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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

GOVERNO DA INDONÉSIA DEPORTA REPÓRTER E CINEGRAFISTA DA REDE GLOBO

(Foto: Reprodução | Rede Globo)
O repórter Márcio Gomes, da Globo, e um cinegrafista foram deportados pelo governo da Indonésia. A informação foi confirmada pelo setor de comunicação da emissora.

No país para acompanhar a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, a dupla chegou a ser detida no sábado (17) na cidade de Cilacap. Foi liberada depois, mas os passaportes ficaram retidos.

O jornalista entrou no país com visto de turista.

Nesta segunda (19), segundo a Globo, Gomes e o cinegrafista foram transportados para a capital, Jacarta, pela polícia –o acompanhamento foi necessário por estarem sem passaporte. Lá, aguardariam em um hotel o voo para Tóquio (Japão), onde Gomes atua como correspondente.

O Itamaraty não quis comentar. No sábado, a reportagem da Folha também foi ameaçada de deportação.




Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 17 de janeiro de 2015

INDONÉSIA APREENDE PASSAPORTES DA EQUIPE DA GLOBO


Autoridades de imigração em Cilacap (a 400 km de Jacarta) apreenderam neste sábado (17) os passaportes do repórter da TV Globo Márcio Gomes e de um cinegrafista da emissora.

Ambos chegaram a ser detidos enquanto filmavam o porto de Cilacap, de onde saem as balsas rumo à ilha de Nusakambangan, onde seis presos serão executados nas primeiras horas de domingo (18), tarde de sábado no Brasil. Entre os executados estará Marco Archer Cardoso Moreira, 53.

As autoridades da Indonésia sustentam que o entorno do porto é área restrita e que repórter e cinegrafista da TV Globo entraram no país com visto de turistas.

Depois de algum tempo, Márcio e o cinegrafista foram liberados para voltar ao hotel onde estão hospedados, mas os seus passaportes estão retidos. O Itamaraty tenta ajudar a resolver a questão.

Neste sábado pela manhã, a reportagem da Folha foi abordada por um homem que disse ser do setor de imigração, sob o argumento de que poderia ser deportada se entrevistasse alguém ou fizesse fotos.

Dentro do Itamaraty, a medida foi vista como uma tentativa da Indonésia de afastar repórteres estrangeiros destacados para cobrir as execuções.

Segundo a Comunicação da Globo, ainda não se sabe o porquê de os passaportes terem sido retidos.




Fonte: Folha de São Paulo

BRASILEIRO É FUZILADO NA INDONÉSIA

(Foto: AP)
O carioca Marco Archer Cardoso Moreira, 53, foi executado por fuzilamento às 15h30 deste sábado (17), horário de Brasília, na Indonésia.

A confirmação foi dada por Tony Spontana, porta-voz da Procuradoria-Geral do país asiático. A execução ocorreu à 0h30 de domingo (18) pelo horário da Indonésia, dentro do complexo de prisões de Nusakambangan, em Cilacap, a 400 km da capital Jacarta.

A morte foi confirmada oficialmente à 0h45 no horário local (às 15h45 em Brasília). Por volta das 18h30 de Brasília, o processo de reconhecimento do corpo foi terminado, e, o corpo, encaminhado para cremação.

Marco foi o primeiro cidadão brasileiro na história executado por pena de morte em tempos de paz.

Ele havia sido preso em 2003 e condenado em 2004 por tráfico de drogas. Além dele, outras cinco pessoas seriam executadas. Na véspera da morte, o brasileiro recebeu a visita da tia, Maria de Lourdes Archer Pinto, 61, e de dois funcionários da embaixada brasileira em Jacarta. A tia havia levado doce de leite e mel para o sobrinho.

Ela chorava muito desde o início da manhã, diante do fuzilamento iminente. "O Marco não merece isso." Marco também chorou na despedida da tia e a "beijou muito", disse Maria de Lourdes.




Fonte: Folha de São Paulo