A nota da executiva estadual do PT reafirmando apoio ao candidato Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro e declarando que o partido não reconhece movimentos internos em torno de uma possível candidatura de André Ceciliano (PT) gerou uma onda de críticas nas redes sociais neste sábado (10).
Segundo informações coletadas nas principais plataformas, a publicação da executiva petista no Instagram obteve mais de 200 comentários em poucas horas, com manifestações contrárias à decisão e poucas manifestações de apoio à linha política adotada pela direção estadual do Partido dos Trabalhadores.
De acordo com a nota oficial da executiva, a prioridade eleitoral da legenda no estado é contribuir para a reeleição do presidente da República, destacando que “o melhor palanque para Lula em todo o Brasil é o de Eduardo Paes”. A direção estadual também afirmou que a instância nacional teria descartado a possibilidade de candidatura própria ao governo do estado nesta eleição indireta.
“A direção estadual e nacional do Partido dos Trabalhadores não reconhece e desautoriza movimentos internos que buscam lançar candidatura alternativa ao nome oficial aprovado para disputar o governo estadual”, diz trecho da nota.
Repercussão imediata nas redes sociais
Ainda não há confirmação oficial de representantes dos grupos internos que manifestam apoio à candidatura de Ceciliano, mas a reação nas redes chamou atenção pela intensidade.
Militantes petistas manifestaram descontentamento com a palavra “desautoriza”, que, segundo muitos, soou “autoritária” e distante de um debate interno mais amplo. “Segundo comentários, o partido deveria discutir mais com suas bases antes de tomar decisões estratégicas que impactam o cenário estadual”, destacou um dos usuários em publicação compartilhada em vários perfis.
Alguns seguidores também questionaram a própria lógica política da nota, sugerindo que teria havido confusão entre a eleição indireta para definir o mandato-tampão na Assembleia Legislativa e as eleições programadas para outubro.
Conforme apuração jornalística, após a renúncia de Cláudio Castro (PL) ao governo do estado que deixou o cargo para concorrer a novo mandato a Assembleia Legislativa do Rio terá que escolher, por meio de eleição indireta, quem ocupará o mandato-tampão até dezembro.
André Ceciliano, ex-presidente da Assembleia Legislativa, surgiu como um dos nomes defendidos por setores petistas para essa disputa interna. A movimentação, no entanto, não teria amplo respaldo da direção estadual, que optou por reforçar apoio ao nome de Eduardo Paes no pleito direto ao governo que ocorrerá em outubro.
Ainda não há confirmação oficial de que grupos internos tenham registrado alguma chapa ou nome formal para a eleição indireta na Assembleia Legislativa, e fontes próximas ao processo afirmam que negociações seguem em andamento.
Representantes próximos ao grupo que defende a possível candidatura de Ceciliano também não se manifestaram oficialmente até o momento, mas conforme apuração preliminar, há conversas em curso sobre a construção de uma posição política alternativa. Ressalta-se que todas as partes envolvidas têm direito de se manifestar e que esta reportagem será atualizada caso novos posicionamentos sejam recebidos.
Análise: implicações políticas e estratégias internas
A nota da executiva estadual do PT pode refletir tensões internas sobre como equilibrar estratégias regionais com articulações nacionais, em um momento em que o cenário político fluminense ainda está em reorganização após as mudanças provocadas pela renúncia de Castro.
Para analistas, a reafirmação de apoio a Paes um nome considerado mais competitivo em alguns setores pode ter sido uma tentativa de fortalecer aliança ampla contra candidaturas de direita, mas isso pode gerar descontentamento interno se não for acompanhado de diálogo mais estruturado com as bases e segmentos partidários.
Repercussão entre eleitores e militância
Militantes que comentaram a nota destacaram a necessidade de um debate mais aberto, mencionando que “segundo apuração nas redes, muitos petistas querem espaço para debater as estratégias estadualmente”. Alguns ressaltaram que apoiar um nome externo ao partido em uma eleição indireta pode ser visto como contraditório com princípios de autonomia política.
Outros seguidores ressaltaram que, mesmo assim, apoiam a construção de uma frente ampla que possa ampliar as chances de vitória nas eleições gerais de outubro, especialmente se houver consenso em torno de pautas programáticas.
A nota da executiva estadual do PT que reafirmou apoio a Eduardo Paes e desautorizou movimentos internos em torno de uma possível candidatura de André Ceciliano repercutiu fortemente entre militantes e nas redes sociais neste sábado. Conforme apuração, a estratégia adotada pela direção estadual gerou críticas por parte de setores que defendem um processo de debate mais amplo, especialmente em um momento político sensível no estado do Rio de Janeiro.



