segunda-feira, 27 de abril de 2026

Rumores de operação da PF contra deputados elevam tensão e podem agravar crise institucional no Rio


A instabilidade institucional em que o Rio está mergulhado pode se agravar ainda mais nos próximos dias. São robustos os rumores de que a Polícia Federal realizará, em breve — provavelmente nesta terça-feira, 28 —, uma operação mirando deputados da Assembleia Legislativa. Seria um desdobramento da operação Unha e Carne, com base na qual Rodrigo Bacellar foi preso por vazar informações ao Comando Vermelho. Dados telemáticos de celulares do ex-presidente e trocas de mensagens teriam embasado a nova investida da PF.


Imprecisos, mas intensos nas últimas horas, os informes sobre a operação provocaram pânico nos corredores e gabinetes do Edifício Lúcio Costa, sede do parlamento fluminense. Havia a expectativa de que a operação fosse realizada na última quinta-feira, 23. Mas o feriado de São Jorge teria determinado a transferência para a esta semana.

Se confirmada, a ação da Polícia Federal terá, certamente, potencial para impactar a decisão do STF sobre o modelo de eleições suplementares — se diretas ou indiretas. É provável que, ainda nesta semana — após a publicação do acórdão do TSE sobre o julgamento de Cláudio Castro —, a Corte retome o julgamento, paralisado pelo pedido de vista do ministro Flávio Dino.

A operação da Polícia Federal seria um passo concreto para materializar investigações sobre suspeitas correntes, como a manifestada pelo ministro Gilmar Mendes, de que 34 deputados estaduais receberiam mesada do jogo do bicho.

De acordo com fontes, há imprecisão quanto à origem desses recursos. Supostamente organizado por Bacellar, o “caixinha” não seria oriundo do jogo do bicho, mas sim de um pool de empresas com interesses em obras e licitações na máquina estadual.