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sexta-feira, 31 de julho de 2015

MÃES RECLAMAM A FALTA DE MEDICAMENTOS NA FARMÁCIA MUNICIPAL

(Foto: Ralph Braz)
Na tarde desta quinta-feira (30), além da falha na distribuição das latas dos leites especiais, a falta de 
medicamento também foi alvo de reclamação.

Ítala Tavares, 31 anos, mãe de um menino de seis meses, que necessita do leite Neocate, e de uma menina de sete anos, que possui displasia cerebral, reclama da quantidade insuficiente de latas que recebeu — de acordo com ela, deveriam ser entregue dez latas, mas, ela recebeu apenas cinco — e do não recebimento dos remédios Ospolot de 100 mg, e Lamictal de 75 mg, utilizado pela sua filha.

— Já consegui um mandato judicial há cerca de dois anos, que obrigava a Prefeitura de Campos a me fornecer os remédios, que são caros. No entanto, até hoje nunca recebi — disse, acrescentando que, o remédio Ospolot seria fabricado na Alemanha.

Em nota, a Prefeitura disse que “não pode comprar o medicamento Ospolot, pois o mesmo é importado e a empresa não emite nota fiscal e exige pagamento antecipado, o que infringe a Lei 8666. Quanto ao Lamictal, o medicamento é distribuído pela Secretaria Estadual de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde faz apenas a entrega”, concluiu.





Fonte: Folha da Manhã

quinta-feira, 7 de maio de 2015

PACIENTES NÃO CONSEGUEM REMÉDIOS PARA TRATAMENTO NA FARMÁCIA MUNICIPAL

 (Foto: Ralph Braz)
Na tarde de quarta, a equipe da Folha esteve na Farmácia Municipal e encontrou duas pessoas que foram à procura de medicamentos, mas voltaram para casa de mãos vazias.

A dona de casa, Edimeia Ferreira, 54 anos, precisava de remédios controlados para seu filho João Ribeiro de 35 anos, que sofre com problemas psiquiátricos e cegueira após um acidente. Porém, o medicamento estava em falta.

Em nota, a secretaria de Saúde disse que, “após cobranças à empresa responsável pelo fornecimento de medicamentos, a mesma garantiu que os mesmos seriam entregues esta semana”.




Fonte: Folha da Manhã

domingo, 13 de julho de 2014

MEDICAMENTOS: A PROPAGANDA OFICIAL E A REALIDADE ENCONTRADA PELOS PACIENTES

(Fotos: Ralph Braz)
Os pacientes da rede pública de Campos, estão preocupados com a falta de medicamentos de uso contínuo e por se tratar de uma ano eleitoral. Um dos medicamentos que estão em falta na rede é a insulina Lantus, do qual portadores de Diabetes Mellitus fazem uso diário e que é responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue).

Além da insulina, está em falta as lancetas para medição de glicose no sangue dos portadores de Diabetes. Abaixo relato de uma paciente diabética em busca de fitas glicêmicas.

" Estou desesperada pois estou precisando de lanceta e fita para medir a glicemia o que faço 3 vezes ao dia. Fico ligando para saber  quando vai chegar, já que fica difícil ir lá  todos os dias, moro longe e tenho que trabalhar. A resposta é que  não sabem quando vai chegar. Por favor vê se você pode me ajudar.
A. F. M. M.".


A resposta dada aos pacientes por funcionários da prefeitura é que a insulina e as lancetas irão chegar esta semana, só que ao retornar escultam a mesma desculpa.

No site da prefeitura, a notícia é bem diferente da realidade encontrada por pacientes que vão há busca de medicamentos na rede pública de saúde. Lembro que além de insulina, lancetas, faltam medicamentos básicos como losartan, thioctacid 600HR,  entre muitos outros, que se fosse citar todos aqui ficaria, extenso e cansativo, e para finalizar até medicamentos que são de ordem judicial não são entregues.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONTÍNUA A FALTA DE VACINAS NOS POSTOS DE CAMPOS


(foto: Ralph Braz)

Continua em falta nos posto de saúde de Campos, as vacina contra Hepatite A e a varicela (capatora). O fato foi denunciado no dia 27 de abril. Na ocasião a secretaria de Saúde informou que novas doses iriam está disponíveis a partir do dia 20 de maio, mas não foi o que nossa equipe de reportagem ouviu dos pais que foram ao Centro de Referencia e Tratamento da Criança e do Adolescente (CRTCA) na tarde da última quarta-feira.

— Essa é a terceira vez que venho ao posto para tentar vacinar minha filha contra Hepatite A e sou informada e orientada pelas enfermeiras que a vacina ainda não chegou e que só teria na próxima semana. Isso é um absurdo. Disponibiliza de graça para que então? Para quando à população vier procurar, ouvir que está em falta — disse a doméstica Fabiana Ribeiro, 39 anos.

