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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

ANA prorroga vazão reduzida do Rio Paraíba do Sul

(Foto: Ralph Braz | Pense diferente)
A Agência Nacional de Águas (ANA) prorrogou a redução temporária do limite mínimo à barragem de Santa Cecília, em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, até o dia 30 de novembro. Com a medida, a vazão continua em 110m³/s, enquanto o normal é de 190m³/s. A resolução impacta diretamente toda a bacia hidrográfica e pode piorar a situação do rio em Campos e na região se não voltar a chover. Além do cenário desolador evidente com as ilhas e bancos de areia formados com o baixo nível, a situação deixa em alerta mais de 403 mil pessoas no Norte e Noroeste que dependem do abastecimento de água a partir do rio.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30) e tem como objetivo garantir o abastecimento da região Metropolitana do Rio. O nível mínimo de 110m³/s está sendo mantido desde março. Além de Santa Cecília, também foram aprovadas a manutenção da vazão mínima abaixo da média em outros quatro reservatórios da bacia hidrográfica no Paraíba do Sul entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

De acordo com a Defesa Civil, o nível do rio Paraíba em Campos está em 4,47m, segundo medição realizada nesta sexta. No dia 23 de setembro, a cota chegou a ser de 4,35m. De acordo com o diretor executivo da Defesa Civil do município, Edson Pessanha, a situação pode piorar. “Se não houver chuvas entre São Paulo e Rio de Janeiro, a situação pode ficar pior ainda. Já estamos em um momento bem crítico hoje”, disse.

O biólogo e ambientalista Aristides Soffiati chamou a atenção para a contribuição da população para o processo de seca. “Nós sofremos as conseqüências aqui dessas medidas. Mas não podemos colocar a culpa apenas na seca e na natureza. As estiagens estão mais severas e temos responsabilidade nisso a partir do momento em que desmatamos e alteramos o clima do planeta”, finalizou.







Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ACORDO PERMITE QUE SÃO PAULO FAÇA TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA

(Fotos: Ralph Braz | Blog Pense Diferente)
Um acordo para a gestão compartilhada da Bacia do Rio Paraíba do Sul foi homologado nesta quinta-feira (10/12), no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo ministro Luiz Fux. Com o acordo, a administração será compartilhada pelos governos do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais e pela União, através da Agência Nacional de Águas (ANA). O acordo prevê também critérios para a vazão mínima do rio, que é de 90m ³/s, e permite que o estado de São Paulo faça uma transposição que pode ajudar a recompor o Sistema Cantareira, sem prejudicar o abastecimento em outras localidades.

O ministro Fux mediou o acordo, que foi motivado por uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal(MPF), pedindo que a ANA se abstenha de determinar a redução da vazão mínima no rio para 70m³/s e questionava também a transposição.


O diretor do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul (CBH/BPS), João Gomes Siqueira, comemorou a aceitação pela permanência da vazão em 90m³/s. Segundo ele, dessa forma, será assegurado que São Paulo só poderá retirar a água do Paraíba quando os mínimos forem mantidos.

“Esse artigo assegura a lei anterior que tinha um mínimo de vazão para nós de 90m³/s e eles queriam rebaixar para 70m³/s, o que não concordamos e, por isso, fizemos esse artigo, solicitando a manutenção prevista na legislação. Dessa forma, ganhamos 20m³ que iriam ser tirados de nós”, ressaltou o diretor.

Na audiência, Fux destacou o esforço dos três estados para se chegar a um acordo. “Não se pode negar que eles [os governadores] exteriorizaram uma boa vontade singular. E aí, demos um prazo razoável para que fossem realizados estudos técnicos para que se chegasse a este consenso do dia de hoje. Se não tivéssemos chegado a este consenso, nós julgaríamos a causa certamente sem chegar a este resultado, agradando a todos os estados ao mesmo tempo”, disse o ministro.


Para o ministro, o acordo também é importante porque acaba com o “alarde” de que os estados envolvidos sofrerão com a falta de água. O ministro destacou o papel do STF na resolução do conflito. “Em primeiro lugar, o papel ativo do Supremo Tribunal Federal, dirimindo um conflito federativo e fazendo valer a regra constitucional de que o Brasil é uma república federativa, caracterizada pela união indissolúvel de seus estados. Então, vimos aqui uma solidariedade entre os estados. E, em um plano, digamos, mais elevado, espiritual, esse pacto das águas é um pacto pela vida digna, porque a água, como aqui se afirmou, corresponde à própria vida humana”, afirmou.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, participou da audiência.“É acordo histórico, sempre teve essa dificuldade de dizer que está enchendo o reservatório de São Paulo, não está vindo água para o Rio. Mostramos que, com gestão, atravessamos um dos períodos mais difíceis, que foi o ano de 2014. Agora, graças a Deus, não estamos numa época de esbanjar, mas economizamos muito, economizamos quase quatro vezes em 2014, quase 1,2 trilhão de litros de água com gestão, e compartilhando com São Paulo, que estava vivenciando momentos de dificuldade. Hoje, é uma lição de que estender as mãos, que estar junto nos momentos difíceis pode ser o melhor caminho para fazer a travessia."

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, disse que o acordo prioriza o uso da água do rio para o abastecimento. “É um acordo histórico, um exemplo. Ao invés de ter litígio, perde-perde, desavença política, fizemos uma grande cooperação, um grande entendimento, onde é priorizado a utilização da água nos seus múltiplos usos, mas de forma prioritária para o a abastecimento humano."

