A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou uma lista de igrejas e líderes religiosos que tiveram pedidos de convocação ou de quebra de sigilo aprovados no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A veiculação foi feita após o pastor Silas Malafaia anunciar que faria um “desafio” público à parlamentar, cobrando explicações sobre declarações em que ela mencionou a existência de “grandes igrejas” e “grandes pastores” supostamente envolvidos em fraudes previdenciárias.
Em nota, Damares afirmou que as falas concedidas por ela ao SBT News, estão respaldadas em documentos oficiais da CPMI, comissão da qual é autora do requerimento de criação e membro titular desde a instalação em 2025. “As informações mencionadas são públicas e constam em requerimentos apresentados e aprovados pela Comissão, amplamente divulgados e acessíveis à sociedade”, disse a senadora.
Entre os requerimentos listados estão pedidos de transferência de sigilo bancário, fiscal e telefônico da Adoração Church, da Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, do Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e da Igreja Evangélica Campo de Anatote. Também foram apresentados pedidos de convocação ou convite para depoimentos de pastores e líderes religiosos, como André Machado Valadão, César Bellucci do Nascimento, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes. Um dos requerimentos prevê ainda quebra de sigilo envolvendo Valadão.
Damares declarou que a vinculação de igrejas ou líderes religiosos a esquemas de fraude “lhe causa profundo desconforto e tristeza”, mas reiterou que a comissão tem “dever constitucional de investigar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental”.
A CPMI do INSS investiga um esquema nacional de descontos indevidos e empréstimos consignados fraudulentos contra aposentados e pensionistas. A comissão afirma ter analisado milhares de documentos e que há pedidos em curso para a suspensão de milhões de contratos suspeitos. O prazo de conclusão dos trabalhos está previsto para março, com possibilidade de prorrogação.


