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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Bancários entram em greve nesta terça-feira por tempo indeterminado

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Bancários de todo o país entram em greve nesta terça-feira (06/08), depois de rejeitar a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As reivindicações incluem reajuste salarial, reposição inflacionária de 5%, antecipação e reajuste na participação dos lucros, aumento do piso salarial, aumento do vale-alimentação, melhores condições de trabalho e plano de carreira. A greve, que será realizada em todo o território nacional, terá as condições definidas em assembleia a ser realizada nesta segunda-feira (05/08) em Brasília.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, Lourenço Prado, o movimento tem prazo indeterminado e não prejudicará a população. “A greve é nacional e com prazo indeterminado, porém os caixas vão continuar funcionando e os correspondentes bancários também funcionam normalmente. A população não será afetada, os clientes especiais poderão ser atendidos conforme acordo com o sindicato. Não queremos trazer prejuízo à população, só vamos reivindicar nossos direitos".

Prado disse ainda que a proposta apresentada está abaixo da inflação do período, que é de 9,57%. O pedido da categoria é de pelo menos 5% de aumento real. "Nossa reivindicação é de pelo menos 15% de reajuste salarial. O que eles oferecem é 2,8% abaixo da inflação do período", disse.

A proposta da Fenaban, rejeitada pela categoria, é de reajuste de 6,5% (para uma inflação de 9,57%) e abono de R$ 3 mil, que não incide sobre os salários, nem sobre o FGTS, as férias ou o décimo terceiro.






Fonte ABr

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Bancários mantêm decisão e greve da categoria será dia 06

(Foto: Ralph Braz | Pense Diferente)
Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (1°/09), na sede do Sindicato dos Bancários de Campos, a categoria manteve a decisão em rejeitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de 5,5% de reajuste para salários e vales, e a greve dos servidores, por tempo indeterminado, será deflagrada na próxima terça-feira (06/09).

“Nossas reivindicações vão muito além da questão salarial. O carro chefe é o reajuste salarial de 14,5%. Tem também a questão da manutenção dos níveis de emprego, já que os bancos têm demitido muita gente, ao de 12 meses. Também pedimos a melhoria da segurança nas agências bancárias, porque hoje os bancos têm feito as contenções de despesas e, com isso, os números de vigilantes e equipamentos de segurança foram diminuídos”, informou o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos, Hugo Diniz. 

A categoria também reivindica auxílio educação, que a maioria dos bancários não possui, além das questões específicas do Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF). 

CAMPANHA - Esse ano o mote de campanha é chamado “Só a luta te garante”. A categoria reivindica reajuste de 14,5%, considerando a reposição da inflação no período (acumulado dos últimos 12 meses) mais o aumento real, em torno de 5%, dependendo do índice inflacionário registrado no mês de agosto. Além de PLR de três salários mais R$8.317,90; piso de R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último); vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo); vale refeição no valor de R$880,00 ao mês; 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.

Há ainda reivindicação para melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários; fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários; auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Até agora foram quatro rodadas de negociação — a última aconteceu na segunda-feira (29/08) — porém, segundo a categoria, nenhuma das propostas apresentadas atendeu as reivindicações apresentadas na minuta que foi entregue a Fenabam no dia 09 de agosto.







Fonte: Ururau

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

BANCÁRIOS DECIDEM ENCERRAR A GREVE

(Foto: Ralph Braz | Blog Pense Diferente)
Os bancários de São Paulo, Osasco e região, do Rio de Janeiro, Niterói e região, e de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, decidiram encerrar a greve, nesta segunda-feira. Após 20 dias de paralisação, a categoria resolveu aprovar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na sexta-feira.

Os bancos ofereceram reajuste de 10% nos salários e benefícios. O ganho real, descontada a inflação, será de 0,11%. A Fenaban também propôs aumento de 14% nos vale-refeição e alimentação. Já no sábado, dia seguinte à proposta, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orientou que os sindicatos regionais aceitassem a proposta.

Além dos reajustes, a Fenaban aceitou abonar 63% das horas em greve dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, totalizando 112 horas.

Para Luís Cláudio Costa, presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói e região, o resultado da greve foi positivo para a categoria, tendo em vista o cenário econômico do país. Tanto os funcionários dos bancos privados quanto dos públicos decidiram encerrar a paralisação.

— Dentro do cenário econômico de hoje e do início da campanha, com índice muito rebaixado de abono, a gente conseguir fechar a campanha com 10% de reajuste e 14% no tícket alimentação foi muito satisfatório. O nosso sindicato reúne 16 municípios e em torno de 50% da nossa base parou — disse Luís Cláudio, acrescentando que o sindicato reúne cerca de 240 agências.