Além dos governadores, estiveram na audiência o advogado-geral de Minas Gerais, Onofre Júnior, que representou o governador Fernando Pimentel, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu, e o ministro interino do Meio Ambiente, Francisco Gaetane.








Fonte: ABR | Ururau

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

COMEÇA OBRA POLÊMICA DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL

(Foto: Ralph Braz | Blog Pense Diferente)
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou na quarta-feira (23) que a ordem de serviço para o início das obras de transposição da Bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira começará no dia 2. Além disso, a transposição de água do Reservatório Rio Grande, braço limpo da Represa Billings para reforçar o Sistema Alto Tietê, começará na quarta.

A transposição foi anunciada por Alckmin em março de 2014. À época, o tucano disse que a licitação sairia em 120 dias e a obra, em 14 meses. A ideia provocou polêmica com o governo do Rio, que temia que a transposição prejudicasse o Paraíba do Sul, única fonte de abastecimento para 10 milhões de pessoas.


 Um acordo entre os governos, incluindo também o de Minas e o federal, teve de ser fechado no Supremo Tribunal Federal (STF), depois das eleições, e o projeto de transposição entrou para a lista de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que permitiu que a licitação fosse feita em Regime Diferenciado de Contratações (RDC) - mais rápido. Em março, porém, após uma reclamação de uma empresa, a licitação foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).


A transposição prevê a transferência de 5,1 mil litros/s, em média, da Represa Jaguari, em Igaratá, para a Represa Atibainha, em Nazaré Paulista. Será usada uma adutora de 13,4 km.

Além disso, a partir de quarta-feira, a Sabesp começará a bombear para o Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de habitantes, mais 4 mil litros/s da Billings. De R$ 500 milhões previstos, o preço final da obra passou para R$ 830 milhões.







Fonte: Estadão Conteudo

segunda-feira, 16 de março de 2015

TCE SUSPENDE EDITAL DE LICITAÇÃO DE TRANSPOSIÇÃO DO PARAÍBA

(Foto: Ralph Braz)
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) decidiu suspender o procedimento para contratação de empresa responsável pelas obras de interligação da bacia do rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira, que abastece a população da região metropolitana de São Paulo.

A decisão é liminar e foi proferida em 24 de fevereiro pelo conselheiro Renato Martins Costa. Cabe recurso.

Em nota, a Sabesp informou que "apresentou resposta à impugnação e aguarda decisão do TCE". A obra têm custo estimado de R$ 830 milhões e deve ficar pronta em um ano e seis meses.

A Sabesp não esclareceu o impacto da medida no cronograma da obra e não deu detalhes sobre os questionamentos feitos pela empresa que pediu a suspensão do processo.

O pedido de liminar foi protocolada pela Construtora Queiroz Galvão. A empresa questiona o edital de pré-qualificação para interessados em participar da licitação.

Ela levanta dúvidas sobre prazos e métodos para entrega de documentos dos interessados, aponta que exigências prévias em desacordo com detalhes de metodologia da própria obra. Outro ponto questionado é a opção pela contratação integrada (projeto básico e executivo, além da execução da obra propriamente dita).

Em sua decisão, o conselheiro Renato Martins afirmou reconhecer "medida de urgência em face da notória escassez de recursos hídricos ora verificada no país e, particularmente, no Estado de São Paulo."

Ele deu prazo de 48 horas para que a Sabesp encaminhe "informações, justificativas, documentos e cópia do instrumento convocatório impugnado, tendo em vista o esclarecimento das controvérsias".

O conselheiro determinou prioridade no julgamento do mérito da questão, mas não estipulou prazo para a decisão do TCE.





Fonte: G1

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ANA VAI DECIDIR MAIS REDUÇÃO PARA O RIO PARAÍBA DO SUL

(Fotos: Ralph Braz)
Com a previsão de que a água acabe nos reservatórios do estado do Rio até o mês de julho deste ano, a Agência Nacional de Águas (ANA) decide nesta quinta-feira (05), em reunião, se vai reduzir de 140 m3s para 110 m3s o volume de água repassado do Paraíba do Sul para o Guandu, via represa de Santa Cecília, em Barra do Piraí, para preservar os níveis dos reservatórios. A informação é do diretor do Comitê do Baixo Paraíba do Sul, João Gomes de Siqueira. Ele declarou que o órgão está elaborando um documento, a ser entregue ao Governo do Estado, para que sejam revitalizadas as nascentes e também construídos novos reservatórios, para assim amenizar os efeitos da crise. Enquanto isso, a concessionária Águas do Paraíba garante que o abastecimento de água da cidade seguirá normal.

Abastecimento ainda normal em Campos

Com impasse da crise hídrica no município de Campos, a concessionária Águas do Paraíba enfatizou através de nota, que o abastecimento na cidade seguirá normal. “Conforme a previsão, o abastecimento de água continua normal em Campos e assim deverá continuar. Salvo alguma alteração drástica no rio Paraíba do Sul, não indicada pelo cenário, mesmo levando em consideração a seca e a estiagem, desde o ano passado. A única situação diferente, conforme também estava previsto, é no extremo norte do município, especificamente em Conselheiro Josino, Morro do Coco, Murundu e Vila Nova. Nessas localidades, o abastecimento suplementar de água é feito por caminhões pipa, seis a oito por dia, por ser uma região topograficamente alta, com baixo lençol freático e poucos mananciais de suprimento de água. Mas, é uma situação localizada. Tanto na cidade quanto nas demais regiões do município de Campos, o abastecimento de água não tem sofrido alterações, graças aos investimentos feitos pela concessionária Águas do Paraíba”, disse a nota da empresa.



