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domingo, 29 de setembro de 2013

PACIENTES NA FILA DE TRANSPLANTE EM CAMPOS SOFREM COM O ABANDONO E O DESCASO

(Fotos: Ralph Braz)

Nesta sexta-feira (27), foi celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos. Mas em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, não há motivo para se orgulhar da data. O único hospital que fazia o acompanhamento dos pacientes antes e depois das cirurgias O Hospital Dr. Beda, suspendeu o serviço por "falta de médico$". 

O Hospital Dr. Beda, em Campos que realizava transplante foi descredenciado pelo Sistema Único de Saúde(SUS), por não apresentar o pedido de recadastramento junto ao Programa Estadual de Transplantes, descredenciando-se automaticamente a prestar esse tipo de serviço a pacientes renais na cidade de Campos dos Goytacazes, onde era o único credenciado. Diante das dificuldades para a manutenção de uma equipe em plantão permanente, a receptação e conservação do órgão, além de inúmeros empecilhos de ordem logística, a instituição não renovou sua inscrição no programa. 

Na cidade, mais de 191 pessoas aguardam na fila por um transplante de rim, que é o procedimento mais frequente. Mas apenas dez órgãos são doados por ano. Em todo o estado, foram 351 transplantes até julho deste ano. Nas Regiões Norte e Noroeste, apenas o hospital São José do Avaí realiza o procedimento.

Em julho, depois de sofrer um acidente na estrada que liga Laje do Muriaé a Itaperuna, Noroeste Fluminense, Iuri Marinho Cruz, de 21 anos, morreu no hospital São José do Avaí. A família passou por um segundo sofrimento: dois dias para enterrar o corpo. Foi o tempo de espera para que os órgãos do rapaz fossem captados pela central de transplante, mas o procedimento não chegou a ser feito.



Alguns pacientes de Campos, agora, não conseguem passar pelas consultas pré e pós transplante, que eram feitas no hospital Alvaro Alvim. Segundo o coordenador de transplantes na região, Eduardo Castro, falta um trabalho de conscientização das pessoas em relação a doação de órgãos.


Quem quiser ser um doador deve manifestar o desejo e deixar a família informada.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

TRANSPLANTE DE RIM NO INTERIOR: DESCASO E ABANDONO

(Foto: Ralph Braz)

Apesar da lista com 90 pessoas que aguardam por um transplante de rim na região, Campos não realiza mais o procedimento, segundo informações da Associação dos Crônicos Renais e Transplantados do Norte do Estado. O Hospital Escola Álvaro Alvim não está realizando o transplante e o Hospital Dr. Beda não está mais credenciado para essa realização. Atualmente, na região Norte e Noroeste do estado, apenas o Hospital São Jose do Avaí faz transplantes e o Hospital Álvaro Alvim deve voltar a realizar transplante até o final do ano.

Segundo o Diretor Superintendente do Hospital Álvaro Alvim, Jair Araujo Junior, a unidade é a única credenciada no município para a realização de transplante renal, até 2014. A unidade, que já realizou cerca de 50 transplantes, interrompeu o procedimento desde dezembro de 2011. Por meio de nota da assessoria, o coordenador do NF Transplantes, Luiz Eduardo Castro, explicou que o hospital conta com uma equipe, mas estaria passando por um processo de reorganização com a substituição de alguns profissionais. Ele informou que ainda este ano a unidade voltará a realizar o transplante.

O presidente da Associação, Renildo Santiago, disse que todos os pacientes aguardam há quase três anos essa preparação. Aqueles que esperam pelo transplante na região foram remanejados pelo Programa Estadual de Transplantes (PET) para hospitais no Rio de Janeiro. “O paciente pode escolher entre cinco unidades hospitalares na capital, mas o problema é que algumas pessoas são carentes. Estamos entrando em contato com a Secretaria de Saúde para melhorar as condições para o paciente”, explicou Renildo.

Para ele, ainda não há muita conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Além disso, quando há doador existem problemas logísticos. “Como o caso que aconteceu em Itaperuna”, lembrou Renildo Santiago, ressaltando que essas questões podem impactar no número de doadores.





