terça-feira, 26 de março de 2019

Total de policiais civis cedidos à Alerj supera o de PMs emprestados

(Foto: Júlia Passos)
Entre os funcionários que atuam em cargos comissionados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) há 40 policiais civi junto à Secretaria de Polícia Civil e supera os 39 policiais militares que, como o EXTRA mostrou ontem, também estão cedidos pela PM ao legislativo fluminense.

Proporcionalmente, a quantidade de policiais civis cedidos é ainda maior em comparação com a de PMs, se considerarmos que há cerca de 44 mil policiais militares no estado e apenas nove mil policiais civis. Entre os integrantes da Polícia Civil cedidos à Alerj, há até mesmo delegados que foram requisitados por deputados estaduais para atuar em seus gabinetes.

Procurada na tarde de ontem, a Assembleia Legislativa alegou não ter tido tempo hábil para identificar quais parlamentares requisitaram os serviços dos policiais, bem como quantos profissionais estão cedidos para cada gabinete. Mas, por nota enviada pela assessoria, a Alerj justificou a necessidade de requisição de policiais civis. Disse que os profissionais atuam “a pedido de deputados, por sua atuação na área de segurança ou em função de terem recebido ameaças”. E lembrou que doará parte de sua verba orçamentária para garantir a convocação e o pagamento de salários, por dois anos, de cerca de três mil PMs e 195 policiais civis aprovados em concurso. “Com isso, o Legislativo deixará de receber R$ 95 milhões em 2019 e R$ 105 milhões em 2020”, assinalou.

Ao todo, a Polícia Civil cedeu 133 profissionais para órgãos municipais, federais e estaduais. Depois da Alerj, campeã de requisições, vêm a Secretaria da Casa Civil do estado, com nove policiais, e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), com oito.

A cessão de PMs e policiais civis a outros órgãos mostra que uma das principais metas da intervenção federal não foi cumprida: o aumento do efetivo de ambas as corporações.







Fonte: Extra