Fonte: Folha da Manhã

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ANA REDUZ SAÍDA DE ÁGUA DE RESERVATÓRIOS DO RIO PARAÍBA DO SUL

(Fotos: Ralph Braz)
A Agência Nacional de Águas (ANA) determinou a redução temporária, até o dia 28 deste mês, do limite mínimo de vazão à barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, de 190 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Santa Cecília para 140m³/s, devido à seca que atinge a Região Sudeste.

Segundo a agência, para a redução, considerou-se a importância de preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, composto pelos reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, em face da atual desfavorável situação hidrometeorológica pela qual passa a bacia.


Conforme a decisão da ANA, a redução de vazão à barragem de Santa Cecília será acompanhada de avaliações periódicas dos impactos que a medida poderá ocasionarmos diversos usos da água feitas pela própria agência, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pelo governo do Rio de Janeiro.

A agência decidiu ainda prorrogar até o próximo dia 28 a redução da saída de água dos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no Rio São Francisco, de 1.300m³/s por segundo para 1.100m³/s, em virtude da seca que atinge a região.


De acordo com resolução publicada hoje (2) no Diário Oficial da União, a medida, que vem sendo adotada desde abril de 2013, considera a importância dos reservatórios de Sobradinho, Itaparica (Luiz Gonzaga), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo de Paulo Afonso e Xingó, para a produção de energia do Sistema Nordeste e para o atendimento dos usos múltiplos da Bacia do São Francisco.

Ainda conforme a resolução, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) estará sujeita à fiscalização da ANA e deverá apresentar documentos relativos à operação dos reservatórios. A empresa também deverá dar publicidade das informações técnicas aos usuários da bacia e ao Comitê de Bacia durante o período de vazões defluentes mínimas reduzidas.





Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

EDITAL DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL DEVE SAIR NESTA SEXTA

(Foto: Ralph Braz)
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 26, que o edital do projeto de transposição de água da Represa Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, para o Reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, deve ser lançado na próxima sexta-feira, 30. O projeto foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na semana passada, como incentivo para socorrer o Cantareira.

"(O projeto) foi enquadrado no PAC, por isso nós podemos aplicar o regime de licitação mais rápido. Deve ser aprovado no Conselho da Sabesp na quinta-feira (29) e, na sexta-feira(30), já deve estar lançado o edital dessa obra", afirmou o governador durante a inauguração de um centro de logística da General Motors (GM) em São Caetano, no ABC Paulista. Ainda segundo o governador, as obras devem começar em 90 dias.

O projeto havia sido anunciado por Alckmin em março de 2014, com custo estimado em R$ 500 milhões e com conclusão prevista em 18 meses. A obra, que prevê levar 5 mil litros de água por segundo de um reservatório a outro, é uma das principais apostas do governo tucano para tentar recuperar o manancial em crise.






Fonte: Estadão

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A PEDIDO DE ALCKMIN, DILMA ACELERA TRANSPOSIÇÃO DO PARAÍBA DO SUL

(Fotos: Ralph Braz)
A presidente Dilma Rousseff tomou nesta sexta-feira (23) uma medida para acelerar a obra de transposição das águas da bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira com o objetivo de ajudar no combate à crise hídrica em São Paulo. A decisão atende a pedidos do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Em reunião no Palácio do Planalto, ela decidiu com sua equipe incluir a obra de interligação do reservatório Jaguari-Atibainha nos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


Com esta medida, a obra em São Paulo poderá ser contratada mais rapidamente pelo sistema de RDC (Regime Diferenciado de Contratação), agilizando a sua execução. Além disso, por estar na carteira de projetos do PAC, o empreendimento poderá contar com financiamento garantido de bancos públicos, do BNDES ou da Caixa Econômica Federal.

A obra, orçada em R$ 830,5 milhões, faz parte dos projetos para combater a falta de água em São Paulo apresentados à presidente em dezembro pelo governador paulista.

(Fotos: Rio Paraíba do Sul em SJB | Ralph Braz)
A previsão do governo de São Paulo é que a obra esteja concluída em setembro do próximo ano, aumentando a disponibilidade de água no Sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana de São Paulo, em 5,1 metros cúbicos por segundo.


A obra de transposição foi pedida por Alckmin ao governo federal em março do ano passado. No fim do ano o governador voltou a solicitar ajuda da União para viabilizar a obra. Em reunião com Dilma no Planalto em novembro, o tucano apresentou um pacote para a realização de oito obras de infraestrutura, nos próximos três anos, ao custo de R$ 3,5 bilhões. Um grupo de trabalho chegou a ser formado para analisar as propostas e deliberar sobre os investimentos.




Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 17 de janeiro de 2015

TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA DO SUL APROVADO


O grupo criado pela Agência Nacional de Águas (ANA) para discutir a bacia do rio Paraíba do Sul aprovou ontem as conclusões do Relatório Conjunto que trata da segurança hídrica da Bacia e da viabilidade hidrológica da interligação, no estado de São Paulo, entre o reservatório de aproveitamento hidrelétrico Jaguari (UHE), que fica no rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, ao reservatório do rio Atibainha, que integra o Sistema Cantareira, localizado na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

(Fotos: Ralph Braz)
Até o fim do mês, o relatório, que inclui a minuta de Resolução Conjunta ANA/DAEE/INEA/IGAM com novas regras de operação dos reservatórios da bacia do Paraíba do Sul, será encaminhando ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) que vai promover e articular uma discussão sobre as novas regras propostas com usuários e sociedade civil.

