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sábado, 18 de julho de 2015

ALEXANDRE ROSA SUGERE CORTE NO SEU SALÁRIO DE NECO E DE SECRETÁRIOS EM SJB

(Foto: Ralph Braz)
Durante o protesto  do movimento “São João da Barra Livre” contra a negociação de um empréstimo tendo como garantia royalties futuros, no início da noite da última quinta-feira (16), o vice-prefeito Alexandre Rosa (PMDB), um dos integrantes do grupo que é contra a administração do prefeito Neco (PMDB) lançou um desafio. Alexandre sugeriu que ao invés dos impactos da perda de receitas fossem nos programas sociais, como foi o caso do “Cartão Cidadão” , os cortes começassem pelos salários deles.

— Começa cortando seu (Neco) salário. Começa cortando o meu salário de vice-prefeito, eu não estou nem aí pra isso, dos secretários, dos nomeados. Ele tá sacrificando o povo, mas a cada dia que passa, no Diário Oficial do município, tem mais pessoas que ele está nomeando — afirmou Alexandre, acrescentando ainda que as nomeações têm “fundo politiqueiro”, na tentativa de “fazer reduto eleitoral”.

O clima político entre Alexandre e Neco já não é dos melhores desde 2014. No início deste ano, em entrevista, o vice-prefeito deixou claro que não caminha mais no mesmo lado político do prefeito e atualmente já é visto constantemente com a ex-prefeita e provável candidata ao cargo em 2016, Carla Machado (PT). Em entrevista em março deste ano, Neco também deixou claro que não caminha mais com Alexandre politicamente, pois o ex-prefeito fez sua opção ao ficar ao lado de Carla.







Fonte: Blog do Arnaldo Neto

segunda-feira, 29 de junho de 2015

EXERCENDO O DIREITO DE RESPOSTA: CARLA MACHADO E ALEXANDRE ROSA EM RÁDIO DE SJB

(Foto: Ralph Braz)
A ex-prefeita Carla Machado(PT) e o vice-prefeito Alexandre Rosa(PMDB) estarão na 'rádio comunitária' de São João da Barra nesta terça-feira (30), exercendo o direito de resposta, das 10h50 às 12h.
 

Carla Machado, publicou na noite desta segunda-feira(29), em seu perfil pessoal no facebook, o requerimento de direito a resposta para as  calunias infundadas e  ditas a seu respeito e do então vice-prefeito Alexandre Rosa, sobre "operação Machada", onde recentemente foi esclarecido que a ex-prefeita foi vítima de uma "articulação" política, com o objetivo de lhe incriminar.



ENTENDA O CASO

Um dos principais personagens da Operação Machadada, deflagrada em 2012 pela Polícia Federal, Jakson Meireles, então candidato a vereador que gravou conversas usadas como provas na investigação, revelou na tarde deste sábado (27), durante um programa de rádio apresentado por Carla Machado, que “tudo foi uma farsa”. Segundo Jakson, ele recebeu R$ 60 mil para procurar candidatos do então grupo governista, insinuar insatisfação com o seu grupo político e gravar as conversas depois utilizadas como provas para o crime de formação de quadrilha e assédio a candidatos do seu grupo. A operação culminou com a prisão em flagrante de Carla e Alexandre Rosa (PMDB) — à época candidato a vice-prefeito —, às vésperas da disputa eleitoral. O então candidato a vereador Zezinho Camarão e Betinho Dauaire (PR), candidato a prefeito, estariam, segundo ele, envolvidos diretamente na trama.

Jakson diz que teria sido induzido a seduzir candidatos do grupo governista para serem pegos numa gravação. “Sabíamos que a eleição estava perdida, mas poderíamos reverter no tapetão”. Ainda de acordo com Jakson, teria sido o também candidato a vereador, e desafeto declarado da ex-prefeita Carla, Zezinho Camarão quem o induziu a forjar tais provas, tendo como promessa “muito dinheiro e uma secretaria”.

— Camarão me chamou para que eu tivesse contato com vereadores da situação. Fui iludido, que ganharia muito dinheiro, teria secretaria. Camarão me instruiu em tudo que eu teria que falar enquanto gravava a conversa — relatou Jakson, alegando que era ele quem procurava o grupo governista, não o contrário, como foi relatado à época.