Dificuldades

Em junho deste ano, o Hospital Dr. Beda anunciou que a unidade não renovou o credenciamento junto ao Programa Estadual de Transplantes (PET). Através de nota publicada em reportagem na Folha daquele período, o Hospital informou que a tabela do SUS não atendia aos investimentos dos hospitais e a baixa remuneração para a realização dos transplantes era um problema nacional.
Apenas entre janeiro e maio deste ano, foram realizados 552 transplantes em to-do o Estado do Rio de janeiro, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Desse total, seis foram de coração, 56 de fígado, 169 de rim, 82 de medula, 130 de córnea e 109 de osso.

O processo de doação de órgãos é complexo e passa por diversas etapas, começando pela comunicação da morte encefálica pelo hospital onde o paciente se encontra. Segundo a SES, essa comunicação é obrigatória por lei. Após a realização de todos os testes para comprovar a morte cerebral, a equipe do próprio hospital ou do PET aborda os familiares sobre a possibilidade da doação dos órgãos.

É apenas depois de todos esses procedimentos que, ca-so a família autorize a doação, os dados são lançados no Sistema Nacional de Transplante (SNT), para avaliação dos potenciais receptores res-peitando o ranking da lista de espera. Através de nota, a SES esclareceu que “é importante lembrar que o ranking vai determinar a ordem dos potenciais receptores daquele órgão e independe de localização geográfica. Por isso, um órgão captado em determinado município pode ser transplantado em um paciente de outra cidade”. 

Segundo informações da SES, a captação de órgãos é feita no hospital onde está o doador, por uma equipe credenciada para tanto pelo SNT, do Ministério da Saúde. Para isso, a equipe se des-loca para a unidade onde o doador está internado. O prazo ideal para captação de órgãos para doação, de acordo com a secretaria, é de 24 horas. Até o dia 20 de julho deste ano, foram feitas 123 captações de órgãos em todo o estado do Rio de Janeiro.

Mas as dificuldades existem para a família de muitos doadores, principalmente, no interior. No último dia 16, a família de Iuri Garcia Cortes Marinho Cruz, de 21 anos, conseguiu realizar a doação dos órgãos do jovem após mais de 30 horas de espera. Iuri morreu após capotar de carro na RJ 116, que liga Laje do Muriaé a Comendador Venâncio, distrito de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, na madrugada de sábado (13).

De acordo com informações de familiares, a morte cerebral foi confirmada na segunda-feira (15), e a família autorizou a doação de todos os órgãos do jovem Iuri. Apesar disso, a equipe do PET só chegou ao município na noite de terça-feira (16). Em reportagem publicada na Folha, a tia da vítima, Iara Ferreira, de 65 anos, informou que devido à demora, apenas os rins do jovem estavam em condições para doação. A assessoria da SES, na época, não informou o motivo da demora, alegando apenas que “segue o sigilo determinado pela legislação em relação a receptores e doadores de órgãos”. Também não informou quais órgãos foram transplantados.



Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 19 de junho de 2013

HOSPITAL DR.BEDA É DESCREDENCIADO À FAZER TRANSPLANTE DE RINS EM CAMPOS

(Fotos: Ralph Braz)
O Hospital Dr. Beda não apresentou pedido de recadastramento junto ao Programa Estadual de Transplantes, descredenciando-se automaticamente a prestar esse tipo de serviço a pacientes renais na cidade de Campos dos Goytacazes, onde era o único credenciado. Diante das dificuldades para a manutenção de uma equipe em plantão permanente, a receptação e conservação do órgão, além de inúmeros empecilhos de ordem logística, a instituição não renovou sua inscrição no programa.

O baixo financiamento - tendo como contrapartida os altos custos de manutenção do serviço - foi decisivo para esta tomada de posição. “Quem faz o transplante renal é uma equipe médica numerosa.

Com os honorários baixos, não foi possível manter duas equipes, a médica e a paramédica. O médico não aceita fazer a cirurgia com a remuneração que hoje é oferecida pelo SUS”, ressaltou Martha Henriques, diretora do Grupo IMNE. Martha revelou que ainda tentou junto às secretarias Municipal e Estadual de Saúde uma taxa complementar que atendesse aos anseios dos médicos, não obtendo sucesso.


