Mostrando postagens com marcador Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal ( COPPAM). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal ( COPPAM). Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de maio de 2016

Contínuas ameaças sobre patrimônio da cidade

(Foto: Tércio Teixeira)
No início da última semana, o presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (Coppam), o jornalista e professor Orávio de Campos, denunciou ao Ministério Público a destruição da fachada da Fazendinha do Dr. Mery Fernandes, que aconteceu no dia 14 de maio. O patrimônio, construído em 1916 e localizado no Turfe Clube, está em processo de tombamento e conservava arquitetura eclética do início do século passado.

Em visita ao imóvel do advogado Mery Fernandes, Orávio, junto a João Pimentel, representante do Instituto Histórico e Geográfico de Campos no Coppam, constatou os danos causados à construção. Foram desfigurados os elementos decorativos, janelas, portas, platibanda e sacadas. No dia seguinte, após a ida dos representantes do conselho ao MP, o presidente notificou a família proprietária e aplicou multa de 500 Uficas, equivalente a R$ 45.048. O valor será destinado ao Fundo Municipal de Cultura (Funcultura).

— Estamos buscando o amparo legal junto ao Ministério Público, porque, em tese, a cidade tem suas leis, e elas não podem ser denegridas pela arrogância e pela má fé dessas pessoas inconsequentes — declarou Orávio, que, dias antes do fato, participou de uma audiência sobre a delimitação da área da Fazendinha. Consta na ata que “o ato de tombamento do imóvel está ocorrendo dentro do prazo específico”. Não havia autorização legal para a descaracterização da fachada.

Para o professor, escritor e ambientalista Aristides Soffiati, não há, no país, uma cultura de valorização do patrimônio natural e cultural e, consequentemente, falta maior conhecimento sobre o valor dos bens.

— Não pode haver referência para o patrimônio em todo o Brasil. A referência das ricas igrejas das cidades históricas mineiras, de Salvador e de outras não serve para cidades com prédios mais simples. Cada cidade deve ter a sua referência. Talvez, por essa razão, julgamos não ter patrimônio natural a ser conservado, pois não temos a floresta amazônica. Também não temos ricos monumentos. Portanto, não temos nada a preservar — declarou.

Para ele, há interesses econômicos imediatistas que não se importam com nenhuma forma de patrimônio. “Creio que esse conjunto de razões explica o descaso da população e do poder público com a preservação. O proprietário da casa da Fazendinha se enquadra no perfil do brasileiro. Daí o vandalismo por vingança”, ressaltou. Quanto às políticas públicas voltadas para o cuidado com o patrimônio, o professor afirmou que, apesar de existirem, faltam recursos e interesses em aplicá-las. A resistência da população, principalmente em relação ao tombamento, também é um fator agravante.

Soffiati recordou-se de um desenho, hoje perdido, de Campos, feito por um naturalista alemão que conheceu a cidade em 1815 e se encantou com a coerência urbanística do município. A característica identificada pelo visitante, no entanto, não faz parte da realidade de Campos. Um exemplo dado pelo ambientalista é a avenida 28 de Março, tida como “um verdadeiro monstrengo”, com excesso de automóveis e ausência de espaços adequados para estacionar.

— Com a multiplicação deles (automóveis) circulando pelas ruas, o patrimônio arquitetônico passou a ser um obstáculo. Faltam locais de estacionamento. Então, os prédios de valor cultural são abandonados por seus proprietários. Com o tempo, eles se tornam uma ameaça à segurança pública. Aí, saem da alçada do setor de cultura e entram na alçada da secretaria de Defesa Civil. Campos se transformou numa cidade-garagem. Estou apavorado com isso. Se nenhuma providência for tomada pelo poder público, Campos desaparecerá. Só a conheceremos por fotografias. Como falar em turismo se destruímos os atrativos? — questionou.

As iniciativas de preservação, segundo Soffiati, têm sido insatisfatórias. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) também foram criticados pelo ambientalista por não protegerem, de forma adequada, os prédios tombados por eles.

— Quanto ao município, não tenho palavras. Precisaríamos, no mínimo, de uma secretaria de Cultura. Temos apenas um conselho, que não deve ter atribuição executiva. Embora o grupo que está no poder há quase 30 anos diga ter criado uma política cultural para o município, afirmo que os primeiros passos nesse sentido foram dados pelo prefeito Raul Linhares. Mas, como já afirmei, só política não basta. É preciso empenho em aplicá-la. Assim, os bens mais conservados dependem da vontade de seus proprietários — afirmou.











Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 12 de maio de 2015

COPPAM APROVA ATO COMPENSATÓRIO BENEFICIANDO HOSPITAL DR. JOÃO VIANA

(Foto: Ralph Braz)
Ato compensatório, beneficiando o Hospital Abrigo Dr. João Viana, foi assinado, nesta terça-feira, pelo presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural – Coppam, em troca da retirada dos gravames do imóvel da rua Tenente Coronel Cardoso, 778, que se encontrava listado pelo Plano Diretor do Município, mas que, antes da edição da Lei Municipal 8.487/2013, perdera suas características originais. 

O processo teve origem na Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, e foi julgado pelo Conselho, com referendo da Procuradoria do Município, por se tratar de prédio situado em AEIC, e a maioria decidiu por sua irrelevância, como acontecera com vários outros situados na avenida Sete de Setembro, por ocasião do tombamento realizado, preservando os que foram considerados importantes para a história da cidade. 

Apelo social – Para o presidente do Coppam, professor Orávio de Campos, que presidiu a solenidade de entrega do cheque, por parte do empresário, à presidente do hospital, professora Maria Cristina Torres Lima, disse que o Conselho tem usado do bom senso para resolver os variados “problemas inerentes à implantação de uma política séria voltada para a preservação dos nossos valores culturais”.

Outras ações estão em curso no Ministério Público, dentro da filosofia de beneficiar a comunidade, e visam a contemplar o Asilo Nossa Senhora do Carmo, a Lira de Apolo e a Pia União de Santa Terezinha do Menino Jesus, além da restauração da Capela de Santo Amaro, construída em 1888, ainda pela mão de obra escrava - a única peça histórica sobrevivente do antigo Engenho Central do Limão, em Goytacazes. 

“Antes, já havíamos fechado, no Ministério Público, outros atos compensatórios, permitidos pela nova Lei do COPPAM, como a colocação de telhado novo com estruturas, na sede da Lira São José, em Ponto da Cruz; e a restauração da sede da centenária Sociedade Musical Nossa Penha da Penha, em Tocos, que está se reestruturando para prestar serviços à sociedade com o retorno de seu conjunto musical”, declarou. 