A primeira candidata a ser sondada por Jakson, à época, teria sido Soninha Pereira (PT), mas as conversas não evoluíram a ponto que, segundo ele, pudesse ser usado como algo suspeito. Depois, Jakson diz ter procurado Alex Firme (PMDB). Alex teria tido resistência inicial ao diálogo, mas Jakson usou como intermediário um amigo em comum, identificado como Fernando, para conseguir chegar a Alex e, posteriormente, gravar o diálogo.

Depois, Jakson buscou a então prefeita Carla Machado. Para intermediar o encontro, ele utilizou mais uma vez de um amigo em comum, neste caso, o então secretário de Pesca Eleilton Meireles. Jakson diz que gravou a conversa e apresentou ao seu grupo político. Ainda segundo ele, outro candidato do grupo de oposição, Rodrigo Rocha, gravou uma conversa com o candidato a vice-prefeito, Alexandre.

Já na reta final da campanha, Jakson procurou o candidato Elísio Rodrigues, o Elísio Motos (PDT), para conversar e gravar. Segundo Jakson, o pedido teria partido de Camarão e do então candidato a prefeito Betinho Dauaire (PR). Jakson relatou que os dois estiveram em sua casa para pedir que ele procurasse o candidato. Essa gravação foi essencial para a prisão de Carla e Alexandre em flagrante por formação de quadrilha, pois chegaria ao número de quatro envolvidos e continuidade de cooptação de candidatos do grupo oposicionista. “Camarão e Betinho foram a minha casa e pediram para gravar a conversa com Elísio, dizer que não ia bem na campanha, íamos perder a eleição”.





Fonte: Blog Pense Diferente | Facebook | Portal OZK

sábado, 27 de junho de 2015

POPULAÇÃO INSATISFEITA COM NECO, COMPARECE EM PESO A MANIFESTAÇÃO EM GRUSSAÍ, SJB


(Fotos: Ralph Braz)
A Manifestação organizada pelo MOVIMENTO SÃO JOÃO DA BARRA LIVRE, que foi realizada, na tarde deste sábado em Grussaí para reivindicar a retomada das obras de uma CRECHE que está inacabada desde 2013, levou centenas de pessoas para frente da Creche. 


O descaso da prefeitura que nada fez nesses 02 anos e meio é motivo de revolta dos moradores.. Vale ressaltar que a creche estava sendo construída com recursos do município e foi deixado por nós o correspondente financeiro (dinheiro) para arcar com a sua conclusão. A justificativa dada pela PMSJB é que ela confronta com uma área particular, o que pelas fotos comprova-se que isso é mais uma mentira. 

Além dos moradores do bairro, estiveram presentes, os veículos de comunicação, Portal OZK, O Blog Pense Diferente, e o SJBarra News.



Também participaram da manifestação o vice-prefeito do município Alexandre Rosa(PMDB), o vereador Alex Siqueira (PMDB), lideranças comunitárias e de bairro como o Luciano Barreto, Alexandre Magno e Tulliane Aquino, presidente e vice-presidente do movimento São João da Barra Livre e formadores de opinião.




Várias moradoras do bairro, relataram a sua insatisfação com o descaso do governo do prefeito José Amaro Martins, Neco (PMDB), com as mães e seus filhos, já que as mesmas tem se deslocar para outros bairros, ou mesmo para a sede do município.




 
 














Fonte: Blog Pense Diferente

sábado, 20 de junho de 2015

VICE-PREFEITO DE SJB FALA SOBRE PERSEGUIÇÃO DO PREFEITO NECO

(Foto: Ralph Braz)
O vice-Prefeito de São João da Barra, Alexandre Rosa Gomes, falou ao Portalozk.com sobre o que ele considera perseguição do Prefeito José Amaro Martins de Souza, Neco (PMDB), que usou o Secretário de Transporte Mário dos Santos Rocha Filho (Rochinha) para tirar o veículo oficial que, de acordo com Alexandre, servia à população.

"Sobre as multas, o motorista que estava com o carro oficial destinado a mim, relatou que realizou mais de 200 viagens para atender pessoas de município de São João da Barra que apresentavam problemas de Saúde. Por conta disso, em determinadas vezes teve que cometer algumas infrações como ultrapassar pelo acostamento e limite de velocidade", disse Alexandre Rosa.

A reportagem perguntou ao vice-prefeito se o veículo que estava a disposição dele era uma ambulância.

"Não. Não era uma ambulância, mas não são só ambulâncias que fazem o transporte de pacientes. Muitas pessoas iam solicitar a Prefeitura carro para realizar um exame, ou até necesssitando de uma transferência imediata e não tinha o veículo para que fizesse esse transporte. É aí que entravam em contato comigo e como o carro estava, às vezes parado, pois era madrugada, ou com dia ou outro vago, simplesmente eu cedia para ajudar a população de São João da Barra", respondeu Alexandre.

Mas como você prova, Alexandre, que o veículo estava sendo utilizado para essas finalidades?

"Tenho testemunhas para comprovar tais fatos. Por diversas vezes o carro foi solicitado verbalmente por reparrtições da Prefeitura, porém, isso não tenho comprovar. Aliás, não tenho como comprovar que as infrações foram cometidas pelo mesmo motorista. Para se ter ideia, a Prefeitura até hoje não pagou mais de R$ 5.000,00 em diárias", alegou Alexandre.

O Secretário de Transporte de São João da Barra, Mario dos Santos Rocha Filho, autorizou viagens do carro oficial do vice-prefeito, conforme imagem (clique aqui). Inicialmente, o Secretário alegou que solicitou o carro porque não tinha como controlar o veículo, mas, agora, parece não ser exatamente isso. 


"Como ele diz uma coisa dessas se está aí a autorização assinada por ele, inclusive, no documento, aparece claramente a quilometragem de saída e chegada. Se pegaram meu carro de volta, então tem que pegar diversos outros carros também, que estão com multas, inclusive, tem até a Saveiro da Guarda Civil Municipal que está irregular. O carro da Guarda que aplica multas, está irregular, com IPVA, por exemplo, vencido nos anos 2013 e 2014 (Gestão Neco)", disse Alexandre.

Alexandre Rosa teve uma multa em seu carro particular retirada, após se defender dela em julgamento realizado recentemente.

"Foi deferido o pedido de retirada de multa, justamente por eu estar correto. Eu tive tempo para me defender. O que mesmo poderia ter sido feito caso eu tivesse conhecimento das infrações dentro do prazo legal", disse Alexandre.

Alexandre aproveitou para alfinetar Neco. "Ele disse recentemente que todos os carros deverão ser recolhidos, mas aí fica a pergunta: Os carros de sua trupe do Açu, todos os dias voltarão para o Pátio da Prefeitura?". 

"Fiz um vídeo para me resguardar na entrega do veículo. É humilhante até para a população que também elegeu o vice-prefeito e que por perseguição é obrigado a devolver o carro depois de tantas outras limitações impostas. Um erro não justifica o outro, claro, mas vocês podem ver diversos outros carros que pertencem a Prefeitura de São João da Barra com diversas multas. Mas, uma coisa é certa: Para socorrer um ser um humano, uma pessoa da minha terra, não me interessa se em carro oficial (público) ou carro particular (privado), eu vou fazer, posso pagar quantas multas tiver que pagar. E se não tiver carro, ajudo como for, levo até no braço, o que não deixarei de fazer é ajudar esse povo tão bom e, hoje, sofrido que nos concedeu uma das maiores alegrias e que esse Prefeito, por pura perseguição, tem retríbuido com tanto sofrimento", finalizou Alexandre Rosa.




Fonte: Portal OZK

segunda-feira, 27 de abril de 2015

VICE-PREFEITO ALEXANDRE ROSA DECLARA APOIO AO MOVIMENTO SJB LIVRE

(Foto: Ralph Braz)
O Vice-prefeito de São João da Barra, Alexandre Rosa Gomes (PMDB), declarou apoio ao Movimento São João da Barra Livre nesta segunda-feira (28), através de comentário em rede social.

Alexandre disse que se afastou do Governo Neco em nome do povo de São João da Barra, visto a grande insatisfação da população diante aos desmandos do Governo. 