Reunião no sentido de informar aos pacientes foi travada com o chefe do Serviço de Hemodiálise, Dr. João Carlos Borromeu. Ele informou que enquanto o hospital não renovar o credenciamento, os pacientes renais já inscritos no programa não perderão seus cadastros e terão a opção de escolher o hospital para fazer a cirurgia. Serviu a reunião ainda para informar aos pacientes não cadastrados para que façam seu cadastramento no serviço RioTransplante do Programa Estadual de Transplantes.

A diretora enfatiza que o não recadastramento foi, antes de tudo, um ato de responsabilidade. “O transplante renal se dá por doador morto ou vivo. São feitos testes para checar compatibilidade. Pela tabela atual, estão expostos a risco tanto o doador vivo quanto o receptor. As condições pós-operatórias não serão adequadas com baixo custo”, afirmou.

A baixa remuneração para a realização dos transplantes está se transformando em problema nacional, uma vez que a tabela do SUS não atende aos investimentos dos hospitais e tampouco interessa aos médicos e paramédicos. No plano estadual a história se repete. Na cidade do Rio de Janeiro, o Hospital Federal de Bonsucesso, na zona Norte da cidade, chegou a interromper a realização de transplantes de rins e fígado. A retomada dos transplantes somente foi possível – em abril passado - com a intervenção pessoal do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fonte: Jornal Terceira Via (Pertencente ao Grupo IMNE)




RESPOSTA A MATÉRIA ACIMA



Como podemos ler acima os médicos que "realizavam" o transplante de rins no Hospital Dr. Beda, visam apenas e somente o dinheiro. Segundo, o Hospital nunca teve uma equipe de médicos para realizar o transplante, já que a a equipe era formada as presas, como o próprio médico responsável expôs na reunião , que tinha de ligar para vários colegas para realizar o transplante. 

Um exemplo levantado pelo mesmo Dr. Borromeu,que um dos médicos contactados disse "que não iria participar do transplante, por que era dia de aniversário do casamento dele, e que ele e a esposa iriam tomar um vinho para comemorar", outro caso foi "que não iria deixar de comemorar o dia dos pais, para perder o dia todo realizando um transplante"... como podem ver a situação não é tão simples e levada a sério, e responsável como a instituição alega.

O que nos impressiona é que o pais inteiro realiza transplantes, havendo casos como no nordeste que é referência nacional, que realizam as cirurgias com a mesma verba paga ao Dr. Beda, pelo SUS.Não entendo é por que o hospital Dr. Beda possui médicos que acham o valor é pouco, ou a equipe acha tem que ficar ricos realizando transplante? Fica a pergunta para esses profissionais que se denominam "médicos" esqueceram o juramento que fizeram ao se formar? 

Ressalto que são centenas de vidas que dependem do transplante, além de ser uma vergonha por maior município do interior do estado do Rio de Janeiro, com mais de 500 mil habitantes, essa situação de não ter um Hospital credenciado para realizar transplantes. Não posso deixar de acrescentar que nesta fila de transplantes estão pacientes de municípios vizinhos, de São João da Barra, São Fidélis, Quissamã, São Francisco do Itabapoana, entre outros.

Quanto ao Hospital Federal de Bonsucesso, na zona Norte da cidade, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, apesar de quando as cirurgias não estavam sendo realizadas no HFB,na época a unidade federal continuou a fazer o acompanhamento dos pacientes no que diz respeito a consultas e exames. O Hospital Federal de Bonsucesso ainda é a única unidade do Rio de Janeiro que inscreve pacientes na fila para transplantes hepático e renal pediátricos.

Em fevereiro, a DPU realizou uma vistoria no HFB e constatou que a estrutura física e os materiais usados no departamento de transplantes estão em excelente estado. O único impedimento para fazer as cirurgias é a falta de médicos especializados, ou seja não foi descredenciada como o Hospital Dr. Beda em Campos, como informou a matéria acima.


Cabe agora ao Ministério Público, Prefeitura de Campos, representados pela prefeita Rosinha e o secretário de Saúde Dr. Chicão, os vereadores e o próprio Ministério da Saúde, resolverem esse GRAVE PROBLEMA.

Resposta de uma paciente renal que depende de transplante.