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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Fred Machado: “Pacientes do HGG estão tomando água da torneira”

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Casa cheia, mas não foi dia de muitas discussões na Câmara de Campos. A sessão desta quarta-feira (30) foi marcada pela homenagem dos parlamentares ao atleta campista Bruno Rangel, atacante da Chapecoense, que morreu no trágico acidente na madrugada dessa terça-feira (29), em Medelín. Já na palavra livre, o vereador Fred Machado (PPS), levantou o caos na saúde do município, principalmente nos hospitais Ferreira Machado (HFM) e Geral de Guarus (HGG).

— Até água está faltando. Pacientes do HGG estão tomando água da torneira — disparou o parlamentar. Fred acrescentou, ainda, que está se mobilizando para doações ao hospital, pelo menos para que tenha água. Ele também declarou apoio aos motoristas de ambulância, que realizaram manifestação nesta quarta. Já o líder da oposição Nildo Cardoso (DEM) cobrou que a Prefeitura realize uma “operação tapa buraco” por todo município.

O blog já mandou questionamento à Prefeitura e à Fundação Municipal de Saúde sobre as declarações de Fred.






Fonte: Blog do Arnaldo Neto

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Jovem necessita de doação de sangue no HGG

(Foto: Reprodução)
A jovem sanjoanense Vanessa de Souza Coutinho está internada no Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos dos Goytacazes, e está precisando de doação de sangue. 

Todos os tipos sanguíneos são bem-vindos, já que a doação é para reposição no banco de sangue. 

As doações podem ser feitas no Hospital Ferreira Machado, em Campos, apresentando apenas o nome: Vanessa de Souza Coutinho.






Fonte: Portal OZK

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Falta de atendimento médico em SJB sobrecarrega HGG em Campos

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Sem atendimento no Centro de Emergência Pedro Otávio Barreto, no município de São João da Barra, e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do estado, em Campos, e  a maioria dos pacientes se dirigiu nesta segunda-feira (21), ao Hospital Geral de Guarus (HGG) que ficou superlotado. Apesar disso, o atendimento aconteceu na unidade, com preferência para os pacientes mais graves. Os casos mais simples estão sendo encaminhadas as Unidades Pré Hospitalares (UPHs) da Prefeitura.

Segundo o administrativo do HGG, Gilberto Nunes, o atendimento no hospital aumentou até 40%. “Isso vem ocorrendo com frequência, principalmente quando há problema na UPA. Piorou com a situação de São João da Barra. A consequência é que a maioria dos pacientes está procurando atendimento no HGG”, disse ele. Os pacientes devem priorizar o Hospital São José e os PUs de Guarus e da Saldanha Marinho.

As UPAs são unidades 24 horas que oferecem atendimento a urgências pediátricas, clínicas e odontológicas. O objetivo é dar acesso aos pacientes que necessitam de atendimento e, assim, desafogar as portas das emergências hospitalares, que poderiam priorizar os atendimentos mais graves ou de acordo com seu perfil.







Fonte: Campos24horas

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Acidente perto do Hospital Geral de Guarus

(Foto: Divulgação)
Um acidente envolvendo um carro de passeio foi registrado na noite desta quarta-feira (19) na Avenida José Carlos Pereira Pinto, perto do Hospital Geral de Guarus (HGG), em Guarus, Campos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ainda não há informações sobre feridos e as causas do acidente.

Mais informações durante o dia







Fonte: Campos24horas

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

HGG: vagas para mamografia também aos sábados e domingos

(Foto: Divulgação| Ascom)
A Campanha Outubro Rosa já está acontecendo no Hospital Geral de Guarus (HGG), que durante todo este mês fará o exame de mamografia de segunda a sexta-feira e também aos sábados e domingos. Por semana foram disponibilizadas 56 vagas, sendo 16 por dia em dois períodos – oito pela manhã e oito à tarde. Para as mulheres entre 50 e 69 anos, é recomendado fazer uma mamografia de rastreamento a cada dois anos.

Para fazer a mamografia é importante ir ao HGG, apresentar o encaminhamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) e marcar o exame. “É um exame fundamental para a saúde e o HHG está preparado para receber o público”, disse o diretor do hospital, Wilson Cabral. O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização realizada neste mês dirigida à sociedade e às mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O movimento Outubro Rosa nasceu na década de 1990, com o objetivo de estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente. Compartilhar informações sobre o câncer de mama promove a conscientização sobre a doença, proporciona maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribui para a redução da mortalidade.

Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:

• Caroço (nódulo) fixo, endurecido, e geralmente, indolor;
• Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
• Alterações no bico do peito (mamilo);
• Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
• Saída espontânea de líquido dos mamilos






Fonte: Ascom

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Possível pagamento de propina da Odebrecht em obras do HGG

(Foto: Divulgação)
Agentes políticos de Campos poderão figurar nas investigações da Operação Lava Jato por conta da suspeita de desvio de dinheiro nas obras do Hospital Geral de Guarus(HGG). O hospital foi construído nos anos 2000, pela Construtora Odebrecht, durante a gestão do ex-prefeito Arnaldo Vianna. Segundo e-mails interceptados durante as investigações da Lava Jato, há suspeita de pagamento de propina pela empreiteira Odebrecht.

A Polícia Federal ainda não informou o período das obras que está sendo investigado. Em nota, a Prefeitura de Campos informa que os fatos investigados não dizem respeito a atual gestão. “As obras de construção do Hospital Geral de Guarus foram concluídas no ano de 2001 na gestão do então prefeito Arnaldo Vianna”.

De acordo com o site do Estadão, o empresário Marcelo Odebrecht autorizou pagamentos, em Campos, de vantagem indevida ao codinome CASSINO. Em coletiva de imprensa sobre a 35ª fase da operação Lava-Jato, deflagrada na manhã desta segunda-feira (26), o delegado da Polícia Federal (PF), Filipe Hille Pace, informou que as investigações apontam para a atuação e interferência da empresa Odebrecht em municípios. Ele cita a “obra de hospital em Campos dos Goytacazes”.









Fonte: Campos24horas

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Espera de até 10h por exame e superlotação no HGG

(Foto: Reprodução de Vídeo)
O atendimento de emergência do Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos, voltou a ser alvo de denúncias por causa de problemas como superlotação de pessoas sendo atendidas nos corredores. Uma paciente fez o flagrante em vídeo e afirmou também que a espera para a realização e entrega de laudos de exames laboratoriais chegam a ser de dez horas.

De acordo com a manicure Cláudia Márcia de Souza, que acompanhou o pai, João Batista França, na emergência do HGG, o serviço oferecido foi classificado como “horrível e humilhante”. Segundo ela, o cenário encontrado no HGG é de descaso e desrespeito.

— Está crítico. Muita sujeira pelo chão e um péssimo atendimento à população. Os corredores estão cheios de macas e pacientes aglomerados. Um verdadeiro descaso. Isso sem contar que a máquina responsável pela realização de exames de sangue está quebrada e, por conta disso, os materiais colhidos no HGG estão sendo mandados para o Ferreira Machado, levando mais de 10 horas para retornarem. Tem paciente que chega às 9h da manhã, mas só consegue a liberação do exame no dia seguinte — contou.

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) confirmou que os plantões da emergência do HGG nos últimos dias têm apresentado grande demanda de atendimento, inclusive de pacientes de municípios vizinhos. No entanto, negou que existam falhas na limpeza do hospital e garantiu que o serviço tem sido realizado normalmente.

Em relação ao tempo de espera para a liberação dos resultados dos exames de sangue, a FMS informou somente que por questões técnicas, eventualmente, alguns exames são realizados no Hospital Ferreira Machado. No entanto, não esclareceu o motivo da utilização do laboratório do HFM, já que o HGG possui espaço próprio para a examinação de pacientes.

Quanto ao tempo de permanência do paciente no hospital, a FMS informou que varia de acordo com o grau de complexidade de cada caso clínico. Entretanto, retificou que mesmo com elevada demanda, o HGG mantém o compromisso de atender a todos.








fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 26 de julho de 2016

Falta de exame sanguíneo no HFM e HGG

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Pacientes dos hospitais Ferreira Machado (HFM) e Geral de Guarus (HGG) estão com a saúde em risco há uma semana devido à impossibilidade de realização de quaisquer tipos de exame de sangue nas unidades. A informação foi divulgada na última sexta-feira (22), no blog Ponto final, de Christiano Abreu Barbosa e hospedado na Folha Online. As checagens sanguíneas comprometidas são: exames de tipagem sanguínea, essencial no caso do HFM, maior hospital de emergência na região; hemograma em geral; eletrólitos; gasometria, também fundamental na emergência e Centro de Terapia Intensiva (CTI); e troponina, fundamental no diagnóstico de infarto fulminante. Por conta da falta de exames, o Hospital Escola Álvaro Alvim precisou ser acionado.

No HGG, segundo servidores que preferiram não se identificar, o problema se estenderia a outros exames. “Já não se faz mais exame sanguíneo aqui no HGG há muito tempo, por exemplo. Vários outros exames não estão sendo feitos, como mamografia. Raios-x são outros problemas, só em caso em que o paciente esteja precisando muito”, disse um funcionário.

Ainda segundo ele, os exames não estariam sendo realizados por motivos distintos. “Sobre o exame de sangue, eles alegam que não tem kit para fazer exame. Não podem fazer raios-x, pois dizem que o aparelho está com defeito. Também não é feito colonoscopia por falta de aparelho”, relatou.
No HFM, além da falta de material de insumo, os equipamentos do laboratório teriam sido retirados por uma das empresas contratadas, que também fornece os materiais de coleta.

