O governo dos Estados Unidos decidiu congelar a concessão de vistos para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (14) pela rede de televisão Fox News e reportada pelo g1. De acordo com a emissora, a decisão foi tomada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que até o momento não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
Segundo a reportagem, o congelamento deve começar a valer a partir de 21 de janeiro e não há, por enquanto, uma data definida para o fim da medida. A suspensão afetaria a análise e a liberação de vistos de entrada no país, embora os detalhes ainda não tenham sido esclarecidos pelas autoridades estadunidenses.
Pausa para revisão de critérios
Ainda de acordo com a Fox News, o congelamento faz parte de uma pausa temporária adotada pelo governo dos EUA para revisar os critérios atualmente utilizados na concessão de vistos a estrangeiros. A avaliação abrangeria diferentes categorias, incluindo vistos de turismo, estudo e trabalho.
Até a publicação da reportagem, não havia informações oficiais sobre quais tipos de vistos serão efetivamente impactados pela suspensão nem se haverá exceções para casos específicos, como missões diplomáticas, emergências médicas ou autorizações humanitárias.
O memorando acrescenta que Washington pode passar a barrar a entrada de pessoas mais velhas e com sobrepeso, segundo informou a emissora. Em novembro, a agência de notícias Associated Press noticiou que o governo de Donald Trump avaliava a adoção de uma nova diretriz para restringir o ingresso de pessoas obesas no país.
Além do Brasil, outros 74 países estariam incluídos no congelamento, segundo a emissora. A lista citada pela Fox News reúne nações de diferentes regiões do mundo, como Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque e Tailândia.
O portal g1 procurou a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e o Itamaraty para esclarecimentos. A Embaixada informou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre a nova restrição pelo governo dos EUA. O Itamaraty não havia respondido até a última atualização da reportagem.


