Não teve choro nem vela: o ministro do STF, Cristiano Zanin, manteve o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ, na cadeira de governador do Estado até que o Supremo Tribunal Federal julgue a ação sobre as eleições para o mandato-tampão, após a renúncia de Cláudio Castro. E, em um mês, o “governo” do juiz caiu como uma bomba atômica sobre a classe política.
Mais de 600 cargos comissionados foram demitidos. É uma mudança considerável: muitos pré-candidatos contavam com a máquina e as estruturas das secretarias estaduais para encaixar cabos eleitorais e alavancarem suas campanhas a deputado estadual e federal.
Caso Couto continue no cargo e com a “faxina”, esses candidatos vão ter que mudar suas estratégias do dia para a noite – o que pode interferir, e muito, na composição da Câmara Federal e Assembleia.
Zanin mantém Ricardo Couto no governo do Rio
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, consolidou o cenário de indefinição política no Rio de Janeiro ao manter Ricardo Couto no comando do governo estadual. O magistrado entendeu que a recente eleição de Douglas Ruas para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não altera a decisão anterior da Corte.
Na prática, Couto segue como governador em exercício até que o STF conclua o julgamento sobre o formato das eleições no estado, seja ele direto ou indireto. A decisão reforça a validade de um entendimento já firmado pelo plenário da Corte, afastando a possibilidade de mudança imediata no comando do Executivo fluminense.
Ricardo Couto exonera mais de 600 comissionados e amplia "faxina"
O governo do Rio de Janeiro exonerou mais 83 ocupantes de cargos comissionados em edição extraordinária do Diário Oficial publicada na noite desta segunda-feira (20). As demissões atingem principalmente a Secretaria de Governo e o Gabinete do Governador.
A medida faz parte de uma série de ações conduzidas pelo governador em exercício, Ricardo Couto, que já resultou na exoneração de 627 servidores — sendo 544 em etapas anteriores. O foco tem sido áreas consideradas mais políticas da administração estadual, como a Segov, o Gabinete e a Casa Civil.