A Fundação Municipal de Saúde respondeu, por nota, que “está renegociando uma adequação de preços com a empresa fornecedora de materiais para exames, vencedora do pregão realizado há cerca de um mês, e cujos valores propostos estão acima dos praticados pelo mercado. A expectativa é de que esta renegociação seja resolvida em 48 horas”.

Quanto ao HGG, a direção do hospital informa que os exames de raio x, ultrassonografia, tomografia e ecocardiografia estão sendo realizados normalmente. Porém, o mamógrafo encontra-se em manutenção.

Já a assessoria do Álvaro Alvim informou que “no sábado (23/07), foi feita uma solicitação do Hospital Ferreira Machado para a realização de exames daquela instituição, tendo sido realizados 128 exames”.










Fonte: Folha da Manhã

sábado, 16 de julho de 2016

Crianças no soro fazem repouso em banco de madeira no HGG

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
O desabafo de uma mãe que buscou socorro no Hospital Geral de Guarus (HGG) para a filha de aproximadamente sete anos, gravado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, gerou comoção e revolta na rede. Na publicação, também reproduzida pelo blog do jornalista Alexandre Bastos, hospedado na Folha Online, a mulher denuncia a falta de camas para acolher as crianças na emergência pediátrica. Em um dos trechos do vídeo, a mãe indignada aponta a criança chorando em um banco na recepção da emergência pediátrica.

O caso ganhou repercussão três dias após a morte de uma jovem de 22 anos, que teria passado por procedimento de ressuscitação cardiopulmonar no chão de uma sala do HGG, por suposta falta de maca na unidade. No último sábado, o secretário de governo, ao lado da prefeita Rosinha Garotinho (PR), anunciou uma “força-tarefa” nas áreas da Saúde e transporte.

— Sentada no banco do HGG, não tem cama, gente. Olha que situação! Está sinistro! Não vou votar, não. Votar nesse povo para quê? Olha a situação. Não tem cama para deitar. A menina no soro sentada no banco, olha! Olha, outra criança no soro, outra mãe com criança no soro. Veja se isso tem cabimento. Não tem como. Olha o sofrimento da criança. Só Deus para ter misericórdia! — desabafou a mãe.

Em um dos compartilhamentos da publicação, uma mulher convida a prefeita Rosinha “a passar apenas uma noite” na unidade. “Olha a Saúde exemplar de Campos. Vem, prefeita, passar apenas uma noite aqui no HGG… Não é você nem a sua família que está aqui, por isso a Saúde está esta verdadeira m...”, declarou.

Em nota, a administração do HGG informou que as crianças que eventualmente não estejam em leito aguardam resultado de exames para a alta médica ou para a internação em hospitais de referência. A nota informou ainda que as obras de ampliação da emergência pediátrica encontram-se em andamento.










Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 12 de julho de 2016

Caos na saúde: Jovem de 22 anos morre no chão às portas do HGG

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Uma jovem de 22 anos chegou ao Hospital Geral de Guarus (HGG), no início da tarde desta terça-feira (12), com sinais de uma possível parada cardíaca. Por falta de maca, o atendimento da moça aconteceu no chão da unidade. Sem estrutura adequada pra um procedimento de reanimação, a jovem morreu no local. Um médico que atendeu a vítima relatou – por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas – os momentos dramáticos vividos no HGG. O profissional compara o atendimento na unidade hospitalar com o período em que fez parte da equipe de resgate da PRF. Ele reconhece que o campista é tratado com negligência no HGG em razão da “má gestão”.

“O HGG me fazendo reviver momentos nostálgicos...me fez lembrar meus tempos de resgate da PRF aonde entubava paciente sentado – pelo fato do paciente estar preso às ferragens e no HGG por falta de maca.... Fazer massagem cardíaca e procedimentos de reanimação cardiopulmonar no chão....(no resgate por encontrar a vítima ao solo e HGG por falta de maca). Revivi lembranças muito intensas...lembranças de uma época de pura adrenalina...pena que a lembrança dessa época me fez sentir uma profunda tristeza....Nessa época a situação adversa obrigava as manobras atípicas....Mas atualmente é a má gestão que me faz tratar o ser humano de maneira tão desmazelada....Fiquei muito triste com o que aconteceu hoje...”, finaliza a publicação.

A identidade da vítima ainda foi revelada.

Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, sem obter respostas. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará as versões para este fato.






