momento em que grande parte do eleitorado ainda não definiu seu voto. Ele lembra que, poucos dias depois, a campanha ganhará outro impulso com o início da propaganda eleitoral gratuita.
Baía afirma que a televisão continua exercendo influência relevante na formação da opinião pública, especialmente em um cenário de elevado número de indecisos.
“As pesquisas indicam um grande número de indecisos. A dois meses do pleito, nas respostas espontâneas ainda temos quase 80% de eleitores que não definiram sua escolha.”


