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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MPX, DE EIKE BATISTA, MUDA NOME PARA ENEVA



A MPX, empresa de energia do grupo EBX, de Eike Batista, anunciou, nesta quarta-feira, a mudança de nome para Eneva. A proposta de alterar o nome da companhia havia sido comunicada ao mercado no início de julho, quando Eike se retirou do conselho da empresa e a participação do grupo alemão E.ON — parceiro do empresário — aumentou. Na assembleia desta quarta, o conselho também comunicou a eleição de Joel Rennó Junior como novo membro do conselho de administração. O executivo terá mandato de dois anos.

Há duas semanas, o conselho de administração convocou uma assembleia geral para decidir a nova razão social. A retirada da letra “X” — característica de todos os negócios de Eike Batista — é vista como uma forma de desvincular a empresa do nome do empresário. Nos últimos meses, as empresas do grupo, especialmente a petroleira OGX, têm passado por uma crise. A MPX — agora Eneva — é a companhia mais saudável e guia o processo de reestruturação da EBX.

Segundo comunicado da empresa, a nova marca tem dois conceitos principais. A letra “E” é uma referência a energia. Já o “NEVA” remete à palavra “nova”, simbolizando a busca por novas fontes de energia. A companhia destacou ainda que a mudança de nome representa a nova fase da empresa, agora com 36,2% sob o controle do E.ON.

“A mudança de nome representa a significativa reestruturação que estamos conduzindo na companhia. Será uma motivação para os desafios e oportunidades que virão. O Brasil tem grande demanda por energia elétrica e a ENEVA quer contribuir de forma relevante para o crescimento sustentável do País”, disse Frank Possmeier, Deputy CEO da ENEVA, no comunicado distribuído à imprensa.

Segundo o fato relevante enviado ao mercado, as ações da companhia na Bolsa de Valores continuarão a ter o mesmo código (MPXE3), por enquanto. A mudança dos chamados “tickers” depende da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários.
 
Fonte: O Globo

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

VENDA DA MPX LIVRA EIKE DE DÍVIDA DE R$ 4 BILHÕES



O BNDES se livrou da maior parcela da dívida das empresas do grupo de Eike Batista com a venda da empresa de energia MPX para a alemã E.ON, mas ainda restam cerca de R$ 2 bilhões em débitos e parte deles estão sob renegociação.

Dados obtidos com exclusividade pela Folha indicam que cerca de R$ 4 bilhões migraram para o novo controlador da MPX -ou 66% de uma dívida de R$ 6 bilhões do grupo.
Esse é o valor que já havia sido liberado pelo banco estatal ao grupo EBX -de um total de R$ 10 bilhões em financiamentos contratados.

Há em curso, porém, uma renegociação de R$ 518 milhões referente a um empréstimo-ponte dado à LLX (logística) para a construção do porto do Açu (RJ). O BNDES provavelmente vai prorrogar o pagamento, que vence neste mês.

Foi a mesma saída para outro crédito-ponte para a OSX (estaleiro), prorrogado em agosto por dois meses.

Os empréstimos-ponte são dados até que um contrato definitivo e com melhores condições seja firmado.

O objetivo da renegociação é dar tempo para encontrar compradores para essas empresas que possam assumir as dívidas. "É melhor dar mais prazo e tentar receber do que deixar que a empresa quebre", diz Eduardo Coutinho, professor do Ibmec.

RISCO DIRETO

De tudo o que o BNDES emprestou a Eike, R$ 500 milhões, porém, estão sob risco direto de um eventual calote -é a chamada exposição do banco às empresas do grupo.

Tal cifra corresponde a 0,6% de todo o crédito liberado pelo banco no primeiro semestre. "Não é pouco, até porque é um banco público, mas proporcionalmente ao tamanho do BNDES não seria um problema tão grande [um eventual calote]", diz o professor do Ibmec.

O risco do BNDES é relativamente baixo porque 80% de todos os empréstimos contam com fiança bancária ou são financiamentos indiretos (repassados por outros bancos, que assumem o risco).

Ou seja, em caso de inadimplência, o "mico" fica com O banco que deu o aval ao empréstimo do BNDES.

Para Coutinho, o BNDES cercou-se desse cuidado porque as empresas de Eike eram apenas projetos -que frustraram as expectativas sem apresentar os resultados prometidos- e não tinham geração de receita própria.

Procurado, o BNDES informou que não comentaria os números obtidos pela Folha. LLX e OSX confirmam a repactuação das dívidas. A EBX não comenta os números.

SAÍDA

O empresário Eike Batista está negociando a redução da sua participação na MMX, empresa de mineração do grupo EBX, segundo fato relevante enviado à CVM.

Em documento assinado pelo diretor presidente da MMX, Carlos Gonzalez, a empresa informa que apesar da negociação, não há nenhum documento assinado sobre uma possível venda.

A MMX tem sido alvo do interesse de vários grupos, que visam principalmente o Porto Sudeste, maior projeto da companhia, em construção em Itaguaí (RJ). A empresa tem ainda duas minas de minério de ferro, Serra Azul, em MG, e outra em Corumbá.


Fonte: Folha de São Paulo