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sexta-feira, 22 de maio de 2015

SIPROSEP: "PROFESSORES TIVERAM GANHOS E GREVE TEM CUNHO POLÍTICO..." COMO ?

(Foto: Ralph Braz)
Em matéria publicada nesta sexta-feira no site Campos 24 horas o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep), que tem 1.662 professores municipais sindicalizados, se posicionou contrário à greve de ocupação dos professores, que hoje completa cinco dias. O presidente Sérgio Almeida disse que “o movimento tem cunho político” e que “falta habilidade dos professores para negociar com o governo”.

Nesta quinta-feira, a Prefeitura de Campos anunciou que vai cortar o ponto e a regência dos professores que aderiram ao movimento após a categoria recusar mais uma proposta do governo municipal e descumprir o acordo de retornar às funções.

Na avaliação de Sérgio, não só os professores, mas todos os servidores da Educação tiveram muito ganhos, tanto com a implementação do Plano de Cargos e Salários dos professores em 2009, quanto com o Plano de Cargos e Carreiras para todo funcionalismo, aprovado no último dia cinco. “O governo tem se mostrado aberto ao diálogo e enquanto único representante legal de todas as categorias dos servidores municipais, estamos negociando. Os professores não estão tendo habilidade e jogo de cintura para negociar com o governo”, disse.

Ele informou ainda que alguns diretores de escolas municipais fizeram contato com ele pedindo orientação após a Prefeitura anunciar o corte do ponto e da regência. “Nós do Siprosep não demos nenhuma orientação para fazer greve. Acho que greve é o último recurso. Estamos inclusive participando das reuniões quando somos solicitados, mas há um movimento político nessa greve”, disse.

O anúncio do corte foi feito ontem pelo secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro. Segundo ele “a prefeitura vem cumprindo a sua parte com os professores ao conceder ganhos para a categoria, mas que em respeito aos pais e alunos, que estão sendo prejudicados com a greve, medidas terão que ser tomadas”.

A decisão pelo corte foi tomada após a categoria rejeitar mais uma vez a proposta do governo de aumentar em 100% a regência este ano e reajuste de 10% em 2016. A proposta foi rejeitada durante assembleia realizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ) na última quarta-feira, no sindicato da Cedae. Na ocasião, eles decidiram dar continuidade ao movimento. Hoje, a partir das 15h, acontece na Praça São Salvador, no Centro da cidade, um ato de protesto e assembleia para que sejam avaliados os rumos do movimento.



Fonte: Campos 24 horas

terça-feira, 12 de maio de 2015

EDUCAÇÃO EM ESTADO DE GREVE

(Foto: Ralph Braz)
Educação em estado de greve por 72 horas. Essa foi a decisão durante assembléia do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), que aconteceu nesta terça-feira (12), no antigo sindicato da Cedae, para debater sobre a insatisfação da categoria com a falta do reajuste salarial para os servidores municipais.

Cerca de 150 profissionais da educação estão reunidos no local, onde foi apresentado o manifesto escrito do “Movimento dos Servidores em Ação” e informes em relação à pauta da educação.

A assembléia também definiu que, dentro do prazo de 72 horas, caso não ocorra avanço no acordo com a Prefeitura de Campos, uma greve de ocupação será realizada por mais 72 hora, a partir da próxima segunda-feira.

Nesta quarta-feira (13), nova assembléia vai definir se haverá greve por tempo indeterminado. Às 15h, o “Movimento dos Servidores em Ação” realizará ato em frente da sede da Prefeitura. 





Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 5 de maio de 2015

CONFUSÃO NA CÂMARA APÓS PROTESTO DE SERVIDORES

(Foto: Valmir Neto| Folha da Manhã)
Vestidos de preto, representando luto, servidores municipais de Campos seguiram em carreata pelas ruas do município no final da tarde desta terça-feira (5), sendo o segundo dia consecutivo de mobilização contra o corte de seus direitos trabalhistas. Cerca de 50 carros participaram do ato que teve início na avenida Arthur Bernardes, próximo ao cruzamento com a rua João Maria e seguiram para a Câmara Municipal.

Nesta segunda (4), servidores municipais realizaram uma manifestação na praça do Jardim do Liceu. Professores municipais reclamam da falta de reajuste anual dos salários condicionada à aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCC), em sessão na Câmara de Vereadores.

Os professores se queixam ainda do corte do vale-transporte, o congelamento do valor do vale-alimentação, que segundo eles, está desde 2013 sem reajuste, sendo pago o valor mensal de R$200. 

Segundo o advogado, Alexis Sardinha, 30 anos, que é Assessor Técnico da Prefeitura, a falta de plano de saúde representa um total descuidado com a vida e a saúde dos servidores. 