A operação da interligação entre os reservatórios das duas Bacias só terá início quando as obras estiverem concluídas e começarem a valer as novas regras de operação dos reservatórios do Paraíba do Sul, portanto, a interligação não irá ocorrer no atual período hidrológico, quando os níveis dos reservatórios estão muito baixos.


Participaram da reunião o secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, André Corrêa; o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado de São Paulo, Benedito Braga, a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho de Melo, que representou a secretaria de Meio Ambiente de Minas; o presidente do Ceivap, Danilo Vieira Júnior; o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, além da diretora do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Rio de Janeiro, Rosa Formiga, do diretor da ANA João Lotufo e técnicos da ANA, do Igam e do Inea.
A ANA promoveu a primeira reunião do grupo de discussão sobre a segurança hídrica do Paraíba do Sul em 9 de abril. Desde então, já foram realizadas onze reuniões, sendo oito entre técnicos da ANA, Igam, DAEE, Inea e Ceivap e três com a presença dos secretários de estado.




Fonte: Blog Vento Nordeste

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

SP, RJ e MG FECHAM ACORDO PARA TRANSPOSIÇÃO DO RIO PARAÍBA

(Fotos: Ralph Braz)
Os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB); e de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), fecharam um acordo nesta quinta-feira (27) no Supremo Tribunal Federal (STF) para dar início a obras de infraestrutura a fim de reduzir os efeitos da crise hídrica que atinge atualmente a Região Sudeste.

Pelo acordo, mediado pelo ministro do STF Luiz Fux, os três estados devem apresentar até 28 de fevereiro propostas para o enfrentamento da crise de falta d'água. Uma dessas propostas é a transposição do rio Paraíba do Sul, cuja bacia abrange áreas dos três estados.



A transposição é um projeto do governo paulista que pretende desviar água do rio para abastecer o Sistema Cantareira, que enfrenta uma crise hídrica por conta da estiagem no Sudeste. O Rio de Janeiro era inicialmente contrario à obra porque a bacia do Paraíba do Sul abastece diversos municípios do estado, incluindo a região metropolitana da capital fluminense.

Os governadores e representantes dos órgãos responsáveis pelos estudos técnicos ambientais se comprometeram, no acordo assinado após a audiência, a não realizar obras sem o consentimento de todas as partes envolvidas.

Eles também se comprometeram a respeitar, nas obras, estudos de impacto ambiental e realizar ações de compensação ambiental.


"Nós estamos muito confiantes [...] Temos até fevereiro para arrematar essas garantias para o momento e para o futuro. Reunião muito proveitosa, decisão muito importante. Todos juntos podemos avançar muito mais num conjunto de obras que serão muito positivas", afirmou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao final da audiência de mediação.


O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, também celebrou o acordo e afirmou que "ninguém quer prejudicar" nenhum ente federativo. "Os três estados chegaram a um consenso e esse prazo é suficiente. É importante a gente ter a solidariedade dos três entes federativos [...] Ninguém quer prejudicar nenhum estado. É ter as garantias para o futuro, e nós temos certeza que desse limão saiu uma grande limonada", brincou Pezão.





Fonte: G1

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

NÍVEL DO RIO PARAÍBA DO SUL ELEVA, MAIS ESTÁ AQUÉM DO ESPERADO

(Fotos: Ralph Braz)
O nível do Rio Paraíba do Sul continua muito abaixo do previsto para esta época do ano, conforme informação do secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira. Nesta quarta-feira (1º/10), na medição das 7h, o nível registrado foi de 4.64 metros, quando o normal seria de aproximadamente 5.80 metros. A falta de chuvas nas cabeceiras, que vem reduzindo o volume de águas, tem afetado lavouras em Campos e na região.

De acordo com a Defesa Civil, chuvas locais podem amenizar a situação, mas para isso seria necessário, num período de 30 dias, cerca de 100 milímetros de chuvas. A cota mais baixa já registrada foi de 4,55 metros no início desta semana. 


Segundo Henrique, ainda não há previsão de chuvas com todo esse volume de água. Ele informa que de 1º a 30 de setembro choveu em Campos o equivalente a 9,8 milímetros, volume insuficiente para combater a estiagem.

"Além disso, a chuva que cai em Campos não altera o nível do Paraíba. A chuva desta terça-feira foi esparsa e com apenas 0,8 milímetros. Tínhamos a previsão, com 60% de probabilidade, de 5 milímetros de chuvas para terça, quarta e quinta. Também está prevista a chegada de uma frente fria para esta sexta-feira, com 40% de probabilidade de chuvas, mas ainda sem definição do volume de água. Com estes índices de probabilidade, não podemos afirmar que vai chover. Para isso, precisaríamos de um índice superior a 80%", explica Henrique.  


