quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Com caixa no vermelho, Correios deixam de pagar R$ 3,7 bilhões em tributos e obrigações


Abalados por um fluxo de caixa negativo e quedas sucessivas em suas receitas, os Correios deixaram de honrar o pagamento de R$ 3,7 bilhões referentes a impostos, faturas de fornecedores e compromissos com fundos assistenciais de seus colaboradores. A estratégia de postergar os desembolsos foi estabelecida formalmente em junho, por meio de um Comitê Executivo de Contingência ligado diretamente à presidência da estatal, visando enfrentar o cenário de crise econômica.

A gravidade do desequilíbrio financeiro é detalhada em relatórios internos da empresa. Entre janeiro e setembro de 2025, a arrecadação da companhia somou R$ 16,9 bilhões, montante insuficiente para cobrir os R$ 20,6 bilhões em obrigações totais do período. Segundo a administração da estatal, caso todas as contas tivessem sido liquidadas dentro do cronograma original, o prejuízo operacional teria alcançado R$ 2,7 bilhões.

O detalhamento do passivo acumulado revela as áreas mais afetadas pelos adiamentos:

  • INSS patronal: R$ 1,44 bilhão
  • Fornecedores: R$ 732 milhões
  • Postal Saúde: R$ 545 milhões
  • PIS/Cofins: R$ 457 milhões
  • Remessa Conforme: R$ 346 milhões
  • Postalis: R$ 135 milhões