- O importante é que, o ato compensatório beneficia, no momento, o Hospital Abrigo Dr. João Viana, que presta relevantes trabalhos comunitários e que se encontra diante de dificuldades exigindo a contribuição dos munícipes – finalizou Orávio de Campos, ao anunciar que os tombamentos ora verificados vão continuar e, ao final, “somente conseguiremos preservar cerca de 40 % dos prédios listados pelo Plano Diretor”.




Fonte: Secom/Campos

terça-feira, 3 de março de 2015

ESCULTURAS DE JOSÉ DO PATROCÍNIO VOLTARÃO PARA O PALÁCIO DA CULTURA

(Fotos: Ralph Braz)
A representação da Abolição da Escravatura em forma de estátuas, uma obra do famoso escultor Joás Pereira dos Passos, o mesmo que esculpiu a estátua de Noel Rosa, no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, voltará para o Palácio da Cultura, de onde fora retirado, em 2007, no governo do ex-prefeito Alexandre Mocaiber. Ela ficará ao lado do Panteão dos Heróis, compondo a paisagem urbana daquela área da Avenida Pelinca.

A informação é do presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (Coppam), Orávio de Campos Soares, que esteve, na semana passada, no canteiro de obras das reformas do Palácio, estudando a novo local das estátuas, uma vez que onde se encontravam, à entrada do patrimônio público, voltará a compor o espelho d’água do lago integrante do belo paisagismo de Burle Marx.

A arte é uma justa homenagem ao maior dos abolicionistas brasileiros, José do Patrocínio (1853-1905), que nascido em Campos, filho do Vigário João Carlos, conseguiu, pelo seu talento, ser sucesso na imprensa e no meio intelectual do II Império, constituindo-se, sem dúvida, numa das maiores expressões políticas de seu tempo, muito lutando pela libertação dos escravos.


O conjunto foi instalado em 2003, por sugestão dos poetas Antonio Roberto Fernandes e Vilmar Ferreira Rangel e do escritor Jorge Renato Pereira Pinto, da Academia Campista de Letras, junto à rampa de acessibilidade do Palácio (obra do arquiteto Francisco Leal, atualmente passando por uma reforma) e levada para a Praça Fatia de Queijo, onde se encontra próximo do canhão da Revolução de 30.

Para o professor Orávio de Campos Soares, o retorno da obra de arte vai ocorrer assim que for possível o traslado e será entregue à comunidade juntamente com as novas obras do Palácio da Cultura. “O novo espaço foi aprovado, também, pelo Conselho Municipal de Cultura e faz parte do rol de reivindicações produzido pela IV Conferência Municipal, realizada em setembro do ano passado”, afirmou.

No Panteão encontram-se os restos mortais de José do Patrocínio, sua mulher Maria Henriqueta Sena e do ex-Prefeito João Barcelos Martins, considerado uma das vítimas da chamada Revolução de 1964. “Penso e também os conselheiros, que o lugar escolhido vai compor o conjunto que faz homenagens aos heróis da história do município”, finalizou.






Fonte: Ururau

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

INEPAC RECOMENDA INTERRUPÇÃO NAS OBRAS DO MERCADO MUNICIPAL

(Fotos: Ralph Braz)
O INEPAC – Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, órgão responsável pela proteção do patrimônio histórico estadual, através de ofícios encaminhados a Prefeita Rosinha Garotinho, ao COPPAM e a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Campos, recomendou ao município a interrupção das obras que vêm sendo realizadas no entorno do Mercado Municipal, em especial a do novo Shopping Popular.

Segundo ofício encaminhado ao Observatório Social, o Diretor Geral do INEPAC, Paulo Eduardo Vidal Leite Ribeiro, informa que o órgão abriu processo de tombamento do Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes, tendo em vista o inegável interesse cultural do prédio para o Estado do Rio de Janeiro.


Ainda segundo o ofício, seria praxe que, após a abertura do processo de tombamento, os órgãos públicos envolvidos se abstenham de autorizar alterações no bem ou na sua ambiência, a fim de evitar o comprometimento do bem que se pretende preservar.

Além disso, o Diretor Geral do INEPAC informa que buscou dar ciência aos destinatários dos ofícios de que as propostas de construção do novo Shopping Popular e de manutenção da Feira Livre irão provocar um empachamento (fechamento da visão, emparedamento) do prédio do Mercado, recomendando-se, em razão disso, que não se dê início à execução dos projetos antes da apreciação do órgão.


Importante destacar que, a abertura do processo de tombamento pelo INEPAC se deve ao trabalho conjunto do Observatório Social e do Instituto Histórico e Geográfico de Campos, que apresentaram requerimento ao órgão estadual nesse sentido.

Espera-se, em razão desse posicionamento do INEPAC, que seja reaberta com a sociedade a discussão sobre as obras do Mercado e seu entorno, para que seja possível encontrar uma alternativa que, ao mesmo tempo que contemple os interesses dos feirantes e ambulantes, efetivamente preserve esse prédio histórico.




Fonte: Folha da Manhã

domingo, 21 de dezembro de 2014

MERCADO MUNICIPAL: PATRIMÔNIO HISTÓRICO EM CAMPOS NÃO TEM VEZ

(Fotos: Ralph Braz)
O caso do Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes, que teve projeto para o seu entorno aprovado, nesta semana, pelo Coppam (Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico do Município), poderia ser listado como apenas mais um em uma cidade que despreza a sua riqueza histórica e cultural. No entanto, por sua imponência, impacto social e centralidade, ele assume uma relevância especial.

O resultado, até o momento, dos debates que se deram nos últimos meses, desde quando o Shopping Popular foi removido para que ocorressem “reformas”, é o de que a Prefeitura de Campos insiste em executar uma obra que manterá o prédio histórico espremido entre estruturas que o encobrirão, como se o campista tivesse vergonha de ter um dos mercados mais belos e antigos do Brasil, inaugurado em 1921.

(Fotos: Antigas Blog Campos Fotos)
O oposto disso, como podem pensar alguns, não seria necessariamente excluir os permissionários — camelôs e feirantes — do local. Sabe-se da relação afetiva e das imposições econômicas que os levam, e até mesmo aos lojistas do entorno, a defenderem o adensamento popular naquela pequena quadra, o que é compreensível. No entanto, o chocante foi não ter sido apresentada uma só solução criativa que explorasse um raio mais amplo do entorno, possivelmente no sentido da Rua Benta Pereira, fazendo com que o chamado complexo do Mercado se tornasse ainda maior, confortável, seguro e atraente.