Fonte: Extra






sábado, 26 de setembro de 2015

GREVE DOS BANCÁRIOS COMEÇA EM OUTUBRO

(Foto: Ralph Braz | Blog pense Diferente)
A greve dos bancários começa no dia 6 de outubro. Ontem (25), em São Paulo, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apresentou a proposta de aumento salarial da categoria, que foi rejeitada pela Executiva Nacional dos Bancários. A Fenaban ofereceu reajuste de 5,5% mais abono de R$ 2,5 mil, mas os profissionais reivindicam 16% de aumento, além de estabilidade, segurança e jornadas de trabalho menos exaustivas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, Hugo Diniz, o sindicato nacional rejeitou a proposta. Ontem mesmo a Executiva Nacional dos Bancários elaborou o calendário de assembleias para aprovação e validação da greve da categoria.

— A proposta feita pela Fenaban é bastante rebaixada pelo cenário que vivemos. Temos uma defasagem de inflação de 9,88% e é importante lembrar que o lucro das quatro maiores instituições financeiras bateu a casa dos R$ 36,3 bilhões no primeiro semestre de 2015. Não há justificativa para não conceder um aumento melhor à categoria — explica.

De acordo com Diniz, no dia 1° de outubro acontece assembleia nos sindicatos de todo o país para apreciação da proposta feita ontem pela Fenaban e aprovação ou rejeição pela categoria. No dia 2, será publicado o aviso de greve nos veículos de comunicação e informado oficialmente a Fenaban. No dia 5 acontece a segunda assembleia para deflagrar oficialmente a greve por tempo indeterminado dos bancários.

— Vamos seguir todos os trâmites legais e informar através da imprensa e cartazes à população para que se prepare para o dia seis de outubro, Pois às 0h, a greve deve começar. Há uma grande insatisfação da categoria com esta questão da defasagem salarial e vamos lutar pelos nossos direitos — afirma Diniz.






Fonte: Terceira Via

terça-feira, 7 de outubro de 2014

GREVE DOS BANCÁRIOS CHEGA AO FIM

(Foto: Ralph Braz)
Seguindo a orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, a grande maioria das assembleias realizadas nesta segunda-feira à noite em todo o país aprovou a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentada na última sexta-feira, encerrando a greve nacional iniciada no dia 30 de setembro. Assim, os serviços nas agências devem se normalizar a partir desta terça-feira.

A proposta reajusta os salários e demais verbas em 8,5% (aumento real de 2,02%), o piso salarial em 9% (2,49% acima da inflação) e o vale-refeição em 12,2%, além de contemplar outros avanços não econômicos, como mecanismos de combate às metas abusivas e o assédio moral.

A maioria das assembleias também aprovou as propostas específicas apresentadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. As propostas do BB, contudo, foram rejeitadas, e haverá novas assembleias nesta terça-feira, em Porto Alegre, Curitiba, Paraíba e Roraima. Já as propostas da Caixa foram rejeitadas em Florianópolis, Bahia, Piauí, Amapá e Roraima.

A greve também continua no BNB e no Banco da Amazônia. As assembleias dos estados onde os dois bancos atuam rejeitaram a proposta e fazem novas assembleias também nesta terça.



Fonte: G1

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

BANCÁRIOS COMEÇAM GREVE NESTA TERÇA


(Foto: Ralph Braz)
Os bancários rejeitaram, mais uma vez, a proposta feita pelos bancos para os reajustes salariais, segundo a comunicação da Contraf-Cut, confederação que representa 134 sindicatos bancários do país. A rodada de negociação ocorreu no último sábado. Com a negativa, está confirmada, para esta terça-feira (30), uma greve da categoria.

De acordo com a Contraf-Cut,, a proposta apresentada pelas instituições financeiras foi de um aumento de 7,35% –mais do que oferecido na quinta (25), 7%.

Baseado na inflação medida pelo INPC, a proposta contempla um aumento real (acima da inflação) de 0,94%. A categoria pede reajuste real de 5,8%.

Outra proposta que foi revisada foi a do reajuste oferecido para o piso salarial da categoria, que subiu de 7,5% para 8%.

No Brasil, há cerca de 500 mil bancários. A greve deverá acontecer a menos de uma semana do primeiro turno da eleição presidencial. No ano passado, a greve durou 23 dias. Se isso se repetir, chegará próximo ao segundo turno da eleição, marcado para o dia 26 de outubro. A maior greve foi em 2004, quando a categoria parou por 30 dias.

