quarta-feira, 6 de maio de 2026

Martha Rocha pede cassação de Thiago Rangel na Alerj após decisão do STF


Depois de critica em plenário a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre o caso do deputado estadual Thiago Rangel, a deputada estadual Martha Rocha (PDT) protocolou nesta quarta-feira (06), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), um pedido de cassação do mandato do parlamentar.

A representação foi apresentada após a prisão preventiva de Thiago Rangel no âmbito da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal e envolve suspeitas investigadas pela corporação.

No documento encaminhado à Assembleia, Martha Rocha argumenta que a gravidade dos fatos apontados nas investigações exige uma resposta rápida do Parlamento fluminense. “O teor das investigações ultrapassa qualquer limite ético e moral. O mandato é um compromisso com a sociedade”, afirmou a deputada.

Pedido de cassação

Na representação, Martha Rocha pede que o caso seja enviado diretamente ao Conselho de Ética da Alerj, sem necessidade de uma etapa prévia de sindicância interna. Segundo a parlamentar, os fatos descritos nas investigações já seriam suficientes para justificar a abertura imediata do processo de cassação.

“Não há o que esperar quando os fatos são públicos, documentados e de extrema gravidade”, declarou. A deputada também defendeu que a Assembleia dê uma resposta institucional diante das acusações envolvendo o parlamentar.

Críticas sobre funcionamento do gabinete

Outro ponto levantado por Martha Rocha é a manutenção do funcionamento do gabinete de Thiago Rangel mesmo após a decisão do STF que determinou o afastamento dele.

Para a deputada, a continuidade da estrutura parlamentar gera um cenário contraditório diante da medida tomada pelo Supremo. “Na prática, o deputado continua atuando indiretamente na Casa”, afirmou.

Segundo ela, manter o gabinete em funcionamento significa preservar influência política dentro do Parlamento mesmo após as decisões judiciais relacionadas ao caso.
Investigação da Polícia Federal

O pedido de cassação tem como base as investigações da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A operação resultou na prisão preventiva de Thiago Rangel por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Martha Rocha citou no documento suspeitas relacionadas ao uso do mandato parlamentar e afirmou que a Assembleia precisa agir para preservar a imagem institucional da Casa.

“Usar essa cadeira para desviar dinheiro da educação, planejar atentados e negociar cargos com traficantes é inaceitável”, declarou a deputada. A representação agora deverá ser analisada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio.