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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

ANA prorroga vazão reduzida do Rio Paraíba do Sul

(Foto: Ralph Braz | Pense diferente)
A Agência Nacional de Águas (ANA) prorrogou a redução temporária do limite mínimo à barragem de Santa Cecília, em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, até o dia 30 de novembro. Com a medida, a vazão continua em 110m³/s, enquanto o normal é de 190m³/s. A resolução impacta diretamente toda a bacia hidrográfica e pode piorar a situação do rio em Campos e na região se não voltar a chover. Além do cenário desolador evidente com as ilhas e bancos de areia formados com o baixo nível, a situação deixa em alerta mais de 403 mil pessoas no Norte e Noroeste que dependem do abastecimento de água a partir do rio.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (30) e tem como objetivo garantir o abastecimento da região Metropolitana do Rio. O nível mínimo de 110m³/s está sendo mantido desde março. Além de Santa Cecília, também foram aprovadas a manutenção da vazão mínima abaixo da média em outros quatro reservatórios da bacia hidrográfica no Paraíba do Sul entre São Paulo e o Rio de Janeiro.

De acordo com a Defesa Civil, o nível do rio Paraíba em Campos está em 4,47m, segundo medição realizada nesta sexta. No dia 23 de setembro, a cota chegou a ser de 4,35m. De acordo com o diretor executivo da Defesa Civil do município, Edson Pessanha, a situação pode piorar. “Se não houver chuvas entre São Paulo e Rio de Janeiro, a situação pode ficar pior ainda. Já estamos em um momento bem crítico hoje”, disse.

O biólogo e ambientalista Aristides Soffiati chamou a atenção para a contribuição da população para o processo de seca. “Nós sofremos as conseqüências aqui dessas medidas. Mas não podemos colocar a culpa apenas na seca e na natureza. As estiagens estão mais severas e temos responsabilidade nisso a partir do momento em que desmatamos e alteramos o clima do planeta”, finalizou.







Fonte: Folha da Manhã

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ANA VAI DECIDIR MAIS REDUÇÃO PARA O RIO PARAÍBA DO SUL

(Fotos: Ralph Braz)
Com a previsão de que a água acabe nos reservatórios do estado do Rio até o mês de julho deste ano, a Agência Nacional de Águas (ANA) decide nesta quinta-feira (05), em reunião, se vai reduzir de 140 m3s para 110 m3s o volume de água repassado do Paraíba do Sul para o Guandu, via represa de Santa Cecília, em Barra do Piraí, para preservar os níveis dos reservatórios. A informação é do diretor do Comitê do Baixo Paraíba do Sul, João Gomes de Siqueira. Ele declarou que o órgão está elaborando um documento, a ser entregue ao Governo do Estado, para que sejam revitalizadas as nascentes e também construídos novos reservatórios, para assim amenizar os efeitos da crise. Enquanto isso, a concessionária Águas do Paraíba garante que o abastecimento de água da cidade seguirá normal.

Abastecimento ainda normal em Campos

Com impasse da crise hídrica no município de Campos, a concessionária Águas do Paraíba enfatizou através de nota, que o abastecimento na cidade seguirá normal. “Conforme a previsão, o abastecimento de água continua normal em Campos e assim deverá continuar. Salvo alguma alteração drástica no rio Paraíba do Sul, não indicada pelo cenário, mesmo levando em consideração a seca e a estiagem, desde o ano passado. A única situação diferente, conforme também estava previsto, é no extremo norte do município, especificamente em Conselheiro Josino, Morro do Coco, Murundu e Vila Nova. Nessas localidades, o abastecimento suplementar de água é feito por caminhões pipa, seis a oito por dia, por ser uma região topograficamente alta, com baixo lençol freático e poucos mananciais de suprimento de água. Mas, é uma situação localizada. Tanto na cidade quanto nas demais regiões do município de Campos, o abastecimento de água não tem sofrido alterações, graças aos investimentos feitos pela concessionária Águas do Paraíba”, disse a nota da empresa.



