terça-feira, 24 de dezembro de 2013

POLÍCIA CIVIL PRENDE SUSPEITO NA MORTE DE ADVOGADO EM CAMPOS

(Foto: Filipe Lemos/ Campos24horas)

A polícia apresentou nesta terça-feira(24) um acusado de participar do caso do advogado Paulo César Pereira Fernandes, que foi assassinado no último dia 19, na Avenida 28 de Março, próximo à Praça Alzira Vargas, área central de Campos, por dois homens em uma moto. O delegado titular da134ª DP/Centro, Geraldo Rangel, concedeu uma entrevista coletiva no início desta tarde. O suspeito apresentado foi Deilton Modesto da Silva, de 20 anos, residente no Parque Aeroporto, em Guarus.


Segundo o delegado, há três envolvidos no crime que estão foragidos: W.V.S, J.C.S. ambos maiores, e um menor de 17 anos. Todos com passagem na polícia.

O delegado também confirmou a motivação do crime: latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Durante a entrevista coletiva, o delegado Geraldo Rangel revela a participação de cada um dos acusados no crime; confira.

A coletiva:
Pergunta – Como a polícia chegou ao acusado?
Delegado Geraldo Rangel – “Inicialmente, recebemos informações sobre a participação de Deilton. Ele foi localizado e em sua casa encontramos uma blusa verde, idêntica ao que o carona da moto estava vestindo no dia do crime. 
Deilton também reconheceu a motocicleta utilizada no crime como sendo de duas outras pessoas. Ele nos forneceu o nome dessas duas pessoas. A partir daí, montamos um quebra-cabeça e chegamos aos nomes dos indivíduos que cometeram o crime”.

Qual foi a motivação?
Delegado - “Foi latrocínio, roubo seguido de morte. Eles foram para roubar o cordão do advogado e acabaram efetuando o disparo.

O suspeito apresentado hoje confessa ter participado do crime?

Delegado – “Ele não confessa a prática do crime. Mas, isso é normal. Dificilmente os acusados confessam. Todavia, a partir do momento que a gente demonstra algumas evidências, eles passam a se esquivar e, via de regra, apontam os comparsas que participaram do delito.

A polícia já sabe quem deu os tiros e quem conduzia a moto?

Delegado – “Quem estaria pilotando a moto era o suspeito W., e o carona J. atirou. Um adolescente teria emprestado a moto. E Deilton recebeu o cordão roubado do advogado e o vendeu.
Estamos investigando também se Deilton teve uma participação a mais ativa do crime, até com a presença no local.

O crime está elucidado?

Delegado – “Já temos elementos suficientes para a prisão preventiva. Vamos mantê-lo preso para continuar investigação. Em 30 dias concluiremos o inquérito”.

Segundo ainda o delegado, mais duas vítimas de assalto reconheceram Deilton. Os assaltos ocorreram na Avenida Alberto Torres, dois dias antes do advogado ter sido assassinado.

Polícia apresentou imagens dos suspeitos na semana passada

Na última sexta-feira(20), a polícia imagens de dois suspeitos de terem assassinado na tarde de ontem o advogado Paulo César Pereira Fernandes, que era conhecido como “Paulo Preto”. O crime se deu na Avenida 28 de Março, próximo a Praça Alzira Vargas, na área central da cidade. Os suspeitos estavam em uma moto. Nas imagens apresentadas à imprensa, apenas o condutor da moto usava capacete. A dupla passou pelo advogado quando ele parou em um sinal. Neste momento, os bandidos teriam observado que o advogado usava uma cordão de ouro.


O delegado titular da 134ª DP/Centro, Geraldo Rangel, afirmou que a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, sem contudo descartar a de crime de mando. Ao divulgar as imagens, o delegado Geraldo Rangel pediu a ajuda da população para identificar os autores do crime. “Precisamos agora é identificar esses indivíduos. As pessoas que os conhece, certamente os reconhecerão. A participação da sociedade é importante. A polícia não trabalha sozinha. O interesse de elucidar o crime também deve ser da sociedade como um todo. Portanto, quem tiver informações, pode ligar para o disque denuncia”, destacou o delegado.


Segundo ainda o delegado, os assassinos deram dois tiros. O primeiro lateralmente na porta, mas não atingiram a vítima. O segundo tiro foi dado na traseira e atingiu as costas da vítima. Foi o tiro fatal. “Não descartamos a possibilidade de homicídio. Mas, todos os indícios levam a crer que foi latrocínio. Roubaram um cordão de ouro dele. A camisa estava rasgada, ou seja, puxaram o cordão”, finalizou o delegado.



Fonte: Campos 24horas