O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha (foto em destaque), filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e foi tomada em janeiro deste ano, sob sigilo. A medida, confirmada pela coluna, ocorreu antes mesmo de a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovar, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos de Lulinha.
Segundo a PF, no âmbito das investigações sobre descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), surgiram citações ao nome de Lulinha.
Relatório da corporação indica a possibilidade de que ele tenha atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador central do esquema revelado pelo Metrópoles.
Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, Lulinha teria recebido mesada de cerca de R$ 300 mil do Careca do INSS.
A afirmação foi feita por uma testemunha à Polícia Federal. Trata-se de Edson Claro, um ex-empregado de Antunes que diz estar sendo perseguido por ele.