"Todos sabem que me afastei do governo.E foi em nome do povo de São João da Barra, por ver a grande maioria insatisfeita com os desmandos do desgoverno. E hoje faço parte do Movimeto São João da Barra Livre onde são feitas várias postagens que refletem o sentimento desse povo que hoje sofre por termos a frente da Prefeitura um grupo que só pensa em suas benécias", disse Alexandre.

MOVIMENTO SÃO JOÃO DA BARRA LIVRE

"Nosso objetivo é mostrar a população sanjoanense que não podemos viver oprimidos com medo do poder, uma vez que vivemos em um país democrático", diz a descrição da página no Facebook (segue link: https://www.facebook.com/movimentosaojoaodabarralivre). A página do movimento, em quatro dias, ultrapassou a marca de 1.150 pessoas (curtidas), mostrando o grau de insatisfação dos municípes com relação ao Governo Neco e sua administração. O movimento tem tirado o sono do Prefeito de São João da Barra e do vereador Kaká, que visam as eleições municipais do ano que vem e temem ficar sem suas cadeiras. O movimento é apolitico.

ALEXANDRE ROSA
Nascido na sede do município de São João da Barra, Alexandre Rosa, desde pequeno auxiliava sua mãe a vender seus produtos em casa e depois na loja. Posteriormente assumiu a direção dos negócios e expandiu a empresa. Seu envolvimento cultural é vidente principalmente no carnaval onde por anos foi Presidente da Escola de Samba Congos. Candidatou-se a vereador em 2004 vencendo aquela eleição, assim como, em 2008. Foi presidente do legislativo no biênio 2009/2010. Na gestão da ex-prefeita Carla Machado assumiu por um período a secretaria de Turismo, Esporte e Lazer.


CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DA BARRA
2005 – 2008
2009 – 2012
Biênio 2009/2010 [Presidente do Legislativo]

SECRETARIA DE TURISMO, ESPORTE E LAZER
2011 - 2012

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DA BARRA
2013 – 2016 [vice-prefeito]





Fonte: Portal OZK

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

PRIMEIRA SESSÃO DO ANO NA CÂMARA DE SJB, COMEÇA COM BATE BOCA

(Fotos: Ralph Braz)
Mais uma sessão quente na Câmara de São João da Barra, nesta terça-feira (24). O principal embate mais uma vez foi entre o presidente da Câmara Aluizio Siqueira (PMDB) e o vereador Kaká (PT do B). O clima pegou fogo durante a leitura da ata da sessão anterior. O líder do governo e secretário da Casa, Jonas Gomes (PMDB), pediu a retificação de alguns pontos, mas teve o pedido indeferido pelo presidente. Kaká entrou na discussão, pediu que o presidente avaliasse os pontos levantados por Jonas e disse que “não é preciso que ninguém faça cena na Câmara”. Aluizio rebateu e o debate entre os dois mais uma vez esquentou. A ata foi reprovada por seis votos, dos vereadores Kaká, Jonas, Elisio Rodrigues (PDT), Eziel Pedro (PSDC), Franquis Areas (PR) e Soninha Pereira (PT) — que compõem a base de apoio ao governo Neco (PMDB) na Casa. Pela aprovação, votaram os vereadores Alex Firme (PMDB) e Ronaldo Gomes (Pros), membros do grupo liderado por Aluizio.


Rolo compressor com força

A eleição das comissões permanentes na Câmara mostrou que a bancada de apoio ao governo na Câmara está alinhada e não deve ceder às pressões da oposição. Em todas as comissões, a maioria dos eleitos é da base governista. Veja como ficaram as comissões:


Justiça e Redação: Eziel (presidente), Kaká (relator) e Franquis (membro); Finanças e Orçamento: Kaká, Jonas e Franquis; Obras e serviços públicos: Jonas, Elizio e Alex; Elisio, Franquis e Jonas; Ética e decoro parlamentar: Jonas, Eziel e Franquis; Saúde e Vigilância Sanitária: Soninha, Elisio e Franquis; Cultura e Assistência Social: Elisio, Ronaldo e Soninha;Defesa de Ecologia e Meio Ambiente: Elisio, Franquis e Kaká; Defesa dos Direitos Humanos: Franquis, Soninha e Ronaldo.


