São robustos os indícios de que Rodrigo Bacellar vai renunciar ao mandato nesta segunda-feira, véspera do julgamento no TSE que pode cassá-lo do cargo, juntamente com o governador Cláudio Castro. Mas o ex-presidente da Alerj não pretende sair de cena discretamente, apesar do delicado momento. Movimenta-se para eleger Chico Machado como seu sucessor.
Para tanto, programou um ato político em sua casa de campo, em Teresópolis. Convidou cerca de 40 deputados estaduais para o encontro, durante o qual deseja extrair dos colegas o compromisso de apoio a seu fiel escudeiro.
Na Alerj, há enorme expectativa a respeito do quórum do convescote serrano. As apostas são conflitantes. Há quem acredite na presença de um bom número de parlamentares, em gratidão à atenção dispensada pelo presidente afastado nos bons tempos. Muitos, contudo, veem a reunião como fadada ao insucesso. Alegam que já retribuíram a Bacellar todo e qualquer favor, ao retirá-lo da cadeia.
Reunião com Eduardo Paes
Chico Machado, por sua vez, tenta ampliar apoios com adesão de frações da esquerda e do grupo de Eduardo Paes. Há 10 dias, se reuniu com o ex-prefeito, que se sinalizou simpatia à sua canditatura.
Renúncia
A renúncia de Bacellar, de acordo com advogados especialistas em direito eleitoral, abriria caminho para um novo pedido de vista no julgamento, o que poderia procrastinar a provável deliberação da Corte sobre a inelegibilidade dos acusados. Com a manobra, o ex-presidente da Alerj ganharia tempo para disputar um mandato na Câmara Federal e, assim, tentar se blindar de eventual decisão rigorosa do ministro Alexandre de Moraes .


