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terça-feira, 21 de julho de 2015

TUMULTO EM MANIFESTAÇÃO DOS SERVIDORES EM FRENTE AO SIPROSEP

(Fotos: Ralph Braz)
Prestadores municipais da saúde, educação, segurança e assistência fizeram, na tarde desta terça-feira (21), um manifesto pacífico em frente ao Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep), reivindicando revisão no plano de cargos e salários, vale-transporte, auxílio alimentação, além de plano de saúde e maior eficácia do sindicato em face dos direitos do trabalhador.


Houve tumulto entre manifestantes e servidores que se encontravam no sindicato, no momento da manifestação. O presidente do Siprosep, chegou a fechar a avenida em protesto contra os manifestante, criando tumulto com a Guarda Municipal, que estava acompanhando a manifestação pacífica.


O presidente do Siprosep, Sérgio Almeida, disse, em entrevista, à equipe de reportagem da Folha da Manhã, que o manifesto teria sido liderado por uma minoria que não representaria a categoria. A prefeitura até o momento não se manifestou.






Fonte: Folha da Manhã | Blog Pense Diferente

sexta-feira, 22 de maio de 2015

SIPROSEP: "PROFESSORES TIVERAM GANHOS E GREVE TEM CUNHO POLÍTICO..." COMO ?

(Foto: Ralph Braz)
Em matéria publicada nesta sexta-feira no site Campos 24 horas o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep), que tem 1.662 professores municipais sindicalizados, se posicionou contrário à greve de ocupação dos professores, que hoje completa cinco dias. O presidente Sérgio Almeida disse que “o movimento tem cunho político” e que “falta habilidade dos professores para negociar com o governo”.

Nesta quinta-feira, a Prefeitura de Campos anunciou que vai cortar o ponto e a regência dos professores que aderiram ao movimento após a categoria recusar mais uma proposta do governo municipal e descumprir o acordo de retornar às funções.

Na avaliação de Sérgio, não só os professores, mas todos os servidores da Educação tiveram muito ganhos, tanto com a implementação do Plano de Cargos e Salários dos professores em 2009, quanto com o Plano de Cargos e Carreiras para todo funcionalismo, aprovado no último dia cinco. “O governo tem se mostrado aberto ao diálogo e enquanto único representante legal de todas as categorias dos servidores municipais, estamos negociando. Os professores não estão tendo habilidade e jogo de cintura para negociar com o governo”, disse.

Ele informou ainda que alguns diretores de escolas municipais fizeram contato com ele pedindo orientação após a Prefeitura anunciar o corte do ponto e da regência. “Nós do Siprosep não demos nenhuma orientação para fazer greve. Acho que greve é o último recurso. Estamos inclusive participando das reuniões quando somos solicitados, mas há um movimento político nessa greve”, disse.

O anúncio do corte foi feito ontem pelo secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro. Segundo ele “a prefeitura vem cumprindo a sua parte com os professores ao conceder ganhos para a categoria, mas que em respeito aos pais e alunos, que estão sendo prejudicados com a greve, medidas terão que ser tomadas”.

A decisão pelo corte foi tomada após a categoria rejeitar mais uma vez a proposta do governo de aumentar em 100% a regência este ano e reajuste de 10% em 2016. A proposta foi rejeitada durante assembleia realizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ) na última quarta-feira, no sindicato da Cedae. Na ocasião, eles decidiram dar continuidade ao movimento. Hoje, a partir das 15h, acontece na Praça São Salvador, no Centro da cidade, um ato de protesto e assembleia para que sejam avaliados os rumos do movimento.