Alexandre Rosa e Bruno Dauaire na sessão

A primeira sessão ordinária de 2015 teve como convidados de honra o vice-prefeito Alexandre Rosa (PMDB) e o deputado estadual Bruno Dauaire (PR). Eles fizeram parte da mesa durante a abertura da reunião e agradeceram o convite feito pela Câmara. Em seguida, conforme o artigo 19 do Regimento Interno, foi realizada a eleição para a composição das nove Comissões Permanentes da Casa para o biênio 2015 – 2016.


O vice-prefeito Alexandre Rosa, o primeiro a falar, cumprimentou a plateia e desejou uma boa legislatura. Ele ressaltou que gostaria de estar atuando mais no atual governo, como falou também em entrevista a este blog (aqui). “Minha ausência se deve à opressão que tenho vivido. Que vocês, vereadores, estejam aqui para defender não os interesses do governo, mas da população de São João da Barra”, destacou.


Já o deputado Bruno Dauaire destacou os 64 anos de vida pública de sua família e agradeceu o convite para participar da sessão. “Ressalto aqui o amadurecimento desse parlamento, pois, mesmo defendendo bandeiras partidárias diferentes, isso não me impediu de voltar a esta Casa”, destacou o parlamentar, colocando o seu mandato à disposição do município.








Fonte:  Ascom | Câmara SJB

Alexandre Rosa: “Me senti tolhido desde o primeiro dia da administração”

(Foto: Ralph Braz)
Vereador por dois mandatos e atual vice-prefeito de São João da Barra, Alexandre Rosa (PMDB), está afastado das decisões administrativas municipais desde 2013. Nesse período, Alexandre não comentou sobre o assunto em nenhum meio de comunicação, nem nas redes sociais. Na abertura do Carnaval 2015 – diferente do que aconteceu nos anos anteriores – Alexandre não participou com o prefeito Neco (PMDB) de nenhum ato oficial. No seu gabinete, o vice-prefeito não era encontrado, o que fortaleceu os boatos de um afastamento político com Neco. Alexandre resolveu romper o silêncio e fala sobre os motivos que o levaram aos problemas com o prefeito.

Arnaldo Neto: Como você define sua atual relação política com o prefeito Neco?

Alexandre Rosa: Nós estamos desligados, completamente desligados. O que levou ao nosso desligamento foram algumas posturas que ele veio tomando e que, automaticamente, eu fui me afastando por não concordar com o perfil de administração, com algumas atitudes que ele veio e vem tomando.

A.N.: Durante o seu discurso de posse, você afirmou que não seria “vice para ficar em casa”. Entretanto, atualmente não é visto com regularidade no gabinete. O que determinou essa mudança de postura?

Alexandre: O sanjoanense é testemunha de como eu me empenhei no início do mandato, ao exigir um gabinete para mim, ao estar na Prefeitura e atender de 30 a 40 pessoas por dia, tanto com demanda pessoal, como demanda para população como um todo, para resolver problemas do município, da cidade, bairros, comunidades. Porém, desde o primeiro dia do mandato, eu já comecei a me sentir tolhido em participar da administração. Eu sou uma pessoa que estou há 10 anos na política, tenho curso superior em gestão pública e sei que, posso não estar sendo modesto, mas eu teria uma certa bagagem para ajudar o governo, para ajudar o prefeito, ajudar o povo e ajudar o município. Como eu falei, desde o primeiro dia de governo eu já me senti excluído. A partir do momento que a minha sala tem uma porta que dá acesso a sala de reuniões e quando eu meti a mão na porta, para minha surpresa, ela estava fechada e sem uma chave. Pedi a chave até para que eu pudesse da minha sala ter acesso à sala de reuniões, ajudar na participação das decisões. Lógico que a gente sabe que o prefeito que tem sua obrigação e que tem a sua autonomia, é gestor, é ordenador de despesa. Mas, conforme foi dito em campanha, a gente iria governar junto, eu ia poder estar ajudando. Não foi isso que aconteceu. Portas fechadas, participação em decisão de nada eu tinha. Quando um secretário estava sendo nomeado ou exonerado, eu só sabia através do Diário Oficial do Município. Então, eu fui me sentindo excluído. E fui aos poucos me afastando, por conta desse perfil individualista e de autossuficiência do prefeito.

