A interdição da Ponte Barcelos Martins, sobre o Rio Paraíba do Sul, continua impactando a rotina de moradores de Campos dos Goytacazes há quase dois meses. Desde o dia 28 de fevereiro, quando parte dos pilares e tabuleiros cedeu, o acesso está totalmente proibido, comprometendo a ligação entre a área central e o subdistrito de Guarus. Em março, foram realizadas vistorias com representantes da Prefeitura e do Estado para avaliar a estrutura, bem como a possibilidade de recuperação e obras.
Ligações e interdições
A Ponte Barcelos Martins marcou a história de Campos dos Goytacazes ao ser a primeira ligação entre as margens do Rio Paraíba do Sul, conectando o Centro a Guarus. Inaugurada em 5 de abril de 1873, a estrutura ficou conhecida inicialmente como “Ponte de Pau” ou “Ponte Municipal”, recebendo posteriormente o nome atual.
Em 2022, a ponte foi interditada pela Defesa Civil após a cheia do rio, que provocou forte pressão nos pilares e elevou o risco de desabamento. A estrutura, já antiga, era utilizada por pedestres, ciclistas, motociclistas e veículos oficiais. Historicamente, a ponte já havia sido fechada em outras enchentes e, há cerca de 20 anos, teve o tráfego de veículos de passeio proibido para preservar sua estrutura.
Em março, o então governador Cláudio Castro afirmou, durante visita a Campos, que a intervenção na ponte teria uma obra completa e de qualidade. Na mesma ocasião, o prefeito Wladimir Garotinho destacou que mais de 30 mil trabalhadores utilizam a travessia diariamente. Um gabinete de crise foi criado, e o início das obras segundo ele, dependeria da redução do nível e da força das águas do rio.
Em nota, a Secretaria Municipal de Defesa Civil informou que o Governo do Estado é o responsável pelas obras e pelas avaliações estruturais no local. “Ao longo do último mês, equipes técnicas vêm realizando testes para análise das condições da estrutura, incluindo sondagens para verificação da profundidade e situação dos pilares. A atuação da Defesa Civil Municipal tem sido dar apoio às equipes, com suporte operacional durante os trabalhos”, finaliza.