Fonte: Terceira Via

Caos na saúde: Jovem de 22 anos morre no chão às portas do HGG

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Uma jovem de 22 anos chegou ao Hospital Geral de Guarus (HGG), no início da tarde desta terça-feira (12), com sinais de uma possível parada cardíaca. Por falta de maca, o atendimento da moça aconteceu no chão da unidade. Sem estrutura adequada pra um procedimento de reanimação, a jovem morreu no local. Um médico que atendeu a vítima relatou – por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas – os momentos dramáticos vividos no HGG. O profissional compara o atendimento na unidade hospitalar com o período em que fez parte da equipe de resgate da PRF. Ele reconhece que o campista é tratado com negligência no HGG em razão da “má gestão”.

“O HGG me fazendo reviver momentos nostálgicos...me fez lembrar meus tempos de resgate da PRF aonde entubava paciente sentado – pelo fato do paciente estar preso às ferragens e no HGG por falta de maca.... Fazer massagem cardíaca e procedimentos de reanimação cardiopulmonar no chão....(no resgate por encontrar a vítima ao solo e HGG por falta de maca). Revivi lembranças muito intensas...lembranças de uma época de pura adrenalina...pena que a lembrança dessa época me fez sentir uma profunda tristeza....Nessa época a situação adversa obrigava as manobras atípicas....Mas atualmente é a má gestão que me faz tratar o ser humano de maneira tão desmazelada....Fiquei muito triste com o que aconteceu hoje...”, finaliza a publicação.

A identidade da vítima ainda foi revelada.

Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via tentou contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, sem obter respostas. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará as versões para este fato.






Fonte: Terceira Via

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Internação de pacientes em cadeiras no HGG gera revolta


Pacientes internados dois dias inteiros em cadeiras, no corredor do hospital. Essa é a situação do Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos. Luís Fernando Gomes, procurou a redação do Ururau para pedir ajuda, a fim de conseguir um leito para a esposa dele, internada desde sábado, acomodada em uma cadeira.


A paciente está com um problema gástrico e uma infecção e precisa ficar internada para investigar e tratar o problema. “Agora, nesse momento que estou falando com você eles arrumaram um leito, porque viram que eu estava falando com a imprensa, assim mesmo, eu estou limpando o leito pra minha esposa se deitar, porque pelo visto, nem funcionário suficiente pra isso tem”, conta Fernando, que está revoltado com o atendimento recebido pela esposa. A paciente deu entrada no hospital às 16h de sábado e só foi para o leito às 11h40h desta segunda-feira (11/07).


Fernando enviou fotos à redação, mostrando outros pacientes internados recebendo tratamento sentados em cadeiras e também outras que mostram más condições de conservação do local.









Fonte Ururau

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Após hemodiálise, idoso de 84 anos espera em banco por vaga no HGG

(Foto: Divulgação)
A Saúde de Campos ganhou mais um capítulo dramático. O aposentado João Pessanha da Silva, de 84 anos, teria ficado esperando atendimento no Hospital Geral de Guarus (HGG) deitado em um banco de cimento após passar por sessão de hemodiálise em outra unidade. A informação foi postada primeiramente no blog do jornalista Fernando Leite e reproduzida no blog do Bastos, do jornalista Alexandre Bastos, hospedado na Folha Online.

Não é a primeira vez que o paciente enfrenta problemas para conseguir atendimento. Na última terça-feira (21), segundo a filha do aposentado, Jailma da Silva, de 52 anos, o pai foi para uma sessão de hemodiálise em uma clínica, mas precisou ser encaminhado a outra unidade por não estar se sentindo bem.

— O médico resolveu interná-lo depois da hemodiálise. De lá mesmo o médico encaminhou. A ambulância levou para o posto da Saldanha Marinho e de lá ele foi para o HGG — declarou.

Ainda de acordo com Jailma, o pai está com pneumonia e água na pleura.

— Ele já é idoso e muito sensível. Ele chegou no HGG por volta das 14h. Fizeram os primeiros socorros, mas não tinha maca para coloca-lo e ele ficou esperando na cadeira. Meu irmão e minha cunhada que estavam com ele tentaram providenciar uma maca, mas disseram a eles que estavam todas ocupadas. Aí foi quando eles acharam melhor colocar o meu pai para deitar no banco para descansar, pois não tinha outro lugar. Meu pai só foi atendido no final da tarde — explicou.

Na tarde dessa terça (22), ainda de acordo com Jailma, João estava internado na enfermaria do HGG, aguardando transferência para outra unidade hospitalar. “Na enfermaria, o médico só passa de manhã. Não deram previsão da transferência, estamos esperando surgir a vaga. Acho um descaso muito grande. Não estamos falando que maltrataram ele, mas não tinha uma maca. Isso entristece. A gente coloca na mão de Deus esperando uma situação melhor” — desabafou.

Em nota, a direção administrativa HGG informou que João, “portador de doença renal crônica, após ter sido submetido a hemodiálise em clínica especializada, foi deixado pela ambulância da referida clínica no HGG para atendimento, pois apresentou intercorrências depois do procedimento”.
Ainda de acordo com a nota, o paciente recebeu atendimento médico adequado e acrescentou também que nos últimos dias, a demanda de atendimento no HGG tem superado a capacidade instalada, mas não deixaram de atender os pacientes.







Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mães tem que fazer limpeza na pediatria do HGG

(Foto: Reprodução Facebook)
“Um absurdo, estamos de acompanhante dos nossos filhos e temos que fazer a limpeza da nossa própria enfermaria, essa é a nossa saúde pública”. O desabafo é de Jéssyca Araújo, que está com o filho internado na pediatria do Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos.

A mãe postou fotos no Facebook, onde o chão está sujo, sendo varrido por outra mãe, também acompanhante de outra criança da enfermaria infantil.

Em nota, a assessoria da Fundação Municipal de Saúde informou desconhecer o fato. "A Direção do Hospital Geral de Guarus informa que a limpeza em todos os setores do HGG tem ocorrido normalmente. O fato mencionado nos causa estranheza, uma vez que não foi feita nenhuma reclamação na ouvidoria do hospital ou com o supervisor do serviço de limpeza. Informamos, ainda, que a nova Clínica Pediátrica do HGG já realizou mais de 1.000 internações em 11 meses de funcionamento e conta com equipe multidisciplinar, enfermarias temáticas e brinquedoteca.​"








Fonte: Ururau | Facebook

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Caos na Saúde: Corredores lotados mais uma vez no HGG

(Foto: Pense Diferente)
Os corredores lotados no Hospital Geral de Guarus (HGG) ainda são alvos de denúncias. Na madrugada desta terça (31), usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) enviaram várias fotos com pacientes internados em maca nos corredores. Não é a primeira vez que a Folha publica matérias sobre a situação.

As fotos enviadas mostram mais de três macas nos corredores. A denúncia não fez queixa em relação ao atendimento realizado na unidade, porém é referente à falta de conforto e espaço adequado para pacientes.

Em nota, a assessoria da Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que o Hospital Geral de Guarus tem 25 leitos em enfermarias de Clinica Médica e Cirúrgica, 21 leitos em enfermaria de Pediatria, 14 leitos de Unidade de Terapia Intensiva, 40 leitos de Emergência Clínica e Pediátrica. “Eventualmente, a demanda de atendimento supera a capacidade instalada, na medida em que, o HGG atende não somente o município de Campos, mas também demais municípios da região”, dizia a nota.

Na semana passada, a Folha publicou matéria sobre um idoso de 68 anos que passou as primeiras 24 horas no HGG sobre uma cadeira em um dos corredores, devido à falta de macas. A maca, que foi instalada também no corredor, somente foi cedida, após insistência de familiares.














Fonte: Folha da Manhã

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Profissionais desesperados fazem lista do que falta dentro do HGG

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
No dia 18 de maio de 2016 a direção médica, a administrativa do HGG e a superintendência geral recebeu uma série de pedidos solicitados pelas equipes que prestam serviços na unidade. A listagem, em poder do blog, demonstra o estado estrutural caótico interno do hospital municipal.

Na listagem, em poder do blog podemos constatar que a situação é surreal. Dentro às solicitações podemos citar: respiradores mecânicos; monitores cardíacos; equipo de pressão arterial; aspiradores; máscaras; luvas; peças T fisioterápicas; aparelhos de HGT e de pressão; macas; vagas de CTI; monitores de Transportes; colchões para repouso; capotes cirúrgicos; Instalamentos adequados para casos suspeitos de H1N1; seringas de 20 mg; Aparelhos de ar condicionado; antibióticos; leitos de enfermagem; ambulâncias para remoção, bipap, bombas de infusão, dentre outros itens.








Fonte: Blog do Cláudio Andrade

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Laudo confirma que irmãs morreram de meningococcemia em Campos

(Foto: Arquivo familiar)
Foi confirmado pela Polícia Civil de Campos que a morte das irmãs Ana Vitória Cândido Silva (um ano e seis meses) e Joyce Cândido Silva (seis anos) foi causada por meningococcemia. Segundo o delegado titular da Delegacia de Guarus, Luís Maurício Armond, o laudo do IML foi entregue nesta terça-feira (24). A polícia agora deve ouvir a família das crianças e profissionais de saúde do Hospital Geral de Guarus (HGG) e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“Os exames confirmaram a suspeita de meningococcemia. Descobrir a causa das mortes era o primeiro passo das investigações, agora precisamos saber se os atendimentos nos hospitais foram adequados. Precisamos ouvir muita gente neste caso para buscar os detalhes. Por enquanto, não temos previsão de quando o inquérito deve ser concluído”, afirmou Armond à reportagem do Terceira Via.

