A repercussão nacional da morte do cão comunitário Orelha, vítima de agressões em Florianópolis (SC), levou o delegado-geral da Polícia Civil catarinense, Ulisses Gabriel, a se manifestar publicamente nas redes sociais. As declarações ocorreram em meio a ataques direcionados à condução das investigações e a pedidos, feitos por internautas, para que o caso fosse federalizado.
O episódio, ocorrido na região da Praia Brava, mobilizou protestos em diferentes cidades do país e gerou mobilização nas plataformas digitais. O animal teria sofrido atos de extrema violência atribuídos a adolescentes e acabou sendo submetido à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos.
Em publicações no X, Ulisses Gabriel afirmou que Santa Catarina estaria sendo alvo de ataques motivados por razões políticas. O delegado associou as críticas ao fato de o estado, segundo ele, ter perfil de direita e indicadores de seguranças e sociais melhores que os de outras regiões do país. Ele também utilizou o espaço para criticar setores da esquerda e defender mudanças na legislação penal.
– E eu que pensava que o propósito da esquerda era paz e amor. Deve ser apenas os pares e para os traficantes. Ao invés de nos atacar, cobrem de seus deputados a redução da maioridade penal, a melhoria das polícias e o recrudescimento das leis penais. Hiprocrisia de momento – escreveu.
Em outra postagem, o chefe da Polícia Civil de Santa Catarina compartilhou uma mensagem em que foi xingado e, em resposta, divulgou diversos dados que apontam resultados positivos do estado na área de segurança pública.
– SC é o Estado com: 1 – a melhor segurança do Brasil; 2 – o menor índice de homicídios e roubos do país; 3 – o que resolve mais de 80% das mortes violentas. 4 – e o Estado com a polícia mais tecnológica; 5 – e um Estado referência mundial. Aqui bandido não é vítima da sociedade.
Em relação ao caso da morte do cachorro Orelha, um dos adolescentes inicialmente apontados como envolvido nas agressões teve a participação descartada após análise de imagens e apresentação de provas pela família. Segundo a corporação, ele não estava no local no momento dos fatos e, por isso, deixou de ser tratado como suspeito, passando à condição de testemunha.