A.N.: Em 2010, você fez parte da bancada de oposição à então prefeita Carla Machado, intitulado de G-5. No seu retorno ao grupo governista, você ficou com a secretaria de Turismo, como secretário. Desde então, o posto sempre foi de pessoas de sua confiança. O atual, Jorge Ribeiro, foi indicação sua. A permanência dele é ainda por sua influência? Você participa da indicação de nomes do primeiro escalão?

Alexandre: Eu fiz a indicação do Flávio (Raposo, ex-secretário de Turismo) e, assim que iniciou o governo, ele sentiu que não tinha a autonomia que tinha no governo passado. Ele mesmo pediu a sua exoneração, porque estava vendo que estava secretário somente no nome, mas que não podia tomar nenhum tipo de atitude, administrar a secretaria. Seja lá o que fosse, a mínima coisa, tinha que depender do prefeito e muita das vezes sem conseguir ter acesso. O tempo passava, os eventos chegavam e não conseguia uma resolução. Quando ele saiu, eu ainda estava com um relacionamento razoável com o prefeito. Aí eu falei que o Flávio estava querendo sair, mas que eu tinha outra pessoa para indicar. Falei no nome do Jorge e ele (Neco) aceitou. Só que hoje eu não considero mais como indicação. Apesar de que, a indicação do Jorge foi só do nome. Eu nunca tive nenhum tipo de gestão sobre a secretaria neste mandato. Hoje eu não considero mais Jorge como uma pessoa indicada minha. Até porque ele tem o relacionamento dele com o prefeito, é leal ao prefeito e não nega isso.

A.N.: Fato marcante da sua vereança foi a confusão com o ex-vereador Zezinho Camarão, que teve até agressão física e repercussão na mídia nacional. Como você encarou a aproximação de Camarão com um governo no qual você é o vice-prefeito?

Alexandre: Um dos motivos… tanto na vida pessoal, na vida particular, na vida privada, como no poder, tem um ditado que diz que as palavras o vento leva. Porém, eu fui agredido fisicamente e isso repercutiu nacionalmente. E se eu não tiver um pouco de amor próprio, não serão os outros que terão por mim. Hoje você disse que ele se aproxima, não. O Camarão hoje faz parte do governo. Atuando, indicando, está sempre colado, envolvido com o prefeito em festinhas. Quando eu vi essa aproximação na campanha passada, para deputado e governador, foi um dos motivos que me afastaram. O que a população iria falar ao meu respeito, se me visse caminhando ao lado de uma pessoa que me agrediu? “Ah, Alexandre por uma questão de poder, ou por uma questão de interesse financeiro, está se sujeitando a estar caminhando lado a lado de uma pessoa que deu um soco na sua cara”, falando a grosso modo. Foi um dos motivos que me afastaram também. A gente vê aí hoje pessoas competentes sendo excluídas, pais de famílias sendo exonerados, pessoas que ajudaram a nos eleger estão fora do governo sem uma satisfação qualquer, pessoas competentes, que poderiam estar ajudando bastante. Hoje a gente vê pessoas que só querem usurpar o nosso município, tendo esse poder de indicar pessoas para cargos de confiança, cargos que são técnicos e não têm competência para tal.

A.N.: Durante uma reunião com a presença da imprensa, o prefeito anunciou em agosto de 2013 o ingresso de Ranulfo Vidigal como secretário de Fazenda. Sua reação foi imediata, ao afirmar que não sabia da escolha. Desde essa época, a relação entre vocês já não estava “afinada”?

Alexandre: Eu fui pego de surpresa quando me ligaram convidando para uma reunião no gabinete, onde todos os secretários estavam presentes, e seria apresentado Ranulfo como secretário de Fazenda. Fiquei surpreso, fui até lá para averiguar. Cheguei, continuei surpreso porque não estava acreditando naquela atitude. Quando o prefeito disse que Ranulfo estava vindo para somar, eu falei: espero que seja para somar mesmo. Fiz questão de colocar para todos os secretários que eu não sabia, que estava sendo uma surpresa. Demonstrei minha insatisfação naquele momento. Logo após, o prefeito chamou os secretários para um almoço na casa dele, para receber Ranulfo. Eu fui o primeiro a sair, bati a porta e fui embora, demonstrando ali a minha insatisfação com a vinda de Ranulfo para o grupo e a insatisfação de mais uma vez não ter sido comunicado ou ajudar a participar dessa decisão. Tanto a decisão foi ruim, que hoje ele não se encontra mais no governo. A gente fica sabendo pelos bastidores que o sua exoneração foi por um motivo desagradável. Não posso afirmar o que foi, porque não tenho provas. Mas sei que a relação entre ele o prefeito se estremeceu por atitudes, que me parece, não deixou o prefeito satisfeito.