O Rio Paraíba do Sul vem registrando os mais baixos índices, desde que a medição do nível passou a ser feita, há cerca de 90 anos. A Secretaria de Agricultura vem realizando, desde janeiro, a limpeza e a manutenção de 30 quilômetros de canais na Baixada Campista, trabalhos que têm apresentado bons resultados, já que muitos canais estão sendo abastecidos pelas águas da Lagoa Feia. Na Região Norte de Campos, segundo o secretário de Agricultura, Eduardo Crespo, a prefeitura tem cedido tratores e caminhões para auxiliar pequenos produtores no transporte de alimentos para os animais.





Fonte: Ururau

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

RIO PARAÍBA DO SUL DESCE À MENOR MARCA EM MEIO A SECA


(Fotos: Ralph  Braz)
 Membros do Comitê do Baixo Paraíba estarão nesta quinta-feira (18) em Itaocara, Noroeste Fluminense, visitando o local para onde está prevista a construção de uma usina hidrelétrica. De acordo com o diretor do Comitê, João Siqueira, ele e o secretário Luiz Mário Concebida querem ver de perto a represa para avaliar a extensão dos impactos: “A energia é necessária. Todos sabemos disso. É preciso ver se esse impacto será maior ou menor que outro tipo de usina de energia”, pondera. Mas a retomada do projeto da hidrelétrica entre Itaocara e Aperibé, anunciada terça-feira (16), é apontada pelo ambientalista Aristides Soffiati como um fato que pode ser mais grave para os municípios do Norte Fluminense do que a polêmica transposição do rio Paraíba do Sul proposta pelo governo de São Paulo, que reduziria a vazão no rio Jaguari para abastecer o Sistema Cantareira. Na terça-feira, segundo Siqueira, o rio Paraíba do Sul, em Campos, atingiu a menor marca de sua história: 4,60 metros.

De acordo com João Siqueira, há cerca de dois anos foi apresentado ao Comitê o projeto da construção da hidrelétrica. A empresa que seria a responsável pela obra na ocasião afirmou e mostrou estudos, segundo ele, dizendo que os impactos seriam mínimos. Depois, o projeto foi “engavetado”.


— Depois dessa notícia da retomada do projeto, vamos verificar e acompanhar de perto essa questão — afirmou o diretor do Comitê.

A licitação para a construção da nova hidrelétrica foi anunciada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para 28 de novembro e vai desviar água do Paraíba para Minas Gerais e voltar em outro ponto, com vazão menor. As unidades, incluindo a hidrelétrica Itaocara I, já haviam sido licitadas entre 2000 e 2002, mas não saíram do papel. Esta semana, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, anunciou o leilão A-5, que, além de Itaocara I, inclui outras duas barragens no rio Piriqui, no Paraná. A barragem prevista para Itaocara, no trecho médio-baixo do rio Paraíba do Sul, envolveria cinco municípios: Cantagalo, Santo Antônio de Pádua, Itaocara e Aperibé, no Estado do Rio, e Pirapetinga, em Minas Gerais.


Para Soffiati, a construção da hidrelétrica tem que ser proibida, se não pelos órgãos competentes — Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Águas (Ana) e Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (Ceivap) —, através de intervenção do Ministério Público Federal. A Folha tentou contato com o procurador Eduardo Oliveira, mas ele estava em reunião.

Comitê preocupado com a situação



O diretor do Comitê do Baixo Paraíba, João Siqueira, disse que já estão prontos os editais para a construção de reservatórios nos rios Muriaé e Pomba. Os reservatórios servirão para minimizar os efeitos de eventuais secas, como a que a região Sudeste do Brasil está enfrentando há pelo menos 10 meses. A seca prolongada fez com que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, propusesse, em março passado, uma obra para interligar o Sistema Cantareira e a bacia do rio Paraíba do Sul, como alternativa para evitar o racionamento de água na Grande São Paulo. A ligação custaria R$ 500 milhões aos cofres do governo paulista e ficaria pronta em 14 meses. Porém, o Governo do Estado do Rio, reagiu negando que tivesse dado autorização para a transposição.


A Procuradoria Regional da República, através do procurador Eduardo Oliveira, propôs ação contra a transposição. A Justiça Federal em Campos declinou da competência para julgar o caso, afirmando que como envolvia mais de um estado da federação, caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF) analisar a ação. Ela já está em Brasília, aguardando a distribuição, para um dos ministros se tornar relator e dar prosseguimento à causa.




Fonte: Folha da Manhã | Suzy Monteiro

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

RIO PARAÍBA: SJB PASSARÁ POR INTERVENÇÕES EMERGENCIAIS DEVIDO A SALINIDADE

( Fotos: Ralph Braz)
Durante a reunião, a diretora de Gestão das Águas e Territórios, Rosa Formiga, confirmou as intervenções emergenciais em São João da Barra. O nível do Paraíba no município, que normalmente é de 4,20 m, está em 2,20m, com alguns pontos chegando a 1,80m. O rio, há alguns anos, vem mudando seu curso no Pontal de Atafona e, quando a maré enche, acontece o fenômeno de intrusão salina — o mar avança para dentro do rio. No início do mês de agosto, a Cedae implantou a primeira medida emergencial: reativou um poço de 20l/s, capacidade equivalente a 25% da demanda de todo o município. Agora será feita uma dragagem no Paraíba do Sul e, mais tarde, o deslocamento do local da captação atual para o outro braço do rio. A próxima reunião acontecerá dia 30, às 14h, também através de vídeo-conferência, na Firjan.

De acordo com o diretor do Comitê do Baixo Paraíba, João Siqueira, a reunião de segunda-feira foi “histórica”.