A vacina contra a Hepatite A é aplicada em duas doses e destinada às crianças maiores de um ano, foi lançada em Campos em março de 2011. O município foi o primeiro no Brasil a implantar esta imunização em seu programa municipal de vacinação. A doença aguda do fígado, causada pelo vírus da hepatite A (HAV), geralmente de curso benigno é transmitido por alimentos mal preparados e água contaminadas por fezes contendo o vírus. 

Em nota a secretaria de Saúde informou que todas as vacinas disponibilizadas estão com estoques regularizados, podendo ter ocorrido falta eventual em alguma unidade da Saúde. Quanto a vacina contra varicela a assessoria disse que a renovação de todos os estoques será regularizado até o final deste mês.


Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 15 de maio de 2013

CONSTATADAS IRREGULARIDADES NO HOSPITAL SÃO JOSÉ EM CAMPOS

(Foto: Folha da Manhã)

Em virtude da constatação feita pelo vereador Jorge Magal(PR) de que usuários do Hospital São José, em Goitacazes, na Baixada Campista, enfrentavam problemas, foi anunciada a mudança nos cargos de direção da unidade. A decisão foi anunciada na manhã desta quarta-feira(15/05), durante uma reunião que ocorreu no hospital, da qual participaram o presidente da Fundação Municipal de Saúde(FMS), Sebastião Campista, e vereadores membros da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Paulo Hirano, Gil Vianna, Abdu Neme e Dona Penha.

Sebastião Campista informou que medidas em caráter de urgência estão sendo adotadas e confirmou a substituição da direção administrativa e clínica da unidade.

(Foto: Everaldo Cabral)

“O gabinete da Fundação Municipal de Saúde ficará, por enquanto, responsável pelo comando do hospital. Há um planejamento que a médio prazo terá o efeito desejado e vai solucionar os problemas, além da construção do novo hospital, que é um desejo da prefeita Rosinha Garotinho”, disse Campista. Ele ainda adiantou que será montada uma “ouvidoria”. “Três médicos vão avaliar as queixas dos usuários, a fim de que possamos adotar medidas a curto prazo”, enfatizou.

Foi preciso haver uma fatalidade com o sobrinho do vereador Magal para que os inúmeros problemas do Hospital São José, em Goitacazes, viessem à tona. Vereadores da base do governo realizaram uma reunião, na manhã desta quarta-feira (15 de maio), no local. Além deles, o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sebastião Campista, também esteve presente e constatou a completa falta de infraestrutura da unidade. Entre as principais irregularidades estão a falta de médicos e medicamentos, lixo hospital mal acondicionado, esgoto a céu aberto e até médicos que recebiam sem trabalhar (funcionários fantasmas).


O Vereador Magal ressaltou que uma comissão já foi montada para que todos os problemas sejam solucionados e que, a partir de hoje, o presidente da Fundação Municipal de Saúde atue pessoalmente na unidade. “A partir de agora, adotaremos medidas para combater todas as irregularidades que havia aqui dentro do hospital. Começamos substituindo a direção clínica, além de parte do setor administrativo, que também já foi afastada. Queremos o bem da população da baixada campista. É inadmissível que isso estivesse acontecendo”, desabafou.

(foto: Campos24horas)

O Presidente da Fundação de Saúde, Salvador Campista, disse que as obras já resistem por cerca de dez meses, mas que houve um atraso por conta da duplicação da RJ-216. “Foi preciso mudar o projeto por conta da estrada, o que acabou adiando a conclusão das obras” disse.

Ele ressaltou ainda que, se essa medida não fosse adotada, provavelmente apenas dois dos seis médicos estariam na unidade nesta quarta-feira. “Estamos providenciando a contratação de novos médicos. É preciso agir com prudência, mas não com omissão. Vamos ser duros para mudar essa realidade”, afirma.

Enquanto o hospital não tinha a menor condição de realizar atendimento, a população, mais uma vez, sofreu com o descaso das autoridades. Dona Vera Cristina de Souza, de 52 anos, é um exemplo disso. Ela contou que, por várias vezes, deixou ser atendida e teve que procurar outra unidade hospitalar para receber atendimento “Fui ao hospital hoje e não encontrei nenhum médico. Nas vezes que encontro, eu tenho que esperar quase duas horas para ser atendida. É um absurdo a maneira como somos tratados”, reclamou.


O Hospital São José continua com os atendimentos normalizados, mas, de acordo com as autoridades que estiveram no local, a situação do péssimo atendimento começará a mudar a partir desta quarta-feira.


Fonte: Terceira Via/ Campos24horas