Fonte: Folha da Manhã

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ANA REDUZ SAÍDA DE ÁGUA DE RESERVATÓRIOS DO RIO PARAÍBA DO SUL

(Fotos: Ralph Braz)
A Agência Nacional de Águas (ANA) determinou a redução temporária, até o dia 28 deste mês, do limite mínimo de vazão à barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, de 190 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Santa Cecília para 140m³/s, devido à seca que atinge a Região Sudeste.

Segundo a agência, para a redução, considerou-se a importância de preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, composto pelos reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, em face da atual desfavorável situação hidrometeorológica pela qual passa a bacia.


Conforme a decisão da ANA, a redução de vazão à barragem de Santa Cecília será acompanhada de avaliações periódicas dos impactos que a medida poderá ocasionarmos diversos usos da água feitas pela própria agência, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pelo governo do Rio de Janeiro.

A agência decidiu ainda prorrogar até o próximo dia 28 a redução da saída de água dos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no Rio São Francisco, de 1.300m³/s por segundo para 1.100m³/s, em virtude da seca que atinge a região.


De acordo com resolução publicada hoje (2) no Diário Oficial da União, a medida, que vem sendo adotada desde abril de 2013, considera a importância dos reservatórios de Sobradinho, Itaparica (Luiz Gonzaga), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo de Paulo Afonso e Xingó, para a produção de energia do Sistema Nordeste e para o atendimento dos usos múltiplos da Bacia do São Francisco.

Ainda conforme a resolução, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) estará sujeita à fiscalização da ANA e deverá apresentar documentos relativos à operação dos reservatórios. A empresa também deverá dar publicidade das informações técnicas aos usuários da bacia e ao Comitê de Bacia durante o período de vazões defluentes mínimas reduzidas.





Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

ÁGUAS DO PARAÍBA ALERTA SOBRE DESPERDÍCIO DE ÁGUA

(Fotos: Ralph Braz)
A concessionária Águas do Paraíba, responsável pela captação e abastecimento de água no município, fez nesta quinta-feira, um alerta de que as decisões da Agência Nacional das Águas (ANA) sobre o rio Paraíba podem alterar o cenário da crise de água que afeta o país. Outra advertência feita pela concessionária foi sobre o desperdício de água. Apesar disso, a empresa garante que em Campos o abastecimento está normal. 

Mas em Morro do Coco, Conselheiro Josino, Murundu e Vila Nova, a situação é crítica, para onde pelo menos, dois caminhões pipa são enviados diariamente. O reservatório de Paraibuna, um dos quatro que abastecem o Rio de Janeiro, chegou ao volume morto.


O gerente de operações da concessionária, Silas de Almeida alertou que "decisões da ANA com relação à Bacia do Paraíba do Sul, em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro podem alterar o cenário do rio, que é o principal manancial de captação de água em Campos dos Goytacazes", se referindo à autorização para obras de transposição que Supremo Tribunal Federal concedeu aos estados em um acordo assinado no dia 27 de novembro de 2014.

Ele fez um alerta ainda para o desperdício de água, que ocorre, principalmente nas comunidades carentes e conjuntos habitacionais "onde proliferam 'gatos' e furto de água". "Quem furta, não paga, e é quem mais desperdiça", observou Silas. 


Outra preocupação são as constantes oscilações de tensão e interrupção de energia elétrica, o que obriga a concessionária a manter 11 geradores de energia para garantir a normalidade no abastecimento. Mesmo assim, a concessionária informou que "o abastecimento está dentro da normalidade e sem especulação de racionamento" e que "graças aos equipamentos instalados e tecnologia implantada, ela consegue captar a água em condições severas." 


Situação crítica no norte do município

Por causa da seca, a concessionária está administrando "situação crítica" em quatro distritos da região norte do município: Conselheiro Josino, Morro do Coco, Murundu e Vila Nova. Nessas localidades, a concessionária está fazendo "gestão" de demanda", enviando todos os dias, rotativamente, dois caminhões pipa, para reforçar o abastecimento nas estações de tratamento de água. O problema é que como as residências continuam sendo abastecidas, a maioria dos moradores acha que a situação está normal e não faz economia como é necessário. Por isso, a concessionária ressalta que o uso consciente da água é a melhor forma de evitar problemas.




