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segunda-feira, 23 de março de 2015

DOIS DECRETOS SOBRE O USO DA ÁGUA SERÃO ASSINADOS NESTA SEGUNDA NA PREFEITURA DE CAMPOS

(Fotos: Ralph Braz)
Dois decretos sobre uso racional da água serão assinados nesta segunda-feira (23), às 16h, na Prefeitura de Campos. Um é sobre a captação e o aproveitamento das águas das chuvas. Outro é sobre a obrigatoriedade de hidrômetros individuais nas edificações de uso coletivo, como condomínios residenciais, prédios e shoppings. O anúncio foi feito pelo secretário de Meio Ambiente, Zacarias Albuquerque, na sexta-feira (20), durante programação do Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março.


Na última sexta-feira (20), a Secretaria de Meio Ambiente realizou uma ação chamando a atenção para o uso racional da água. A campanha ficou concentrada no cruzamento da Avenida José Alves de Azevedo (Beira-Valão) com a Rua Tenente Coronel Cardoso (antiga Formosa), no Centro. Guardas Mirins, que participaram do Curso de Monitoramento Ambiental, em 2014, distribuíram panfletos com orientações sobre como cuidar dos recursos hídricos.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Zacarias Albuquerque, a iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção para o uso consciente da água. “Cada cidadão precisa assimilar a cultura do uso racional da água, evitando desperdício, como fechar a torneira ao escovar os dentes e fazer barba, não tomar banhos demorados, manter a torneira fechada ao ensaboar as louças e evitar lavar carros durante a estiagem”, pontuou.




Fonte: Secom

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

CRISE DA ÁGUA: RIO PODE CONVIVER COM RACIONAMENTO A PARTIR DE AGOSTO

(Fotos: Ralph Braz)
A pouco mais de um mês para o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a escassez do recurso preocupa moradores das principais cidades do Sudeste. Em São Paulo, enquanto o governo estuda um possível racionamento, no Rio de Janeiro, especialistas alertam para intervenções que podem evitar uma crise de abastecimento, como reflorestamento e pequenas obras para facilitar a penetração da água no solo, que acaba escorrendo para o mar.

O desabastecimento de água no estado deve ser enfrentado ainda em 2015, alerta o coordenador do curso de especialização em engenharia sanitária e ambiental da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Adacto Ottoni. Na previsão dele, se as chuvas não se intensificarem, o risco é que a população sofra um racionamento a partir de agosto. A Prefeitura do Rio de Janeiro não descarta medidas para a economia de água e de energia. O estado convive com a pior seca dos últimos 84 anos, segundo a Secretaria Estadual do Ambiente.

Sob ameaça de seca do Cantareira, especialistas defendem medidas de curto prazo
“Se cair pouca chuva [até abril, antes do período de estiagem], podemos ter um colapso. Se não for neste ano [agosto], será no ano que vem, quando as Olimpíadas [2016] coincidem com o período de seca e haverá dezenas de milhares de pessoas no Rio”, destacou Ottoni, que é também assessor de Meio Ambiente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ).


Segundo ele, apesar de as chuvas serem determinantes para o futuro da população fluminense, o grande problema de abastecimento hoje é a degradação das bacias hidrográficas, que não conseguem mais reter a água e infiltrá-la na terra, nos lençóis freáticos. “Não adianta chover para ter água se não tiver floresta para reter. A água gera enchente, inundação e depois a população fica sem. Ou seja, convive com racionamento e com a enchente”, disse, lembrando que a floresta também amortece enxurradas, que provocam desabamentos.

Essa também é a avaliação da vice-presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), Vera Lúcia Teixeira, que desde 2013 alerta para a situação dos rios que abastecem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “O que a gente não vê é como recuperar e revitalizar essa bacia", ressaltou. Segundo ela, faltam propostas concretas tanto do governo federal quanto do governo estadual. O comitê só faz recomendações e depende de políticas municipais e estaduais, como o saneamento. “Precisamos retirar o esgoto dos rios e os investimentos são poucos.”

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou no dia 9 a liberação de R$ 360 milhões de R$ 930 milhões previstos para umplano de segurança hídrica até 2050, ainda em elaboração. O governo estadual planeja obras de saneamento básico da Região Metropolitana, incluindo a Baixada Fluminense – região que frequentemente sofre ora com torneiras secas, ora com enchentes –, além do reflorestamento das margens dos rios Paraíba do Sul e Guandu.


Para evitar uma crise de desabastecimento, nos últimos dias a prefeitura do Rio de Janeiro criou um grupo de trabalho. O prefeito Eduardo Paes não descarta medidas para a economia de água e energia. “Talvez, vamos fazer isso depois do carnaval”, declarou. “O Brasil tem uma cultura de natureza abundante e isso acaba em muito desperdício”, completou.




Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ANA REDUZ SAÍDA DE ÁGUA DE RESERVATÓRIOS DO RIO PARAÍBA DO SUL

(Fotos: Ralph Braz)
A Agência Nacional de Águas (ANA) determinou a redução temporária, até o dia 28 deste mês, do limite mínimo de vazão à barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, de 190 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Santa Cecília para 140m³/s, devido à seca que atinge a Região Sudeste.

Segundo a agência, para a redução, considerou-se a importância de preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, composto pelos reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, em face da atual desfavorável situação hidrometeorológica pela qual passa a bacia.


Conforme a decisão da ANA, a redução de vazão à barragem de Santa Cecília será acompanhada de avaliações periódicas dos impactos que a medida poderá ocasionarmos diversos usos da água feitas pela própria agência, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pelo governo do Rio de Janeiro.

A agência decidiu ainda prorrogar até o próximo dia 28 a redução da saída de água dos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no Rio São Francisco, de 1.300m³/s por segundo para 1.100m³/s, em virtude da seca que atinge a região.


De acordo com resolução publicada hoje (2) no Diário Oficial da União, a medida, que vem sendo adotada desde abril de 2013, considera a importância dos reservatórios de Sobradinho, Itaparica (Luiz Gonzaga), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo de Paulo Afonso e Xingó, para a produção de energia do Sistema Nordeste e para o atendimento dos usos múltiplos da Bacia do São Francisco.

Ainda conforme a resolução, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) estará sujeita à fiscalização da ANA e deverá apresentar documentos relativos à operação dos reservatórios. A empresa também deverá dar publicidade das informações técnicas aos usuários da bacia e ao Comitê de Bacia durante o período de vazões defluentes mínimas reduzidas.





Fonte: Agência Brasil