A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União), o deputado estadual paulista Guto Zacarias (União) e a pré-candidata a deputada federal na Bahia Quécia Reis protocolaram uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para apurar suspeitas de conflito de interesses, violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, além de ato de improbidade, envolvendo a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
A iniciativa surgiu após reportagem do portal Metrópoles informar que a ministra realizou uma apresentação artística no Carnaval de 2026, em Salvador (BA), no bloco “Os Mascarados”, organizado pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento.
Segundo a reportagem, a empresa organizadora do bloco teve oito projetos autorizados para captação via Lei Rouanet durante a gestão atual no Ministério da Cultura, ante dois projetos aprovados em períodos anteriores. Pelo menos um desses projetos captou aproximadamente R$ 1 milhão.
A matéria também aponta patrocínio do Governo da Bahia ao bloco, com contrato de cerca de R$ 1 milhão, e menciona que a Comissão de Ética Pública havia autorizado previamente a ministra a exercer atividade artística remunerada, com condicionantes.
Na representação, os parlamentares argumentam que a relação contratual entre a ministra e uma empresa com interesses sujeitos à esfera de decisão do próprio ministério “levanta dúvidas fundadas” sobre a observância dos princípios da administração pública.