Optou-se pela visão limitada da cultura do puxadinho, que tem a sua beleza e inventividade quando fruto da criatividade popular para enfrentar a escassez de espaço e de recursos, mas que se revela indesculpável quando verificada em grandes empreendimentos, especialmente naqueles feitos pelo poder público e em relação aos quais se espera uma responsabilidade maior com o futuro.


O resultado será mais um crime contra a história de Campos, a se somar aos solares que agonizam, ao antigo Trianon que se foi e ao assassinato do Monitor Campista. E o desserviço se estende ao aspecto de fazer toda uma população acreditar, por meio do mau exemplo, que esta opção é a acertada, que negar a beleza, desprezar a memória e edificar prédios sem alma a parcos metros de monumentos históricos é normal, é necessário, é “progresso”.

Registre-se que aqui não se discute o mérito técnico do projeto apresentado ao Coppam pelo arquiteto Cláudio Valadares, que apenas, como profissional, precisou se ater ao espaço definido pelo “cliente” para a obra. Fruto de um amadurecimento do debate nas redes sociais, e até mesmo no próprio Conselho, é até possível reconhecer um grande número de melhorias em relação às intenções do início do ano para o local.


Neste sentido, trata-se até de um crime bem arquitetado. Mas isso não retira o seu caráter criminoso, o que permite que o assunto seja objeto de provocação no Ministério Público, em razão de o projeto ferir acintosamente a proteção do entorno de um bem tombado.


O atual governo de Campos aprofunda, com esta decisão, as consequências de opções históricas infelizes sobre o local, tomadas pelo governo Raul Linhares, quando ergueu uma enorme cobertura metálica para abrigar a feira livre e encobriu um lado do Mercado, e pelo primeiro governo Anthony Garotinho, quando ergueu estrutura semelhante para criar o Shopping Popular. Para estes dois momentos ainda poderia haver a desculpa de que a consciência de preservação histórica não estava consolidada, tanto sob o ponto de vista cultural quanto da legislação. Hoje, no entanto, o cenário é diferente. Atualmente, as escolhas poderiam ser muito melhores. E não tardará para que as novas gerações paguem o preço de mais este erro.
 





Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

COPPAM APROVA 'NOVO PROJETO' COM DESVALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

(Foto: Reprodução)
Após reunião, com momentos calorosos, entre membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) e representantes da sociedade civil organizada, foi aprovado, por sete votos a quatro, o projeto elaborado pelo arquiteto e urbanista Cláudio Valadares para a revitalização do Mercado Municipal de Campos. Mais uma vez o projeto deixou em segundo plano a valorização do patrimônio histórico, favorecendo uma promessa do governo Rosinha aos camelôs e feirantes. 

(Foto: João Pimentel)
De acordo com o projeto, será mantida a distância entre a feira e o prédio do Mercado Municipal. Serão instalados os mesmos tipos de iluminação do centro de Campos e de pontos de ônibus. Haverá, também, área de descanso e praça de alimentação destinada aos consumidores. 

Na reforma do Shopping Popular, pelo acesso central, serão construídos setor fraldário e banheiros públicos — cujo uso será cobrado para a manutenção e conservação do espaço. Os camelôs terão vagas específicas, inclusive para portadores de necessidades especiais, e caixa eletrônico. Ainda segundo o projeto do arquiteto, o camelódromo contará com 580 boxes, divididos em setores diferenciados por cores.



Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 23 de setembro de 2014

MULHER TEM CARRO ROUBADO POR CINCO HOMENS

(Foto: Ralph Braz)
Uma mulher teve seu veículo roubado por volta das 17h na RJ-230, km 20, na altura da Fazenda Santa Tereza, em Santa Maria.

A vítima, M.H.D.E., de 45 anos, informou que passava pelo local, quando foi abordada nas proximidades de Pedra Lisa, por cinco homens, que a deixaram as margens da BR-101 e em seguida fugiram levando seu carro Fox branco de placa ODF 1086/ES.

O caso foi registrado na 146ª DP/Guarus.



Fonte: 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

OBRAS NO MERCADO MUNICIPAL CONTINUAM MESMO SEM PROJETO

(Foto: Ralph Braz)
As obras em torno do Mercado Municipal foram retomadas. Estão sendo instaladas tubulações desde o ponto de descida da ponte da Ponte Leonel Brizola até as imediações da rua Tenente Coronel Cardoso, onde o trabalho foi iniciado. O canteiro de obras do Shopping Popular Michael Haddad, mais conhecido como camelódromo, também voltou a ver movimento. As obras de drenagem foram reiniciadas no último dia 9 de agosto. Estas intervenções, porém, foram questionadas pelo Instituto Histórico e Geográfico de Campos (IHGCG), que entrou com uma representação junto ao Ministério Público Estadual (MPE), requerendo que sejam tomadas medidas para impedir que o Shopping Popular, a Feira Livre e a Peixaria do Mercado permaneçam no seu entorno, impedindo a visualização do patrimônio arquitetônico. A equipe do jornal Folha da Manhã entrou em contato com o MPE, mas, até o fechamento desta edição, nenhuma decisão havia sido tomada a respeito. O promotor responsável pelo caso é Marcelo Lessa.

Quem também se manifestou foi o Observatório Social e a Associação de Imprensa Campista (AIC), que, no último dia 24 de junho, se posicionaram contra as obras de reforma do Centro Histórico. O presidente da AIC, Vitor Menezes, que usou uma rede social para dar sua opinião sobre as obras e abriu um debate sobre o assunto, destaca que, em face da retomada dos trabalhos, espera que o projeto final seja apresentado.

— Estamos esperando que a Prefeitura Municipal de Campos apresente o projeto final das obras. Como presidente da AIC posso falar que mantemos a nossa opinião sobre o assunto. Não queremos que o camelódromo retorne para o local onde estava instalado, pois ele desvaloriza a paisagem. O que deve ser feito é uma maior valorização do prédio histórico do Mercado. Deve-se pensar em uma solução em que ninguém se sinta prejudicado — enfatiza Vitor.

Em entrevista, por telefone, à equipe do jornal Folha da Manhã, o presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico do Município (Copam), Orávio de Campos Soares destaca que o projeto ainda não está pronto e acrescenta ainda que o Mercado Municipal não pode permanecer do jeito que está.

— Ainda não recebemos nenhum projeto do Mercado Municipal, o projeto não está pronto. Nem o projeto do Shopping Popular está finalizado ainda. Ainda não recebi nada — destaca Orávio, que acrescenta ainda que nesta terça-feira (26) terá uma reunião no Coppam, mas a pauta da reunião não é sobre as obras do Mercado Municipal.


