A CPI da Tragédia de Petrópolis, na Alerj, aprovou nesta quinta-feira (2) a quebra de sigilo bancário dos ex-prefeitos Rubens Bomtempo (PT) e Bernardo Rossi (SD), que comandou a Secretaria Estadual de Ambiente e Sustentabilidade até março deste ano. O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alexandre Knoploch (PL), durante a reunião em que o colegiado aprovou o plano de trabalho.
A comissão apura a aplicação de recursos públicos e as ações adotadas depois da tragédia climática que atingiu Petrópolis, na Região Serrana, em fevereiro de 2022. O temporal deixou mais de 200 mortos e provocou destruição em diferentes pontos da cidade. Bomtempo era prefeito do município à época do desastre.
Durante o encontro, os deputados aprovaram as primeiras convocações para oitivas. Devem ser chamados representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Obras, tanto da atual gestão quanto da administração da época do desastre, além do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), das Defesas Civis estadual e municipal, do Corpo de Bombeiros (CBMERJ) e do Conselho de Desenvolvimento de Petrópolis (Condep).
Na última semana, durante a instalação da CPI, os deputados já haviam sinalizado a convocação de alguns nomes, entre eles de Bernardo Rossi. Também integram a lista o ex-secretário de Obras Uruan Cintra; o atual chefe da pasta estadual, Raul Fanzeres; além do ex-presidente do Inea Renato Jordão Bussiere.
Presidente da CPI, Rodrigo Amorim (União) afirmou que a prioridade é dar rapidez às apurações e verificar a aplicação dos recursos enviados ao município.
“O plano de trabalho dá enfoque não só às ações de prevenção, mas, sobretudo, à aplicação dos recursos, como os R$ 30 milhões repassados pela Alerj ao município”, afirmou.
A próxima etapa da CPI deverá ser dedicada às oitivas e à análise de documentos sobre os repasses e as ações adotadas após a tragédia.


