Uma mulher passou mal após uma crise de ansiedade na tarde de sexta-feira (13), no Centro de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. De acordo com a família, ela recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não foi encaminhada ao hospital, o que gerou críticas sobre a condução do caso.
O episódio aconteceu em uma loja na Rua Barão do Amazonas, na área comercial da região central da cidade. Segundo relatos, a paciente começou a passar mal dentro do estabelecimento, que pertence à irmã dela.
Testemunhas afirmam que, durante a crise, ela caiu no chão e chegou a bater a cabeça. Pessoas que estavam no local tentaram ajudá-la até a chegada da equipe de socorro.
Um vídeo gravado por pessoas presentes mostra o momento em que a paciente aparece caída no chão enquanto funcionários e clientes tentam prestar assistência. Em outro trecho das imagens, ela se debate, comportamento que pode indicar um quadro de convulsão.
Segundo a irmã, os socorristas avaliaram que se tratava de uma crise de ansiedade e informaram que não fariam o transporte para uma unidade hospitalar naquele momento.
Como a paciente continuava passando mal após a avaliação da equipe, os próprios familiares decidiram levá-la a uma unidade de saúde.
No local, os parentes afirmam que receberam a orientação de que, devido à queda e à batida na cabeça, o ideal seria que ela tivesse sido encaminhada para avaliação médica logo após o atendimento.
Depois do episódio, a irmã da paciente fez um desabafo nas redes sociais pedindo mais atenção e sensibilidade no atendimento a pessoas que enfrentam crises de ansiedade e outros transtornos mentais.
“Ansiedade e depressão são doenças. Muitas vezes tratam como se fosse exagero. Minha irmã teve várias crises e chegou a bater a cabeça. Falta empatia”, disse.
O Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense, responsável pela gestão do Samu na região, não se manifestou sobre o caso até o momento.