A.N.: Neco já demonstrou interesse em ser candidato à reeleição no próximo ano. E os planos do Alexandre Rosa, quais são?

Alexandre: Ainda não estou definido com relação a isso. Não sei se serei candidato. Se for, não sei a que serei candidato. Mas, como sanjoanense nato, tenho vontade, ao mesmo tempo que a política me trouxe muita decepção e muitos problemas; tenho vontade de me manter firme e continuar na luta por São João da Barra e pelo nosso povo.

A.N.: Hoje você está filiado ao PMDB. Pretende trocar de partido? Já existe algum em mente ou ainda é cedo?

Alexandre: Pode não ser mais tão cedo. A gente sabe que para ser candidato ano que vem, até outubro tem que tá definindo as questões partidárias. Como o ano acaba começando depois do Carnaval, eu acho que as articulações começam agora. Eu também vou buscar aí ver o que a gente faz, com relação à questão partidária. Estamos começando a analisar essa questão partidária.

A.N.: O município hoje está dividido em três frentes políticas, uma liderada pelo prefeito Neco, outra pela ex-prefeita Carla e a do PR, sob o comando do ex-prefeito Betinho Dauaire e do filho e deputado estadual Bruno Dauaire. Você pertence a algum desses grupos? Qual?

Alexandre: É uma pergunta delicada, porque existe a questão partidária. Eu não posso dizer que faço parte de outro grupo, como também não me considero fazendo parte do grupo do prefeito. Estou numa caminhada independente. E esperando ver o que a gente tem de oportunidade para o futuro. Futuro próximo, a gente estará definindo até no máximo em setembro, acredito eu. Posso dizer que sou do PMDB e não tem outro grupo partidário que eu esteja participando.

A.N.: Rolou nos bastidores boatos que você teria apoiado a ex-prefeita Carla na campanha para deputada estadual. Isso aconteceu? Por que você não anunciou publicamente seu apoio a nenhum candidato durante as eleições?

Alexandre: Eu fui a primeira reunião, onde o governador Pezão esteve aqui, e declarei meu apoio a ele. Como membro do PMDB, vice-prefeito do PMDB, declarei meu apoio ao Pezão. Como de fato, votei no Pezão. Porém, a questão de deputado, realmente eu neutralizei e não trabalhei para ninguém. Até por uma questão de fidelidade partidária. Não me identifiquei com os candidatos apresentados pelo partido aqui, eu preferi declara meu apoio somente ao governador. Pela primeira vez, em 10 anos na política, eu não participei dessa eleição proporcional de outubro passado.

A.N.: Como você avalia o governo Neco até o momento?

Alexandre: Como eu falei no início, tanto na questão dos novos aliados do prefeito, que também me fizeram afastar do governo, a postura do prefeito administrativamente, que não me deixou participar de decisões, de nada para ajudar o governo, eu me afastei também porque prefiro estar ao lado da população. A maioria da população sanjoanense está decepcionada com o atual governo. Ao ficar ao lado do prefeito ou ao lado da população, eu opto por ficar ao lado da população que tem a maioria insatisfeita. Assim também como hoje nós temos a maioria dos vereadores que foram eleitos no nosso palanque, insatisfeita com o governo. Isso demonstra que ele não está no caminho certo. Mesmo se eu não tivesse de acordo com a postura política ou de alianças políticas que o prefeito vem fazendo, eu poderia estar de repente afastado. Mas poderia estar aplaudindo, se o governo estivesse no caminho certo. Como sanjoanense, eleito pelo povo, e sendo cobrado do jeito que eu tenho sido, eu prefiro estar afastado do governo e junto a população que hoje se encontra insatisfeita com as atitudes administrativas e políticas do prefeito Neco.




Fonte: Blog do Arnaldo Neto