Observatório aguarda posicionamento do MPE

O Mercado Municipal foi inaugurado em 15 de setembro de 1921, pelo prefeito em exercício Cezar Tinoco, durante a administração do prefeito Luiz Sobral. De lá para cá, o prédio, de estilo inglês, já passou por grandes reformas, sendo a última e maior delas na década de 1970. Com o passar dos anos, toda a estrutura vem se degradando. A reforma é promessa de vários governos anteriores e a espera dura em torno dos 20 anos. Agora, todo o Centro Histórico de Campos está sendo reformado e o Mercado Municipal faz parte do pacote de obras. A expectativa agora é que a nova reforma possa valorizar o prédio, que é um dos mais bonitos do município.

Segundo Renato Siqueira, que é um dos diretores do Observatório Social de Campos dos Goytacazes, não existe nenhuma novidade sobre a representação que foi apresentada junto ao Ministério Público Estadual (MPE). Ele e a população esperam uma resposta.

— Ainda não há resposta. O projeto final não das obras não foi definido. Espero que o projeto seja apresentado logo, pois do jeito que o prédio está escondido em meio a Feira Livre e o Camelô, não dá para ficar — destaca Renato Siqueira.



Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

DE OLHO: 'NOVO SHOPPING POPULAR: ANTI PROJETO É APRESENTADO


A Prefeitura de Campos realizou na noite desta quinta-feira (21) reunião com permissionários do Shopping Popular Michel Haddad, para apresentar pela primeira vez, o anteprojeto do novo shopping e receber sugestões. A apresentação do projeto, com a perspectiva virtual em 3D em cores, mostra como ficará o prédio de dois pavimentos, que abrigará o shopping popular, e impressionou os permissionários. A apresentação foi feita pelo próprio autor do projeto, o arquiteto Cláudio Valadares.

- A ação está sendo realizada através da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, em cumprimento da determinação da prefeita Rosinha Garotinho, para que todas as ações sejam discutidas com os permissionários, com atendimento dentro do que for possível, dentro dos limites impostos pela legislação e conforme diretrizes do Ministério Público Estadual – disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo e presidente da Codemca, Wainer Teixeira.

A apresentação do projeto, com riqueza em detalhes, prendeu a atenção de todos, que compreenderam bem a preocupação do poder público em proporcionar o melhor possível na integração dos acessos com itens de acessibilidade para permissionários e clientes, segurança, funcionalidade, instalações de apoio, como fraldário, boxes adequados para pessoas com deficiência, banheiros com acessibilidade, inclusive com vaso sanitário para obesos.

Outros detalhes foram apresentados por Cláudio Valadares e agradaram aos permissionários presentes, como os cuidados para conforto ambiental, como os corredores longitudinais com 140 metros de comprimento, venezianas nas cabeceiras do prédio e aberturas dos corredores transversais dispostos de frente para a luz solar, para melhor ventilação e iluminação naturais, tanto para o pavimento térreo, que abrigará as lojas e a praça de alimentação, como no superior, que abrigará a sede da Associação dos Vendedores Shopping Popular (Avasp).

- Estamos apresentando o anteprojeto para recebermos sugestões, que serão analisadas e, na medida do possível, serão atendidas. Mas deixo claro que todas as sugestões estão registradas e serão acatadas aquelas que não impliquem em prejuízo do coletivo nem venham ferir normas nem da legislação nem do Ministério Público – enfatizou o secretário Wainer Teixeira.



Fonte: Secom

sábado, 16 de agosto de 2014

A EXPOSIÇÃO 'MERCADO MUNICIPAL: PATRIMÔNIO HISTÓRICO AMEAÇADO' SERÁ NO TERCEIRA VIA

(Fotos: Ralph Braz)
A gerência local dos Correios recuou da decisão de ceder o espaço de seu, culturalmente inútil hall, para abrigar a exposição de fotografias do Mercado Municipal (veja acima). Em comunicado abaixo, um dos organizadores do evento, Renato César Arêas Siqueira, explica e anuncia a mudança de local: o hall do grupo de comunicação TERCEIRA VIA, onde funcionou o Banco Bamerindus e, antes ainda, o Banco Vovô, na Rua governador Teotônio Ferreira de Araújo, 36.

A data continua a mesma: de 19/08 a 08/09, das 9h às 17h.


CORREIOS NEGA ESPAÇO

É com o sentimento de que as mais nobres causas estão sujeitas às "intempéries" que peço-lhes atenção. Desta forma, venho compartilhar o lamentável posicionamento da Agência Central dos Correios, de acordo com a decisão negativa do Sr. Jean Pierre Freire Elias - Gerente da Região de Vendas 09, anexo, a despeito da decisão positiva da sra. Marta Nogueira Machado de Souza, em 28/07/2014, que nos fez encaminhar a formalização em 04/08/2014.

Ocorre, que fomos surpreendidos pela negativa da disponibilidade do local (Correios) para a exposição, hoje, conforme o ofício anexo, sendo-nos entregue precisamente às 16:40h. Contudo, garantimos a exposição MERCADO MUNICIPAL: PATRIMÔNIO HISTÓRICO AMEAÇADO, mesmo que isso supostamente desagrade alguns, ou alguns queiram atrapalhar, não alcancem a importância e o significado do que estamos tratando e valorizamos ou não gostem desta cidade, ficando estes, registrados nos anais da história como meros espectadores, transeuntes insignificantes, dignos de representarem o papel de papagaio de pirata!

A falta de trato com a cultura, não nos demoveu de realizar a exposição com o valioso tema, assim, já alinhamos local para que a mesma aconteça conforme programado, ou seja, aos 19 de agosto de 2014! Portanto, peço que não divulguem mais o cartaz e dados anteriores, por estarem em desacordo com este novo formato, cujo o antigo apoiador declinou por motivos minguantes, não razoáveis. 

A exposição ocorrerá de 19/08/2014 ao dia 08/09/2014, no hall do Jornal Terceira Via, conforme minuta anexo.

Certo da compreensão de todos, coloco-me à disposição.

Renato César Arêas Siqueira
arquiteto e urbanista
perito técnico





Fonte: Blog Eu Penso que... 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

MESMO SEM AUTORIZAÇÃO DO COPPAM E DO MPE, OBRAS NO MERCADO PROSSEGUEM

(Fotos: Ralph Braz)
Hoje, 23 de Julho, entranhei o barulho da "britadeira" no canteiro de obras do Mercado, ao que tendo observado pelas frestas da "cortina de ferro" (tapumes) - ver fotos - pude constatar que se trata de continuidade das obras, no trecho da Barão do Amazonas com operários rompendo a base existente e outros profissionais com trena em punho delimitando, possivelmente, a área de intervenção.


