sábado, 3 de janeiro de 2026

Estados Unidos atacam a Venezuela e capturam o presidente Nicolás Maduro


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (03) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro.

A declaração foi publicada na plataforma Truth Social, onde o líder americano informou que mais detalhes sobre a operação serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, horário de Brasília, em Mar-a-Lago, na Flórida.

Segundo Trump, a ação teria sido conduzida em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos e resultou na retirada de Maduro e de sua esposa do território venezuelano por via aérea. O presidente americano, no entanto, não informou para onde o líder venezuelano foi levado nem sob qual base legal ocorreu a captura.

Na publicação, Trump declarou que os Estados Unidos executaram com sucesso uma ofensiva direta contra a Venezuela e seu governo. Apesar do tom categórico, o comunicado não trouxe detalhes sobre a duração da operação, o número de militares envolvidos ou eventuais baixas. Também não houve esclarecimentos sobre a reação imediata das autoridades venezuelanas após o anúncio. Assista:


Explosões e helicópteros em Caracas

Durante a madrugada, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram helicópteros sobrevoando Caracas enquanto explosões iluminavam o céu da capital. Relatos indicam que ao menos sete explosões foram ouvidas por volta das 2h, acompanhadas de ruídos semelhantes ao de aviões militares. Segundo informações não confirmadas, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, usados em operações especiais.

Fontes locais relataram que possíveis alvos incluíram a base militar de La Carlota, da Força Aérea venezuelana, e o Forte Tiuna, um dos principais complexos militares do país. O governo venezuelano afirmou que ataques atingiram também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, além da capital.


Falta de energia e relatos de pânico

Uma equipe da rede americana CNN informou que algumas áreas de Caracas ficaram sem energia elétrica após as explosões. A correspondente Osmary Hernandez escreveu que uma das detonações foi tão forte que fez sua janela tremer. Moradores descreveram um clima de pânico diante do barulho contínuo e das imagens que circulavam nas redes sociais.

“Eu estava dormindo quando minha namorada me acordou e disse que estavam bombardeando. Não vi as explosões, mas ouvi os aviões”, relatou à AFP Francis Peña, de 29 anos, morador da zona leste da capital.


Explosões próximas a áreas militares

Sob condição de anonimato, uma aposentada de 67 anos que vive perto do Forte Tiuna afirmou ter ouvido explosões desde as 2h da manhã. “Há pausas, depois recomeçam. Ainda consigo ouvi-las agora”, disse, acrescentando que as janelas tremeram e que se escondeu em um quarto sem janelas.

Também na região, Emmanuel Parabavis, de 29 anos, morador do bairro El Valle, relatou sons semelhantes a disparos de metralhadora. “Parece como se estivessem se defendendo de bombardeiros. Ouvimos muitas explosões e tiros; imaginamos que sejam contra os aviões que estão sobrevoando a região.”

Fumaça na costa e tensão crescente

Na cidade costeira de La Guaira, ao norte de Caracas, também houve relatos de explosões durante a madrugada. Vídeos obtidos pela AFP mostram colunas de fumaça cinza e alaranjada ao longo da costa, embora as imagens não permitam identificar com precisão os locais atingidos.

A escalada ocorre após declarações recentes de Trump, que havia enviado uma frota de navios de guerra para o Caribe, mencionado a possibilidade de ataques em território venezuelano e afirmado que os dias de Maduro no poder estavam contados. Na última segunda-feira, o presidente americano disse que os Estados Unidos destruíram uma área de atracação usada por embarcações acusadas de tráfico de drogas no país.

Acusações, defesa e contexto militar

Trump acusa Maduro de chefiar uma ampla rede de narcotráfico, alegação rejeitada pelo governo venezuelano, que afirma que Washington busca derrubar o regime para controlar as reservas de petróleo do país. Em entrevista recente, Maduro declarou que o sistema de defesa nacional garante a integridade territorial e a paz.

Desde setembro, forças americanas realizaram mais de 30 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, com ao menos 115 mortes. Paralelamente, os Estados Unidos mobilizaram o maior destacamento militar no Caribe desde a Crise dos Mísseis de 1962, incluindo um porta-aviões, mais de 15 mil militares e diversos navios de guerra.