Relembre o caso

Na tarde de quarta-feira (11), as irmãs Ana Vitória e Joyce apresentaram um quadro febril. As duas foram levadas ao HGG, pela mãe, medicadas e liberadas em seguida. No início da noite, a filha mais nova não apresentou melhora e foi levada à UPA. Na unidade, ela não recebeu nenhum tipo de medicação e morreu em seguida, segundo a família.

Enquanto a mãe das meninas providenciava a documentação para o sepultamento da Ana Vitória, recebeu uma ligação do pai das filhas dizendo que estava levando Joyce para a UPA, uma vez que a garota estava vomitando e a febre não havia cedido. A menina de seis anos ficou no soro por algumas horas e também morreu durante a madrugada.

Ana Vitória estudava em uma creche municipal. Joyce era aluna de uma escola da rede privada. O caso foi registrado na delegacia de Guarus e a Polícia Civil.










Fonte: Terceira Via

terça-feira, 24 de maio de 2016

Durante 24 horas, idoso com AVC espera sentado no HGG

(Foto: Reprodução | Arquivo)
Episódios de descaso na Saúde Pública em Campos voltam a ser apontados por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), e cenário funcional do Hospital Geral de Guarus (HGG) é comparado a uma “casa onde se pratica atos de irresponsabilidade extrema e covardia contra os pacientes”. Dentre as falhas denunciadas através do Whatsapp da Folha Online (22 99208-7368), estão a falta de organização no cronograma de alimentação dos pacientes, falta de vagas em enfermarias, ausência de macas, superlotação nos corredores, atrasos nas transferências para unidades hospitalares, além da falta de itens básicos como papéis toalha e higiênico. Enquanto isso, outros casos ainda aguardam desfechos.

De acordo com o sobrinho de um paciente de 68 anos internado no HGG desde o último domingo (22), diagnosticado com Acidente Vascular Cerebral (AVC), o tio passou as primeiras 24 horas no hospital sobre uma cadeira em um dos corredores, devido à falta de macas. Segundo ele, a maca, que foi instalada também no corredor, somente foi cedida, após insistência de familiares. O sobrinho ainda contou que durante toda segunda (23), os pacientes internados nos corredores teriam ficado sem as primeiras refeições do dia. “Eles só receberam comida às 16h. E não foi por falta de alimento, foi por falta de organização, pois segundo os funcionários as quentinhas estavam prontas, mas não foram entregues porque não houve liberação do cronograma que deveria passar pelo crivo do médico responsável e pelo diretor do setor”, disse.

No último dia 20, o blog do jornalista Alexandre Bastos, hospedado na Folha Online, abordou o drama de um senhor de 78 anos que, desde 1º de maio, aguarda por um cateterismo na Unidade de Pacientes Graves do HGG. Segundo familiares, em virtude da demora na transferência do paciente para um hospital com especialistas no procedimento, o idoso desenvolveu pneumonia e insuficiência renal.

Uma familiar afirmou ainda que o prazo de transferência de pacientes cardiopatas para unidades especializadas deveria variar entre 6 e 7 dias. No entanto, o idoso completou ontem 23 dias sem que nenhuma medida fosse tomada. Para tentar solucionar o caso, a filha do acamado procurou o Ministério Público Estadual.

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que a transferência de pacientes para leitos de hospitais contratualizados acontece de acordo com laudo médico e regulação pela Central de Regulação da secretaria de Saúde. E que, eventualmente, a demanda de atendimento na Emergência supera a capacidade da unidade, mas há o compromisso de atendimento.

Em relação à alimentação, a FMS afirmou que ela é oferecida de acordo com prescrição médica. E reiterou que não há falta de itens alimentares e, também, não há restrição na oferta de alimentação.














Fonte: Folha da Manhã

domingo, 22 de maio de 2016

HGG com 92 mortes em 52 dias e médicos pedem adicional de insalubridade

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Imoral e inconcebível ler no Portal da Transparência que Rosinha pagou R$ 504 mil em aluguel de veículos, enquanto uma vacina de meningite “Meningo B”, que não é ofertada na rede pública, custa, no setor privado, R$ 680.

Importante dizer que é obrigatório ministrar duas doses, logo os pais precisam desembolsar R$ 1.360 se desejarem imunizar seus filhos,.

A “meningo ACWY”, que também não é oferecida pela Secretaria de Saúde de Campos, custa R$ 400, sendo dose única. Logo para imunizar, por completo, nossos filhos, um chefe de família tem que desembolsar, por cada prole, R$ 1.760, valor correspondente às citadas vacinas de meningite que não estão disponíveis de forma gratuita. 

Outro fato aterrador se refere ao número de óbitos que estão ocorrendo dentro do HGG (Hospital Geral de Guarus).

Desde o dia 22 de março até o dia 11 de maio do corrente ano já morreram 92 pessoas no HGG.