— Foi a primeira vídeo-conferência e foi uma conquista do Comitê e assim faremos até o final do ano, sempre na sede da Firjan. Também estiveram presentes Luiz Mário Concebida, da Firjan, Genilson Coutinho, da Asflucan, e o professor Carlos Resende, da Uenf, que reafirmou o apoio para as ações, inclusive na questão da salinidade em São João da Barra — informou.

Começou a valer a 0h desta quarta-feira (10) a divisão da redução da vazão do rio Paraíba do Sul: dos 5m³/s reduzidos desde o último dia 1º, 2 m³/s irão para Guandu — atendendo a cidade do Rio de Janeiro — e 3m³/s para o baixo Paraíba – para atender aos demais municípios. A decisão foi tomada segunda-feira (8), durante a primeira reunião através de vídeo conferência com a Agência Nacional de Águas (ANA), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e os comitês do Baixo e Médio Paraíba e valerá até 30 de setembro, quando termina a vigência da Resolução 1.309, que reduziu a vazão afluente à barragem de Santa Cecília, no rio Paraíba do Sul, de 165m³/s para 160m³/s.


No último dia 1º foi publicada a Resolução 1.309, que é parte do acordo firmado entre Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, que dividem a bacia, em reunião dia 18 de agosto, com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente da ANA, Vicente Andreu, além de representantes de outras instituições interessadas, na sede do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com a ANA, a redução busca preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, composto pelos barramentos de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil. A redução iniciada dia 1º é em caráter experimental e foi publicada em função da seca que atinge a região Sudeste.



Fonte: Folha da Manhã | Blog Pense diferente

terça-feira, 9 de setembro de 2014

RIO SECO: AMEAÇA DE FALTA DE ÁGUA E ENERGIA

(Rio Paraíba do Sul em São João da Barra | Fotos: Ralph Braz)
Mesmo sem querer encher o leitor com muitos números, é importante dizer que a geração hidrelétrica no país é a mais fraca em nove anos. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que grande parte das 1.137 hidrelétricas em operação no país - responsáveis por 67% da energia elétrica total do país (136,7 mil MW) – operam muito abaixo de sua capacidade de geração.

O motivo - adivinhe leitor e consumidor de energia – é a estiagem que atinge praticamente todas as regiões do país, deixando o Governo à deriva neste mar de preocupações que são os níveis baixos de nossos rios e reservatórios.


Há dez anos, o Brasil tinha 79,6 mil MW de energia baseada em hidrelétricas. Hoje, a geração originária dos rios saltou para 87,6 mil MW. Ou seja, a dependência da matriz hídrica aumentou quase 10%.

É certo que a geração térmica a gás, óleo, carvão e biomassa cresceu bastante neste mesmo período. Em 2004, a energia extraída por essas usinas chegava a 19,5 mil MW, respondendo por 21,5% do potencial energético naquele ano. Atualmente, 39,2 mil MW de geração térmica correspondem a 29% do parque instalado. Outros 4% estão atrelados às usinas eólicas e nucleares. Ao todo, o sistema elétrico é abastecido por 3.350 usinas, entre todos os tipos de fontes de geração.


Ainda assim, o país opera no limite e o Operador Nacional do Sistema (ONS) faz malabarismo para evitar racionamentos e blecautes. Grande número das cidades brasileiras é cortado por rios – como ocorre com Campos dos Goytacazes. Mesmo sem retirarmos nossa energia do Paraíba do Sul, percebemos nele o que milhões de brasileiros observam em seus municípios e estados. Rios secam e colapsam.




Fonte: Terceira Via

ABASTECIMENTO DE ÁGUA SERÁ INTERROMPIDO EM CAMPOS

(Foto: Ralph Braz)
Com o objetivo concluir as intervenções de manutenção preventiva da Estação de Tratamento de Água da Coroa, o abastecimento na cidade volta a ser interrompido mais duas vezes, esta semana, por seis horas, na próxima quarta-feira (10) e sábado (13), sempre das 22h às 04 horas.

O Gerente de Operações da concessionária Águas do Paraíba, engenheiro Silas Almeida reafirma que as paralisações não são decorrentes da baixa do nível do rio Paraíba do Sul. As interrupções são necessárias para completar as obras de impermeabilização de canais internos da ETA-Coroa que, preventiva e periodicamente precisam ser revisados.

Os efeitos das duas paralisações, entretanto, serão menos percebidas do que no ultimo fim de semana, quando a ETA foi desligada às 14 horas de sábado (06) até às cinco horas da madrugada de domingo (07).

O engenheiro Silas Almeida explica que nas paralisações da próxima quarta-feira e sábado serão por apenas seis horas, ao contrário do ultimo fim de semana.

Por isso, as redes externas não serão muito afetadas. Mas, a pressão de água será menor nas pontas, ou seja, nos bairros mais afastados do centro da cidade.

“Sabemos que vai ter gente atribuindo as paralisações à situação do rio Paraíba do Sul. Mas, garantimos que as intervenções programadas, e ora anunciadas, se devem exclusivamente à necessidade de concluir a manutenção preventiva, interna, na ETA Coroa”, garantiu o Gerente de Operações de Águas do Paraíba.

Como da vez anterior, o abastecimento continuará normal fora da cidade, em todo o restante do Município ou seja, Baixada Campista, inclusive a praia do Farol de São Thomé, e todos os distritos da área Norte, porque eles dispõe de sistemas próprios e independentes de produção, tratamento e fornecimento de água.




