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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Escutas: Wladimir Matheus distribuía cargos na Prefeitura em nome do pai

(Foto: Folha da Manhã)
Escutas autorizadas pela Justiça mostram que Wladimir Matheus, filho do ex-governador e ex-secretário de Governo de Campos Anthony Garotinho e da prefeita do município, Rosinha, tinha poder de contratar e demitir funcionários da Prefeitura.

Em uma ligação interceptada no último dia 23 de outubro, ele cita determinação do pai — apontado pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral, como prefeito de fato de Campos — ao oferecer “carguinhos” em uma Vila Olímpica a um conhecido identificado apenas como André. Leia a transcrição.

ANDRÉ - Boa tarde, meu amigo.

WLADIMIR - Fala, ANDRÉ, tudo bem?

ANDRÉ - Tudo bem.

WLADIMIR - Tá com papel e caneta aí, pra você anotar uma parada? Olha só, a gente vai

reabrir a vila essa semana, tá? Papai pediu pra eu dar o cabeçalho a você, e eu vou te

dar mais uns "carguinhos" também lá, porque você precisa não só ter o cabeça, precisa

ter pelo menos o controle maior ali, o cabeça pode ser seu.

ANDRÉ - Hum, hum...

WLADIMIR - Então anota aí.

ANDRÉ - Fala pro seu amigo...

WLADIMIR - É o chefe da Vila, um secretário, três "professor" de educação física, um enfermeiro, um fisioterapeuta, dois serviços gerais, um vigia...

ANDRÉ - Dois serviços gerais, né?

WLADIMIR - Dois serviços gerais, isso. Um vigia e um porteiro.

ANDRÉ - Tá.




Fonte: Terceira Via

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Peritos do MPRJ afirmam que Garotinho está em boas condições clínicas

(Fotos: Alexandre Cassiano/Agência O Globo)
Dois peritos do Grupo de Apoio Técnico Especializado (Gate) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) estiveram no hospital Quinta D'Or, às 17h deste domingo (20), para avaliar o estado de saúde do ex-governador Anthony Garotinho, atendendo à determinação do juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral (Campos dos Goytacazes).

No hospital, os peritos solicitaram para a equipe médica local informar o ex-governador sobre a necessidade de ser examinado. Garotinho respondeu que não aceitaria ser examinado sem a orientação de seu advogado. Agentes da Polícia Federal responderam que Garotinho, por decisão judicial, estava incomunicável. Os peritos entenderam, portanto, que o exame direto seria inadequado naquele momento.

De acordo com o parecer técnico, os médicos do Gate/MPRJ obtiveram acesso a toda a documentação médico-hospitalar do ex-governador e responderam, desta forma, os cinco quesitos solicitados pelo juiz eleitoral (ver documento anexo). No parecer, consta que o ex-governador “estava respirando em ar ambiente, sem precordialgia, e em boas condições clínicas”. E que “os sinais vitais e todos os parâmetros estavam dentro da normalidade”.

Garotinho tinha 60% de obstrução em ramo descendente posterior de coronária direita e colocou um stent no sábado para tratar a lesão. Segundo as informações colhidas em reunião com os profissionais da Unidade Cardiointensiva do hospital, o tempo esperado de internação, em casos como o do ex-governador, é de 24 horas na unidade cardiointensiva e de 48 na unidade hospitalar.







Fonte: Ascom MPRJ

Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pede mais segurança para autoridades em Campos

(Foto: Ururau)
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro quer que o Ministério da Justiça garanta reforço da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, sobretudo para dar segurança aos membros da Promotoria e da Justiça Eleitorais na cidade. Em ofício remetido à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), o procurador regional eleitoral Sidney Madruga pede que o Ministério tome ciência, por meio do vice-procurador geral eleitoral Nicolao Dino, de recentes casos de possível ameaça à segurança dos titulares da 100ª Promotoria Eleitoral e da 100ª Zona Eleitoral.

Na avaliação da PRE, situações graves englobaram a Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral e Polícia Federal, os três órgãos ligados à investigação de supostas irregularidades relacionadas ao programa “Cheque-Cidadão”. No ofício à PGE, é solicitado que o vice-procurador-geral eleitoral também informe aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os fatos graves reportados pelo promotor e pelo juiz em Campos.

“A situação de Campos é gravíssima e exige esforços conjuntos de todos os órgãos de perseguição e do Judiciário”, afirma o procurador regional eleitoral Sidney Madruga.

Pedido de esclarecimentos – Em outro ofício, enviado ao superintendente da PF-RJ, o procurador regional eleitoral pediu até 4a feira (23) dois esclarecimentos ao superintendente Mario Semprine: o motivo que levou à busca e apreensão de corregedores da PF na delegacia de Campos (e a razão por que isso ocorreu após a prisão de Garotinho) e o esclarecimento sobre eventual comparecimento do ex-governador na Superintendência da PF-RJ antes de ele ser preso. Se tiver comparecido, Sidney Madruga quer ser informado de quem foi contatado e que providências foram pedidas relacionadas ao delegado que preside o inquérito sobre Garotinho em Campos.






Fonte: Ascom PRE