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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

MÉDICOS PLANTONISTAS DO HGG E HFM ESTÃO EM ESTADO DE GREVE

(HGG | Foto: Ralph Braz)
Em repúdio ao corte nos salários, efetuado pela Prefeitura de Campos, neste mês, sem qualquer aviso prévio ou justificativa convincente, médicos plantonistas do Hospital Ferreira Machado (HFM) e do Hospital de Guarus (HGG) estão em estado de greve. A única explicação dada pelo governo municipal para justificar os cortes foi que os profissionais estariam recebendo além do teto estabelecido para o salário da prefeita.

A denúncia foi levada pelos plantonistas dos respectivos hospitais ao Sindicato dos Médicos de Campos (Simec). Ao analisar a situação, chegou-se à conclusão de que todos os profissionais que tiveram parte do pagamento cortado são detentores de duas matrículas e que, portanto, recebem dois salários distintos, que somados ultrapassaram o valor líquido pago mensalmente à prefeita.

"É direito dos médicos ter duas matrículas. Isso tem que ser levado em consideração. Estão usando subterfúgio para dizer que os profissionais estão ganhando mais que a prefeita. Outra coisa que deve ser destacada é que mesmo somando os dois salários de cada um deles, só ganharam mais do que a prefeita porque fizeram substituições e plantões extras, se dispondo a trabalhar mais porque têm necessidades. E além disso, recebem uma gratificação oferecida desde o ano passado pela própria prefeitura", defendeu o presidente do Simec, José Roberto Crespo.

Os cortes só foram descobertos quando os médicos receberam os contracheques deste mês, nesta semana. Num dos casos, o funcionário recebeu R$ 3.379,75 a menos. Houve o corte de R$ 1.023,75 no salário de uma matrícula e outro corte de R$ 2.356 no segundo vínculo.

"Trata-se de cortes indevidos, que geram revolta. Isso pode até gerar uma crise no setor. Municípios como São João da Barra estão com concurso público em andamento oferecendo salários base de até R$ 6.657,87 aos médicos. Enquanto em Campos, o salário base é de R$ 3.640,12. Não é difícil imaginar o que irá acontecer. Perderemos os melhores médicos para outras cidades, correndo o risco até de que determinadas especialidades fiquem descobertas", atentou o vice-presidente do Simec, Ézil Reis, destacando que governo municipal deveria incorporar aos salários os valores pagos hoje como gratificação.

Reunião — O Simec está convocando os médicos que foram alvos dos cortes salariais a participar de uma reunião, na próxima segunda-feira (2), às 19h, no auditório do Sindicato Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC), nos altos da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), para ouvi-los e debater o assunto, em busca de solução para o problema. A diretoria do Sindicato frisou que representantes da Fundação Municipal de Saúde ou da própria administração municipal podem se sentir à vontade para participar do encontro.





Fonte:  Terceira Via

sábado, 21 de setembro de 2013

MÉDICOS DO HOSPITAL ESCOLA ÁLVARO ALVIM ENTRAM EM GREVE


(Foto: Ralph Braz)

Mais de 80% dos atendimentos clínicos, ambulatoriais e cirúrgicos do Hospital Escola Álvaro Alvim, em Campos, serão suspensos a partir de segunda-feira (23 de setembro). Os médicos que atendem no hospital alegam que a decisão foi tomada por causa das péssimas condições de trabalho e porque o Sistema Único de Saúde (SUS) não efetua o repasse da verba para a compra de material e o pagamento dos funcionários terceirizados, desde dezembro de 2012.

Segundo os médicos, eles se reuniram na última sexta-feira (20) e decidiram que entrarão em greve. Ao todo, a população deixará de receber atendimento médico em doze especialidades.

“A gente já vem se reunindo há mais de três meses. Infelizmente, a situação está insustentável, e a partir de segunda, iremos parar de trabalhar por tempo indeterminado”, afirmou o cirurgião geral Herbert Rosa.

Outro médico do Álvaro Alvim informou que praticamente todo o serviço de alta complexidade será paralisado. “A população, mais uma vez, vai sair prejudicada. É lamentável que a situação tenha chegado a este ponto. Não temos sequer gaze para os procedimentos cirúrgicos. Como podemos trabalhar desta forma?”, questiona.

Os equipamentos cedidos e alugados ao hospital já estão sendo retirados e desativados pelos fornecedores. “A situação é de calamidade. Certamente todos os serviços serão prejudicados, mas os setores de tomografia, ultrassonografia e mamografia, serão os principais”, advertiu Herbert Rosa.

O repasse da verba do SUS é feito pelos governos federal, estadual e municipal, mas, de acordo com os grevistas, cabe à prefeitura de Campos e à Fundação Benedito Pereira Nunes darem uma previsão de quando os problemas serão solucionados.

A equipe de reportagem do jornal Terceira Via entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura e da FBPN, mas até o momento não obteve resposta.


Fonte: Terceira Via