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| Imagem gerada por IA |
O governo interino do Rio de Janeiro intensificou a revisão de cargos comissionados e já exonerou 831 servidores em apenas 15 dias. A medida, conduzida pelo governador em exercício Ricardo Couto, faria parte de um processo de reorganização administrativa e corte de despesas públicas.
Segundo estimativas oficiais, a redução no quadro de servidores pode gerar economia anual de até R$ 85 milhões aos cofres estaduais. O objetivo, de acordo com o governo, é revisar nomeações, combater possíveis irregularidades e enxugar a máquina pública.
As exonerações atingiram principalmente cargos sem função efetiva comprovada, além de servidores vinculados a grupos políticos aliados da antiga gestão estadual.
Com ares de quem confia em sua permanência à frente do Palácio Guanabara até a posse do próximo governador eleito, o interino Ricardo Couto promoveu um strike completo na máquina estadual, derrubando as últimas posições estratégicas ainda ocupadas por indicados do ex-governador Cláudio Castro.
Foram publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (29) as exonerações de Juliano Pascual, da Secretaria de Fazenda; de Adilson Faria, do Planejamento; e Diego Faro, do Meio Ambiente.
Paulista, Juliano Pascual estava no cargo desde janeiro de 2025, quando substituiu Leonardo Lobo. Antes atuou nos governos de São Paulo e do Distrito Federal, e foi diretor da Fundação Paulistana de Educação, ligada à Prefeitura de São Paulo. Quem assume seu lugar é Rafael Ventura Abreu.
O advogado Adilson Faria, que ocupava o cargo de secretário desde 2023, sempre esteve ligado diretamente ao ex-governador Cláudio Castro. Antes de assumir o posto, atuou também como subsecretário geral da Secretaria de Estado da Casa Civil e subsecretário de Relações Institucionais da pasta. Além de secretário, Adilson presidiu o Conselho Fiscal da Companhia Estadual de Habitação (Cehab) e é membro do Conselho Fiscal da Companhia Docas do Rio de Janeiro – Portos Rio. Também foi assessor especial na Secretaria de Estado de Infraestrutura e assessor jurídico na Secretaria de Estado de Saúde. As finanças do estado agora serão capitaneadas por Guilherme Macedo Reis Mercês, que já ocupou o mesmo cargo durante a gestão de Wilson Witzel.
Vereador eleito em 2024, Diego Faro é afilhado político de Castro, que se refere a ele como um “irmão” e “companheiro de vida”. Faro deixou a Câmara em abril, quando foi nomeado para assumir a Secretaria Estadual do Ambiente, em substituição a Bernardo Rossi. Em seu lugar, assume Rodrigo Tostes
E as canetadas não param por aí. Couto também pretende extinguir a Secretaria de Planejamento. Em seu lugar, seria criada uma subsecretaria vinculada à Casa Civil, responsável pelo controle e execução do orçamento.


