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| Foto: Ralph Braz | Pense Diferente |
Uma mulher foi presa em flagrante na tarde desta sexta-feira (06) no Centro de São João da Barra, suspeita de cometer crimes de racismo contra um jornalista e desacato a policiais civis. A ação foi conduzida por agentes da Polícia Civil da 145ª Delegacia de Polícia, com apoio do PROEIS.
Segundo informações da Polícia Civil, o caso aconteceu por volta das 14h20, na Rua José Gomes Teixeira. O jornalista Elder Amaral, responsável pelo site Parahybano, estava em sua residência quando a mulher teria ido até o local para exigir que ele revelasse a fonte de uma matéria publicada no dia anterior, relacionada a prisão em flagrante do seu marido, um cantor de forró.
Ainda de acordo com a polícia, mesmo após o jornalista explicar que não divulgou nomes dos envolvidos e que o sigilo da fonte é um direito garantido pela Constituição, a mulher teria se exaltado e iniciado uma série de ofensas verbais com conteúdo discriminatório. Entre os ataques, estariam insultos relacionados à orientação sexual, religião e posicionamento político da vítima.
As ofensas aconteceram em via pública, em um momento de grande movimentação de pessoas por conta dos preparativos para o Carnaval. Familiares do jornalista, incluindo uma idosa e duas crianças, também presenciaram a situação, considerada constrangedora e vexatória.
Após tomarem conhecimento dos fatos, policiais civis realizaram diligências e localizaram a suspeita na Rua João Francisco de Almeida, também no Centro da cidade. Ela foi presa em flagrante com base na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou discriminação.
Durante a abordagem, a mulher não ofereceu resistência, porém, segundo o registro da ocorrência, teria desacatado os agentes, sendo também autuada pelo crime previsto no artigo 331 do Código Penal.
A suspeita foi conduzida inicialmente à 145ª DP e, em seguida, encaminhada à 146ª DP, delegacia de plantão da região, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante. Após os procedimentos legais, ela deverá ser transferida para o sistema prisional e ficará à disposição da Justiça.


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