Como a obra é ilegal, considerando a Lei 8487/2013, que trata das condições para intervenções em prédios tombados pelo patrimônio histórico e em seu entorno, também, a falta de parecer ou autorização do COPPAM - continua inerte - sobre as obras e o projeto fornecido pelo sr. Orávio Soares - Presidente do COPPAM - ao Observatório Social, ainda, sem a apresentação da reformulação deste, tratado em reunião do COPPAM - essas atividades no canteiro de obras são questionáveis, sobretudo com o uso de dinheiro público - ao menos não há indicações de as atividades serem benemerentes - sinalizado pela placa de obras que confirma o custo - por hora - em torno de R$ 10.000.000,00 (DEZ MILHÕES DE REAIS).


Apesar de existir Inquérito Civíl instaurado no Ministério Público Estadual no. 201400609186, Portaria no. 156/14, a Prefeitura aparentemente não dá a mínima, ignora tudo e todos, dá continuidade, por trás da "cortina de ferro", pelo menos, às obras entorno do Mercado Municipal, bem tombado pela Resolução 005/2013 do COPPAM, publicado no Diário Oficial em 13 de Setembro de 2013.

A questão do entorno, também, envolve aspectos ambientais significativos, por tratar-se de árvores centenárias de grande porte remanescentes das que existiam quando da Praça Azeredo Coutinho - foto anexo, ainda não considerando o "atentado" feito no Parque Alberto Sampaio/ Jardim de Alah - que, no registro das fotos já começaram a sofrer alguns tipos de cortes nas bases do tronco. Não se sabe exatamente as justificativas destes procedimentos, mas se sabe que no projeto inicial, trecho anexo, consta a derrubada de todas elas para a edificação de um anexo administrativo que completaria o projeto de "encalusuramento" do prédio do Mercado Municipal que possui absurdamente um muro em seu perímetro.

Não só o espaço urbano merece mais responsabilidade por parte da Prefeitura, mas os que desempenham as suas atividades laborativas e a população.

Renato César Arêas Siqueira
arquiteto e urbanista
perito técnico

professor bolsista UENF


Fonte: Blog do Fernando Leite

quinta-feira, 10 de julho de 2014

PACIÊNCIA DOS CAMELÔS ESTÁ SE ESGOTANDO

(Fotos: Ralph Braz)
Os camelôs que atuavam no Shopping Popular Michel Haddad, ao lado do Mercado Municipal, ouviram da Prefeitura de Campos a promessa de que a mudança para o Alberto Sampaio, que eles chamam de “gaiola”, seria provisória e eles retornariam para um moderno espaço. Mesmo contrariados, eles aceitaram. Agora, a apreensão é outra.

No Facebook, um grupo de camelôs exige que a promessa do Novo Shopping Michel Haddad seja cumprida com mais rapidez. “Depois que a senhora (Rosinha) apressou nossa saída de um local que já estávamos situados e nossos clientes habituados, prometendo que depois que saíssemos teria a obra a ser começada, mas até agora nada. Prefeita Rosinha, uma verdadeira covardia da parte da senhora se essa obra não começar logo. Então, por favor, não perca a admiração que temos pela senhora. Por favor, cumpra com sua palavra”, postou um camelô no perfil “Exigimos o Novo Camelô”.


Os aliados do governo informaram que as obras do novo Shopping Popular começariam na última segunda-feira (07). “Primeiro quero agradecer a Deus depois a Prefeita Rosinha Garotinho, cumprindo o que prometeu”, disse Paulinho Camelô em seu perfil no Facebook.


Porém, de acordo com os camelôs, as obras não começaram. De acordo com uma permissionária que teria se informado na Codemca, “a situação é delicada, porque a obra pode começar e ser embargada devida a ação que o Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal(Coppam),  abriu contra a prefeitura para impedir que o camelódromo e a feira retorne. Lamento, mas isso me parece carta marcada!”.


Fonte: Blog do Bastos

terça-feira, 1 de julho de 2014

BAR AO GATO PRETO É TOMBADO COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL HISTÓRICO E CULTURAL

(Fotos: Wellington Cordeiro)
O tradicional Bar Ao Gato Preto com seus mais de 90 anos de funcionamento, acaba de ser tombado como Patrimônio Imaterial Histórico e Cultural da cidade de Campos dos Goytacazes em reunião do COPPAM em solicitação de ofício que eu havia enviado ao Conselho. Em breve sairá no Diário Oficial do município. Agradeço e parabenizo aos conselheiros que entenderam a relevância cultural e histórica que representa Ao Gato Preto para a nossa cidade. Mas, principalmente agradeço a seu atual proprietário, Seu José Carlos, conhecido como "Zé Psiu", juntamente com seu filho Paulo Sérgio e seu neto Fabiano por tocarem em frente este empreendimento que é mais do que um simples estabelecimento comercial.



HISTÓRIA

No Gato Preto, são três gerações atrás de um balcão e muita história para contar

Na outra extremidade do balcão há, literalmente, uma família: pai, filho e neto trabalham juntos para manter abertas as portas do botequim mais tradicional de Campos. A labuta começa bem cedo para o proprietário, Seu José Carlos, o Zé Psiu, como gosta de ser chamado. "Venho pra cá às 5h30 da manhã," conta, sem descuidar do atendimento aos clientes que chegam a todo o momento. Ele, que já esteve à frente do estabelecimento por duas vezes, a primeira na década de 80, trabalha com o filho, Paulo Sérgio, e o neto, Fabiano. Eles têm também o apoio de Salvador e Osvaldo, que é quem preparara os tira-gostos: carne seca no feijão, moela da galinha, chouriço, carne assada com batatas coradas, fígado e até pé de galinha, uma das estrelas do cardápio. Ah, aos domingos, na folga do Osvaldo, quem disse que a turma fica sem tira-gosto? "O pessoal traz de casa. Junta, faz uma vaquinha e não fica pesado pra ninguém," comenta seu Zé que, aos 76 anos, acredita que seu trabalho é a razão para sua saúde. "Sou de uma família de 13 irmãos. Só eu estou vivo. Acredito que pelo fato de acordar cedo e manter a mente ocupada, ter essa alegria, o convívio com os amigos. Isso ajuda muito," diz. 