Nesta segunda-feira (29), será feita uma assembleia para organizar a greve.



Fonte: Campos24horas

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

AGÊNCIA BANCÁRIA DO ITAÚ FECHA AS PORTAS ANTES DO HORÁRIO E CAUSA TUMULTO

(Foto: Silvana Rust/ Terceira Via)

No primeiro dia após o fim da greve dos bancários, uma agência, no Calçadão do centro de Campos tentou fechar as portas antes das 16h e um tumulto foi formado.

Usuários do sistema financeiro reclamaram que agência começou a deixar de atender os clientes às 15h45. A gerência alegou que o banco estava lotado e não tinha condições de receber mais clientes.

Fábio Rodrigues, de 25 anos, disse que precisava receber o pagamento do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e, para isso, chegou às 14h30. “Não posso admitir não ser atendido. Ainda não deu 16h e preciso receber o benefício hoje. A greve já acabou e eu esperei o quanto pude”, falou.

Uma idosa deixou a agência passando mal. Equipes da Polícia Militar foram chamadas para manter a ordem. O policial responsável pelo serviço confirmou que a agência estava lotada e não havia condições de novos atendimentos.

O presidente do Sindicato dos bancários, Hugo Diniz, esteve na agência. Ele informou que no ato do acordo para o fim da greve ficou decidido que os bancários trabalhariam uma hora a mais por dia para atender o crescimento da demanda em um mês.

“Isso ficou acertado e tem que ser cumprido. Os clientes têm o direito de entrar na agência até às 16h. Os funcionários vão trabalhar uma hora a mais justamente por essa demanda acrescida”, frisou.



Fonte: Terceira Via

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

TERMINA A GREVE DOS BANCÁRIOS

(Fotos: Ralph Braz)

Os bancários aprovaram o fim da greve na maior parte do país nesta sexta-feira (11), após 23 dias de paralisação. A proposta dos bancos foi levada às assembleias dos sindicatos locais.

Com isso, as agências dos estados que aprovaram a proposta  reabrem normalmente a partir de segunda-feira (14).

Na madrugada desta sexta, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegaram a um acordo para encerrar a paralisação.

Os principais pontos do acordo, segundo a Contraf-CUT, são 8% de reajuste (1,82% de aumento real); 8,5% (2,29%) de reajuste para o piso da categoria, e compensação pelos dias parados pela greve de até uma hora por dia (entre segunda e sexta-feira) até o dia 15 de dezembro.



Em busca de acordo

“A expectativa é que se possa aprovar (o fim da greve), são 23 dias de greve, quase um mês sem ter proposta de aumento real da Fenaban, então foi uma vitória muito grande da categoria. Voltamos a conquistar aumento real pelo décimo ano seguido e conseguimos conquistas não econômicas”, disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.


Ele destacou a formação de um grupo de trabalho, formado por médicos e outros profissionais ligados à saúde, que pesquisarão as razões pelas quais os bancários ficam doentes, e a proibição do uso de telefone celulares pessoais dos bancários para cobrança de metas.


A reunião entre o comando e os representantes dos bancos começou pela manhã, mas as negociações se arrastaram até por volta de 2h30 porque a Fenaban propunha a compensação dos dias parados em 180 dias, enquanto os representantes dos trabalhadores pediam a anistia do período.



Fonte: G1

NOVA PROPOSTA DA FEBABAN PODE ENCERRAR GREVE DOS BANCÁRIOS

(Foto: Ralph Braz)

Bancários de todo o país decidem nesta sexta-feira se aceitam a nova proposta da Febaban, a federação dos bancos, para por fim a greve que completa hoje 23 dias. Os bancos oferecem agora 8% de reajuste salarial, sendo 1,82% de aumento real. O comando de greve disse que está orientando os sindicatos regionais a votarem a favor da nova proposta nas assembleias que acontecem entre hoje e segunda-feira, quando os trabalhadores deverão retornar aos locais de trabalho.

O presidente do Sindicato do Rio, Almir Aguiar, que participou da mesa de negociação na reunião que entrou pela madrugada, disse que os bancos só avançaram na proposto porque a categoria estava unidade e manteve a mobilização durante esses 23 dias de greve. O sindicato convoca a categoria para uma assembleia ainda hoje, às 18h.



