quarta-feira, 30 de maio de 2018

Crise de desabastecimento de insulina atinge rede pública de saúde do RJ

(Foto: Reprodução)
Enquanto o governo tenta chegar a um acordo com os caminhoneiros, a greve da categoria chegou ao nono dia nesta terça-feira (29), arrastando na sua esteira pautas consideradas críticas em estados nacionais, especialmente no setor da saúde. No Rio de Janeiro, um grupo de portadores de diabetes alerta para um provável agravamento no fornecimento de insulina, medicamento usando no controle da doença, que já sofre há quase dois anos uma crise de desabastecimento nas redes públicas do estado.

A técnica de enfermagem Melodie Gomes, 27, portadora de diabetes há 17 anos, conta que desde 2016 o Estado e a Prefeitura do Rio não estão fornecendo insulina. Ela integra um grupo virtual formado por pacientes das redes públicas de saúde, criado para apoiar e orientar os participantes na aquisição do medicamento. No dia 20 deste mês, a comunidade virtual @eumeufilhoeodiabetes promoveu uma manifestação na orla de Copacabana, na Zona Sul, para reivindicar das autoridades providências urgentes no sentido de regularizar o abastecimento dos insumos.

“O grupo, que tem hoje 82 membros, é uma mobilização contra a falta de insulinas e insumos nas farmácias de mandatos judiciais do Rio”, conta Sarah Rúbia Baptista, administradora do perfil na internet. Sarah, de 45 anos, é mãe do adolescente Igor, 16, que também é portador da doença e dependente de bomba de insulina há 9 anos.

ESTOQUE NAS FARMÁCIAS

A venda de insulina nas farmácias privadas tem um preço elevado para o consumidor, segundo os participantes da comunidade, a maioria das lojas não possui o item em grande quantidade nos seus estoques, por isso é tão difícil encontrá-lo nos balcões de venda.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde nega qualquer desabastecimento de insulinas e esclarece que as insulinas especiais, como as do tipo Lispro ou Lantus, Tresiba e Apidra e Novorapid e Humalog não fazem parte da lista de medicamentos dispensados pela rede. As insulinas especiais e insumos fornecidos por ordem da Justiça são adquiridos pelo município conforme demanda, exclusivamente para atender aos pacientes beneficiados pelos mandados. Não há estoque dos produtos, que são encomendados aos fornecedores após entrega das receitas médicas atualizadas pelos pacientes.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde, mas até o fechamento da matéria não houve retorno.





Fonte: Portal Viu