O nome teria sido escolhido pelos próprios frequentadores por uma razão curiosa: Dizem que o antigo dono, um rapaz negro,de pouco estudo e ruim em matemática, costumava errar na hora de fechar a conta. E como a rapaziada não perdoa, acabou batizando o lugar de "Gato Preto," uma homenagem não muito carinhosa, mas que perdura. Bem, quem contou essa história foi Zé Psiu, que já viu e ouviu muita coisa por lá. "Uma vez, chegou um sujeito aqui na frente, muito bem vestido, fez o sinal da cruz e saiu. Não entendemos nada," diverte-se o proprietário, que faz questão de fechar o bar antes das 22h. Sábado e domingo, eles fecham as portas mais cedo ainda.

Alguns minutos de conversa e lá estava eu, agora do outro lado do balcão, observando a dinâmica dos funcionários. O lugar é simples, com paredes pintadas de verde e alguns azulejos, típicos de botequim. A bandeira do Flu denuncia se tratar de um reduto de tricolores. Quase não se percebe o canto tímido dos pássaros engaiolados com o alvoroço da conversa que toma conta do lugar de cerca de 25 metros quadrados. Na parede também estão lembretes bem-humorados como "Não entre bêbado. Sair pode." O lugar é humilde, mas acolhedor. Nossa marca registrada é dar atenção a todos," resume o filho, Paulo Sérgio. Zé Psiu acredita que o Gato Preto tenha mais de 90 anos. Se os gatos têm sete vidas, o Gato Preto mostra que essa conta vai bem mais além. Para sorte de seus fiéis frequentadores.



Fonte: Wellington Cordeiro/ O Diário

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MERCADO MUNICIPAL DE VOLTA À MESA DO COPPAM


O Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal (Coppam) voltou a se reunir, na manhã desta quarta-feira (18), para discutir as intervenções que deverão ser feitas no Mercado Municipal. Contando, desta vez, com a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Campos, Wainer Teixeira, o encontro teve, ainda, a participação de representantes da secretaria municipal de Defesa Civil, da Procuradoria Geral do Município, da secretaria de Obras, da Associação de Imprensa Campista (AIC) e do Instituto Histórico e Geográfico de Campos, entre outros, que foram recebidos na sede da Superintendência de Patrimônio Histórico.


Wainer abriu as falas, relatando o lento processo de negociação para retirada dos permissionários do Shopping Popular Michel Haddad para o espaço provisório montado no Parque Alberto Sampaio. “Um total de 390 permissionários foram transferidos, aos quais se juntaram mais 123”.

(Foto: Genilson Pessanha)
Detalhes do projeto de reforma — que, embora ainda seja “inicial e não executivo”, segundo Carlos Teller, coordenador de projetos da Projetos e Consultorias de Engenharia Ltda (PCE), empresa que gerencia ações da secretaria de Obras, já foi licitado e recebeu ordem de serviço — voltaram a ser questionados, como o retorno dos camelôs à rua Barão de Amazonas e a cobertura em forma de onda que deverá substituir a atual, metálica.

(Fotos: Ralph Braz)
Segundo o subsecretário de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, César Romero, porém poucas mudanças no projeto deverão ser feitas. “A intenção é melhorar para quem usa o Mercado e quem trabalha nele. Dá para preservar as árvores? O prédio vai aparecer? Agora, não. Isso tem que ser pensado e orçado no futuro, para que todos tenhamos o Mercado que queremos”.  Serão realizadas três intervenções distintas no local: a reforma do Shopping Popular Michel Haddad, que já está em andamento; a reforma de toda a feira livre e a recuperação do prédio histórico, que é um patrimônio tombado pelo Coppam.


De acordo com o presidente do Coppam e superintendente de Patrimônio Histórico, Orávio de Campos, as reuniões de discussão sobre a revitalização do Mercado Municipal têm sido um debate comunitário, onde a sociedade civil está chegando para debater uma questão que é importante para toda a sociedade.



Fonte: Secom/ Folha da Manhã

segunda-feira, 16 de junho de 2014

DEBATE SOBRE O MERCADO MUNICIPAL CONTINUA

(Foto: Ralph  Braz)
Vai ter reforma no Mercado Municipal de Campos. Afinal, a área faz parte do projeto de revitalização do Centro Histórico. No entanto, o que preocupa segmentos da sociedade civil é a falta de diálogo, já que ainda não foi aberta uma audiência pública para discutir o projeto mais adequado para o prédio tombado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico Municipal (Coppam). Já o membro fundador do Coppam, Alexandre Deute, chama atenção para a ambiência, que deve ser respeitada.


Ambiência não é medida em metros. Ela se refere ao entorno de um patrimônio material que deve ser sua integridade física e visual preservada. Ou seja, novas construções não devem fazer sombra ou dificultar a visualização do bem tombado.

— Parece que a onda metálica prevista no projeto da Prefeitura vai brigar com a visualização do prédio do Mercado Municipal. O que se precisa é de um projeto, de uma maneira de construir que não atrapalhe a visualização — destacou Alexandre, que esteve presente na reunião realizada na sede da superintendência de Preservação do Patrimônio Histórico, no último dia 10.

Ele também disse que pelos croquis apresentados na reunião não dá para ver se a altura e a volumetria do camelódromo interferirão na ambiência.

— Reconheço que a Prefeitura tem feito obras importantes no Centro Histórico, mas não adianta fazer e na hora de colocar a cereja do bolo errar. O Mercado não pode ser reformado, ou seja, receber uma nova forma. Ele precisa ser restaurado — salientou.


Na ocasião, foi debatido o projeto de reforma do Shopping Popular Michel Haddad e a mudança da cobertura da Feira Livre, que funciona ao lado do Mercado Municipal. O encontro aconteceu depois de ser licitado e ter ordem de serviço para ser executado, sem qualquer consulta pública.

— Os anexos ao Mercado foram construídos antes do tombamento. Então, o Poder Público não seria, em tese, obrigado a retirar a estrutura metálica. No entanto, desde o momento em que retira, ao retornar, precisa estar atento para não prejudicar o que já existia, conforme definições das cartas patrimoniais — disse, também frisando não ser contra camelôs e feirantes, que já constituem a história do prédio, sendo um legado imaterial, assim como os camelos, parte dos usos e costumes do município.

Já o presidente do Coppam e superintendente de Patrimônio Histórico, Orávio de Campos, disse que o encontro foi bastante produtivo.



— Esta é uma discussão que começou pelas redes sociais. Então, o Coppam está adiantando a discussão desta temática e ouvindo as representações sociais e técnicas. A ideia é que encontremos uma solução do que pode ser feito com relação ao projeto, que está pronto — destacou Orávio.