Fonte:O Diário | Ascom Águas do Paraíba

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

EM UM MÊS RESERVATÓRIOS DO RIO PARAÍBA DO SUL TÊM APENAS 3%

(Fotos: Ralph Braz)
Em curva descendente dia após dia, o volume médio de água nos quatro principais reservatórios do Rio Paraíba do Sul, que abastece cerca de 15 milhões de pessoas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, chegou nesta terça-feira (09) ao patamar de 3%, o menor percentual histórico em 36 anos. Há um mês, era de 6%, o que significa que caiu pela metade. Se no próximo verão as chuvas teimarem em não aparecer, a Região Metropolitana do Rio deverá necessariamente lançar mão de um plano de contingência, alertam especialistas.

Entre essas medidas, estão o uso do volume morto do reservatório de Paraibuna — que fica no Vale do Paraíba paulista —, a captação para abastecimento do reservatório de Ribeirão das Lajes, em Piraí, além de políticas de racionamento. Nesta terça-feira, gestores se reuniram no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para discutir alternativas à crise, uma semana depois do anúncio do acordo para transposição que beneficia São Paulo. O encontro contou com representantes do governo do estado, da Agência Nacional de Águas (ANA), dos comitês de bacia e distribuidores de energia.


VEJA O INFOGRÁFICO SOBRE O NÍVEL DOS RESERVATÓRIOS DO RIO PARAÍBA

— Acredito ser inevitável que, em 2015, medidas mais pesadas precisem ser tomadas para conter a crise. A solução será negociada entre os estados. (O reservatório de) Paraibuna está com apenas 1% de seu volume útil. E vem caindo, em média, 0,1% por dia. Se nos próximos dez dias não chover, a captação deverá ser feita no volume morto, o que jamais aconteceu — alerta o diretor-executivo da Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Agevap), André Luis Marques.



CEDAE VOLTA A DESCARTAR RACIONAMENTO

O volume morto é a parcela dos reservatórios concentrada abaixo da tomada d’água de hidrelétricas. Até hoje, essa porção sempre foi preservada, em toda a Bacia do Paraíba do Sul. Especialistas afirmam que a utilização dos volumes mortos para o abastecimento vai exigir testes de qualidade de água, uma vez que concentram mais poluentes e sedimentos. A ANA informou, por meio de sua assessoria, que não serão necessárias obras para a captação dos volumes mortos do Paraíba do Sul.

— Risco para a saúde sempre tem, pois são águas que concentram sedimentos — acrescenta o consultor em recursos hídricos Jander Duarte, que critica a falta de ações concretas dos governos. — Só se anunciam medidas paliativas, que não resolvem o problema. Quais os projetos para os próximos anos? Quais os investimentos?

Além do volume morto de Paraibuna, outra alternativa para driblar a seca no Rio seria a utilização das reservas de Ribeirão das Lajes, em Piraí, reservatório operado pela Light. Com águas consideradas “de ótima qualidade” por especialistas, Lajes é tido como um reservatório estratégico, um escape que só deveria ser acionado em caso de extrema emergência. O reservatório dispunha de nível confortável nesta terça-feira: 71,9% de volume útil, pois é abastecido pelo Rio Piraí, um sistema paralelo.


O presidente da Cedae, Wagner Victer, voltou a negar nesta terça-feira a possibilidade de desabastecimento e racionamento de água na Região Metropolitana do Rio, que concentra 8,4 milhões de moradores e é abastecida pelo Paraíba.

— A posição oficial da empresa é a mesma: não há qualquer previsão de desabastecimento ou racionamento por clientes da Cedae na Região Metropolitana.

Questionado sobre as possibilidade de utilização de água da represa de Lajes, Victer foi lacônico:

— Esta gestão é feita pela ANA, que define todos os procedimentos.

Segundo a ANA, por enquanto o sistema Guandu continua recebendo mais de 110 metros cúbicos de água por segundo, o que garante o abastecimento.

Gestores acreditam que pancadas de chuva previstas para os próximos meses ajudarão os reservatórios. Mas há quase um consenso de que 2015 será um ano ainda mais complicado para o abastecimento no Sudeste.