- A proposta dos bancos só avançou porque a categoria realizou uma heróica greve nacional e mostrou que a unidade é imprescindível do início ao fim da campanha salarial - disse ele. - Após a maior greve dos últimos 20 anos, passeatas e seguidas vitórias do Sindicato contra os interditos proibitórios dos bancos, conquistamos avanços na proposta apresentada ontem pelos patrões. Tivemos uma negociação desgastante, mas acredito que chegamos ao que foi possível. Não há dúvidas de que a greve garantiu avanços, e o importante agora é mantermos a unidade nacional e seguirmos a orientação do Comando Nacional, que defende o fim da greve e a aprovação das propostas - completa Almir.

A nova proposta dos bancos, apresentada após o 22º dia da greve, que fechou 12.140 agências em todo o país, incluiu ainda 8,5% de reajuste no piso salarial (2,29% acima da inflação), 10% sobre o teto da parcela individual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e mais uma elevação de 2% para 2,2% do lucro líquido que será distribuído na parcela adicional da PLR.



Fonte: O Globo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

IMPASSE ATRASA NEGOCIAÇÕES ENTRE BANCÁRIOS E FENABAN

(Foto: Ralph Braz)

Reunidos desde as 10 horas desta quinta-feira (10) o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não têm um acordo que aponte para o fim da greve. De acordo com a assessoria do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, um impasse atrasou as negociações. As empresas pedem desconto dos salários dos funcionários referentes aos dias de greve e o comando dos bancários não aceitou a reivindicação.

Também não foi fechada até a tarde desta quinta-feira uma contraproposta de reajuste para as categorias em greve. A paralisação já dura 22 dias. Segundo balanço divulgado na noite desta quarta-feira (9) a greve fechou 12.136 agências em todo o País. Na capital paulista e em Osasco, na Grande São Paulo, 24 mil trabalhadores e 753 agências suspenderam as atividades.


Fonte: Agência Estado

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PROCON: JUSTIÇA GARANTE PAGAMENTO DE CONTAS SEM JUROS APÓS GREVE

(Fotos: Ralph Braz/ blog Pense Diferente)

Os consumidores de Campos poderão pagar as contas efetuadas no sistema bancário sem multa ou juros, no primeiro dia útil após o fim da greve dos bancários,iniciada em 19 de setembro. O benefício tem base na liminar concedida pela 5ª Vara Cível de Campos, e é uma conquista da Secretaria de Defesa do Consumidor (Procon-Campos). 

A secretária Rosangela Tavares explica que a decisão contempla os moradores de Campos que estiverem com pagamentos em carnês, boletos ou outra forma de contas descontadas no sistema bancário, cujo atraso seja motivado pela greve nos bancos no âmbito do município de Campos. A cobrança indevida de juros ou multas pelo atraso no pagamento entre o dia 19 e o primeiro dia útil após o fim da greve, implicará em multa de R$ 100,00 aos bancos.

Segundo os advogados do Procon, a falta de funcionamento de caixas convencionais na agências bancárias penaliza os consumidores, especialmente os mais humildes, moradores de localidades do interior, desprovidos de conhecimentos para operar caixas eletrônicos e que não dispõem de outros meios para efetuar seus pagamentos. 



Na liminar consta o seguinte: “Com arrimo no exposto, defiro a liminar, para que o consumidor residente no município de Campos possa efetuar o pagamento de contas, carnês e/ou qualquer outra dívida pagável através do sistema bancário, tão logo estejam abertas as agências dos requeridos, no primeiro dia de funcionamento, com isenção de encargos (juros, correção monetária e multa) decorrentes de eventual atraso fundado exclusivamente na greve bancária. Estabeleço multa de R$ 100,00 para cada ato praticado pelos requeridos (cobrança de encargos) em desacordo com esta decisão”. 

"Esta decisão é mais uma vitória do Procon para a população de Campos. No passado, os bancos não respeitavam o direito do consumidor, previsto no Código de Defesa do Consumidor, e a população ficava prejudicada. Devido ao trabalho técnico e sério que o Procon de Campos tem realizado, sendo inclusive referência para diversas cidades do Brasil, mudamos este paradigma. Hoje o público usuário do sistema bancário de Campos tem sido respeitado", ressaltou a secretária Rosangela Tavares.

A mobilização dos bancários completou 20 dias nesta terça-feira. O comércio de Campos já começa a sentir os reflexos dessa paralisação e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) aponta queda de 40 a 50% nas vendas.

Na tarde desta sexta-feira (04/10), o Comando Nacional dos Bancários decidiu, após reunião em São Paulo, rejeitar a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que eleva de 6,1% para 7,1% o índice de reajuste sobre os salários. A expectativa é de que a Fenabran apresente uma nova proposta ainda esta semana.