Quem iniciou o debate pelo Facebook foi o jornalista e presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Vitor Menezes, que também participou da reunião no Coppam. Após o encontro, Vitor se manifestou em sua rede social:

— Minha opinião é a de que um novo projeto deve ser feito, que mantenha o camelódromo e a feira livre nas proximidades do Mercado Antigo, mas não colado do modo como a Prefeitura quer executar. Há alternativas em uma área próxima, com parte do Alberto Sampaio e em um terreno na rua Benta Pereira. Os comerciantes permaneceriam próximo ao Mercado (repito: mas não colados). Isso garantiria a sua vitalidade popular, pois não adianta ter edificação histórica bonita mas sem gente, e ao mesmo tempo seria valorizada a beleza arquitetônica do prédio antigo — destacou.




Fonte: Folha da Manhã

segunda-feira, 21 de abril de 2014

FOTOS PARA GUARDAR E CONHECER CAMPOS

(Foto: Genilson Pesssanha / Folha da Manhã)
As imagens também revelam as entrelinhas. Pensando nisso, é que se torna possível conhecer Campos por meio de fotos antigas. Esse contato com o passado nos permite compreender os vazios que mostram a falta de cuidado com a preservação patrimonial e a perda dos laços afetivos criados a partir da relação com as referências urbanas do município.

O pesquisador Leonardo Vasconcellos Silva, que disponibiliza grande acervo sobre a cidade, aponta a perda das referências campistas construídas a partir dos bens arquitetônicos. Ele lembra o que já compôs a paisagem da área central da cidade e aponta o que foi destruído.

— Campos é uma não-cidade. Nossas referências são destruídas a cada dia. Perdemos esses bens arquitetônicos que têm um caráter afetivo. Os idosos devem se sentir órfãos. Campos perdeu o Cine Teatro Trianon, o Cine Goitacá, frequentado pela elite, e o Cine a Coliseu, que reunia camadas sociais mais populares — destacou.
(Fotos: Ralph Braz)
Esse problema, porém, existe em todo o país, explicou o pesquisador. Ele ressaltou que na Europa, por exemplo, os centros históricos são preservados, o que não acontece no Brasil. Aqui, o antigo é atrasado, o velho é desnecessário, é gaga, diferentemente de países europeus e africanos. “Estive em Angola e em determinadas comunidades os idosos são considerados sábios”, salientou Leonardo.

O que agrava a situação de Campos é que as mudanças acontecem, as referências são varridas de diante dos olhos e da experiência social cotidiana e não há um acervo cultural para substituir. As casas de chá, os cafés — que eram espaços de sociabilidade — se findaram.

Para Leonardo, os estacionamentos que aparecem a todo o instante no centro histórico de Campos são piores que a especulação imobiliária por criarem o que o pesquisador denomina “cárie, um vazio urbano”. Essa desilusão o fez desistir de atuar no Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam), do qual era membro.
 


Entretanto, o interesse pelo conhecimento do passado por meio das fotos é mantido vivo por estudantes, pesquisadores e jornalistas, que procuram o pesquisador para ter acesso a um imenso acervo. Ele destaca os trabalhos desenvolvidos por estudantes do Isecensa, da Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic) e do Instituto Federal Fluminense. O acervo não possui apenas fotos digitalizadas, mas também negativo em vidro, guardado com cuidado, envolto por papel com ph neutro. A peça apresentada por Leonardo registra um grupo de jovens, que se encontrava na esquina da Alberto Torres com São Bento, prestes a se alistar no Exército. O negativo é de 1919.

A análise das imagens vai além da descrição iconográfica (o que foi retratado). Com estudos acerca da história de Campos é possível entender a formação urbana e arquitetônica através de uma leitura iconológica. “Em uma foto que retrata uma grande enchente do início do século XX podemos – a partir da descrição iconológica – falar das mortes causadas pela leptospirose, relevando problemas com o saneamento”, pontuou.

Metalinguagem

No século XIX, Campos era um pólo cultural efervescente. Não foi à toa que o fotógrafo alemão itinerante Guilherme Bolckau se estabeleceu em Campos, tendo falecido no município. Ele fez fotos para diversas famílias campistas. E o próprio pesquisador possui fotos de seus familiares que foram registradas pelo alemão. As imagens eram coladas em cartões de papelão, que contribuíam para a melhor apresentação do material. O verso da foto servia como um cartão de apresentação do fotógrafo.
 
 
Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 21 de março de 2014

PRÉDIOS HISTÓRICOS DEMOLIDOS PODE GERAR MULTA DE R$ 541 MIL

(Fotos: Ralph  Braz)
Para evitar o que ocorreu com a demolição do Casarão do Clube Chacrinha, caso que se encontra no Ministério Público, a municipalidade, com aprovação da Câmara de Vereadores, editou uma nova lei que pune, com rigor, os que promoverem a destruição de imóveis tombados, tutelados ou mesmo protegidos pelo Plano Diretor, podendo a multa, revertida para o Fundo Municipal de Cultura, chegar a 6.000 Uficas.

A questão da multa “não libera o espaço do terreno para outras obras e ou atividades”. O proprietário terá que responder pelo crime praticado contra o patrimônio histórico, podendo ser condenado a refazer o imóvel desfeito ou, então, fechar acordo, no Ministério Público, de ações compensatórias com valores que podem ser arbitrados sobre o valor do bem imóvel tombado, tutelado ou protegido pela lei.

A lei 8.487, de 30.10.2013 - a Lei do Novo Coppam - já está em vigor e poderá ser aplicada em proprietários que, sem autorização da Secretaria de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, assumirem a demolição de imóveis situados em Área Especial de Interesse Cultural (Aeic), como a ocorrida durante o Carnaval, na Rua Boa Morte, número 17, fato já comunicado à Procuradoria Geral do Município, para as providências de praxe.



O presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural, Orávio de Campos, ao anunciar as novas disposições, salientou que a multa para quem derrubar, sem autorização das autoridades competentes, prédios listados, ou em Aeic, é de cerca de R$ 541.012,00, “dependendo da expressão do imóvel dentro do contexto do cenário urbano do município”. 

Por outro lado, argumenta que, a mesma lei que pune com rigor aqueles apanhados na prática da desobediência civil, dá poderes ao Conselho, hoje representativo da sociedade, de rever todos os imóveis que estão listados, considerando que nem todos os que se encontram no anexo da Lei 7.972, de 31.03.2008, são de interesse para a história da cidade. “Os conselheiros vem usando do bom senso no julgamento dos casos”. 