Na Câmara, os vereadores receberam dez servidores para uma reunião, onde ficou decidido que nesta quarta-feira (06) haverá uma tribuna livre às 16h com os representantes do Sepe, Siprosep e os servidores municipais.




Fonte: Folha da Manhã

domingo, 27 de outubro de 2013

QUAL É O OBJETIVO REAL DAS MANIFESTAÇÕES DOS PROFESSORES ?

(Fotos: Ralph Braz)


Quem realmente são os personagens envolvidos e o que pretendem? Nas últimas semanas uma série de eventos foi realizada na cidade, com a presença dos profissionais da educação que apresentam suas reivindicações, mas assim como em tantas outras que ocorreram nos últimos meses em todo o país, partidos políticos se infiltraram, ou até mesmo foram convidados a tomar frente dos manifestos e assim, os tornaram duvidosos perante a opinião pública.

Em Campos, fatos como o impedimento de participação em audiência na Câmara e assembleias da classe tornaram públicas posições adversas entre os professores e em muitos casos, contra grupos políticos que participam diretamente dos eventos.

O Movimento Educadores em Luta em Campos, integrado por um grupo de professores, veio à tona neste sábado(26), e pode virar inquérito na Polícia Federal(PF), após conversas postadas no Facebook sobre o plano de boicotar a prova da Saerj e a Prova Brasil–Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj).

Além do boicote, dois membros do movimento falam sobre a realização de mais um ato público no dia 14 de novembro e uma vigília diante da Secretaria Municipal de Educação a partir da próxima terça-feira, dia 29, com objetivo de causar desgaste ao deputado federal e pré-candidato ao Governo do Rio, Anthony Garotinho.

As postagens foram realizadas por dois membros do Movimento “Educadores em Luta”: a presidente do diretório municipal do PCB e professora da rede estadual, Graciete Santana, e o pedagogo da rede municipal, Wagner Maia.



Em um dos trechos, Wagner Maia diz: Se eles têm a mídia contra nós…’nós temos 4 mil nas ruas e os ônibus contra eles, pra manchar a imagem do governo Garotinho pras eleições de 2014′.

Graciete Santana posta sobre uma paralisação na próxima terça-feira (29) e vigília diante da secretaria municipal de Educação de Campos, e do boicote. “Além dessa, tem outra que precisamos aprovar: boicote à aplicação do Saerj e da Prova Brasil. Não é nossa obrigação. Neste dia estaremos na escola e devemos nos recusar a aplicar o instrumento de avaliação externa”.


A proposta de boicote de Graciete recebe a seguinte postagem do pedagogo Wagner Maia: “Conforme prometi… colo abaixo as instruções recebidas por nós para aplicação do Saerj, onde, na rede municipal, é para utilizarmos professores da própria unidade, que não sejam nem o professor da turma, nem diretor, nem vice, nem pedagogo. Então, o que faremos é ninguém entregar as provas pros alunos, pra voltarem toda em branco. Mas, o governo sabendo disto, eles vão querer mandar os contratados aplicarem, ou os RETs”.



Em outra postagem, Wagner Maia fala em desgastar a imagem do governo em mais um ato público e ainda desgastar a imagem de Garotinho: “É agora que devemos continuar mais ainda em nossa luta, boicotar o Saerj e a Prova Brasil, conscientizar ainda mais a população a nosso favor, fortalecer unificando com outras categorias pra um grande ato no dia 14, e tudo o que já falei de nos filiarmos ao Sepe. Não é o momento ainda de greve, mas sim de jogarmos a população contra o governo a todo custo. Se eles têm a mídia contra nós… Nós temos quatro mil nas ruas e nos ônibus contra eles, pra manchar a imagem do governo Garotinho pras eleições de 2014″.


IMPASSE INTERNO

“Todo mundo [educadores] aqui tem o seu partido, mas ninguém está indo para rua falar que pertence a partido nenhum. O meu partido é a educação. O microfone está sendo usado simplesmente contra os Garotinhos. A fala maior é contra o governo e não em prol da nossa luta”. As palavras foram ditas por uma professora da rede municipal de ensino de Campos durante assembleia da categoria realizada na noite desta quinta-feira (24/10) na Universidade Federal Fluminense (UFF).

A reunião, que deveria ser para acertar os detalhes de uma possível unificação entre as partes (estudantes da UFF e educadores), levantou um acirrado debate com alguns professores e um represente da CSP (Central Sindical e Popular) Conlutas. Os discentes acreditam estar havendo manipulação de ideias, e que, membros de centrais sindicais estariam usando o Movimento dos Educadores de Campos em Luta, para caráter político-partidário.