Fonte: Ascom

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

GREVE DOS BANCOS SEM PREVISÃO PARA ACABAR


(Foto: Ralph Braz/ Blog Pense Diferente)

Na noite desta segunda-feira os bancários de Campos se reuniram mais uma vez. Segundo o representante da categoria os profissionais decidiram rejeitar a proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na sexta-feira (04/10).

“Foi oferecido reajuste salarial de 7,1% e reajuste do piso de 7,5%, mas não aceitamos. Esperamos que até o final desta semana seja feita uma nova proposta”, falou o presidente do Sindicato dos Bancários, Hugo Diniz.

A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93%, a manutenção do nível de emprego, mudança no atendimento ao público de 9h às 17h, contratação de mais funcionários e melhores condições de trabalho, tanto para a saúde como segurança dos profissionais.

Nas regiões Norte e Noroeste do Estado 65 agências estão fechadas. Cerca de mil bancários estão de braços cruzados em busca de melhores condições de trabalho.

Nas casas lotéricas de Campos é possível encontrar longas filas, assim como nos caixas eletrônicos. “Em todas as agências existem bancários que estão auxiliando os clientes. Deixamos o alerta para que as pessoas peçam ajuda ou informação apenas para essas pessoas”, finalizou.


Fonte: Ururau

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

GREVE DOS BANCÁRIOS PREJUDICA VENDAS NO COMÉRCIO DE CAMPOS

(Fotos: Ralph Braz)

A greve dos bancários, que na sexta-feira (4) completa duas semanas, já produziu um enorme estrago no comércio de Campos e está impedindo, também, o início das contratações temporárias, cuja previsão é em torno de 1,5 mil até ao fim do ano. Quem garante é o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL) Roberto Escudine, e o presidente da Associação dos Comerciantes e Amigos da Rua João Pessoas e Adjacências (Carjopa), Eduardo Chacur. Escudine considerada ser necessária a adoção de medidas previstas nas leis para garantir que as pessoas tenham acesso de forma normal ao sistema financeiro. Segundo ele, é ilusão achar que tudo possa ser feito através dos caixas eletrônicos ou pela internet. “As próprias operações de crédito estão inviabilizadas por causa da paralisação. A Defensoria Pública teria entrado com pedido de liminar para que bancos sejam reabertos. Isso porque as pessoas mais humildes acabam sendo as mais prejudicadas, entre elas os aposentados. São múltiplos os efeitos colaterais que essa greve acarreta. E, o que é pior: após seu fim, é preciso uma demanda de tempo para que a situação se normalize completamente”, ressaltou.

O pedido que havia sido encaminhado pela Defensoria Pública foi indeferido na 1ª Vara Cível de Campos, que encaminhou o processo para a Justiça do Trabalho, segundo informou ontem o presidente do sindicato dos Bancários, Hugo Diniz. De acordo com o sindicalista, a mesma situação aconteceu na greve de 2011.

Já Escudine acrescentou que no primeiro semestre deste ano, o comércio e a economia como um todo, ficaram abaixo da expectativa em relação ao faturamento, e que os melhores prognósticos estavam previstos para o segundo semestre, quando geralmente as vendas são bem melhores.

— Uma greve que caminha para a 3ª semana compromete toda essa expectativa. Não considerar serviço essencial o setor bancário é algo discutível. Pelo menos parte da força de trabalho dos bancários deveria estar em atividade. Estamos constatando uma inadimplência involuntária, que vai implicar no pagamento de juros e descapitalizar o consumidor na reta final do ano. O quadro é desolador — disse.



Paralisação já inibe consumo no comércio

O presidente da Carjopa, Eduardo Chacur, concordou com as observações feitas por Roberto Escudine, e acrescentou que a greve dos bancários está inibindo o consumo, por um fator psicológico, e também atrasando o início do processo de contratação de empregos temporários pelas lojas para o período de fim de ano.

— São mais de 1.500 empregos temporários que o comércio de Campos espera entre novembro e dezembro, por causa do Natal, mas as contratações começam a ser feitas agoraem outubro. Eisso não está acontecendo porque o comércio não está vendendo. As pessoas estão preocupadas em pagar as contas através das ferramentas disponíveis, mas não se sentem a vontade para consumir. Se essa greve rumar para a terceira semana a situação ficará ainda mais greve — afirmou Chacur, que diz não discutir a legitimidade das reivindicações dos bancários na negociação na data base da categoria, mas diz que pode-se observar que não existe muito afinco na negociação, o que preocupa ainda mais não só o comércio, mas todos os setores produtivos.


Fonte: Folha da Manhã