Fonte: Campos 24 horas

quinta-feira, 21 de maio de 2015

REUNIÃO HISTÓRICA: PROFESSORES LOTAM ASSEMBLÉIA E DECIDEM CONTINUAR A GREVE

(Foto: Servidor Municipal Campos)
Cerca de 500 professores da rede municipal de ensino de Campos se reuniram em uma assembleia na noite desta quarta-feira (20) e decidiram continuar a greve até esta sexta-feira (22). O encontro foi no auditório da antiga Cedae, que ficou lotado. Na sexta-feira (22), às 15h, a categoria vai fazer uma assembleia na Praça São Salvador e um ato público, onde haverá nova avaliação sobre o movimento e a discussão de novos rumos. Segundo a professora Graciete Santana, a greve permanece com os professores nas escolas e o ponto sendo assinado.

“Vamos continuar conscientizando pais e alunos sobre a situação da má estrutura das escolas e condições dos profissionais. A categoria insiste no reajuste salarial e a proposta do governo com o plano de saúde gerenciado pelo Siprosep não foi aprovada”, comentou Graciete.

Professores criticaram escolas em microfone aberto

A reunião teve microfone aberto no qual professores de várias escolas denunciaram problemas do dia a dia. Entre as reclamações estavam: má estrutura física das unidades de ensino, número insuficiente de profissionais e acúmulo de função. “O governo diz que está tudo lindo nas escolas. Alguém trabalha em escola linda aqui?”, perguntou o professor Helmar Oliveira, seguido de um grito de ‘não’ dos outros professores.

A professora Odete Rocha se manifestou sobre a proposta de abono e gratificação oferecida pela prefeitura. “Eles nos oferecem abono e gratificação, mas isso é penduricalho que colocam e tiram a hora que querem. Isso não é salário”. Após a fala dela, todos os professores presentes gritaram por greve.

Outro tema abordado no encontro foi o gasto da prefeitura com a contratação da empresa Expoente para a distribuição dos materiais didáticos, enquanto o Governo Federal fornece material gratuito.

“O tempo todo a prefeitura fala da crise do petróleo, como se isso fosse desculpa para tirar o que é nosso por direito. Então falamos dos livros da Expoente, que custam milhões e, nós professores, somos contra este gasto. Eu trabalho em uma escola onde faltam profissionais e ainda sofro com goteira na minha sala, mas tem o livro caro da Expoente. Não queremos este livro, queremos melhor estrutura nas nossas escolas e queremos saber quem ganha com isso”, disse a professora Luciana Ecard.

Apoio dos pais dos alunos ao movimento

Como incentivo ao movimento, a professora Odisséia Carvalho citou o apoio que os professores estão recebendo dos responsáveis pelos alunos. “Tenho quase 30 anos de magistério e nunca vi uma greve tão vitoriosa como a nossa. Foi lindo chegar nas escolas e ver os pais dando apoio total ao movimento. Foi lindo ver a força que nós educadores temos. Precisamos pensar agora nos riscos que uma greve prolongada tem e ter coragem e continuar firmes e mobilizados”, disse a professora.

Vereador fala sobre plano de saúde

O vereador Dayvison Miranda pediu para falar na assembleia e explicou que ele e o vereador Alexandre Tadeu, ambos do PRB, votaram a favor dos servidores quando a questão do reajuste salarial foi posta em votação na Câmara de Vereadores. Ele explicou ainda a proposta que o partido fez à prefeitura.

“Nós sabemos que os profissionais precisam de um plano de saúde e fizemos uma proposta ao governo municipal para que os profissionais recebessem um auxílio-saúde, como já funciona com o auxílio-alimentação. O valor de cerca de R$ 150 entra na conta e o profissional contrata o plano que quiser”, comentou Dayvison.

Os profissionais foram contra a sugestão e uma das diretoras do Sepe, Norma Dias, explicou que o assunto vai ser discutido mais detalhadamente em breve. 

Reivindicações – Os professores estão reivindicando Plano de Cargos e Salários total, reajuste salarial, reposição das perdas salariais, condições dignas de trabalho, retorno do Plano de Saúde e vale-transporte, que estão suspensos há quatro meses, para todos os servidores; Auxílio Alimentação no valor de R$ 500; redução da carga horária em 1/3; e a incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.