Os dados em poder dessa Coluna, por si só, já são merecedores de uma atuação contundente do Ministério Público, haja vista que há necessidade de averiguarmos quantos desses óbitos foram oriundos das enfermidades em si ou ocasionadas por questões alheias às patologias.

Por exemplo, um hospital ficar meses sem autoclave é arriscado, pois o material esterilizado vem das mais diversas unidades, causando inúmeros riscos aos pacientes. Será que a autoclave do HGG está funcionando?

Os estabelecimentos hospitalares públicos precisam ter leitos de isolamento regulamentados. Isso faria com que os pacientes com doenças infecciosas não tivessem qualquer contato com os demais. Será que no HGG essa área está sendo utilizada de forma correta? Qual o parecer do setor de engenharia acerca do leito do HGG considerado, em tese, como sendo de isolamento?

Será que devido a isso os médicos não estão conseguindo aumentar o adicional de insalubridade de 20% para 40%?

O conceito de insalubridade é dado pelo artigo 189 da Consolidação das Leis do Trabalho, nos seguintes termos: "Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos".

Os hospitais também precisam de climatização. No HGG, que foi projetado para ventilação natural, essas normas estão sendo aplicadas ou profissionais e pacientes estão convivendo dentro de uma verdadeira ‘estufa’?

Os hospitais de grande porte precisam monitorar a entrada e a saída dos acompanhantes, pois o acesso descontrolado pode fazer com que essas pessoas tragam bactérias para dentro da unidade, mesmo que de forma involuntária. A direção do HGG está cumprindo à risca essa questão?

Importante ressaltar que além das necessidades acima descritas, esses hospitais precisam ter um infectologista e uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. O HGG conta com esse profissional ou já implantou essa comissão?

Não custa lembrar que, em nosso município, a quantidade de pessoas que vivem em localidades sem água potável e esgoto tratado é surreal. E isso faz com que milhares de pessoas sejam expostas a enfermidades, diante dos olhares passivos de nossos gestores.

Por que não premiar quem cuida de sua saúde de forma preventiva? Por que não criar um quadro de metas para o cidadão campista realizar após sua consulta anual e ser incentivado também para atingir seu objetivo na consulta do próximo ano?

Não cabe a esse colunista contestar os motivos pelos quais as mortes ocorreram no HGG, por um simples motivo: incapacidade técnica.

Todavia, contra fatos não há argumentos. Os óbitos ocorreram e se faz urgente uma minuciosa vistoria no HGG, com a colaboração da direção, para que os cidadãos contribuintes e possíveis pacientes tenham a segurança de poder contar com um hospital detentor de profissionais e estrutura apta a nos atender. 

Como bem disse o escritor Max Diniz Cruzeiro: prevenção é mais barato, menos traumatizante e mais humano como método eficaz de manutenção da vida.

Por mais saúde e menos mortes.










Fonte: Terceira Via

terça-feira, 17 de maio de 2016

Mortes com e sem atendimento da Saúde Pública e privada em Campos


Os pais das irmãs Ana Vitória, de um ano, e Joyci, de apenas 6 anos, que morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) entre a última quarta (11) e quinta-feira (12), após terem sido atendidas com quadro de febre no Hospital Geral de Guarus (HGG) e liberadas em seguida, contestam a versão apresentada pelas autoridades da Saúde de Campos em entrevista na última sexta-feira. Na ocasião, o diagnóstico preliminar das mortes foi apontado como meningococcecemia. Marinês Cândido e Vinicius Maicon Silva mostraram os cartões de vacina das duas filhas e rebateram o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, que chegou a dizer que os cartões das meninas estavam desatualizados, mas sem apontar a culpa para os pais. Nos documentos, a medicação contra a meningite está em dia.

O caso chegou a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ontem, quando o primeiro secretário da casa, o deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB) protocolou três pedidos de providência, solicitando a intervenção das autoridades e investigação rigorosa no caso da morte.

Durante a entrevista, Charbell Kury apontou como diagnóstico preliminar das mortes a meningococcecemia devido aos sintomas apresentados, somado à falta do cartão de vacina atualizado, segundo ele.

— O diagnóstico preliminar é uma suspeita de que seja a bactéria meningococo, por conta da história clínica que observamos, da velocidade com que aconteceu, com o início do quadro e a morte em menos de 24 horas, associado à análise macroscópica feita no Instituto Médico Legal, pela hemorragia na região suprarrenal. E associado a isso também, a presença da falta do cartão de vacina atualizado. Esses três fatos fizeram com que nós juntássemosas peças e fizesse o diagnóstico preliminar — disse Charbell.

Marinês e Vinicius, que ainda aguardam o laudo oficial das mortes das filhas, acreditam que a medicação injetada nas meninas possa ter causado complicações.