Fonte: Campos24horas

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

RIO PARAÍBA DO SUL: MENOR COTA DOS ÚLTIMOS 50 ANOS

(Fotos: Ralph Braz)
A Defesa Civil Municipal está monitorando o Rio Paraíba do Sul, que atingiu nos últimos dias a menor cota de sua história: 4,65 metros. Como choveu no fim de semana, a medição realizada na tarde desta segunda-feira (1º) registrou a marca de 4,70 metros. Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, Henrique Oliveira, há motivo para preocupação. Mesmo assim, garante Oliveira, o órgão ainda consegue atender produtores e bombear água para os canais Campos-Macaé, Coqueiros e Cambaíba. Ele afirma que a população pode sofrer consequências, caso não chova na primavera.

“Nesse período do ano, o ideal é que o rio tivesse pelo menos com cota de 5,30 metros. Tivemos um verão com poucas chuvas e a estiagem começou, efetivamente, no mês de abril. Como estamos no final do inverno, a esperança é que as chuvas voltem a cair com a chegada da primavera. Estamos também na torcida para tenhamos um verão com muita chuva”, disse Henrique Oliveira.

Concessionária garante que abastecimento não está ameaçado

No final de agosto, a concessionária Águas do Paraíba informou que mesmo com o nível do rio muito baixo, o abastecimento está garantido, descartando a possibilidade de racionamento de água, além de garantir que o nível baixo do rio não compromete a qualidade da água.


El Niño não deve trazer chuva ao Sudeste

O fenômeno meteorológico El Niño, que pode ocorrer no segundo semestre deste ano, e que altera o clima global, não deve aumentar a quantidade de chuvas no Sudeste, nem amenizar a seca.

Especialistas afirmam que as taxas pluviométricas nos próximos três meses devem continuar baixas no Sudeste, índice normal para o período – que é de transição entre o inverno e a primavera –, e a temperatura pode subir até 2ºC, caso o El Niño se confirme.



Fonte: Campos24horas

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

SP E RJ CHEGAM A ACORDO SOBRE GUERRA DA ÁGUA

(Fotos: Ralph Braz)
Duas semanas após travar uma disputa e trocar acusações acerca do uso da água do rio Paraíba do Sul, os governos de São Paulo e Rio de Janeiro foram a Brasília para chegar a um meio-termo sobre o impasse.

Com a mediação do governo federal, os Estados firmaram acordo em que ambas as partes cedem para preservar o fornecimento de água e a produção de energia ao longo da bacia do Paraíba do Sul, que atravessa 184 municípios entre São Paulo, Rio e Minas.

O governo paulista, que possui duas represas na bacia, vai diminuir a vazão total de ambas –de 90 m³/s para 86 m³/s de água. Um metro cúbico equivale a mil litros.

A diminuição será feita por meio do aumento da vazão da represa Jaguari (de 10 m³/s para 43 m³/s) e da redução da vazão da represa Paraibuna (de 80 m³/s para 43 m³/s).

Com isso, São Paulo deixará de fornecer 4 m³/s de água ao rio. Entre 6 e 9 de agosto, o Estado restringiu o fornecimento em 20 m³/s.


Nesse período, o governo paulista desrespeitou determinação do ONS (Operador Nacional do Sistema, que gere o setor elétrico brasileiro) e enviou um total de 71 m³/s ao Paraíba do Sul.

A medida motivou críticas à gestão Geraldo Alckmin (PSDB) por parte de órgãos federais e fluminenses.

Segundo estes, a restrição poderia provocar "colapso" no abastecimento de Rio e Vale do Paraíba (no interior paulista). A Cesp (companhia energética paulista) foi ameaçada de punições, como multa de até 2% sobre seu faturamento.

O governo de São Paulo, então, passou a compensar a restrição enviando mais água ao Paraíba do Sul por meio de outra represa, conforme revelou a Folhana sexta (15).

Agora, com o novo acordo, as mudanças serão feitas a partir de 20 de agosto.


RIO
Também ficou definido que, a partir de 10 de setembro, o Rio de Janeiro vai reduzir a captação da bacia de 165 m³/s para 160 m³/s.

Esse rio abastece aproximadamente 15 milhões de pessoas, sendo 10 milhões delas só no Rio.

O acordo foi anunciado nesta segunda-feira (18) em Brasília, com representantes dos dois governos estaduais e também de Minas Gerais.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o objetivo da medida é assegurar o abastecimento de água do Paraíba do Sul por mais tempo, para que dure até o fim do ano.

Ela afirmou que a redução da vazão não vai prejudicar o abastecimento dos moradores dessas cidades.

Em meados de setembro, os governos devem voltar a avaliar a situação para discutir se serão necessárias novas medidas.

Dos 37 municípios atendidos pela bacia, 26 estão no Rio e 11 em São Paulo




Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

VOLUME DE ÁGUA LIBERADO POR SP AO PARAÍBA DO SUL VOLTA AO NORMAL

(Foto: Ralph Braz)
Um boletim da Agência Nacional de Água (ANA) divulgado na quinta-feira mostra que a vazão de água liberada pelas represas paulistas no Rio Paraíba do Sul voltou aos patamares normais anteriores ao corte unilateral anunciado pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Na semana passada, a companhia paulista havia reduzido a vazão da Represa Jaguari de 30 m³/s para 10 m³/s colocando em risco o abastecimento de água de cerca de 15 milhões de pessoas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Pelos dados a ANA, a regularização do sistema se deu com o aumento em 19 m³/s na vazão da Represa Paraíbuna, que também alimenta o Rio Paraíba do Sul, passando de 61 m³/s para 80 m³/s. A Cesp não confirma a mudança no sistema que afasta, temporariamente, o risco de desabastecimento para cerca de dez milhões de pessoas no Rio de Janeiro.

