O substituto natural seria o vice-governador. No entanto, essa cadeira está vaga desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou a função para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Paralelamente, o presidente da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), que seria o próximo sucessor, foi preso pela Polícia Federal no último mês de dezembro e, após ser solto, pediu afastamento do cargo, cumprindo a pena em liberdade.
Nomes cogitados
De acordo com o blog do jornalista Octavio Guedes no portal ”G1”, o PT, sigla rival à de Castro, estuda lançar André Ceciliano, secretário de Assuntos Parlamentares do Governo Federal, como candidato a governador-tampão. A intenção do partido é fortalecer, no Rio de Janeiro, o palanque eleitoral do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição.
Vale ressaltar que Ceciliano é ex-deputado estadual do RJ e, inclusive, presidiu a Alerj, entre 2019 e 2023, ainda exercendo influência sobre os parlamentares fluminenses.
Do lado oposto, Cláudio Castro defende que o governador-tampão seja Nicola Miccione, atual secretário de Estado da Casa Civil. Outro nome especulado é o de Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades. Enquanto o primeiro não concorreria, em hipótese alguma, à reeleição no pleito de outubro, o segundo tende a querer a disputa.
Paes observa
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), acompanha à distância a movimentação no tabuleiro político fluminense. Ele já confirmou que é pré-candidato a governador nas eleições de outubro.
Por ora, Paes, que tem relação de proximidade com Lula, não confirmou se apoiará o atual presidente da República à reeleição – e, portanto, que contará com apoio de Luiz Inácio na disputa pelo Governo do RJ. Paralelamente, o prefeito carioca também não se manifestou sobre uma eventual ”parceria” com a direita.