— Eles estão querendo colocar a culpa na gente, mas o cartão está aqui. Está atualizado, sim. Somos uma família pobre, mas sempre tivemos o maior cuidado com as nossas filhas — contou a mãe indignada. “Elas chegaram ao HGG com febre e mal-estar e pioraram depois das injeções”, acrescentou o pai.
Marinês, que revelou que fez uma festa em comemoração ao aniversário de uma das filhas no domingo de Dia das Mães, reafirmou a dor que sente e diz que a perda é irreparável.

— Eu nunca vou conseguir superar. Nós só pedimos justiça, mais nada. Quero saber o que realmente aconteceu com as minhas filhas — finalizou Marinês.

Mulher morre após ter atendimento negado

“Minha filha morreu por omissão total de socorro. Foi vítima de uma crueldade sem medida. Eu perdi minha filha. Perdi tudo”. As palavras são da funcionária pública Lenilda Santos Ribeiro, após morte da única filha, a bacharel em Direito e professora Cintia Cristina Ribeiro Alcino, 45 anos, que teve o atendimento negado nos hospitais Ferreira Machado (HFM) e Geral de Guarus (HGG) no último domingo (15). Cíntia ainda esteve no UPH da Saldanha Marinho e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) antes de morrer por complicações cardiorrespiratórias, às 17h45 dessa segunda (16), no Hospital da Unimed, em Campos.

De acordo com Lenilda, a filha ficou em busca de atendimento por cerca de sete horas, com sintomas de gripe e crise alérgica. Ela foi à UPA, onde recebeu medicação para o fígado e foi liberada. Cíntia não teria melhorado e procurou a UPH da Saldanha Marinho. No entanto, devido à falta de materiais básicos, os exames teriam sido suspensos.

A paciente foi encaminhada para o Hospital Ferreira Machado, onde o atendimento teria sido negado após 40 minutos de espera em uma maca no corredor por causa da falta vagas no hospital. O drama da mulher continuou. Depois de cinco horas passando mal, ela foi levada ao HGG, que também não autorizou a recepção de Cíntia em virtude da falta de vagas.

Desesperados, os familiares buscaram socorro no hospital particular da Unimed, onde, mais uma vez, a paciente teria recebido recusa no atendimento. Desta vez, segundo o primo da paciente, Isaac Ribeiro de Melo, o motivo do não acolhimento teria sido a falta de um plano de saúde.

De acordo com Isaac, a negociação com a administração do hospital teria durado cerca de uma hora e meia, enquanto a paciente aguardava na ambulância, onde já estaria desacordada. Os familiares afirmam que, após o agravamento do quadro, a administração do hospital teria exigido o pagamento imediato da quantia de R$ 1.700 referentes aos serviços de primeiros socorros como condição para transferir Cíntia à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, a mulher não resistiu à demora e morreu em menos de duas horas depois de dar entrada na Unimed.

De acordo com a família, consta no atestado de óbito que as causas da morte de Cíntia foram edema agudo pulmonar (aumento de líquido nos pulmões), miocardiopatia hipertrófica (doença genética), cardiomegalia (coração dilatado) e hepatomegalia (fígado dilatado). O sepultamento aconteceu nesta terça-feira, por volta das 9h, no cemitério Campo da Paz.

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde informou "que a referida paciente foi colocada em maca, no interior do Hospital Ferreira Machado, porém, antes que as providências fossem tomadas no HFM, para que a mesma passasse pela classificação de risco, a paciente foi retirada da unidade e de volta a ambulância foi levada para o Hospital Geral de Guarus. No HGG, a paciente foi avaliada pela médica de plantão. Não havia leito disponível, na hora da chegada e a equipe foi mobilizada para abertura de um novo leito, ou transferência da mesma para a rede contratatualizada. Antes da definição de que forma aconteceria a internação da paciente, a família teria optado por levar a mesma para um hospital particular", concluiu. 

Pudim vai à polícia civil e Alerj para apurar mortes

O deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), protocolou ontem três pedidos de providência ao procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, à presidente da comissão de Segurança da Alerj, Martha Rocha, e ao Chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, respectivamente. Os pedidos solicitam intervenção das autoridades e investigação rigorosa no caso da morte das irmãs Ana Vitória Cândido Silva e Joyci Cândido da Silva, após serem atendidas no Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos.

O caso gerou grande comoção na cidade e levantou suspeita sobre a malversação de medicamentos por agentes de Saúde. “Embora não seja nossa intenção acusar ninguém levianamente, é necessário que todas as suspeitas sejam apuradas com a mais absoluta isenção, seja pelo esclarecimento acerca das reais causas dos óbitos, seja pela identificação do responsável por esta tragédia, caso haja um. A família e a sociedade cobram celeridade e muita correção na elucidação das causas destes trágicos acontecimentos. Eu, como pai de 6 filhos e avô de 4 netos não podia ficar calado diante de um caso desse”, afirmou o parlamentar.









Fonte:Folha da Manhã