A quantidade de água liberada ao Rio Paraíba do Sul voltou aos patamares anteriores a interferência do sistema — cerca de 90 m³/s. A compensação já consta em boletins oficiais da Agência Nacional de Águas (ANA).

Desde a semana passada, a companhia e o Governo de São Paulo estavam sendo pressionados por decidirem, unilateralmente, o corte na vazão de água ao Paraíba do Sul. A redução gerou uma crise federativa e levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a notificar a companhia energética paulista a regularizar o fornecimento.










Fonte: O Globo

DILMA CONVOCA MINISTRO PARA RESOLVER DISPUTA PELA ÁGUA ENTRE SP E RJ

(Foto: Ralph Braz)
A “guerra” da água entre Rio e São Paulo deixou de ser uma disputa regional e virou um problema nacional. A presidenta Dilma Rousseff convocou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para uma conversa e pediu que ele busque uma solução negociada entre as partes, segundo informação exclusiva obtida pelo DIA. Uma reunião oficial será marcada para a próxima semana. 

Uma intervenção mais direta do governo federal já tinha sido cogitada anteontem pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp. Segundo ele, tanto a Presidência, quanto os ministérios de Minas e Energia (MME) e de Meio Ambiente poderiam chegar a tomar parte no conflito. O impasse, que se estende há 11 dias, não só avançou ao topo do Executivo, como chegou também à instância máxima do Judiciário.

Uma ação civil pública será julgada pelo Supremo Tribunal Federal para que a União, a Agência Nacional das Águas (ANA), o Ibama, e o governo de São Paulo impeçam qualquer tentativa concreta de desviar, reter ou transpor (integral ou parcialmente) as águas do Rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira, que abastece a capital paulista, até que se apresentem estudos e se reúnam todas as partes envolvidas. 

A ação seria julgada pela Justiça Federal em Campos, mas o juiz da 2ª Vara Federal disse ontem que considera a disputa um conflito entre estados, e que cabe ao STF decidir. 

O autor da ação, procurador Eduardo Santos, do Ministério Público Federal de Campos, aponta que o governo paulista insiste, desde 2010, no projeto de transpor as águas do Paraíba do Sul, mudando apenas a forma de apresentar o projeto: “Com a redução da vazão, São Paulo descumpriu recomendação que o MPF fez quatro anos atrás para não diminuir o volume para o rio, na época em que eles pleiteavam a transposição. O governo está fazendo um jogo de palavras. A atitude é inconstitucional”. 

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que mantém vazão mínima do Rio Jaguari para o Paraíba do Sul, e descumpre determinação da ANA, tem até segunda-feira para apresentar laudos que comprovem a urgência da medida, podendo ser multada em até 2% de sua receita anual.




Fonte: O Dia

terça-feira, 12 de agosto de 2014

RETENÇÃO DE ÁGUA EM SÃO PAULO PODE LEVAR RJ AO COLAPSO

(Foto: Ralph Braz)
A decisão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) de reduzir a produção de energia na hidrelétrica de Jaguari para poupar água pode levar ao esvaziamento dos reservatórios de outras três usinas e ao “colapso do abastecimento de água” em cidades do Rio e São Paulo. A informação está em nota divulgada nesta terça-feira (12) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Mais cedo nesta terça, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que a Cesp, que é controlada pelo governo paulista, pode ser multada pela retenção de água, que leva a uma menor produção de energia que o determinado para Jaguari pelo ONS.

A Cesp alega que adota a medida seguindo orientação do Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (Daee), que visa poupar a água para ser usada para consumo humano. O estado de São Paulo enfrenta uma de suas piores crises de abastecimento de água, provocada pela falta de chuvas nos últimos meses. Em algumas cidades, já há racionamento.

Efeitos
De acordo com o ONS, desde o início de agosto a Cesp vem mantendo a vazão na represa de Jaguari em 10 metros cúbicos por segundo (m3/s), um terço do determinado. Ela fica entre Jacareí e São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo. De acordo com o operador, isso reduz a quantidade de água que chega às represas das hidrelétricas de Paraibuna, Santa Branca e Funil, situadas rio à frente.
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Se essa vazão for mantida em Jaguari, e não chover significativamente nos próximos meses, as represas dessas três usinas podem ficar vazias “antes do final da estação seca”, ou seja, antes de novembro, diz o ONS. A redução na produção de energia por Paraibuna, Santa Branca e Funil equivaleria a 130 megawatts (MW) médios.

O operador aponta ainda que a queda no volume de água saindo de Jaguari pode resultar no “colapso do abastecimento de água de cidades situadas a jusante [rio abaixo], nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, até a foz do [rio] Paraíba do Sul.” Os dois estados dependem da água da mesma bacia, tanto para geração de energia quanto para consumo da população.

A Aneel informou que essa é a primeira vez que uma empresa no país descumpre ordem do ONS para geração de energia. A Cesp foi notificada nesta terça a voltar a cumprir as determinações e terá 15 dias para se defender. Ao final desse processo, ela pode ser multada pela desobediência.



Fonte: G1