Prefeituras do Médio Paraíba e do Norte Fluminense já manifestam preocupação com o agravamento da crise. Representantes da Comissão Ambiental Sul, uma entidade de defesa do meio ambiente com sede em Volta Redonda, criticam a proposta de transposição de parte do volume da Bacia do Paraíba do Sul para São Paulo:

— Vai faltar água no Rio. Em nosso estado não temos nenhuma alternativa. São Paulo tem várias. Achei estranho este acordo feito entre os governos paulista, fluminense e mineiro. A população não foi consultada.



Fonte: O Globo 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

ANA REDUZ VAZÃO DE BARRAGEM PARA PRESERVAR ÁGUA DO RIO PARAÍBA

(Fotos: Ralph Braz)
A Agência Nacional das Águas (ANA) determinou que a barragem em Santa Cecília reduza a vazão de água de 190 m³/s para 160 m³/s, até 31 de dezembro deste ano. Com a medida, a agência pretende preservar os estoques de água do reservatório da bacia do rio Paraíba do Sul, composto também pelos barramentos de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil.

A medida foi publicada no “Diário Oficial” da União desta segunda-feira (1º). Ainda de acordo com a resolução, a ANA, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e governo do Estado do Rio de Janeiro vão acompanhar as avaliações periódicas, feitas com o propósito de identificar os impactos causados pela redução da vazão.

Esse acompanhamento poderá contar também com a participação das empresas responsáveis pela gestão dos reservatórios e do apoio do Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul (Ceivap) e do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Guandu. As avaliações buscarão identificar os efeitos que a redução da vazão na barragem terá rio abaixo, bem como o bombeamento de água para o rio Guandu.

Para tomar essa decisão, a ANA levou em conta a situação desfavorável na bacia –após longo período de estiagem– e o fato de o rio Paraíba do Sul ser de grande importância para o abastecimento de várias cidades do Estado do Rio. A Bacia do Paraíba do Sul abrange 184 municípios, dos quais 88 estão em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo. A água do rio é usada para abastecimento, geração de energia hidrelétrica e irrigação.



Fonte: Gazeta

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

VOLUME DE ÁGUA LIBERADO POR SP AO PARAÍBA DO SUL VOLTA AO NORMAL

(Foto: Ralph Braz)
Um boletim da Agência Nacional de Água (ANA) divulgado na quinta-feira mostra que a vazão de água liberada pelas represas paulistas no Rio Paraíba do Sul voltou aos patamares normais anteriores ao corte unilateral anunciado pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Na semana passada, a companhia paulista havia reduzido a vazão da Represa Jaguari de 30 m³/s para 10 m³/s colocando em risco o abastecimento de água de cerca de 15 milhões de pessoas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Pelos dados a ANA, a regularização do sistema se deu com o aumento em 19 m³/s na vazão da Represa Paraíbuna, que também alimenta o Rio Paraíba do Sul, passando de 61 m³/s para 80 m³/s. A Cesp não confirma a mudança no sistema que afasta, temporariamente, o risco de desabastecimento para cerca de dez milhões de pessoas no Rio de Janeiro.

A quantidade de água liberada ao Rio Paraíba do Sul voltou aos patamares anteriores a interferência do sistema — cerca de 90 m³/s. A compensação já consta em boletins oficiais da Agência Nacional de Águas (ANA).

Desde a semana passada, a companhia e o Governo de São Paulo estavam sendo pressionados por decidirem, unilateralmente, o corte na vazão de água ao Paraíba do Sul. A redução gerou uma crise federativa e levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a notificar a companhia energética paulista a regularizar o fornecimento.










Fonte: O Globo

terça-feira, 12 de agosto de 2014

SÃO PAULO RETÉM ÁGUA E PREJUDICA O RJ

(Foto: Ralph Braz)
A secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) devem decidir a partir desta segunda-feira (11) que medida vão tomar contra a manobra adotada pelo governo de São Paulo, que reteve água da usina hidrelétrica do rio Jaguari, que faz parte da bacia do rio Paraíba do Sul, o que pode colocar em risco o sistema de geração de energia no estado do Rio. A preocupação também é com o impacto ambiental no já prejudicado Paraíba, que enfrenta uma das piores secas da história. Em Campos, o rio está com 4,80m.