Fonte : Terceira Via

segunda-feira, 18 de maio de 2015

PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL PARALISAM A PARTIR DESTA SEGUNDA

(Foto: Ralph Braz)
Os professores da rede municipal de ensino de Campos, que se encontram em estado de greve, deflagrarão greve de ocupação por 72 horas a partir desta segunda (18). A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato Estadual dos Profissinais da Educação (Sepe) no último dia 12, que contou com mais de 100 integrantes da categoria. A greve de ocupação foi acordada, caso o governo municipal não apresentasse uma contraproposta em relação ao reajuste anual, que foi negado por conta da aprovação a implantação do Plano de Cargos e Salários.

Durante a assembleia, realizada no dia 12, ficou decidido o estado de greve e caso as negociações com a Prefeitura não avançarem, a categoria irá fazer uma greve de ocupação por mais 72 horas, a partir do dia 18 de maio. No dia 19, uma nova assembleia será feita para decidir se darão continuidade a greve por tempo indeterminado ou não.

A categoria reivindica atualização do Plano de Cargos, Carreira e Salários; implantação de 1/3 da carga horária para professores; aumento salarial/data base; projeto de profissionalização para funcionários administrativos; eleição direta para diretor; entre outros.

Durante a assembleia, a professora Graciete Santana leu um manifesto do movimento dos Servidores em Ação, que “repudia a forma de tratamento da atual gestão do governo e a Câmara dos Vereadores, especificamente da base do governo”.

De acordo com Norma Dias, uma das diretoras do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), não houve nenhum avanço na questão da reposição salarial. A proposta que o sindicato recebeu não agradou, pois seria um aumento de 10% para o profissional regente, professor em sala de aula, como abono, não incorporado ao salário. “O Sepe é contra a política de abono. Estamos desde fevereiro em negociação, mas não houve avanço”, explicou.

A série de protestos dos servidores campistas teve início no dia 4 de maio. Professores trabalharam vestidos de preto e à noite se reuniram na praça do Liceu, com apoio de outras categorias, para protestaram contra o corte dos seus direitos. No dia seguinte, os profissionais fizeram uma carreata que terminou em frente à Câmara, onde encontraram portas fechadas. Após um tempo de manifestação, um grupo de 10 pessoas se reuniu com os vereadores.

Secretário fala sobre Plano de Cargos

Sobre a questão da implantação do Plano de Cargos, que foi sancionado pela prefeita Rosinha Garotinho (PR) no último dia 9, o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro, explicou que neste primeiro momento a Prefeitura está fazendo o enquadramento dos servidores por letras e cada letra corresponde ao tempo de trabalho, com reajuste salarial de 2,5% a cada dois anos de serviço prestado, de forma cumulativa. “Em cima do novo salário é que vão incidir todos os adicionais, como quinquênio e outros benefícios”, destacou.

Fábio Ribeiro disse que, já no contracheque de maio, os vencimentos estarão com os valores reajustados, lembrando que o reajuste dos salários dos servidores é retroativo à data da admissão e relativo ao tempo de serviço. “O novo Plano vai contemplar cada servidor imediatamente e, diferente do plano criado em 2002 e que nunca foi implantado, este também beneficiará aposentados e pensionistas. Discutimos todos os detalhes com o Siprosep, ouvimos diferentes categorias para atender às reivindicações e temos, ainda, 90 dias para possíveis ajustes, como o enquadramento do profissional por progressão horizontal ou vertical. Mantemos o diálogo para promover a valorização do funcionalismo”, finalizou.




Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 5 de maio de 2015

CONFUSÃO NA CÂMARA APÓS PROTESTO DE SERVIDORES

(Foto: Valmir Neto| Folha da Manhã)
Vestidos de preto, representando luto, servidores municipais de Campos seguiram em carreata pelas ruas do município no final da tarde desta terça-feira (5), sendo o segundo dia consecutivo de mobilização contra o corte de seus direitos trabalhistas. Cerca de 50 carros participaram do ato que teve início na avenida Arthur Bernardes, próximo ao cruzamento com a rua João Maria e seguiram para a Câmara Municipal.

