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terça-feira, 26 de maio de 2015

ESTUDOS PARA CONTER AVANÇO DO MAR EM ATAFONA SERÃO DEBATIDOS

(Foto: Ralph Braz)
Os estudos para conter o avanço do mar no litoral de São João da Barra serão retomados. Como já tinha dito em entrevista à Folha (aqui), o prefeito Neco (PMDB) anunciou na sexta-feira (8), durante a entrega das casas populares no Açu (aqui), que no dia 1º de junho o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Domenico Accetta estará em Atafona apresentado para toda população o estudo técnico feito pelo órgão visando a recuperação da orla marítima do distrito.


— A recuperação da orla é um sonho de todos, mas principalmente dos moradores de Atafona, que já sofreram muito com o avanço do mar. Sabemos que não é uma obra barata, e por isso estou buscando parcerias com os governos estadual e federal para concretizar mais este sonho — disse Neco.

Há mais de 40 anos a erosão costeira vem redesenhando a paisagem de Atafona. São cerca de 3 metros a menos de faixa de areia a cada ano. Desde a década de 1960, mais de 15 ruas e 500 casas foram engolidas pela água. O Pontal, que era completamente povoado, foi totalmente tragadas pelo mar.

Os estudos do INPH para conter o avanço do mar em Atafona tiveram início em 2013.





Fonte: Blog do Arnaldo Neto

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CHEGADA DA LUA CHEIA PREOCUPA MORADORES DO AÇU

(Foto: Ralph Braz)
Está previsto para o próximo sábado, de Aleluia, o início de mais um período de lua cheia. Segundo moradores o mar na praia do Açu continua forte, o que poderia indicar novos avanços sore a costa, jogando água pelas ruas da praia.

As autoridades do Inea e da Prefeitura de São João da Barra continuam inertes. O Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) que chegou a ser contactado para fazer estudos sobre os riscos, causas e medidas possíveis de contenção, já disse para os moradores que estabeleceram contato com o órgão que nenhum estudo está sendo feito sobre a erosão do mar no Açu.

A Prumo que controla o Porto do Açu insiste em dizer que não tem nada a ver com o problema. Os órgãos públicos parecem lavar as mãos. Nunca é demais relembrar que os Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do porto já previam o problema. (Veja nas imagens do mesmo abaixo). Em julho de 2014, esse blog já tratava do assunto aqui.

O lamentável é que medidas de contenção são viáveis e só se tornaram necessárias por conta do empreendimento. Continuar a retardando o início dessas medidas poderá sair além de mais caro, uma forma da comunidade criar ainda mais resistências ao empreendimento que tanta promessas trouxe para a comunidade, especialmente a do Açu, que está vizinha do porto.

O blog continua acompanhando a apreensão da comunidade, assim, como espera que as autoridades se movimentem e produzam soluções e não apenas entrevistas a cada alagamento, já conhecido a nível nacional.




Fonte: Blog do Roberto Moraes

terça-feira, 8 de outubro de 2013

AVANÇO DO MAR: SJB RECEBE EQUIPE DE SONDAGEM DO INPH

(Fotos: Ralph Braz/ Blog Pense Diferente)

O município de São João da Barra recebe nesta quarta-feira (9), a partir das 14h, uma equipe de sondagem do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). O grupo é formado pelo engenheiro Wagner Scisinio e pelos técnicos Roberto Machado, Ricardo Pacheco, Alencar Tancredo e Rodrigo do Nascimento. Eles vão ficar no município de 9 a 20 de outubro e, nesse período, vão realizar um estudo sobre a viabilidade de um projeto que possa conter o processo de avanço do mar em Atafona, na foz do rio Paraíba do Sul.

Em junho, o diretor do INPH, Domenico Accetta, realizou a primeira visita técnica ao local. Na ocasião, ele fez um relatório prévio que aponta para a possibilidade de uma obra de engenharia oceanográfica para reverter o problema, iniciado há mais de quatro décadas.



Segundo a conclusão do relatório feita após a primeira visita técnica, "um ponto importante do estudo será a análise da variação da vazão nas últimas décadas, para qualificar a influência do desvio das águas a montante, na vazão que chega à foz do Paraíba do Sul". O relatório também cita que para se alcançar o projeto de proteção ideal para o local serão feitos levantamentos batimétricos, perfis de praia, análise e dados de ondas e ventos e estudos de modelagem matemática.


Fonte: Ascom SJB


terça-feira, 10 de setembro de 2013

SJB: ESTUDO DO AVANÇO DO MAR EM ATAFONA, COMEÇA EM OUTUBRO

 
(Fotos: Ralph Braz)
A equipe de técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), da secretaria de Portos, chega a São João da Barra no dia 9 de outubro, onde permanecerá durante 10 a 15 dias para realizar estudo sobre a viabilidade de um projeto que possa conter o processo de avanço do mar em Atafona, na foz do rio Paraíba do Sul. O deputado estadual Roberto Henriques, que contatou o INPH, já recebeu relatório prévio, depois da primeira visita técnica ao local, que aponta para a possibilidade de uma obra de engenharia oceanográfica para reverter o problema, iniciado há mais de quatro décadas. Essa semana o chefe de Gabinete da Prefeitura, Antônio Neves, em nome do prefeito José Amaro Martins, o Neco, cedeu toda a estrutura logística (hospedagem, estadia e embarcação) para a equipe. O projeto em si não terá custo para os cofres municipais.



O diretor do INPH, Domenico Accetta, fez a primeira visita técnica ao local em junho, levado pelo deputado, que pretende desenvolver o estudo, a fim de que possam ser feitas obras que cessem a erosão, se houver viabilidade técnica, a exemplo de outras cidades litorâneas brasileiras, como Marataízes e o Pontal de Conceição da Barra, ambas no Espírito Santo, cujos resultados foram 100% satisfatórios. O relatório explica sobre a viabilidade do estudo técnico para compreender o processo e a conclusão é que a região do estudo é dinâmica e o projeto será complexo devido aos diferentes locais de erosão e assoreamento na foz.


Segundo a conclusão do relatório, feita após a primeira visita técnica, “um ponto importante do estudo será a análise da variação da vazão nas últimas décadas, para qualificar a influência do desvio das águas a montante, na vazão que chega à foz do Paraíba do Sul”. O relatório também cita que para se alcançar o projeto de proteção ideal para o local serão feitos levantamentos batimétricos, perfis de praia, análise e dados de ondas e ventos e estudos de modelagem matemática.


O projeto, segundo o deputado, vai também fazer um levantamento histórico, para avaliar o processo de erosão a partir do desvio feito em Guandu décadas atrás, além de outras intervenções feitas pelo homem, somadas ao processo da natureza. “É um estudo de grande abrangência, mas com certeza pode levar a uma solução para conter o avanço do Atlântico em Atafona”, disse Henriques.


Fonte: Folha da Manhã