Os órgãos ambientais do Rio já informaram que estão acompanhando a situação e que vão “avaliar impactos e medidas administrativas e judiciais cabíveis, caso necessárias". A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) notificou e vai fiscalizar a Companhia de Energia de São Paulo (Cesp) para saber porque ela vem descumprindo a determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de elevar a vazão da hidrelétrica. O governo paulista teria alegado que está privilegiando o consumo humano de água.

Em março, os governos do Rio e São Paulo entraram em conflito exatamente por conta da água do Jaguari. São Paulo levou ao governo federal uma proposta de interligar o rio com o Sistema Cantareira, que já opera com volume morto. A ideia era ligar a represa de Atibainha, em Nazaré Paulista (SP), com o Sistema Cantareira, aproveitando essa água para abastecimento hídrico da região metropolitana. A represa Atibainha abastece a hidrelétrica do Jaguari, em Igaratá (SP).

Na mesma ocasião, o Ministério Público Federal (MPF), em Campos, se posicionou informando que qualquer intervenção no Jaguari deveria ser previamente autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), já que não só o Paraíba do Sul é federal, mas toda a sua bacia hidrográfica. Já no início de junho o MPF entrou com uma ação para evitar qualquer tipo de manobra na bacia, que abastece boa parte do estado do Rio. Dos 184 municípios que utilizam a água do Paraíba, 39 são paulistas, 57 fluminenses e 88 mineiros.

A ação foi acatada pela 2ª Vara Federal de Campos, que deu prazo para que todos os órgãos envolvidos fornecessem detalhes sobre o projeto. A ação prevê multa diária de R$ 50 mil, caso a decisão não seja cumprida. Além disso, o requerimento impede que a ANA conceda autorização para início da obra enquanto não forem realizados estudos de impacto ambiental pelo Ibama.

Já no mês passado, durante uma reunião na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, ficou definido que será criado um grupo técnico de trabalho com representantes dos três estados que dividem a bacia do Paraíba: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais; do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) e ANA. O grupo terá até o fim de setembro para apresentar uma proposta que atenda às necessidades de São Paulo e garanta a segurança hídrica do Rio de Janeiro, sem causar prejuízos ao estado de Minas Gerais e impactos negativos à Bacia do Paraíba do Sul.

Nesse domingo (10), a reportagem da Folha tentou contato telefônico com o Procurador Geral da República, em Campos, Eduardo dos Santos Oliveira, para conhecer novos detalhes da ação, mas não teve sucesso.

Em Campos, medidas não são aprovadas

Inconformados com o projeto, que consideram desrespeitoso por parte do governo paulista, o ambientalista Aristides Soffiati e o secretário da Defesa Civil de Campos, Henrique Oliveira, são unânimes sobre a punição contra o governo paulista. “Não é simplesmente porque São Paulo quer ou precisa de mais água que pode, simplesmente, aumentar, por decisão exclusivamente própria a sua captação, ou mesmo contrariar uma determinação da ONS, ao seu bel prazer e prejudicar outras unidades estaduais”, disse Soffiati, esclarecendo que, a questão de aumentar a captação para São Paulo, como para qualquer outro estado, tem sido analisada e discutida profundamente, de acordo com fundamentos técnicos e jurídicos, na própria ANA e nos Comitês de Bacia Hidrográfica.

De acordo com Henrique Oliveira, o rio não se recupera totalmente quando ocorre uma transposição. São Paulo propõe a transposição provisória, mas que poderá se tornar permanente. Diminuindo o nível do rio e tirando também o equilíbrio entre o rio e o mar. O prejuízo da foz é resultado do que acontece ao longo da bacia. “Campos também sofre uma estiagem atípica que deve durar até outubro ou novembro. Se isso acontecer, vai diminuir muito o nível do Paraíba.



Fonte: Folha da Manhã | O Globo