Nesta segunda (4), servidores municipais realizaram uma manifestação na praça do Jardim do Liceu. Professores municipais reclamam da falta de reajuste anual dos salários condicionada à aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCC), em sessão na Câmara de Vereadores.

Os professores se queixam ainda do corte do vale-transporte, o congelamento do valor do vale-alimentação, que segundo eles, está desde 2013 sem reajuste, sendo pago o valor mensal de R$200. 

Segundo o advogado, Alexis Sardinha, 30 anos, que é Assessor Técnico da Prefeitura, a falta de plano de saúde representa um total descuidado com a vida e a saúde dos servidores. 

Na Câmara, os vereadores receberam dez servidores para uma reunião, onde ficou decidido que nesta quarta-feira (06) haverá uma tribuna livre às 16h com os representantes do Sepe, Siprosep e os servidores municipais.




Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

CERCO SE FECHA CONTRA A PREFEITURA DE CAMPOS

(Foto: Ralph braz)
Após o Carnaval, o ano começa com cobranças das mais variadas envolvendo a Prefeitura de Campos, que também enfrenta uma queda de arrecadação que pode chegar a R$ 800 milhões. Médicos, professores e o sindicato dos servidores já tornaram públicas suas pautas de reivindicações. Diante dos possíveis protestos, o subsecretário de Governo da Prefeitura de Campos, Thiago Godoy, garante que “a secretaria de Governo sempre esteve de portas abertas para receber a sociedade civil organizada e as suas reivindicações”.

Após assembleia realizada no último dia 12, o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep) resolveu colocar a boca no trombone e promete uma grande manifestação no dia 23 de março, às 8h, na sede da Prefeitura de Campos. De acordo com o diretor do Siprosep, Fábio Almeida, os principais questionamentos serão: Vale-Transporte, Plano de Cargos e Salários e Plano de Saúde. Os servidores também irão reivindicar um reajuste salarial de 12%. “A defasagem dos últimos cinco anos da correção dos salários dos servidores, usando o paradigma do reajuste do salário mínimo, aponta uma perda de 45% nominais”, diz o Siprosep.

No início deste mês, os professores da rede municipal também tornaram pública a sua pauta de reivindicações. A classe cobra o cumprimento da redução da carga horária, 1/3 para planejamento e melhor estrutura nas escolas. Além disso, as professoras protestam contra os novos critérios do Rio Card.

No mesmo embalo, o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) divulgou nota cobrando “um piso salarial digno para a categoria reduzindo a forma de remuneração por gratificação, não incorporadas ao salário e ausentes na aposentadoria do profissional, e a implantação imediata do Plano de Cargos e Salários, prometido pelos vários governos que se sucederam e não cumprida, embora exigida pela Lei Orgânica da Saúde 8080”.

Indagado sobre as cobranças dos mais variados segmentos, o subsecretário de Governo, Thiago Godoy comentou: “Não somos covardes e estamos abertos ao diálogo. Se o debate for político, vamos enfrentá-lo no campo político, se for administrativo, vamos discutir na esfera administrativa. A Secretaria de Governo sempre esteve de portas abertas para receber a sociedade civil organizada e as suas reivindicações”, afirmou Thiago, ressaltando que o governo Rosinha Garotinho (PR) valoriza o servidor.

— O governo concedeu vários benefícios através do programa de valorização do servidor, como o plano de cargos e salários dos profissionais da educação e a implementação de gratificações para várias outras categorias — completou Godoy.

Sobre o diálogo, Thiago Godoy lembrou que, nos últimos meses, representantes do movimento “Educadores em Luta” e do Sepe foram recebidos pelas secretarias municipais de Educação e Administração. Já o Sindicato dos Médicos foi recebido pela Fundação Municipal de Saúde, pelas secretarias de Saúde e de Administração, para tratar das suas demandas. “O governo não deixa de escutar ninguém”, frisa Thiago.




Fonte: Folha da Manhã