A exploração de petróleo no Brasil gerou, em 2025, um total de R$ 81 bilhões em royalties e participações especiais, recursos destinados principalmente a estados, municípios e à União. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e foram reportados pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Os números reforçam o peso do setor petrolífero na arrecadação pública, especialmente para entes subnacionais produtores ou confrontantes.
Do valor total arrecadado no ano passado, R$ 26,2 bilhões correspondem a royalties, enquanto R$ 41,8 bilhões tiveram origem nas participações especiais, cobradas sobre campos de grande produção ou alta rentabilidade. Juntos, esses mecanismos formam uma das principais fontes de receita associadas à indústria do petróleo no país.
Estados e municípios concentram a maior parte
A maior fatia dos recursos ficou com estados e municípios, que receberam R$ 48 bilhões, o equivalente a 57,7% de todo o montante distribuído em 2025. A União ficou com a parcela restante, destinada ao financiamento de políticas públicas e ao equilíbrio fiscal federal.
Entre os estados, o grande destaque foi o Rio de Janeiro, que concentrou, de forma isolada, a maior parte das transferências. O estado ficou com 85,52% de todo o valor pago em royalties aos estados e abocanhou 88,35% das participações especiais distribuídas em 2025.


