domingo, 15 de fevereiro de 2026

Petrópolis completa quatro anos da maior tragédia de sua história: 242 mortos


A pior tragédia climática da história de Petrópolis completa quatro anos neste domingo (15). Em apenas três horas, a cidade registrou 258,6 milímetros de chuva, o volume previsto para todo o mês de fevereiro. A tempestade devastou o primeiro distrito, provocou deslizamentos de grandes proporções e deixou ao menos 242 mortos, em um episódio que entrou para sempre na história do município.

As regiões do Centro Histórico e do Alto da Serra foram as mais atingidas. Ruas desapareceram sob a lama, casas foram arrastadas pela força da água e centenas de famílias perderam tudo. O cenário de destruição mobilizou equipes de resgate de diversas partes do estado e do país, que trabalharam por dias em buscas por vítimas e sobreviventes.

Poucos locais simbolizam tanto a dimensão da tragédia quanto o Morro da Oficina, oficialmente Rua Oswero Vilaça, considerado o epicentro do desastre. Das 242 mortes registradas na cidade, 233 ocorreram somente na comunidade.

A tragédia provocou comoção nacional, mobilizou redes de solidariedade e ampliou debates sobre mudanças climáticas e prevenção de desastres. Quatro anos depois, a data segue marcada por homenagens às vítimas e reflexões sobre a necessidade de preparar cidades para eventos extremos.

Ainda hoje, muitas famílias recebem aluguel social referente às chuvas de fevereiro e março de 2022, evidenciando que os efeitos daquele dia continuam presentes na vida de milhares de moradores.