Tudo começou após uma professora, que terá a identidade preservada, se manifestar durante o pronunciamento de um representante esquerdista. Em sua fala (gravada), o rapaz disse que alguns docentes estariam com o mesmo ‘discurso ideológico’ do governo municipal e seu grupo político, causando a revolta de certos profissionais de ensino que ali estavam.

“Eu estou falando do discurso ideológico e socialismo de Marx. Se a gente pensar no micro e não no macro, nós estamos pensando no discurso deles. Eu não sou filiado a partido nenhum e nunca fui. Eu defendo aqui é o sindicato”, disparou o sindicalista.


Líder do Governo fala em acionar a Polícia Federal

O líder do governo municipal na Câmara, o vereador Paulo Hirano(PR), em entrevista neste sábado ao programaEntrevista Coletiva, da Rádio Diário FM, comentou o plano de boicote e disse que a Câmara deve se posicionar e levar o caso à Justiça e à Polícia Federal.


Fonte: Campos24horas/ Ururau/ Facebook

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PROFESSORES QUEREM PARTICIPAR DE REUNIÃO DE MARINÉA COM O SEPE

(Foto: Ralph Braz)

Dezenas de profissionais de educação liga do ao movimento "Educadores em luta" estão se dirigindo, neste momento, para a sede da Secretaria Municipal de Educação, na antiga estação da Leopoldina. É que lá acontece, a partir das 16h, uma audiência da secretária Marinéa Abude com os dirigentes do SEPE, que estava marcada para o dia 29 e foi antecipada hoje.

Como se sabe, o Movimento Educadores em luta não segue a orientação do SEPE. A tarde promete.



Fonte: Blog Eu penso que...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

APÓS CHAMAR OS PROFESSORES DE IDIOTAS, SECRETÁRIA PEDE "DESCULPAS"

(Foto: Carlos Emir/ O Diário)

Depois de gerar uma grande polêmica na cidade por chamar os professores que estão inconformados com a precariedade no ensino de idiotas, a secretária de educação de Campos, Marinéa Abud, esteve em um programa de rádio e tentou se retratar.

Segundo a secretária, ela sempre respeitou o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) e os professores em geral. “Em momento algum quis ofender qualquer professor. E se algum se sentiu ofendido, eu peço perdão (…) Estou aberta a qualquer diálogo com quem quer que seja. A gente tem um enorme carinho por todos os professores. Se houve um mal entendido, que esse mal entendido seja desfeito. Preciso de parceiros que me ajudem nessa caminhada”, afirmou.

(Fotos: Ralph Braz)
O pedido de perdão, porém, parece não ter sido o suficiente para convencer os professores.

De acordo com a professora Joailda Correa, uma das profissionais engajadas na luta, apesar de o perdão ser aceito pela classe, a melhor forma de ela se retratar seria materializar as palavras em ações.



“A gente espera que este pedido de perdão seja o início da transformação. Infelizmente, ela foi muito infeliz nas declarações, mas não adianta se desculpar se não estiver disposta a cumprir com a obrigação dela como secretária. A melhor forma de se retratar é começar a mudar a nossa triste realidade”, desabafou.


Fonte: Terceira Via

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PROFESSORES MUNICIPAIS FAZEM MANIFESTAÇÃO EM FRENTE A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

(Fotos: Ralph Braz)

Um grupo de cerca de 80 professores realizou um ato, na tarde desta segunda-feira(23/09), na frente da sede da Secretaria Municipal de Educação.Os manifestantes falam sobre uma pauta de reivindicações.

Ocorre que, segundo a Prefeitura de Campos, minutos antes do ato, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) pediu o cancelamento de uma reunião que estava prevista para as 15h desta segunda-feira, com a secretária da pasta, Marinéa Abude, durante a qual seria discutida a mesma pauta de reivindicações.

Além disso, a reunião desmarcada foi solicitada pelo próprio Sepe. Em ofício datado de 6 de setembro, o Sepe pede que a reunião, inicialmente marcada para o dia 12 de setembro, fosse transferida para esta segunda-feira, tendo sido atendido. E, nesta tarde, mesmo depois de ter pedido o cancelamento da reunião, o Sepe participou do ato em apoio ao grupo de professores municipais.




A professora Joialda Rangel disse que poderá ser proposto estado de greve, caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas. O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) enviou representantes para dar apoio ao ato

“Queremos que seja cumprida a lei que determina que 1/3 da carga horária do professor seja para planejamento extraclasse. Queremos também aumento de 100% no piso salarial, e que o vale-alimentação seja de R$ 400 (atualmente é de R$ 200), além de eleição direta para direção de escolas sem lista tríplice,” destacou Joailda.



O diretor jurídico do Sepe, Sandro Fabiano de Paula, afirmou que apoia os professores. “Estaremos juntos na negociação com o governo municipal, que vai apresentar esta pauta dos ganhos pretendidos”.



Fonte: Campos24horas