Orávio de Campos informou que o Coppam está editando uma cartilha sobre o patrimônio histórico, o que deverá ser lançado nos próximos dias. O certo, no momento, é o proprietário de imóveis situados no Centro Histórico fazer uma consulta ao Conselho ou mesmo à Secretaria de Obras e Urbanismo. “É legítimo até mesmo apresentar um projeto de reforma através de uma nova visão retrofit do imóvel protegido”. 



Fonte: Ascom

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ACERVO DO MONITOR CAMPISTA VAI RETORNAR PARA CAMPOS



O acervo do jornal Monitor Campista deve retornar a Campos em breve. O anúncio foi feito pela Associação de Imprensa Campista (AIC) nesta sexta (14), dois dias depois que o jornalista Wilson Heidenfelder esteve reunido no Rio de Janeiro com o presidente do Diários Associados, Maurício Dinep, para formalizar o acordo de recuperação. Também foi anunciada a visita técnica da superintendente para Assuntos Corporativos do grupo Diários Associados, Vânia Costa, no próximo dia 25, ao local previsto para receber o acervo: o Arquivo Público Municipal, que funciona no antigo Solar do Colégio, em Tocos.

O Diários Associados é proprietário do título do jornal, que fechou as portas em 2009. “Uma das possibilidades é o acervo ficar no Arquivo Público Municipal”, disse Heidenfelder. Atualmente, o acervo impresso do jornal Monitor Campista se encontra no prédio do Jornal do Comércio, no Rio de Janeiro. Segundo Heidenfelder, Maurício Dinep se mostrou bastante receptivo à iniciativa da Câmara de Vereadores de Campos e da AIC de trazer o acervo de volta ao município.

Com essa finalidade, a Câmara assinou um termo de cooperação com a AIC, criando um grupo de trabalho, presidido por Heidenfelder (diretor do Departamento de Multimídia e Cultura da Câmara de Vereadores de Campos) e formado pelo diretor da Casa, Avelino Ferreira, procurador Felippe Klem, presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam), Orávio de Campos, presidente e diretor da AIC, Vitor Menezes e Wellington Cordeiro, respectivamente. O grupo de trabalho foi formalizado em reunião realizada no último dia 4 na Câmara de Vereadores.

O próximo passo, segundo Heidenfelder, será informar o Ministério Público da decisão, já que o Diários Associados assinou um termo de compromisso com o MP se tornando fiel depositário do acervo, quando o jornal fechou as portas. “Vamos fazer tudo dentro da lei. A volta do acervo será de grande valia para a história da cidade e uma ferramenta de pesquisa para os futuros jornalistas. Ele registra quase 200 anos da história de Campos”.

Em 17 de janeiro deste ano foi publicada no Diário Oficial do município, resolução nº 009 do Coppam, considerando o acervo impresso do Monitor, no período de 1834 a novembro de 2009, como patrimônio histórico e cultural do município. Heidenfelder disse ainda que o presidente do Diários Associados já havia iniciado um processo de doação do acervo do Monitor à Biblioteca Nacional, assim como de outros jornais do Diários Associados. “Mas como a Câmara e a AIC demonstraram interesse, ele decidiu doá-lo ao município”, afirmou, destacando que as condições do acervo não são muito ruins.



Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CÂMARA E AIC SE UNEM PARA TRAZER DE VOLTA ARQUIVO DO MONITOR CAMPISTA



O arquivo do Monitor Campista, que se encontra nos porões do Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, pode retornar em breve para Campos.

O pontapé inicial será dado num encontro nesta terça-feira, na Câmara de Vereadores, às 16 horas, entre o presidente do Legislativo, Edson Batista, o presidente da Associação de Imprensa Campista, Vitor Meneses, e o presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal, professor Orávio de Campos, que também presidiu a entidade dos jornalistas.

Logo após o fechamento do jornal, o terceiro diário mais antigo do País, fundado em 1834, jornalistas e representantes de diferentes segmentos da sociedade empreenderam uma campanha para a reativação do tradicional órgão.

“O acervo do Monitor é um patrimônio de Campos, e não pode ficar à mercê de traças ou da vontade de outras pessoas, mas do povo campista que tem apreço por sua historia”, disse o presidente da Câmara.

O arquivo do tradicional veículo era constantemente visitado por estudantes e pesquisadores, que utilizavam as páginas do velho órgão. A partir de 1999, as páginas do Monitor sofreram significativas mudanças, acompanhando a evolução das artes gráficas, quando o jornal começou a ser impresso no Rio de Janeiro, no parque gráfico dos Diários Associados, proprietário do título.

O jornal atravessou bravamente duras crises econômicas do país, mas em 15 de novembro de 2009 por problemas administrativos, o jornal encerrou suas atividades e deixou também para a história sua última edição.


Fonte: Ascom Câmara

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"PATRIMÔNIO HISTÓRICO" EM CAMPOS CAUSA TRANSTORNO À VIZINHOS

(Foto: Ralph Braz)

Comerciantes e clientes de lojas localizadas na Saldanha Marinho estão furiosos com a atual situação do terreno baldio “criado” pela Prefeitura. O patrimônio histórico, o famoso Casarão da Rua 13, fora derrubado com a intenção de “construir” um estacionamento em seu lugar, mas o Ministério Público interviu. Desde então, o local vem servindo de motel a céu aberto, além de ponto de encontro de usuários de crack. Vale ressaltar também que o terreno está abandonado, sem nenhum tipo de cuidado ou limpeza, um matagal só, proliferando todo tipo animais transmissores de doenças.


Ou seja, não só derrubaram uma parte de nossa história, como também a vulgarizaram.



Com a palavra o presidente do COPPAM:

“O tombamento é ato administrativo que depende da iniciativa do Município. A partir dele, ficará fora de discussão não só a impossibilidade de demolição, como a obrigação de preservação do imóvel que for tombado. E isto com a publicidade desejável, já que o tombamento será aver-bado no registro de imóveis”. Sobre a “cobrança” do MP, o presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal (Coppam), Orávio de Campos se justifica, “Todos os que estão na lista de tombamento, tomaram ciência através do Diário Oficial, lamentavelmente, o processo é lento, a parte burocrática exigida é trabalhosa, tem que ser bem fundamentada, explicar o porquê do imóvel ser tombado. Dr. Marcelo está cheio de razão, é moroso o processo, temos que aproveitar toda boa vontade do MP. O ato de tombamento do imóvel é exclusivo do presidente do Coppam. Faremos, na segunda e teça-feira próximas uma reunião administrativa da equipe que acelere o processo e talvez já libere o primeiro lote”, finalizou.

Fonte: Blog do Gustavo Matheus